Posts Tagged ‘OTAN’

h1

Frota da Marinha russa é enviada para o litoral da Síria

8 de setembro de 2013

Voz da Rússia, 07/09/2013

Guerra da Síria

Síria: o que poderá a Marinha russa fazer?

 Ilia Kramnik

A Marinha russa está reunindo no mar Mediterrâneo a maior força naval desde a queda da URSS. O que poderá fazer a força operacional russa em caso de agravamento da situação?

Cruzador lançador de Misseis de Guiados Moskva em Sebastopol - foto Andrew Karpov

O agravamento da crise síria e a perspectiva bastante real de início de uma guerra exigem da Rússia uma reação antecipada aos acontecimentos, e a presença de navios de guerra significa, neste caso, mais do que simplesmente “mostrar a bandeira”.

Quais serão os instrumentos que podem aumentar a eficácia da presença naval russa nas áreas-chave do oceano global? Neste momento, no Mediterrâneo está concentrada uma força composta por mais de 10 navios e de um número indeterminado de submarinos. É a primeira vez em duas décadas, desde o desmantelamento da 5ª Esquadra Operacional (Mediterrânica) da Marinha de Guerra da URSS, em dezembro de 1992, que no Mediterrâneo se encontra tal quantidade de navios arvorando o pavilhão russo.

Antes de mais, chama a atenção a presença de uma grande quantidade de navios de desembarque pesados (LSH). No mar Mediterrâneo se encontram agora 7 LSH sob bandeira russa, incluindo dois da Frota do Pacífico, dois da Frota do Báltico e três da Frota do Mar Negro. Alguns deles já estão no mar há bastante tempo. Assim, o navio Alexander Shabalin zarpou de Baltiysk ainda em dezembro de 2012.

Учения по высадке морского десанта в Калининградской области

Учения морской пехоты Тихоокеанского флота в Приморском крае

Existem várias razões para a presença de LSH. Uma das principais é a de estes países assegurarem um canal de auxílio por parte da Rússia ao governo legítimo da Síria na sua luta contra o terrorismo. Segundo informaram recentemente as agências noticiosas russas, citando fontes do Ministério da Defesa, esses navios foram usados para o transporte de armamento de forma a evitar a repetição do incidente ocorrido com o cargueiro Alaed, cuja viagem para a Síria transportando helicópteros foi impedida no verão de 2012.

Учения морского десанта в Калининградской области

A segunda missão dos LSH nessa região é a realização, em caso de necessidade, da evacuação de cidadãos russos da Síria, tanto os que lá se encontram em serviço, como os que têm residência permanente na Síria.

Cruzador lançador de Misseis Guiados Moskva, da Marinha Russa, na base naval de Sevastopol - foto Andrew Karpov

Vigilância e não só?

As missões da Marinha não se limitam, no entanto, a uma possível operação de evacuação, como o demonstra a presença no Mediterrâneo de navios de combate da Marinha de Guerra russa. Nos próximos dias, deverá chegar ao Mediterrâneo Oriental o cruzador porta-mísseis Moskva, que até agora esteve realizando no Atlântico e no Pacífico visitas a Cuba e à Nicarágua. Esse navio deverá se tornar no núcleo dessa força graças ao seu poderoso sistema de radares e à sua defesa antiaérea de longo alcance. O grupo de navios, reforçado com o Moskva, poderá também realizar uma série de missões em caso de início de uma guerra.

Cruzador lançador de mísseis da classe Moskva Marinha da Rússia - foto RIA Novosti

Em primeiro lugar, as capacidades do cruzador, reforçadas pelo equipamento dos navios de reconhecimento, permitem ter um panorama completo e fiável dos acontecimentos, cobrindo com uma imagem de radar todo o Mediterrâneo Oriental. A segunda missão será colocada à força naval pela direção do país e das suas Forças Armadas. Como resultado, as informações sobre os mísseis de cruzeiro norte-americanos detectados, em caso de os EUA começarem a bombardear a Síria, poderão ser transmitidas não só para Moscou, mas também para Damasco, facilitando a detecção e intercepção dos mísseis pela defesa antiaérea síria.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto  Vladimir Prokopenko

Apesar de todas as capacidades dos navios russos, a força como um todo tem um potencial bastante limitado, isso diz respeito especialmente às componentes aérea e anfíbia. Os LSH russos, que estão sendo usados neste caso como transporte, não são uma alternativa aos navios de assalto multiusos (LHA), capazes de assegurar uma presença a longo prazo no teatro de operações de uma força de fuzileiros navais com o respectivo apoio aéreo.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto RIA Novosti, Igor Zarembo

Uma presença nesta altura no Mediterrâneo de um ou dois LHA da classe Mistral, integrados na força, poderia reforçar qualitativamente o agrupamento, mas o primeiro navio da série, o Vladivostok, ainda está sendo construído em Saint-Nazaire. Um apoio ainda mais eficaz poderia ser prestado à frota por um porta-aviões, mas o único navio dessa classe existente na Marinha de Guerra Russa só irá iniciar a sua viagem para o mar Mediterrâneo em dezembro de 2013.

http://portuguese.ruvr.ru/2013_09_07/Siria-o-que-poder-fazer-a-marinha-russa-0409/

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy

Navios da Marinha russa - foto Voz da Rússia

Leia mais sobre a crise na Síria e a disputa entre as grandes potências no Oriente Médio: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_06/Destacamento-de-navios-da-Marinha-russa-navega-em-direcao-costa-da-Siria-9844/

Acesso via ISAPE Blog : http://isape.wordpress.com/2013/09/07/frota-russa-se-posiciona-no-litoral-da-siria/

h1

Parlamento do Reino Unido vota contra ataque à Síria

1 de setembro de 2013

Agência Estado, 29 de agosto de 2013

Parlamento britânico vota contra intervenção militar na Síria

David Cameron defendia a ação contra o regime de Assad mas disse que vai respeitar a decisão do parlamento

Fernando Nakagawa

Agência Estado

LONDRES – Os Estados Unidos perderam na noite desta quinta-feira um importante aliado para o plano de intervenção miliar na Síria. Após o Parlamento da Grã-Bretanha rejeitar a ação internacional contra o regime de Bashar Assad, o primeiro-ministro inglês David Cameron sinalizou que deve retirar o apoio à ação planejada por Washington em resposta ao suposto uso de armas químicas. “É claro para mim que o Parlamento britânico reflete a visão do povo britânico que não quer ver militares britânicos em ação”, disse Cameron.

UK House of Commons voted against military action in Syria - Foto - Reuters

Após longo e acalorado debate em uma votação com a presença do primeiro-ministro, o apoio aos EUA foi rechaçado por 285 parlamentares contra 272 que apoiaram a intervenção. Diante do placar desfavorável, Cameron reafirmou a suspeita de que Assad tenha usado armas químicas, mas disse que respeitará a decisão do Parlamento e que o governo vai agir “em conformidade” com o resultado da votação.

Parlamento do Reino Unido - UK Parliament

Na prática, a decisão dos parlamentares vai excluir o envolvimento britânico nas ações lideradas pelos Estados Unidos contra Assad. A derrota aconteceu um dia após o Reino Unido ter submetido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas uma resolução que condenava a ação do governo sírio e pedia autorização para “medidas necessárias” para proteger civis.

Após a suspeita de que armas químicas mataram mais de 1.000 pessoas nos últimos dias nos arredores de Damasco, Londres foi um aliado de primeira hora à intenção de Washington de intervir militarmente contra o regime sírio. Outro aliado é a França.

A Stop the War Coalition protest at Downing St against any attack on Syria, 28 August 2013. www.stopwar.org.uk

Após a derrota, o secretário inglês de Defesa, Philip Hammond, disse que o governo Cameron estava “desapontado” com a votação e demonstrou certo constrangimento diante do prometido apoio aos EUA. Apesar disso, afirmou que o país não estará envolvido em eventuais ações militares contra o governo da Síria. “Espero que os Estados Unidos e outros países sigam olhando para respostas ao ataque químico. Eles podem ficar desapontados com o não envolvimento da Grã-Bretanha. Eu espero que a ausência da participação britânica não interrompa qualquer ação”, disse Hammond.

A derrota desta quinta-feira tem um expressivo valor simbólico: Cameron é o primeiro líder britânico em décadas que não conseguiu apoio da maioria dos parlamentares para enviar tropas em uma ação militar conjunta com os EUA. Na história recente, a oposição sempre apoiou as grandes investidas militares da Grã-Bretanha, como na Guerra das Malvinas contra a Argentina em 1982 e na Guerra do Iraque em 2003.

Acuado pela crise econômica e o avanço dos partidos de oposição – seja a esquerda Trabalhista ou partidos pequenos à direita, o primeiro-ministro Conservador pode ser considerado o grande derrotado desta quinta-feira. Enquanto o placar da votação era lido na Câmara dos Comuns, um dos parlamentares presentes à sessão gritou “renúncia” a poucos metros de David Cameron.

Fonte:  www.estadao.com.br/noticias/internacional,parlamento-britanico-vota-contra-intervencao-militar-na-siria,1069284,0.htm

 Acesso via:  ISAPE Blog

Manifestações pacifistas contra o ataque à Síria ocorreram na Inglaterra

h1

Cerca de metade dos brasileiros teme uma invasão por causa da Amazônia ou do Pré-Sal

15 de dezembro de 2011

R7 – 15/12/2011

Metade dos brasileiros teme que o país sofra invasão por causa da Amazônia

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que metade dos brasileiros acredita que o Brasil pode sofrer uma agressão militar estrangeira por causa da Amazônia.

De acordo com os resultados, 50,2% dos entrevistados disseram acreditar totalmente ou muito na possibilidade de uma invasão por causa da Amazônia. Esse conflito ocorreria nos próximos 20 anos.

Outros 17,1% declararam acreditar razoavelmente nesta hipótese, e 30,4% afirmaram que acreditam pouco ou não acreditam.

Na região Norte, onde estão os Estados da Amazônia Legal, 66,1% das pessoas ouvidas disseram que acreditam totalmente ou muito na ocorrência de uma agressão militar.

O levantamento também tratou da percepção dos brasileiros sobre o trabalho de ONGs estrangeiras (organizações não governamentais) que atuam na região amazônica. Segundo o Ipea, 61,1% dos entrevistados avaliaram como muito positiva ou positiva a ação dessas entidades.

O Ipea apurou ainda que 45,5% dos entrevistados admitiram que temem uma agressão militar estrangeira por causa do petróleo da camada do pré-sal.

Questionados sobre os países que representam uma potencial ameaça para o Brasil, 37,1% mencionaram os Estados Unidos. Em seguida vêm Argentina (15,6%) e Bolívia (12,2%). A China foi citada por apenas 9,7% e a Venezuela, por 5,9%.

Um fato curioso é que, quando o Ipea perguntou quais nações poderiam desempenhar o papel de aliados ou parceiros do Brasil, a primeira posição ficou também com os Estados Unidos, com 32,4%. A Argentina apareceu em segundo, lembrada por 31,4%. A China foi a terceira, com 16,7%, seguida de Bolívia (15,1%), Paraguai (15%) e dos países da Europa (14,6%).

Outras ameaças

Para realizar a pesquisa, o instituto listou uma série de potenciais ameaças à segurança da população e do país. Do total de entrevistados, 54,2% apontaram o crime organizado como a ameaça que mais causa medo. Em seguida, apareceram os desastres ambientais ou climáticos, mencionados por 38,6% dos entrevistados.

O ranking também traz as hipóteses de guerra com uma potência estrangeira (34,7%), guerra com um país vizinho (33%), epidemias (30,5%) e terrorismo (29,5%).

O Ipea fez a pesquisa, intitulada Percepção Social sobre a Defesa Nacional, entre os dias 8 e 29 de agosto e ouviu 3.796 pessoas de todos os Estados do país.

Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/metade-dos-brasileiros-teme-que-o-pais-entre-em-guerra-por-causa-da-amazonia-20111215.html

 

 

 

acesso via blog do ISAPE : http://isape.wordpress.com/2011/12/15/metade-dos-brasileiros-teme-uma-invasao-por-causa-da-amazonia-e-45-pelo-pre-sal/

 

 

h1

Líbia: Infraestrutura petrolífera controlada por rebeldes não foi danificada pelos bombardeios da OTAN

27 de junho de 2011

Oil & Gas Journal
 06/27/2011

Diplomat: Libya’s rebel-held oil facilities ‘largely undamaged’

 Eric Watkins

With Libya’s oil infrastructure thought to be largely undamaged in rebel-held areas of the country, a British diplomat said that exports of oil could resume within 3-4 weeks following the fall of the embattled leader leader Moammar Gadhafi.

“We don’t think the oil infrastructure has been particularly badly damaged physically,” said a British diplomat. “The current estimate is that in the east they can start pumping within three or four weeks.”

The statement followed other reports that have emerged in recent weeks, with some saying that output from Libya could reach 355,000 b/d from rebel-held areas and others saying it would be marginal and not up to full capacity until 2015.

  Read the rest of this entry ?

h1

Geopolítica do Petróleo: Inglaterra e países ricos manifestam interesse no petróleo brasileiro

23 de junho de 2011

Monitor Mercantil
22/06/2011 – 19:06

NOVA GEOPOLÍTICA NA ÁREA DE PETRÓLEO

 

Consumo de derivados aumenta mais rapidamente na China, Índia, Brasil e África

Governo britânico de olho no petróleo da Petrobras

As oportunidades de negócios e parcerias no setor energético brasileiro foram tema de debate, nesta quarta, entre membros do governo britânico, incluindo o vice-primeiro-ministro Nick Clegg e o ministro adjunto de Comércio e Investimento, Lord Stephen Green, e executivos da Petrobras, como o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.

Segundo o ministro adjunto, o Brasil está ocupando um espaço cada vez mais importante no cenário econômico internacional e, por isso, é necessário um novo impulso nas relações comerciais entre os dois países. Clegg tem a mesma opinião, e afirma que estreitar as relações com o país, que já foi muito próximo do Reino Unido no século XIX, “é um compromisso do governo britânico”.

Nova geopolítica

Ainda de acordo com o vice-primeiro-ministro, os planos de investimento da Petrobras e do país devem inaugurar “uma nova geopolítica na área de petróleo”.

Na opinião de Gabrielli, é natural uma mudança de eixo da geopolítica do petróleo, já que o consumo de derivados aumenta mais rapidamente na China, Índia, Brasil e África, onde há “crescimento econômico com inclusão social” e, com isso, “os fluxos” de exportações e importações entre esses países vão aumentar muito no futuro.

Além do setor de energia, há oportunidades nos segmentos de eletrônica, consultoria em engenharia, contabilidade e serviços financeiros, entre outros. “Há uma gama de áreas em que creio haver espaço para cooperação entre o Brasil e a Grã-Bretanha”, disse Clegg.

Pré-sal e energia

Sobre as oportunidades na exploração do petróleo da camada pré-sal, o vice-primeiro-ministro disse que o Reino Unido pode contribuir para a capacitação profissional e o desenvolvimento tecnológico no setor de petróleo.

Já o presidente da Petrobras mostrou as oportunidades e desafios no mercado de energia brasileiro e destacou que a estatal tem o maior programa de investimentos do mundo, já que a empresa prevê investir US$ 224 bilhões até 2014 – grandiosidade que deixou Clegg surpreso.

Segundo Gabrielli, as novas descobertas de petróleo do Brasil vão transformar o país no maior mercado para equipamentos e serviços de exploração em águas profundas.

Desafios

No entanto, disse que “há desafios, como o desenvolvimento de tecnologias para explorar a nova fronteira, problemas de logística devido à distância dos campos de petróleo em relação à costa, o treinamento de pessoal e a necessidade de aproximação entre os centros de pesquisa e as empresas fornecedoras de equipamentos e serviços”.

A Petrobras prevê capacitar, até 2014, 290 mil pessoas para trabalhar na cadeia produtiva de petróleo. Segundo Clegg, esse número de profissionais é maior do que o plano de capacitação que Reino Unido possui, que prevê capacitar 250 mil jovens em todo o país.

“Já treinamos 78.400 profissionais. Precisamos treinar 212 mil pessoas”, informou Gabrielli.

Exportações

Já no caso da expansão da oferta de petróleo cru, afirma, o Brasil será o principal responsável pela produção adicional de óleo graças às descobertas do pré-sal.

O ministro-adjunto, por sua vez, vê incremento nas exportações britânicas nas áreas de serviços financeiros, energia, consultorias e engenharia. A meta do governo britânico é dobrar as exportações para o Brasil até 2015, atingindo 4 bilhões de libras (R$ 10,8 bilhões) naquele ano.

http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=96679
h1

Líbia: Exportações de petróleo controladas pelos rebeldes crescem para 355 mil barris/dia

23 de junho de 2011

 Oil & Gas Journal
Jun 23, 2011

Goldman Sachs: Libya’s oil exports could rise by 355,000 b/d

Eric Watkins

LOS ANGELES, June 23 — Libya’s oil exports could rise by as much as 355,000 b/d from areas held by forces opposed to the rule of the country’s leader Moammar Gadhafi, according to an analyst report.

“The opposition forces could resume about 200,000 b/d of crude exports as some fields and their related export terminals are largely intact,” said the report by Goldman Sachs Group Inc. “A further 155,000 b/d could potentially be exported at a later stage from a second loading port under their control.”

The report said Libya’s oil exports could climb as high as 585,000 b/d if Gadhafi is removed from power and production resumes from western fields held by his government.

Read the rest of this entry ?

h1

Líbia volta a oferecer trégua aos países da OTAN

16 de maio de 2011

o Estado de S.Paulo
15 de maio de 2011

Governo da Líbia volta a oferecer trégua

AE – Agência Estado

O primeiro-ministro da Líbia, Baghdadi Mahmudi, apresentou neste domingo uma nova oferta de trégua em troca de um imediato cessar-fogo por parte das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A oferta de trégua vem à tona no momento em que o conflito na Líbia entra em seu quarto mês e foi feita ao enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) a Trípoli, Abdul-Ilah al-Khatib.

Ao mesmo tempo, porém, o comandante das forças armadas britânicas, general David Richards, defendeu que a Otan intensifique sua campanha militar para assegurar que o líder líbio Muamar Kadafi continue no poder. Também neste domingo, o papa Bento XVI conclamou a realização de negociações para pôr fim à violência no país do norte da África.

Citado pela agência estatal de notícias Jana, Mahmudi disse, depois de uma reunião com Khatib, que a Líbia está pronta para “um imediato cessar-fogo que coincida com o fim dos bombardeios da Otan e com a aceitação de observadores internacionais”.

Mahmudi acusou a Otan de cometer abusos e violações do mandado do Conselho de Segurança (CS) da ONU, inclusive “assassinatos políticos, cerco naval, bombardeio de áreas civis e destruição da infraestrutura”. As informações são da Dow Jones.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,governo-da-libia-volta-a-oferecer-tregua,719571,0.htm

h1

Líbia: intervenção humanitária por petróleo?

10 de maio de 2011

O projeto líbio de uma nova moeda internacional para a África, sustentada por petróleo e ouro, o “gold dinar”, pode ter sido determinante para a decisão da OTAN atacar o país.

h1

A escalada da guerra petroimperialista na Líbia

28 de abril de 2011

World Workers
Apr 27, 2011

Imperialists escalate Libya war

By Abayomi Azikiwe

Editor, Pan-African News Wire

Actions by the U.S. government and NATO during late April indicate clearly that the ultimate objective of the war against Libya is regime change, leading to a full-scale military occupation of the North African state.

As the humanitarian crisis worsens in the areas around the contested port city of Misrata, the imperialist states and their allies are taking actions that will only escalate tensions and result in more civilians suffering and dying.

After announcing the deployment of CIA drones in the war against Libya, the Pentagon confirmed the first attack utilizing this dreaded, unpiloted weapon on April 23 near the capital of Tripoli.

Read the rest of this entry ?

h1

A rapina do século: O assalto aos Fundos Soberanos da Líbia

25 de abril de 2011

JusBrasil
22/Abril/2011

A rapina do século: O assalto aos fundos soberanos líbios

Manlio Dinucci*

O objectivo da guerra na Líbia não é apenas o petróleo, cujas reservas (estimadas em 60 mil milhões de barris) são as mais importantes da África e cujos custos de extracção estão entre os mais baixos do mundo. Nem, tão pouco, o gás natural, cujas reservas são estimadas em cerca de 1500 mil milhões de m3. Na mira dos “voluntários” da operação “Protector unificado” também estão os fundos soberanos, os capitais que o Estado líbio investiu no estrangeiro.

Os fundos soberanos geridos pela Libyan Investment Authority (LIA) são estimados em cerca de 70 mil milhões de dólares, que sobem a mais de 150 se se incluírem os investimentos estrangeiros do Banco Central e de outros organismos. E poderiam ser ainda mais importantes. Ainda que sejam inferiores aos da Arábia Saudita ou do Kuwait, os fundos soberanos líbios caracterizam-se pelo seu crescimento rápido. Quando a LIA foi constituída em 2006, ela dispunha de 40 mil milhões de dólares. Em apenas cinco anos ela efectuou investimentos em mais de uma centena de sociedades norte-africanas, asiáticas, europeias, norte-americanas e sul-americanas: holdings, bancos, imobiliário, indústria, companhias de petróleo e outras.

Read the rest of this entry ?

h1

Vídeos: A guerra pelo petróleo líbio

16 de abril de 2011

Read the rest of this entry ?

h1

Países do BRICS condenam ataques na Líbia e defendem diálogo

15 de abril de 2011

Agência Brasil
14/04/2011

Líderes do Brics condenam ataques na Líbia e defendem a busca pelo diálogo

Renata Giraldi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff e os presidentes da China, Hu Jintao, da Rússia, Dmitry Medvedev, e da África do Sul, Jacob Zuma, além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, criticaram hoje (14) os ataques à Líbia. Os presidentes e o primeiro-ministro defenderam a busca pelo diálogo na tentativa de dirimir impasses e controvérsias. A crítica foi reforçada na Declaração de Sanya, comunicado divulgado hoje, em nome dos representantes dos Brics.

Read the rest of this entry ?

h1

Preços do petróleo acima dos 100 dólares começam a penalizar a economia mundial

13 de abril de 2011

12 Abril 2011
AIE

Preços do petróleo acima dos 100 dólares começam a penalizar a economia mundial

Raquel Godinho

rgodinho@negocios.pt

A Agência Internacional de Energia (AIE) manteve praticamente inalteradas as suas previsões para a procura mundial de petróleo em 2011.

De acordo com o relatório mensal, citado pela agência Bloomberg, o consumo mundial de petróleo deverá aumentar, este ano, em 1,4 milhões de barris por dia, ou 1,6%, para uma média de 89,4 milhões de barris por dia.

Contudo, a mesma entidade acrescenta que os dados preliminares “já revelam sinais de abrandamento da procura de petróleo” e que as reservas globais começam a parecer “escassas” depois de os conflitos na Líbia terem afectado a capacidade de produção da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Os 11 membros desta organização, responsável por cerca de 40% da produção mundial de petróleo, produziram 26,51 milhões de barris por dia no mês passado, o que significa o valor mais baixo desde Maio de 2010.

Read the rest of this entry ?

h1

Rebeldes líbios vão vender petróleo no Qatar

31 de março de 2011

Petroleum Africa
Thursday, March 31, 2011

Libyan Rebels Offer Crude for Export

Libya is open for business according to the rebel coalition in Benghazi. The group claims to have worked out a deal with Qatar for the 100,000 bpd that it says is being produce from a field under rebel control. Although the Benghazi council claimed that Qatar would market oil from the eastern part of the country, analysts were skeptical, noting that Qatar had not confirmed those claims. However, the Qatar News Agency said that the country had recognized the rebel council as the “sole legitimate representative of the Libyan people.”

Read the rest of this entry ?

h1

Vigilância seletiva contra países petrolíferos: Tariq Ali critica política do “ocidente” para o mundo árabe

30 de março de 2011

The Guardian
guardian.co.uk,
Tuesday 29 March 2011

Libya is another case of selective vigilantism by the west

Bombing Tripoli while shoring up other despots in the Arab world shows the UN-backed strikes to oust Gaddafi are purely cynical

Tariq Ali

The US-Nato intervention in Libya, with United Nations security council cover, is part of an orchestrated response to show support for the movement against one dictator in particular and by so doing to bring the Arab rebellions to an end by asserting western control, confiscating their impetus and spontaneity and trying to restore the status quo ante.

Libya's European ties … a man holds a British and a French national flag in Benghazi. Photograph: Manu Brabo/EPA

It is absurd to think that the reasons for bombing Tripoli or for the turkey shoot outside Benghazi are designed to protect civilians. This particular argument is designed to win support from the citizens of Euro-America and part of the Arab world. “Look at us,” say Obama/Clinton and the EU satraps, “we’re doing good. We’re on the side of the people.” The sheer cynicism is breathtaking. We’re expected to believe that the leaders with bloody hands in Iraq, Afghanistan and Pakistan are defending the people in Libya. The debased British and French media are capable of swallowing anything, but the fact that decent liberals still fall for this rubbish is depressing. Civil society is easily moved by some images and Gaddafi’s brutality in sending his air force to bomb his people was the pretext that Washington utilised to bomb another Arab capital. Meanwhile, Obama’s allies in the Arab world were hard at work promoting democracy.

Read the rest of this entry ?

h1

Tropas das Forças Especiais inglesas íniciaram ataques na Líbia

22 de março de 2011

Sunday Mirror
20/03/2011

Crack SAS troops hunt Gaddafi weapons inside Libya

by Mike Hamilton,

 'Sunday Paper Pics 20 03 2011' gallery

Hundreds of British SAS soldiers have been operating with rebel groups inside Libya for three weeks, the Sunday Mirror can reveal today.

Two special forces units, nicknamed “Smash” teams for their destructive ability, are hunting Colonel Gaddafi’s long-range surface-to-air missile ­systems, which could launch attacks on jets or commercial airliners.

Read the rest of this entry ?

h1

Sanções à Líbia causam prejuízo de US$ 4 bi à Rússia

1 de março de 2011

Russia Today
27 February, 2011

UN sanctions on Libya to cost Russia US$4 billion

SU-35

Russia’s military industrial complex could lose up to $4 billion once the international community introduces sanctions against Libya and weapons supply to the country becomes unlawful.

­Interfax news agency has informed that Libya is one of the most considerable buyers of Russia’s weapons in North Africa and the Middle East.

The already-signed arms deals between Moscow and Tripoli amount to $2 billion, while deals for another $1.8 billion are in the final stage of readiness.

In January 2010 the two sides agreed on supply of Russia’s small arms, six operational trainers Yak-130 and some armored vehicles for total of $US 1.3 billion.

Read the rest of this entry ?

h1

Potências européias retiram cidadãos da Líbia e companhias petrolíferas euroamericanas pressionam pela deposição de Kadafi

28 de fevereiro de 2011

World Workers
 Feb 27, 2011

European imperialists deploy military forces in Libya evacuations

U.S. imposes sanctions as oil companies salivate over prospect of ‘regime change’

By Deirdre Griswold

Feb. 27 — As fighting continues between government forces and an opposition that is increasingly carrying out military attacks and has taken control of much of Libya’s oil-producing regions, tens of thousands of foreign nationals are leaving the country.

The vast majority are workers who have left on civilian vessels — ferry boats, commercial ships and chartered planes. Other thousands have left by road.

However, the NATO countries — particularly Britain, Germany, Spain and Italy — have sent warships and warplanes to Libya, ostensibly to rescue a few hundred of their nationals. The most complete tally of the evacuations is being provided by Reuters.

  Read the rest of this entry ?

h1

As disputas pelo controle do petróleo líbio

26 de fevereiro de 2011

McClatchy Newspapers
February 24, 2011

Who’ll control Libya’s oil economy if Gadhafi falls?

By Kevin G. Hall 

WASHINGTON — If Libyan strongman Moammar Gadhafi falls, his nation’s ability to return to normal will depend in no small part on who controls its production of oil, which is synonymous with the Libyan economy.

Oil accounts for anywhere from 70 percent to 90 percent of Libya’s earnings from exports, and the shutdown of oil deliveries amid a widening conflict has sent global prices soaring.

Though it has Africa’s largest reserves, Libya isn’t a major oil producer. It exports only about 1.2 million barrels a day, largely to Europe, while daily world demand totals about 88 million barrels a day, according to the International Energy Agency.

Libya is, however, the first member of the Organization of Petroleum Exporting Countries to teeter on collapse. Several others_ including larger producers Algeria and Iran_ face growing unrest, and markets are alarmed at the possibility of instability spreading perhaps even into Saudi Arabia, the world’s biggest producer.

Read the rest of this entry ?

h1

Segurança energética é central na nova estratégia da OTAN

22 de novembro de 2010

Carta Capital
22 de novembro de 2010 às 8:23h

Segurança energética é preocupação central em nova estratégia da Otan

Simone Cunha e Vitor Sorano

Em plano que coloca parcerias como centrais, Portugal tenta chamar a atenção para o Atlântico Sul Fornecimento e distribuição de energia são preocupação central do plano da Otan para os próximos 10 anos, apresentado há pouco em Lisboa. A segurança cooperativa é um dos três pontos do plano, que prevê parcerias com países de fora do bloco e aborda a necessidade de agir além das fronteiras. Portugal, que simbolicamente abriga o evento, tenta apontar os holofotes o Atlântico Sul, movimento rechaçado pelo ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim.

Read the rest of this entry ?

h1

Declaração da OTAN defende prioridade para “Segurança Energética” do bloco

20 de novembro de 2010

Diário Digital / Lusa
sábado, 20 de Novembro de 2010

NATO: Segurança energética destacada no projecto final

Soldados americanos patrulham zona de um oleoduto no Iraque atacado pela resistência iraquiana

Os 28 membros da NATO vão fortalecer as capacidades da Aliança para responder às crescentes ameaças cibernéticas e para garantir as condições ideais para a segurança energética, tema «de importância».

Isso mesmo é destacado no projeto de declaração final da cimeira da NATO, obtido pela Lusa, e que destaca a necessidade de conseguir segurança «no fornecimento energético estável e fiável».

Diversificar rotas, fornecedores e fontes energéticas e assegurar a interconexão das redes elétricas são objetivos que assumem «importância crítica» e que levam a Aliança a manter as consultas sobre «os riscos mais imediatos no campo da segurança energética».

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=479802

h1

Cúpula entre Rússia, Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão discute segurança regional em Sochi

18 de agosto de 2010

O Dia Online

18/08/2010

Rússia, Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão se unem na luta antiterrorista

Moscou (Rússia) – Os presidentes da Rússia, Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão concordaram nesta quarta-feira em criar um mecanismo de consultas regulares para a luta contra o terrorismo e o narcotráfico, assim como para a cooperação econômica regional.

Os chefes de Estado russo, Dmitri Medvedev; afegão, Hamid Karzai; paquistanês, Asif Alí Kazari, e tadjique, Emomali Rahmon, fizeram a declaração conjunta na cúpula realizada no balneário de Sochi, nas margens do Mar Negro, explicou o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov.

“O ponto que caracterizou este fórum foi o compromisso com a cooperação e o desejo de conseguir que o formato de quarteto se transforme em um fator com cada vez mais peso nos esforços para fortalecer a estabilidade (regional)”, disse o chefe de diplomacia russa, citado pelas agências locais.

O documento adotado pelos presidentes qualifica o terrorismo e o narcotráfico como “uma ameaça para a paz e a estabilidade” e referenda o compromisso dos quatro países de aumentar seus esforços para combater estes flagelos.

Read the rest of this entry ?

h1

Lítio no Afeganistão: EUA anunciam que reservas do mineral podem ser as maiores do mundo

19 de junho de 2010

Após quase uma década de ocupação militar, esta semana os Estados Unidos anunciaram a “descoberta” de grandes depósitos de minerais estratégicos no Afeganistão. Dentre as “descobertas” anunciadas estão vastas reservas de cobre e lítio, minerais estratégicos para as indústrias de materiais elétricos, indústrias de equipamentos eletroeletrônicos e de comunicação.

O lítio, em especial, é um mineral absolutamente fundamental para o desenvolvimento atual de baterias elétricas, como a utilizadas nos celulares, aparelhos de MP3, notebooks e, mais recentemente, nos carros elétricos.

As maiores reservas atualmente conhecidas de Lítio localizam-se no altiplano boliviano. Além da Bolívia,  Chile e Peru possuem algumas das maiores reservas de cobre do mundo, outro mineral fundamental para a indústria de materiais elétricos. Como vem sendo muito bem defendido por Fernando Sebben, a região central da América do Sul, incluindo Bolívia e Peru, teria um grande potencial de desenvolvimento associado à indústria da “Era da Informação”, caso estes recursos minerais fossem industrializados na região ao invés de exportados em estado bruto.

Read the rest of this entry ?

h1

Gazprom inicia construção do gasoduto submarino “Nord Stream” entre Rússia e Alemanha no Mar Báltico

9 de abril de 2010

DW-World Deutsche Welle

09/04/2010

Estatal russa Gazprom inicia construção de gasoduto estratégico no Báltico

Jutta Wasserrab     e    Marcio Damasceno

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5449742,00.html

Primeiros  tubos começam a ser submersos

A construção do gasoduto Nord Stream, projeto milionário que atravessará o Mar Báltico, foi iniciada oficialmente nesta sexta-feira (9/4). A cerimônia de inauguração das obras, realizada na baía russa de Portovaya, próxima à fronteira finlandesa, contou com a presença do presidente russo, Dimitri Medvedev, e do ex-premiê alemão Gerhard Schröder.

A partir de 2011, o duto deverá transportar anualmente até 55 bilhões de metros cúbicos de gás à Europa Ocidental, o que corresponderia a cerca de 11% da demanda esperada para a região no ano de 2030.

O projeto, orçado em 7,4 bilhões de euros, foi concebido como complemento estratégico aos velhos dutos, que atravessam Ucrânia e Polônia. Os conflitos entre a gigante russa Gazprom e a Ucrânia, que provocaram interrupções no abastecimento europeu nos últimos anos, parecem ter tornado a iniciativa ainda mais urgente.

Russos deixaram concorrência para trás

Nord Stream, South Stream, Nabucco. Todos eles devem levar gás natural do Oriente para a Europa Central. Quanto ao Nabucco, há apenas uma declaração política de intenções; já no caso de South Stream, o processo está um pouco mais adiantado. O gasoduto Nord Stream, por sua vez, começa a ser construído agora sob o Báltico. E com ele a estatal russa Gazprom deixou a concorrência bem para trás.

Nas próximas décadas, a Rússia vai fornecer à Alemanha e à Europa Central ainda mais gás. “O consumo crescerá. Por isso, é sensato ter acesso aos principais fornecedores. E a Rússia é uma”, afirmou Schröder.

Quando no poder, o político social-democrata se empenhou pessoalmente no projeto. Hoje Schröder é o presidente do conselho de administração e o principal lobista da Nord Stream, grupo proprietário do gasoduto do Mar Báltico. “A Rússia também era uma importante fornecedora de energia nos tempos da Guerra Fria, e nunca tivemos problemas com a segurança do abastecimento. Tenho certeza de que isso não vai mudar no futuro.”

Medvedev e  Schröder inauguraram as obras Medvedev e Schröder inauguraram as obras


Gazprom se adiantou aos fatos

Por trás da Nord Stream, entretanto, está a Gazprom, empresa estatal russa e maior produtora de gás natural no mundo. O consórcio liderado pela Gazprom criou fatos, antes mesmo de se decidir se o gasoduto poderia ser mesmo construído.

Já desde 2007, a empresa vem encomendando tubos de aço reforçados com concreto, apropriados para uso subaquático. A aprovação final e o dinheiro chegaram, no entanto, apenas há algumas semanas.

A Nord Stream bate, assim, um concorrente que ainda nem chegou a implementar seu projeto: o gasoduto Nabucco, iniciativa do grupo austríaco de energia OMV. E por trás do Nabucco também está um veterano da política alemã: o verde Joschka Fischer, ex-ministro do Exterior.

“O que não queremos é um monopólio. Acho sensato que nós, europeus, garantamos a segurança energética através de um vasto leque de ofertas”, argumenta Fischer.

Nabucco quer romper monopólio russo

E isso significa, em linguagem simples, que Fischer e seu consórcio pretendem quebrar o domínio dos russos. O gasoduto Nabucco, que tem participação da gigante alemã de energia RWE, deve transportar gás da região do Mar Cáspio (e, portanto, não da Rússia) para a Europa Ocidental por uma rota ao sul do Mar Negro. O Nabucco é tido como o projeto predileto da Comissão Europeia.

Favorizado pela UE, o Nabucco deve levar gás da região do Mar Cáspio até a Europa

As palavras do comissário de Energia da UE, o alemão Günther Oettinger, não deixam margem de dúvida. “O Nabucco não é apenas um potencial duto novo, é um projeto europeu. E passa por uma outra região rica em gás, o Mar Cáspio, reduzindo pela metade a dependência da Europa. Por um lado, a dependência tecnológica diminui em decorrência da criação de uma rota adicional; por outro, o gás viria de uma região diferente, por meio de outras parcerias, o que também reduz significativamente a dependência.”

Alternativas podem tornar supérfluos novos gasodutos

No entanto, há um inconveniente. O gasoduto Nabucco é politicamente desejado, mas até hoje nenhum dos investidores sabe de onde deverá vir o gás. Eles viajam regularmente ao Azerbaijão, ao Turcomenistão e ao Iraque – até agora sem contrato nenhum.

Além disso, o Nabucco pode se ameaçado pelo plano da Gazprom de construir o South Stream, um novo duto que deverá atravessar o Mar Negro diretamente ao norte do projeto austríaco e europeu.

Se a Agência Internacional de Energia estiver certa em sua previsão de que, em 2030, a Europa Ocidental terá uma demanda adicional de 200 bilhões de metros cúbicos de gás, não haverá problema, pois o mercado será suficiente para todos.

No entanto, também há prognósticos de que o consumo de gás da Europa vai se manter estável em decorrência da diversificação das fontes de energia. Neste caso, a Gazprom e a Rússia certamente dominariam o mercado de gás europeu.

Revisão: Simone Lopes

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5449742,00.html

-

Leia também as análises sobre o tema:

Presidente da Rússia deu início à realização do projeto gasífero Nord Stream

http://darussia.blogspot.com/2010/04/presidente-da-russia-deu-inicio.html

-

Nord Stream gas pipeline underwater construction starts

http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/8607214.stm