Posts Tagged ‘Oriente Médio’

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Frota da Marinha russa é enviada para o litoral da Síria

8 de setembro de 2013

Voz da Rússia, 07/09/2013

Guerra da Síria

Síria: o que poderá a Marinha russa fazer?

 Ilia Kramnik

A Marinha russa está reunindo no mar Mediterrâneo a maior força naval desde a queda da URSS. O que poderá fazer a força operacional russa em caso de agravamento da situação?

Cruzador lançador de Misseis de Guiados Moskva em Sebastopol - foto Andrew Karpov

O agravamento da crise síria e a perspectiva bastante real de início de uma guerra exigem da Rússia uma reação antecipada aos acontecimentos, e a presença de navios de guerra significa, neste caso, mais do que simplesmente “mostrar a bandeira”.

Quais serão os instrumentos que podem aumentar a eficácia da presença naval russa nas áreas-chave do oceano global? Neste momento, no Mediterrâneo está concentrada uma força composta por mais de 10 navios e de um número indeterminado de submarinos. É a primeira vez em duas décadas, desde o desmantelamento da 5ª Esquadra Operacional (Mediterrânica) da Marinha de Guerra da URSS, em dezembro de 1992, que no Mediterrâneo se encontra tal quantidade de navios arvorando o pavilhão russo.

Antes de mais, chama a atenção a presença de uma grande quantidade de navios de desembarque pesados (LSH). No mar Mediterrâneo se encontram agora 7 LSH sob bandeira russa, incluindo dois da Frota do Pacífico, dois da Frota do Báltico e três da Frota do Mar Negro. Alguns deles já estão no mar há bastante tempo. Assim, o navio Alexander Shabalin zarpou de Baltiysk ainda em dezembro de 2012.

Учения по высадке морского десанта в Калининградской области

Учения морской пехоты Тихоокеанского флота в Приморском крае

Existem várias razões para a presença de LSH. Uma das principais é a de estes países assegurarem um canal de auxílio por parte da Rússia ao governo legítimo da Síria na sua luta contra o terrorismo. Segundo informaram recentemente as agências noticiosas russas, citando fontes do Ministério da Defesa, esses navios foram usados para o transporte de armamento de forma a evitar a repetição do incidente ocorrido com o cargueiro Alaed, cuja viagem para a Síria transportando helicópteros foi impedida no verão de 2012.

Учения морского десанта в Калининградской области

A segunda missão dos LSH nessa região é a realização, em caso de necessidade, da evacuação de cidadãos russos da Síria, tanto os que lá se encontram em serviço, como os que têm residência permanente na Síria.

Cruzador lançador de Misseis Guiados Moskva, da Marinha Russa, na base naval de Sevastopol - foto Andrew Karpov

Vigilância e não só?

As missões da Marinha não se limitam, no entanto, a uma possível operação de evacuação, como o demonstra a presença no Mediterrâneo de navios de combate da Marinha de Guerra russa. Nos próximos dias, deverá chegar ao Mediterrâneo Oriental o cruzador porta-mísseis Moskva, que até agora esteve realizando no Atlântico e no Pacífico visitas a Cuba e à Nicarágua. Esse navio deverá se tornar no núcleo dessa força graças ao seu poderoso sistema de radares e à sua defesa antiaérea de longo alcance. O grupo de navios, reforçado com o Moskva, poderá também realizar uma série de missões em caso de início de uma guerra.

Cruzador lançador de mísseis da classe Moskva Marinha da Rússia - foto RIA Novosti

Em primeiro lugar, as capacidades do cruzador, reforçadas pelo equipamento dos navios de reconhecimento, permitem ter um panorama completo e fiável dos acontecimentos, cobrindo com uma imagem de radar todo o Mediterrâneo Oriental. A segunda missão será colocada à força naval pela direção do país e das suas Forças Armadas. Como resultado, as informações sobre os mísseis de cruzeiro norte-americanos detectados, em caso de os EUA começarem a bombardear a Síria, poderão ser transmitidas não só para Moscou, mas também para Damasco, facilitando a detecção e intercepção dos mísseis pela defesa antiaérea síria.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto  Vladimir Prokopenko

Apesar de todas as capacidades dos navios russos, a força como um todo tem um potencial bastante limitado, isso diz respeito especialmente às componentes aérea e anfíbia. Os LSH russos, que estão sendo usados neste caso como transporte, não são uma alternativa aos navios de assalto multiusos (LHA), capazes de assegurar uma presença a longo prazo no teatro de operações de uma força de fuzileiros navais com o respectivo apoio aéreo.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto RIA Novosti, Igor Zarembo

Uma presença nesta altura no Mediterrâneo de um ou dois LHA da classe Mistral, integrados na força, poderia reforçar qualitativamente o agrupamento, mas o primeiro navio da série, o Vladivostok, ainda está sendo construído em Saint-Nazaire. Um apoio ainda mais eficaz poderia ser prestado à frota por um porta-aviões, mas o único navio dessa classe existente na Marinha de Guerra Russa só irá iniciar a sua viagem para o mar Mediterrâneo em dezembro de 2013.

http://portuguese.ruvr.ru/2013_09_07/Siria-o-que-poder-fazer-a-marinha-russa-0409/

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy

Navios da Marinha russa - foto Voz da Rússia

Leia mais sobre a crise na Síria e a disputa entre as grandes potências no Oriente Médio: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_06/Destacamento-de-navios-da-Marinha-russa-navega-em-direcao-costa-da-Siria-9844/

Acesso via ISAPE Blog : http://isape.wordpress.com/2013/09/07/frota-russa-se-posiciona-no-litoral-da-siria/

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Parlamento do Reino Unido vota contra ataque à Síria

1 de setembro de 2013

Agência Estado, 29 de agosto de 2013

Parlamento britânico vota contra intervenção militar na Síria

David Cameron defendia a ação contra o regime de Assad mas disse que vai respeitar a decisão do parlamento

Fernando Nakagawa

Agência Estado

LONDRES – Os Estados Unidos perderam na noite desta quinta-feira um importante aliado para o plano de intervenção miliar na Síria. Após o Parlamento da Grã-Bretanha rejeitar a ação internacional contra o regime de Bashar Assad, o primeiro-ministro inglês David Cameron sinalizou que deve retirar o apoio à ação planejada por Washington em resposta ao suposto uso de armas químicas. “É claro para mim que o Parlamento britânico reflete a visão do povo britânico que não quer ver militares britânicos em ação”, disse Cameron.

UK House of Commons voted against military action in Syria - Foto - Reuters

Após longo e acalorado debate em uma votação com a presença do primeiro-ministro, o apoio aos EUA foi rechaçado por 285 parlamentares contra 272 que apoiaram a intervenção. Diante do placar desfavorável, Cameron reafirmou a suspeita de que Assad tenha usado armas químicas, mas disse que respeitará a decisão do Parlamento e que o governo vai agir “em conformidade” com o resultado da votação.

Parlamento do Reino Unido - UK Parliament

Na prática, a decisão dos parlamentares vai excluir o envolvimento britânico nas ações lideradas pelos Estados Unidos contra Assad. A derrota aconteceu um dia após o Reino Unido ter submetido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas uma resolução que condenava a ação do governo sírio e pedia autorização para “medidas necessárias” para proteger civis.

Após a suspeita de que armas químicas mataram mais de 1.000 pessoas nos últimos dias nos arredores de Damasco, Londres foi um aliado de primeira hora à intenção de Washington de intervir militarmente contra o regime sírio. Outro aliado é a França.

A Stop the War Coalition protest at Downing St against any attack on Syria, 28 August 2013. www.stopwar.org.uk

Após a derrota, o secretário inglês de Defesa, Philip Hammond, disse que o governo Cameron estava “desapontado” com a votação e demonstrou certo constrangimento diante do prometido apoio aos EUA. Apesar disso, afirmou que o país não estará envolvido em eventuais ações militares contra o governo da Síria. “Espero que os Estados Unidos e outros países sigam olhando para respostas ao ataque químico. Eles podem ficar desapontados com o não envolvimento da Grã-Bretanha. Eu espero que a ausência da participação britânica não interrompa qualquer ação”, disse Hammond.

A derrota desta quinta-feira tem um expressivo valor simbólico: Cameron é o primeiro líder britânico em décadas que não conseguiu apoio da maioria dos parlamentares para enviar tropas em uma ação militar conjunta com os EUA. Na história recente, a oposição sempre apoiou as grandes investidas militares da Grã-Bretanha, como na Guerra das Malvinas contra a Argentina em 1982 e na Guerra do Iraque em 2003.

Acuado pela crise econômica e o avanço dos partidos de oposição – seja a esquerda Trabalhista ou partidos pequenos à direita, o primeiro-ministro Conservador pode ser considerado o grande derrotado desta quinta-feira. Enquanto o placar da votação era lido na Câmara dos Comuns, um dos parlamentares presentes à sessão gritou “renúncia” a poucos metros de David Cameron.

Fonte:  www.estadao.com.br/noticias/internacional,parlamento-britanico-vota-contra-intervencao-militar-na-siria,1069284,0.htm

 Acesso via:  ISAPE Blog

Manifestações pacifistas contra o ataque à Síria ocorreram na Inglaterra

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Líbia: Infraestrutura petrolífera controlada por rebeldes não foi danificada pelos bombardeios da OTAN

27 de junho de 2011

Oil & Gas Journal
 06/27/2011

Diplomat: Libya’s rebel-held oil facilities ‘largely undamaged’

 Eric Watkins

With Libya’s oil infrastructure thought to be largely undamaged in rebel-held areas of the country, a British diplomat said that exports of oil could resume within 3-4 weeks following the fall of the embattled leader leader Moammar Gadhafi.

“We don’t think the oil infrastructure has been particularly badly damaged physically,” said a British diplomat. “The current estimate is that in the east they can start pumping within three or four weeks.”

The statement followed other reports that have emerged in recent weeks, with some saying that output from Libya could reach 355,000 b/d from rebel-held areas and others saying it would be marginal and not up to full capacity until 2015.

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Líbia: intervenção humanitária por petróleo?

10 de maio de 2011

O projeto líbio de uma nova moeda internacional para a África, sustentada por petróleo e ouro, o “gold dinar”, pode ter sido determinante para a decisão da OTAN atacar o país.

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A escalada da guerra petroimperialista na Líbia

28 de abril de 2011

World Workers
Apr 27, 2011

Imperialists escalate Libya war

By Abayomi Azikiwe

Editor, Pan-African News Wire

Actions by the U.S. government and NATO during late April indicate clearly that the ultimate objective of the war against Libya is regime change, leading to a full-scale military occupation of the North African state.

As the humanitarian crisis worsens in the areas around the contested port city of Misrata, the imperialist states and their allies are taking actions that will only escalate tensions and result in more civilians suffering and dying.

After announcing the deployment of CIA drones in the war against Libya, the Pentagon confirmed the first attack utilizing this dreaded, unpiloted weapon on April 23 near the capital of Tripoli.

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A rapina do século: O assalto aos Fundos Soberanos da Líbia

25 de abril de 2011

JusBrasil
22/Abril/2011

A rapina do século: O assalto aos fundos soberanos líbios

Manlio Dinucci*

O objectivo da guerra na Líbia não é apenas o petróleo, cujas reservas (estimadas em 60 mil milhões de barris) são as mais importantes da África e cujos custos de extracção estão entre os mais baixos do mundo. Nem, tão pouco, o gás natural, cujas reservas são estimadas em cerca de 1500 mil milhões de m3. Na mira dos “voluntários” da operação “Protector unificado” também estão os fundos soberanos, os capitais que o Estado líbio investiu no estrangeiro.

Os fundos soberanos geridos pela Libyan Investment Authority (LIA) são estimados em cerca de 70 mil milhões de dólares, que sobem a mais de 150 se se incluírem os investimentos estrangeiros do Banco Central e de outros organismos. E poderiam ser ainda mais importantes. Ainda que sejam inferiores aos da Arábia Saudita ou do Kuwait, os fundos soberanos líbios caracterizam-se pelo seu crescimento rápido. Quando a LIA foi constituída em 2006, ela dispunha de 40 mil milhões de dólares. Em apenas cinco anos ela efectuou investimentos em mais de uma centena de sociedades norte-africanas, asiáticas, europeias, norte-americanas e sul-americanas: holdings, bancos, imobiliário, indústria, companhias de petróleo e outras.

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Vídeos: A guerra pelo petróleo líbio

16 de abril de 2011

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Países do BRICS condenam ataques na Líbia e defendem diálogo

15 de abril de 2011

Agência Brasil
14/04/2011

Líderes do Brics condenam ataques na Líbia e defendem a busca pelo diálogo

Renata Giraldi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff e os presidentes da China, Hu Jintao, da Rússia, Dmitry Medvedev, e da África do Sul, Jacob Zuma, além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, criticaram hoje (14) os ataques à Líbia. Os presidentes e o primeiro-ministro defenderam a busca pelo diálogo na tentativa de dirimir impasses e controvérsias. A crítica foi reforçada na Declaração de Sanya, comunicado divulgado hoje, em nome dos representantes dos Brics.

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Vigilância seletiva contra países petrolíferos: Tariq Ali critica política do “ocidente” para o mundo árabe

30 de março de 2011

The Guardian
guardian.co.uk,
Tuesday 29 March 2011

Libya is another case of selective vigilantism by the west

Bombing Tripoli while shoring up other despots in the Arab world shows the UN-backed strikes to oust Gaddafi are purely cynical

Tariq Ali

The US-Nato intervention in Libya, with United Nations security council cover, is part of an orchestrated response to show support for the movement against one dictator in particular and by so doing to bring the Arab rebellions to an end by asserting western control, confiscating their impetus and spontaneity and trying to restore the status quo ante.

Libya's European ties … a man holds a British and a French national flag in Benghazi. Photograph: Manu Brabo/EPA

It is absurd to think that the reasons for bombing Tripoli or for the turkey shoot outside Benghazi are designed to protect civilians. This particular argument is designed to win support from the citizens of Euro-America and part of the Arab world. “Look at us,” say Obama/Clinton and the EU satraps, “we’re doing good. We’re on the side of the people.” The sheer cynicism is breathtaking. We’re expected to believe that the leaders with bloody hands in Iraq, Afghanistan and Pakistan are defending the people in Libya. The debased British and French media are capable of swallowing anything, but the fact that decent liberals still fall for this rubbish is depressing. Civil society is easily moved by some images and Gaddafi’s brutality in sending his air force to bomb his people was the pretext that Washington utilised to bomb another Arab capital. Meanwhile, Obama’s allies in the Arab world were hard at work promoting democracy.

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Tropas das Forças Especiais inglesas íniciaram ataques na Líbia

22 de março de 2011

Sunday Mirror
20/03/2011

Crack SAS troops hunt Gaddafi weapons inside Libya

by Mike Hamilton,

 'Sunday Paper Pics 20 03 2011' gallery

Hundreds of British SAS soldiers have been operating with rebel groups inside Libya for three weeks, the Sunday Mirror can reveal today.

Two special forces units, nicknamed “Smash” teams for their destructive ability, are hunting Colonel Gaddafi’s long-range surface-to-air missile ­systems, which could launch attacks on jets or commercial airliners.

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Tropas da Arábia Saudita ocumpam o Bahrein para esmagar manifestações populares

16 de março de 2011

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Arábia Saudita invade o Bahrein para esmagar as manifestações populares no país vizinho

15 de março de 2011

Folha de S. Paulo
14/03/2011

Arábia Saudita envia tropas, e Hillary pede moderação no Bahrein

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta segunda-feira que as monarquias do golfo Pérsico tenham moderação em relação ao Bahrein e expressou sua preocupação em relação à perigosa situação no pequeno reino após uma reunião com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o xeque Abdalah ben Zayed. As declarações foram feitas no mesmo dia em que a Arábia Saudita enviou tropas para coibir a revolta no país.

“A secretária de Estado deu a conhecer sua profunda preocupação a respeito da perigosa situação no Bahrein”, afirmou a jornalistas um funcionário do governo americano que pediu para não ser identificado.

Clinton pediu a “todas as forças de segurança no Bahrein” a mostrar moderação.

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Vídeo documentário “O Desafio do Pré-Sal” no Discovery Channel

13 de março de 2011

“O Desafio do Pré-Sal” no Discovery Channel – parte 1/5

 

 

“O Desafio do Pré-Sal” no Discovery Channel – parte 2/5

 

 

“O Desafio do Pré-Sal” no Discovery Channel – parte 3/5

 

 

“O Desafio do Pré-Sal” no Discovery Channel – parte 4/5

 

 

“O Desafio do Pré-Sal” no Discovery Channel – parte 5/5

 

 

“O Desafio do Pré-Sal” no Discovery Channel – chamada – produtora Mixer

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A batalha entre Irã e Arábia Saudita pela influência no Bahrein

9 de março de 2011

STRATFOR
March 8, 2011

Bahrain and the Battle Between Iran and Saudi Arabia

By  George Friedman


The world’s attention is focused on Libya, which is now in a state of civil war with the winner far from clear. While crucial for the Libyan people and of some significance to the world’s oil markets, in our view, Libya is not the most important event in the Arab world at the moment. The demonstrations in Bahrain are, in my view, far more significant in their implications for the region and potentially for the world. To understand this, we must place it in a strategic context.

As STRATFOR has been saying for quite a while, a decisive moment is approaching, with the United States currently slated to withdraw the last of its forces from Iraq by the end of the year. Indeed, we are already at a point where the composition of the 50,000 troops remaining in Iraq has shifted from combat troops to training and support personnel. As it stands now, even these will all be gone by Dec. 31, 2011, provided the United States does not negotiate an extended stay. Iraq still does not have a stable government. It also does not have a military and security apparatus able to enforce the will of the government (which is hardly of one mind on anything) on the country, much less defend the country from outside forces.

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Mudanças na geopolítica do petróleo frente às revoltas populares no Oriente Médio e Norte da África

9 de março de 2011

Carta Capital
09/03/2011

Revolta árabe: o colapso da velha ordem do petróleo

Michael T. Klare

Tomdispatch.com
Considere o recente aumento nos preços do petróleo apenas um tímido anúncio do petro-terremoto que está por vir. A velha ordem que sustenta o petróleo está morrendo, e com o seu fim veremos também o fim do petróleo barato e de fácil acesso – para sempre. Mesmo que a revolta não alcance a Arábia Saudita, a velha ordem do Oriente Médio não pode ser reconstruída. O resultado será um declínio de longo prazo na disponibilidade futura de petróleo para exportação. Um exemplo: três quartos dos 1,7 milhões de barris produzidos diariamente pela Líbia foram rapidamente tirados do mercado conforme a agitação tomou conta do país. O artigo é de Michael T. Klare.

Qualquer que seja o resultado dos protestos, levantes e rebeliões que agora varrem o Oriente Médio, uma coisa é certa: o mundo do petróleo será permanentemente transformado. Considere tudo que está acontecendo agora como apenas a primeira vibração de um petro-terremoto que irá sacudir nosso mundo em suas bases.

Por um século, voltando até a descoberta de petróleo no sudoeste da Pérsia, antes da Primeira Guerra, forças ocidentais têm repetidamente promovido intervenções no Oriente Médio para garantir a sobrevivência de governos autoritários dedicados à produção de petróleo. Sem tais intervenções, a expansão das economias ocidentais após a Segunda Guerra e a atual abundância das sociedades industriais seria inconcebível.

Aqui, porém, está a notícia que deveria estar na capa dos jornais em todos os lugares: a velha ordem que sustenta esse petróleo está morrendo, e com o seu fim veremos também o fim do petróleo barato e de fácil acesso – para sempre.

 

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Sanções à Líbia causam prejuízo de US$ 4 bi à Rússia

1 de março de 2011

Russia Today
27 February, 2011

UN sanctions on Libya to cost Russia US$4 billion

SU-35

Russia’s military industrial complex could lose up to $4 billion once the international community introduces sanctions against Libya and weapons supply to the country becomes unlawful.

­Interfax news agency has informed that Libya is one of the most considerable buyers of Russia’s weapons in North Africa and the Middle East.

The already-signed arms deals between Moscow and Tripoli amount to $2 billion, while deals for another $1.8 billion are in the final stage of readiness.

In January 2010 the two sides agreed on supply of Russia’s small arms, six operational trainers Yak-130 and some armored vehicles for total of $US 1.3 billion.

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As disputas pelo controle do petróleo líbio

26 de fevereiro de 2011

McClatchy Newspapers
February 24, 2011

Who’ll control Libya’s oil economy if Gadhafi falls?

By Kevin G. Hall 

WASHINGTON — If Libyan strongman Moammar Gadhafi falls, his nation’s ability to return to normal will depend in no small part on who controls its production of oil, which is synonymous with the Libyan economy.

Oil accounts for anywhere from 70 percent to 90 percent of Libya’s earnings from exports, and the shutdown of oil deliveries amid a widening conflict has sent global prices soaring.

Though it has Africa’s largest reserves, Libya isn’t a major oil producer. It exports only about 1.2 million barrels a day, largely to Europe, while daily world demand totals about 88 million barrels a day, according to the International Energy Agency.

Libya is, however, the first member of the Organization of Petroleum Exporting Countries to teeter on collapse. Several others_ including larger producers Algeria and Iran_ face growing unrest, and markets are alarmed at the possibility of instability spreading perhaps even into Saudi Arabia, the world’s biggest producer.

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“O Desafio do Pré-Sal” no Discovery Channel

23 de fevereiro de 2011

Diário do Pré-Sal
20/02/2010

Discovery Channel debate exploração do petróleo do Pré-Sal em novo documentário

O documentário “O Desafio do Pré-Sal” é a mais recente co-produção do Discovery Channel com a produtora brasileira Mixer, cujo tema é a exploração do petróleo do Pré-Sal. Dirigido por Marcello Bozzin, tem uma hora de duração e entrevista diversos especialistas, desde engenheiros, cientistas, ambientalistas e analistas de relações internacionais e geopolítica do petróleo, que discutem diferentes perspectivas referentes aos principais aspectos da exploração do Pré-Sal, desde sua geografia e formação geológica, passando pelos desafios tecnológicos, financeiros e ambientais, até os aspectos políticos, econômicos e geopolíticos envolvidos na exploração deste grande campo petrolífero que pode conter cerca de 100 bilhões de barris de petróleo, situando sua descoberta entre as maiores das últimas décadas em todo o mundo.

Os demais documentários resultantes desta parceria incluiram temas como as enchentes e as pesquisas com células-tronco, que passaram no Discovery Channel em fevereiro deste ano, todos coproduzidos pela Mixer sob supervisão do Discovery Networks Latin America/US Hispanic.

O vídeo com a chamada para o documentário está disponível na página do programa Ooops! do UOL:

http://storage.mais.uol.com.br/embed.swf?mediaId=9221712

O video documentário “O Desafio do Pré-Sal” estréia no Discovery Channel nesta sexta-feira, 25 de fevereiro, às 22h.

A grade da programação da Discovery Channel prevê que o vídeo será exibido ainda no dia 26 de fevereiro à 1h, às 5h e às 16h, e no dia 05 de março às 14h.

Com informações do Discovery Channel Brasil.
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O planejamento energético em uma era de transitoriedade

2 de novembro de 2010

Infopetro
01/11/2010

O planejamento energético em uma era de transitoriedade

Renato Queiroz

 

O mundo contemporâneo vive sob um contexto de profundas e contínuas mudanças. Praticamente todas as atividades humanas estão submetidas à transitoriedade, entendendo esse termo como um “lugar” pelo qual se passa, mas não se permanece. As tecnologias inovadoras certamente têm grande influência nessa necessidade permanente de mutação.

As organizações que não se renovam continuamente, seja introduzindo novas tecnologias em seus produtos, seja implantando novos processos de gestão, tendem a perder mercado ou a criarem estruturas decisórias “pesadas”  que não respondem aos novos estímulos que vêm do mundo exterior. A criatividade é uma característica desejável nesse ambiente  inovador, pois a repetição das mesmas situações e/ou rotinas levam os profissionais a ficarem contaminados, estagnados em atitudes passivas.

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“A OPEP aos 50 anos de idade”

15 de setembro de 2010

Energy Tribune
Sep. 15, 2010

OPEC at 50

By Michael J. Economides

This week, OPEC turns 50 years old. An oil cartel, formed in mid-September 1960 by Iran, Iraq, Kuwait, Saudi Arabia and Venezuela, was supposed, as its mission states still today, “to coordinate and unify the petroleum policies of its Member Countries and ensure the stabilization of oil markets in order to secure an efficient, economic and regular supply of petroleum to consumers, a steady income to producers and a fair return on capital for those investing in the petroleum industry.”

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Atentado realizado pelos insurgentes curdos do PKK paralisa parcialmente o gasoduto Irã-Turquia

24 de agosto de 2010

Energy Tribune
31/08/2010

Iran to resume gas export to Turkey

Tehran Times Economic Desk

TEHRAN — Iran’s natural gas flow to Turkey would be resumed within the next seven days after it was halted because of an explosion on August 25, an official with the National Iranian Gas Company said here on Monday.

The Mehr News Agency quoted Valiollah Dini as saying that, “Based on an announcement by the (Turkish pipeline operator) Botas, gas exports to Turkey would be resumed within the next seven days.”

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Rússia fecha acordo para construção de infra-estrutura energética com Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão

21 de agosto de 2010

Asia Times

21/08/2010

Medvedev’s wishful thinking

By M K Bhadrakumar

There was an element of hyperbole when a Moscow news service airily speculated this week that Catherine the Great’s historic dream of gaining access to the warm waters of the Arabian Sea was nearing realization even as Russia was getting ready to propose to Pakistan an “extensive road and rail system being largely bankrolled by Moscow” to connect Central Asia with Pakistan’s sea ports.

The Moscow commentator was anticipating the agenda of discussions at the quadripartite summit of Russia, Tajikistan, Afghanistan and Pakistan, hosted by President Dmitry Medvedev at his vacation home in the picturesque Black Sea resort of Sochi on Wednesday.

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Após sanções, China investe US$ 40 bilhões no setor de Petróleo & Gás iraniano

2 de agosto de 2010

TN Petróleo

02/08/2010

China investe US$ 40 bi em petróleo e gás do Irã

Segundo os acordos assinados entre os dois países, o investimento chinês em projetos de prospecção e extração de petróleo chegará a US$ 29 bilhões, enquanto os demais US$ 11 bilhões serão destinados a petroquímicas, refinarias, oleodutos e gasodutos.

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Sanções das grandes potências ao Irã podem favorecer a China

2 de agosto de 2010

IPS – Inter Press Service
02/08/2010

IRÃ: Sanções de potências favorecem a China

Antoaneta Becker

Londres, Inglaterra, (IPS) – As novas sanções da União Europeia (UE) contra o Irã abrem a porta para companhias chinesas desejosas de ampliar seus investimentos em um país considerado rebelde pelo Ocidente.

O gigante asiático é o maior sócio comercial do Irã. Analistas chineses prevêem o surgimento de lucrativas oportunidades geopolíticas e empresariais na República Islâmica. Contudo, a burocracia ainda duvida do papel que Pequim deve ter nessa situação. Ávida por energia, a China assinou um acordo com o Irã por dezenas de milhares de milhões de dólares para ter acesso privilegiado ao setor de gás e petróleo.

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O programa nuclear “secreto” da Arábia Saudita

29 de junho de 2010

Enquanto os Estados Unidos e seus aliados da OTAN utilizam todos os meios diplomáticos e político-estratégicos para convencer o mundo da ameaça nuclear representada pelo Irã, países muito mais perigosos desenvolvem silenciosamente programas nucleares sem qualquer vigilância internacional, como é o caso da Arábia Saudita.

A Arábia Saudita é o berço ideológico do fundamentalismo islâmico moderno, nascido e gestado nas madrassas mais radicais, espalhadas no velho reino dos sauds. Foi ali que  fundamentalismo islâmico wahhabi criado na Arábia Saudita, encontrou fértil terreno para se desenvolver e tornar-se ainda mais radical no século XX, sob a influência do egípicio Sayed Qutb. Curiosamente, os países que adotaram tal versão (ou seita) fundamentalista e sectária do Islã geralmente eram governados por regimes totalitários,  verdadeiras ditaduras protofascistas.

Via de regra, o conservadorismo religioso e fundamentalista foi incentivado pelas elites locais como forma de conter os partidos e grupos políticos laicos e progressistas (nacionalistas, terceiromundistas ou socialistas), que defendiam medidas desenvolvimentistas e modernizadoras na região. Todas essas formas de desenvolvimento ou modernização eram vistas como ameaçadoras pelas elites mais conservadoras da região.

Na Arábia Saudita a monarquia protofascista sempre teve dificuldades para se sustentar em um ambiente de tensões sociais extremas, ampliadas pelas desigualdades aberrantes ali existentes, e por um processo de rápida inserção de sua elite no mundo ocidental capitalista. Essa inserção rápida namodernidade provocou fortes reações ultraconservadoras, que, por sua vez, forjaram a aliança do regime totalitário com os fundamentalistas conservadores. Foi justamente nesta versão radicalmente conservadora e fundamentalista da religiosidade local, que o governo ditatorial da família Saud encontrou apoio para continuar submetendo o povo sob seu regime protofascista, mantendo a governabilidade do país pela força, medo, coersão e misticismo radical. Esses regimes totalitários ultra-conservadores receberam ainda apoio externo, dos EUA e de países europeus, durante toda a Guerra Fria, pois as potências capitalistas muitas vezes passaram a ver o fundamentalismo fascista como um mal menor na luta contra a União Soviética.

Hoje, a Arábia Saudita é uma ditadura onde a elite vive em meio a uma abundância indescritível, alimentada pelo controle do clâ Saud sobre as reservas de petróleo da nação, que são consideradas reservas privadas da família real. Enquanto isso, mais da metade da população vive na miséria, condenada ao analfabetismo, sem acesso a educação ou saúde públicas (apenas escolas e hospitais religiosos), com um índice de desemprego de cerca de 35 a 40%.

A resistência à qualquer mudança ou reformas político-econômicas fes com que a Arábia Saudita se tornasse um país ainda mais conservador. Costumes feudais voltaram a ser valorizados e, em pleno século XXI, o país contunua a aceitar a escravidão de mulheres e considera que as mulheres estupradas são culpadas por “provocarem” os homens. O sistema “judiciário” saudita condena todos os anos, dezenas de mulheres estupradas à prisão e chicoteamento, como se não fossem vítimas mas culpadas pelos crimes de seus próprios algozes.

O modelo de “tratamento das mulheres” defendido pelo Taleban,  e tão criticado no “Ocidente”, foi claramente inspirado no modelo saudita, embora este último raramente seja lembrado. Até porque, durante as últimas décadas, os sauditas vêm financiando madrassas em todo o Oriente Médio, (especialmente no Afeganistão), especializadas na difusão  de uma interpretação ultraconservadora, dogmática e sectária das leis religiosas, que afronta a dignidade humana e os princípios humanistas do próprio Islã.

Especificamente no Afeganistão, os sauditas ajudaram a finaciar a criação da Al Quaeda nos anos 1980, para combater os “terríveis” comunistas “ateus” da URSS, resultando em uma longa guerra civil que destroçou o país, deixou marcas de sangue e violência  na sociedade afegã, irreparáveis até os dias de hoje.

Durante os anos 1990 os sauditas continuaram financiando redes terroristas, incluindo a Al Qaeda e o Taleban no Afeganistão, expandindo suas conexões terroristas para outros continentes, quando passaram a atuar enquanto rede “global” (Bósnia, Kosovo, Chechênia e Cáucaso, Somália e vastas regiões da Ásia Central, Sinkiang, Paquistão e mais recentemente no Iraque).Os Estados Unidos nunca se incomodaram com a atuação saudita, enquanto os alvos do terrorismo eram governos rivais (Iugoslávia, Somália, Rússia, China). Mesmo após os atentados contra os EUA de 11 de setembro de 2001, o governo estadunidense não rompeu com a conexão saudita, que continuou a financiar grupos terroristas na Chechênia (Rússia) e no Sinkiang (China), dentre outros países da Ásia Central (Tadjiquistão, Quirquistão).

Recentemente, voltaram a proliferar denúncias de que milionários sauditas, inclusive membros da família real, continuam financiando o terrorismo fundamentalista no Iraque e Afeganistão:

Concil on Foreign Relations, 14/09/2007, “Saudi Arabia: Terrorist Financing Issues

Los Angeles Times, 29/10/2001, “U.S.: Money trail leads to Saudi

The Huffington Post, 02/04/2008,  “US: Saudi Arabia Is Prime Source Of Terror Funds

Los Angeles Times, 30/09/2009, “Saudi Arabia-based charities still funding terrorists, GAO says

Lauderin Money, 20/04/2010, “Terrorism funding remains a constant concern

The Guardian, 25/06/2010, “West’s financial system must stop flow of dirty money

The Times, 31/05/2010, “Terror link alleged as Saudi millions flow into Afghanistan war zone

Pode-se considerar, sem grandes reservas que o fascismo-religioso saudita tornou-se uma das maiores ameças à estabilidade no Oriente Médio e Ásia Central, ameaçando claramente os vários povos da região.  A elite saudita ataca seu povo diariamente, jogando a maioria da sua população na miséria absoluta, enquanto desfruta da maior renda petrolífera do mundo. Essa elite usa do totalitarismo e da opressão religiosa para se manter no poder, humilhando a dignidade de suas mulheres e financiando o terrorismo no Iraque e no Afeganistão. Se esta elite não assume o mínimo de responsabilidade em relação ao seu próprio povo ou aos vizinhos, o que se pode esperar do crescente envolvimento de magnatas sauditas com o financiamento do terrorismo na região?

Entretanto, mesmo diante de tudo isso, os EUA e outros países europeus vem oferecendo apoio ao programa nuclear saudita e oferecendo acordos de transferência de tecnologia nuclear para este país, ao longo dos últimos anos:

Haaretz, 16/08/2008, “Bush offers Saudis nuclear power in exchange for more oil

Global Security, 18/05/2008, “Bush in Saudi Arabia for Nuclear Deal

Arabian Business, 17/04/2010, “Saudi Arabia sets up nuclear energy science centre

Arab News, 17/06/2010, “Kingdom may enrich uranium for nuclear plants

Essa situação compromete seriamente o discurso dos Estados Unidos e demais potências da OTAN em defesa da não proliferação nuclear. Como é possível que tantas pessoas continuem acreditando nas boas intensões deste discurso em prol do “Apartheid Tecnológico”, quando este se volta apenas contra os países que não são aliados dos EUA, e seus aliados, mesmo aqueles que financial o terror, podem continuar desenvolvendo programas nucleares secretos? Porque os Estados Unidos insistem em atacar o Irã, único país muçulmano da região que sempre viu a Al Qaeda como inimigo natural?

Tudo indica que a agenda da política externa dos EUA continua “sequestrada” pelos neoconservadores americanos, que tanta simpatia têm pelo fundamentalismo religioso de seitas cristãs sectárias do “Ocidente,” e pelo visto, simpatizam também com outros fundamentalismos totalitários e sectários pelo mundo afora. Resta saber se estas “simpatias” são apenas ideológicas ou se existem interesses ainda mais nefastos por detrás das alianças internacionais estabelecidas pelos neoconservadores norte-americanos .

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Arabian Business
Saturday, 17 April 2010

Saudi Arabia sets up nuclear energy science centre

by Tamara Walid & Reem Shamseddine


Top oil exporter Saudi Arabia may mine and enrich uranium to fuel power plants if it embarks on a civilian nuclear energy programme, a consultant preparing a draft nuclear strategy for the kingdom said on Wednesday.

The United Nations has just slapped a fourth round of sanctions on Saudi regional rival Iran for refusing to halt enrichment, which with further refinement can yield materials for weapons.

Western powers fear Iran is using its nuclear programme to develop weapons, while Tehran says it needs power generation to meet rapidly rising demand.

Related news:

http://www.arabianbusiness.com/586178-saudi-arabia-sets-up-nuclear-energy-science-centre
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16 May 2008

Bush in Saudi Arabia for Nuclear Deal

By Scott Stearns

Riyadh

U.S. President George Bush is in Saudi Arabia for talks with King Abdullah marking the 75th anniversary of diplomatic relations between Washington and Riyadh. VOA White House Correspondent Scott Stearns reports, the two leaders are expected to reach agreement on civilian nuclear technology.

President Bush and King Abdullah inspected a military honor guard in Riyadh before private talks at the king’s horse farm outside the capital.

They will discuss a deal to help the kingdom develop civilian nuclear power for medical and industrial uses as well as generating electricity. The agreement provides access to safe, reliable fuel sources for nuclear reactors and demonstrates what the Bush Administration calls Saudi leadership as a non-proliferation model for the region.

The agreement expands cooperation to better safeguard the kingdom’s vast oil reserves and its pipeline distribution system, as well as borders.

As part of the deal, Saudi Arabia joins a global initiative to combat nuclear terrorism to enhance the protection of nuclear systems and improve its ability to detect and confiscate illegally held nuclear material.

The kingdom also joins an international alliance to combat the proliferation of weapons of mass destruction and related materials, including delivery systems.

President Bush says he will ask King Abdullah to boost Saudi oil production to drive down record energy prices. A similar request in January was denied as Saudi output has held steady at just over 8.5 million barrels a day.

Relations between Washington and Riyadh are strained by the war in Iraq. Unlike the first Gulf War when Saudi Arabia boosted oil production and helped pay for the liberation of Kuwait, the kingdom opposed America’s 2003 invasion to topple Saddam Hussein.

U.S. National Security Advisor Steve Hadley says it remains a partnership of common interests.

“So I think the relationship is in pretty good shape. That’s not to say that there weren’t stresses – obviously the Iraq war was a stress, and managing the situation, subsequent. There are still issues, I’m sure, the Saudis raise with us. We have issues that we raise with them,” said Hadley. “We would like to see them offering greater diplomatic support for Iraq, embracing Iraq as a part of the Arab family. They have not gone as far as we would like on that score.”

Relations also soured following the 2001 terrorist attacks in New York and Washington in which 15 of the 19 hijackers were Saudi.

John Alterman directs the Middle East Program at the Center for Strategic and International Studies, a public policy research group in Washington.

“This relationship has been unalterably changed partly by the events of September 11, partly by what’s happened in Iraq, partly by a Saudi sense that the United States isn’t nearly as competent as they thought,” said Alterman. “And while there is no alternative to the United States, there is suddenly a need to hedge against U.S. incompetence. That changes the whole way these meetings go, and it changes what happens when the U.S. president says I really need you to do this.”

President Bush leaves Saudi Arabia Saturday for Egypt and separate talks with President Hosni Mubarak as well as Afghan President Hamid Karzai, Jordanian King Abdullah, and Palestinian President Mahmoud Abbas.

http://www.globalsecurity.org/wmd/library/news/saudi/saudi-080516-voa01.htm



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O Irã e o império decadente

23 de maio de 2010

Folha de S.Paulo

23/05/2010

O Irã e o império decadente

Luiz Carlos Bresser Pereira *

Há algum tempo, o establishment mundial recebeu com um misto de irritação e descrença a notícia de que o presidente Lula se dispunha a intermediar a questão do Irã.

Na semana passada a diplomacia brasileira alcançou um êxito histórico em Teerã ao lograr que o governo nacionalista islâmico do Irã aceitasse o acordo sobre a troca de urânio pouco enriquecido por urânio enriquecido a 20% nos mesmos termos que as grandes potências e a AIEA(agência atômica da ONU) haviam proposto há seis meses.

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O Ministro Celso Amorim diz que acordo com Irã é resultado de negociação

18 de maio de 2010

Agência Brasil

18/05/2010

Amorim diz que acordo de Teerã é resultado de negociação

Luiz Antônio Alves

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (18) que um dos detalhes mais importantes da Declaração de Teerã é que o documento é resultado de uma negociação, e não da confrontação. Segundo o chanceler, o documento assinado ontem em Teerã resume avanços notáveis em relação a todas as situações anteriores.

O documento obtido com a intermediação do Brasil e da Turquia prevê a troca de urânio do Irã levemente enriquecido por combustível que seria produzido provavelmente pela Rússia e pela França.

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As relações do Brasil com o Irã e a questão nuclear

18 de maio de 2010

Meridiano 47

18/05/2010

As relações do Brasil com o Irã e a questão nuclear

André Luiz Reis da Silva

O Brasil e a diplomacia brasileira tiveram um grande sucesso nos últimos dias. Visto por muitos de forma cética, a interlocução do Brasil no caso do Programa Nuclear Iraniano teve bom resultado, embora provisório. O presidente Luis Inácio Lula da Silva intermediou, em Teerã, um acordo entre o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro da Turquia, Tayyiq Erdogan. O acerto tem como base o envio de 1,2 mil quilos de urânio iraniano para a Turquia, que estocaria o material enquanto França e Rússia o enriqueceriam em 20% – tratamento insuficiente para o uso militar, mas suficiente para fins pacíficos.

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Irã: Não é o perigo nuclear, é o industrial. Quanto ao mais é só estratégia

2 de maio de 2010

Pátria Latina

02/05/2010

Não é o perigo nuclear, é o industrial. Quanto ao mais é só estratégia

Anna Malm *

De um lado o Afeganistão e o Iraque porque estão localizados estratégicamente em relação ao contrôle de tôda a região do Oriente Médio. Aí está o porque de precisarem ser desarticulados, empobrecidos e dominados. De outro lado o Irã e a Síria porque são os que tem capacidade de poder deter a marcha dos avanços criminosos na região. Aí está o porque de precisarem cair de joelhos e pedir perdão, mas isso não antes de estarem bem humilhados e enfraquecidos não estando mais em condições de influenciar ou servir de exemplo à ninguém. Quatro países, uma região, uma agressão, dois motivos principais. Os motivos desdobrando se em impedir uma oposição capaz (Irã e Síria) e em poder manter o contrôle do fluxo energético do Oriente Médio (Iraque e Afeganistão). Uma olhadela rápida ao mapa mostrará o porque.

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Russia, China e Irã estão vencendo os EUA na “Guerra dos Gasodutos”?

1 de maio de 2010

CCPA Monitor
01/05/2010

U.S. and its Allies Foiled

Russia, China, Iran defeat U.S. in the “pipeline wars”

by Asad Ismi

A major reason for the U.S.-led invasion and occupation of Afghanistan was the building of a pipeline through the country that would take natural gas from Turkmenistan to India and Pakistan. Canada and the other 44 Western countries occupying Afghanistan are supporting this U.S. objective by bolstering Washington’s military position in the country.

Turkmenistan, which borders Afghanistan, contains the fourth largest reserves of natural gas in the world. The U.S. has been trying to set up the pipeline for a decade, having first negotiated the venture with the ousted Taliban government. Two months after these negotiations broke down, Washington overthrew the Taliban in October 2001 when it invaded Afghanistan.

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