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Curso Geopolítica da Energia

11 de janeiro de 2013

Curso "Geopolítica da Energia" - ISAPE
O Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia, ISAPE, promove nos dias 21 a 24 de janeiro o curso “Geopolítica da Energia”, que trata da geopolítica dos recursos energéticos que sustentam a economia global. Através de uma análise histórica, de uma apreciação do papel dos recursos na estratégia das grandes potências e de uma análise do atual perfil geográfico e tecnológico de recursos estratégicos, o curso provocará o aluno sobre a importância da problemática energética no nível internacional, abordando questões como a geopolítica do petróleo, as guerras por recursos energéticos, a transição energética e as fontes de energia mais limpas.
O curso será ministrado pelo professor dr. Lucas Kerr de Oliveira, e será realizado no Clube de Cultura de Porto Alegre, das 18:30 às 22:00, nos dias 21, 22, 23 e 24 de janeiro de 2013.
Esta atividade é direcionada a graduandos universitários, vestibulandos, pesquisadores e o público em geral. Faça sua inscrição aqui: www.isape.org.br/
ISAPE - 2013 - Cursos - Cartaz do Curso de Geopolítica da Energia
http://www.isape.org.br/index.php/pagina/home
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Um sistema interligado hidroeólico para o Brasil, por Ildo Sauer e Joaquim Carvalho

1 de novembro de 2012

Valor Econômico, 1º de novembro de 2012

Um sistema interligado hidroeólico para o Brasil

Joaquim F. de Carvalho   &    Ildo L. Sauer

O Brasil dispõe de potenciais hidrelétrico e eólico que lhe abrem a possibilidade de produzir, de forma renovável e sustentável, toda a energia elétrica que consome – e consumirá, quando a população estiver estabilizada em 215 milhões de habitantes, o que, segundo o IBGE, deverá acontecer por volta de 2050.

A interligação dos parques eólicos com a rede hidrelétrica, visando a estruturar um sistema hidroeólico, contribuirá para suavizar a intermitência dos ventos, pois isso permite que se firme a energia eólica mediante a sua “acumulação”, por assim dizer, nos reservatórios hidrelétricos, nas épocas de ventos abundantes, para ser usada nas temporadas secas. A interligação dos parques eólicos entre si também contribui para contornar o problema da intermitência dos ventos, por meio do chamado “efeito portfólio”, pelo qual, à semelhança de uma carteira de ações na bolsa de valores, a produção conjunta de todos os parques varia menos do que as produções individuais de cada um.

Graças ao seu imenso potencial hidrelétrico – e à possibilidade, ainda existente, de se implantarem grandes reservatórios de acumulação – o Brasil tem uma extraordinária vantagem comparativa em relação à maioria dos países europeus e asiáticos, que são obrigados a apelar para as onerosas e poluentes usinas termelétricas convencionais ou para as antieconômicas centrais nucleares que, ademais, expõem as populações a inaceitáveis riscos de acidentes catastróficos.

Parque Eólico em Osorio (RS) - EDP Renovaveis do Brasil

Naturalmente – além de se orientar por critérios técnico-econômicos e ambientais – a implantação de parques eólicos e, principalmente, de novos reservatórios hidrelétricos deve respeitar o direito das populações regionais, particularmente as ribeirinhas, mediante a execução de programas de reassentamento, planejados em cooperação com as lideranças locais.

Entretanto, determinados segmentos da sociedade têm a percepção de que a geração hidrelétrica é invariavelmente deletéria, por causar a “artificialização das bacias hidrográficas”. Devido a essa percepção equivocada, o Brasil corre o risco de ser obrigado a imitar países que, não dispondo de vantagens como as brasileiras, têm que apelar para usinas termelétricas convencionais ou nucleares.

Na verdade, os reservatórios hidrelétricos podem ser aproveitados para múltiplas finalidades, tais como regularização de vazões, transporte fluvial, irrigação de grandes áreas visando à produção agrícola, pesca interior, turismo ecológico, etc. Todos esses usos requerem a preservação das matas ciliares e são ambientalmente benéficos, ao contrário do que supõem os adversários emocionais dos reservatórios hidrelétricos.

Usina Hidrelétrica de Itaipu - Itaipu Binacional

Um notável exemplo de uso  múltiplo de bacia hidrográfica é o da usina hidrelétrica de Três Marias, originalmente projetada apenas como reservatório de regularização, para irrigar 100 mil hectares do Projeto Jaíba, em Minas Gerais. Esse reservatório (que cobre uma área maior do que o dobro da Baia da Guanabara) é responsável pelo desenvolvimento da outrora paupérrima região nordeste de Minas. A geração hidrelétrica foi apenas uma decorrência de sua construção. Outro exemplo é o da hidrelétrica de Sobradinho, que permitiu o desenvolvimento do maior polo de fruticultura irrigada do Brasil.

Ainda outros exemplos são algumas hidrelétricas da Light e da Cesp, cujos reservatórios regularizam a vazão da bacia do rio Paraíba do Sul e permitem a captação de água para a região metropolitana do Rio de Janeiro e algumas cidades do trecho paulista daquela bacia.

Um sistema hidroeólico estruturado nas condições brasileiras seria inteiramente sustentável e teria capacidade para cobrir indefinidamente a demanda brasileira por energia elétrica. As usinas térmicas a gás natural já existentes, com suprimento flexível de combustível, seriam acionadas apenas em períodos críticos, servindo como seguro para otimizar a operação do sistema.

Quanto à verdadeira magnitude do potencial eólico brasileiro, cabe assinalar que, em 2001, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) realizou um inventário, estimando-o em 143 GW. Estudos mais recentes, promovidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apontam para um potencial superior a 280 GW. As perspectivas de se inventariar  um potencial ainda maior são muito auspiciosas, com a realização de uma rigorosa campanha de medições em todas as regiões promissoras do país – e com os ganhos de escala e aprendizado, resultantes do desenvolvimento tecnológico e da nacionalização da cadeia produtiva eólica.

Por fim, no tocante aos custos da energia elétrica, lembremos que estes se compõem de uma parte fixa, correspondente  à amortização do capital investido – e de uma parte administrável, composta pelas despesas necessárias ao funcionamento da usina geradora.

A parte fixa abrange as despesas incorridas na implantação da usina (projetos, equipamentos, construção, montagem e testes), e a parte administrável compreende as despesas de operação e manutenção, seguros, encargos trabalhistas, etc. No caso de usinas nucleares, há também os custos do combustível, do descomissionamento ao fim da vida útil e da administração dos rejeitos radiativos.

Os custos finais devem ser calculados e estabelecidos por meio de negociações entre o poder concedente e o investidor, nas quais entram critérios subjetivos tais como ”atratividade” para o investidor e “razoabilidade” para os consumidores; daí o imperativo ético de que o processo seja absolutamente transparente. Assim, no Brasil, o custo da energia hidrelétrica fica em cerca de R$ 80/MWh, o da eólica em R$ 100/MWh e o da nuclear em R$ 200/MWh.

* Joaquim Francisco de Carvalho é pesquisador visitante da Coppe/UFRJ e do IEE/USP. Ildo Luis Sauer é professor titular de Energia do IEE/USP.

 

http://professorildosauer.wordpress.com/2012/11/04/um-sistema-interligado-hidroeolico-para-o-brasil-joaquim-f-de-carvalho-e-ildo-l-sauer/

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Cerca de metade dos brasileiros teme uma invasão por causa da Amazônia ou do Pré-Sal

15 de dezembro de 2011

R7 – 15/12/2011

Metade dos brasileiros teme que o país sofra invasão por causa da Amazônia

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que metade dos brasileiros acredita que o Brasil pode sofrer uma agressão militar estrangeira por causa da Amazônia.

De acordo com os resultados, 50,2% dos entrevistados disseram acreditar totalmente ou muito na possibilidade de uma invasão por causa da Amazônia. Esse conflito ocorreria nos próximos 20 anos.

Outros 17,1% declararam acreditar razoavelmente nesta hipótese, e 30,4% afirmaram que acreditam pouco ou não acreditam.

Na região Norte, onde estão os Estados da Amazônia Legal, 66,1% das pessoas ouvidas disseram que acreditam totalmente ou muito na ocorrência de uma agressão militar.

O levantamento também tratou da percepção dos brasileiros sobre o trabalho de ONGs estrangeiras (organizações não governamentais) que atuam na região amazônica. Segundo o Ipea, 61,1% dos entrevistados avaliaram como muito positiva ou positiva a ação dessas entidades.

O Ipea apurou ainda que 45,5% dos entrevistados admitiram que temem uma agressão militar estrangeira por causa do petróleo da camada do pré-sal.

Questionados sobre os países que representam uma potencial ameaça para o Brasil, 37,1% mencionaram os Estados Unidos. Em seguida vêm Argentina (15,6%) e Bolívia (12,2%). A China foi citada por apenas 9,7% e a Venezuela, por 5,9%.

Um fato curioso é que, quando o Ipea perguntou quais nações poderiam desempenhar o papel de aliados ou parceiros do Brasil, a primeira posição ficou também com os Estados Unidos, com 32,4%. A Argentina apareceu em segundo, lembrada por 31,4%. A China foi a terceira, com 16,7%, seguida de Bolívia (15,1%), Paraguai (15%) e dos países da Europa (14,6%).

Outras ameaças

Para realizar a pesquisa, o instituto listou uma série de potenciais ameaças à segurança da população e do país. Do total de entrevistados, 54,2% apontaram o crime organizado como a ameaça que mais causa medo. Em seguida, apareceram os desastres ambientais ou climáticos, mencionados por 38,6% dos entrevistados.

O ranking também traz as hipóteses de guerra com uma potência estrangeira (34,7%), guerra com um país vizinho (33%), epidemias (30,5%) e terrorismo (29,5%).

O Ipea fez a pesquisa, intitulada Percepção Social sobre a Defesa Nacional, entre os dias 8 e 29 de agosto e ouviu 3.796 pessoas de todos os Estados do país.

Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/metade-dos-brasileiros-teme-que-o-pais-entre-em-guerra-por-causa-da-amazonia-20111215.html

 

 

 

acesso via blog do ISAPE : http://isape.wordpress.com/2011/12/15/metade-dos-brasileiros-teme-uma-invasao-por-causa-da-amazonia-e-45-pelo-pre-sal/

 

 

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BNDES defende diversidade de fontes regionais para financiar integração energética na América do Sul

11 de novembro de 2011

Agência Brasil, 10/11/2011

BNDES defende diversidade de fontes regionais para financiar integração energética na América do Sul

Pedro Peduzzi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A integração energética da América do Sul requer uma diversidade de fontes de financiamentos, que, de preferência, sejam locais, defendeu hoje (10) o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luiz Melín. Para ele, é importante que essas fontes de fomento estejam restritas às existentes na América do Sul, para evitar possíveis interferências externas nos projetos a serem desenvolvidos.

“Se não estivermos munidos de visão de objetivo, sobre a malha de compartilhamento de recursos energéticos, estaremos condenados a iniciativas pontuais, como fazemos há décadas”, disse Melín durante o Seminário Internacional Integração Energética da América do Sul, na Câmara dos Deputados.

“Para isso serão necessárias fontes diversificadas para financiamento e cofinanciamento. Precisamos também reforçar mecanismos de garantias, valorizando CCRs [convênios de créditos recíprocos]. Não podemos prescindir de um mecanismo regional de garantias, gerido com o mais alto grau de competência e de sustentabilidade”, completou o diretor do BNDES.

Segundo ele, é sempre mais fácil que projetos de grande valor e de longa duração encontrem financiamentos adequados quando não estão submetidos integralmente a apenas uma fonte.

“Ao fazer isso, você está colocando em uma instituição financeira todo o risco e a exposição do projeto. Já ao compartilhar entre várias instituições financeiras e fontes de financiamento, multilaterais, públicas e privadas, você facilita muito a rapidez com que o projeto poderá ser financiado, porque cada uma das fontes estará arcando apenas com um pedaço do projeto e, portanto, estará apenas com uma parte da exposição”, argumentou.

Melín avalia que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) poderá ter papel fundamental, “a partir do momento em que ela convocar para suas deliberações, do ponto de vista de financiamento dos projetos, um número representativo de instituições”, disse, citando, entre essas instituições, o BNDES, a Cooperação Andina de Fomento e bancos de desenvolvimento como o Bandes (da Venezuela) e o Bice (da Argentina), entre outros.

“Não há razão hoje, com o grau de entendimento que os governos democráticos [sul-americanos] têm entre si, [para] impedimentos para que os governos articulem isso de forma multilateral. A Unasul é o ambiente ideal para essas discussões. Precisamos também de transparência e estabilidade dos marcos regulatórios, de mecanismos de resolução de controvérsias nossos e por nós instituídos, que sirvam aos nossos interesses e que possam ser práticos para solucionar eventuais controvérsias que surgirem”, enfatizou.

O diretor avalia que os países sul-americanos têm de evitar que “fatores de risco com base em Nova York ou na Europa, de análises extremamente conservadoras”, exerçam influência nesse processo. “Estando distantes como estão, esses institutos de risco não terão o mesmo grau de informação sobre as condições de agentes governamentais e econômicos”, disse. “Em 2006, o Brasil nem era avaliado pelos institutos de risco. Hoje, fazem volta no quarteirão para investir nos ativos brasileiros”, completou.

Edição: Juliana Andrade

 Fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-11-10/bndes-defende-diversidade-de-fontes-regionais-para-financiar-integracao-energetica-na-america-do-sul

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Geopolítica do Petróleo: Inglaterra e países ricos manifestam interesse no petróleo brasileiro

23 de junho de 2011

Monitor Mercantil
22/06/2011 – 19:06

NOVA GEOPOLÍTICA NA ÁREA DE PETRÓLEO

 

Consumo de derivados aumenta mais rapidamente na China, Índia, Brasil e África

Governo britânico de olho no petróleo da Petrobras

As oportunidades de negócios e parcerias no setor energético brasileiro foram tema de debate, nesta quarta, entre membros do governo britânico, incluindo o vice-primeiro-ministro Nick Clegg e o ministro adjunto de Comércio e Investimento, Lord Stephen Green, e executivos da Petrobras, como o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.

Segundo o ministro adjunto, o Brasil está ocupando um espaço cada vez mais importante no cenário econômico internacional e, por isso, é necessário um novo impulso nas relações comerciais entre os dois países. Clegg tem a mesma opinião, e afirma que estreitar as relações com o país, que já foi muito próximo do Reino Unido no século XIX, “é um compromisso do governo britânico”.

Nova geopolítica

Ainda de acordo com o vice-primeiro-ministro, os planos de investimento da Petrobras e do país devem inaugurar “uma nova geopolítica na área de petróleo”.

Na opinião de Gabrielli, é natural uma mudança de eixo da geopolítica do petróleo, já que o consumo de derivados aumenta mais rapidamente na China, Índia, Brasil e África, onde há “crescimento econômico com inclusão social” e, com isso, “os fluxos” de exportações e importações entre esses países vão aumentar muito no futuro.

Além do setor de energia, há oportunidades nos segmentos de eletrônica, consultoria em engenharia, contabilidade e serviços financeiros, entre outros. “Há uma gama de áreas em que creio haver espaço para cooperação entre o Brasil e a Grã-Bretanha”, disse Clegg.

Pré-sal e energia

Sobre as oportunidades na exploração do petróleo da camada pré-sal, o vice-primeiro-ministro disse que o Reino Unido pode contribuir para a capacitação profissional e o desenvolvimento tecnológico no setor de petróleo.

Já o presidente da Petrobras mostrou as oportunidades e desafios no mercado de energia brasileiro e destacou que a estatal tem o maior programa de investimentos do mundo, já que a empresa prevê investir US$ 224 bilhões até 2014 – grandiosidade que deixou Clegg surpreso.

Segundo Gabrielli, as novas descobertas de petróleo do Brasil vão transformar o país no maior mercado para equipamentos e serviços de exploração em águas profundas.

Desafios

No entanto, disse que “há desafios, como o desenvolvimento de tecnologias para explorar a nova fronteira, problemas de logística devido à distância dos campos de petróleo em relação à costa, o treinamento de pessoal e a necessidade de aproximação entre os centros de pesquisa e as empresas fornecedoras de equipamentos e serviços”.

A Petrobras prevê capacitar, até 2014, 290 mil pessoas para trabalhar na cadeia produtiva de petróleo. Segundo Clegg, esse número de profissionais é maior do que o plano de capacitação que Reino Unido possui, que prevê capacitar 250 mil jovens em todo o país.

“Já treinamos 78.400 profissionais. Precisamos treinar 212 mil pessoas”, informou Gabrielli.

Exportações

Já no caso da expansão da oferta de petróleo cru, afirma, o Brasil será o principal responsável pela produção adicional de óleo graças às descobertas do pré-sal.

O ministro-adjunto, por sua vez, vê incremento nas exportações britânicas nas áreas de serviços financeiros, energia, consultorias e engenharia. A meta do governo britânico é dobrar as exportações para o Brasil até 2015, atingindo 4 bilhões de libras (R$ 10,8 bilhões) naquele ano.

http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=96679
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Vídeo: os Navios-Patrulha da Classe “Macaé” e a defesa do Pré-Sal

21 de junho de 2011

Vídeo sobre os Navios-Patrulha da Classe “Macaé”, construídos no Brasil, utilizados pela Marinha para proteger as águas jurisdicionais brasileiras, incluindo as Águas Territoriais e a Zona Econômica Exclusiva do Brasil, onde estão grandes riquezas ambientais, enorme biodiversidade, recursos naturais como a pesca, minérios raros e o petróleo do  Pré-Sal.