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Resenha de “Rising powers, shrinking planet: the new geopolitics of energy”, de Michael T. Klare

28 de agosto de 2009

Meridiano 47

28/08/2009

Resenha de “Rising powers, shrinking planet: the new geopolitics of energy”, de Michael T. Klare

Thiago Gehre Galvão

http://meridiano47.info/

KLARE, Michael T. Rising powers, shrinking planet: the new geopolitics of energy. New York: Metropolitan Books/ Henry Holt and Company, LLC, 2008. 339p. ISBN-13: 978-0-8050-8064-3


A constituição da vida internacional, em seus aspectos primordiais como habitação, produção de alimentos, manutenção do funcionamento da economia e o estabelecimento dos fluxos de transporte e comunicação, depende dos insumos energéticos como sua força motriz. A nova sociedade da informação e a tradicional política de poder das Grandes Potências, com seu aparato industrial-militarista, tornaram-se reféns dos recursos energéticos. Como conseqüência, a ordem internacional neste século 21 vem adquirindo um perfil peculiar, com duas características: o encolhimento do planeta e a ascensão de novos poderes. A conexão entre estes dois fenômenos é atribuída por Michael T. Klare ao papel da energia como pivô nos assuntos internacionais da atualidade.

Diretor do Five College Program in Peace and World Security Studies at Hampshire College in Amherst, Michael T. Klare tem se destacado nos estudos sobre o papel do petróleo na política internacional, política externa energética e guerras por recurso, com uma abordagem marcadamente estratégica e geopolítica. Assim, a principal contribuição desse novo livro é aprofundar o debate e atualizar as discussões sobre a problemática energética mundial. Apresenta uma visão de mundo condizente com os anseios e preocupações da sociedade global, com o crescimento da demanda energética por nações de grande porte como China, Índia e Brasil e evidencia a provável escassez de recursos vitais como petróleo, gás e minérios em geral. Busca, em suma, intensificar o debate sobre o papel das potências e de empresas nacionais e multinacionais na conformação de uma ordem energética internacional.

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