Posts Tagged ‘Geopolítica dos Oleodutos’

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Frota da Marinha russa é enviada para o litoral da Síria

8 de setembro de 2013

Voz da Rússia, 07/09/2013

Guerra da Síria

Síria: o que poderá a Marinha russa fazer?

 Ilia Kramnik

A Marinha russa está reunindo no mar Mediterrâneo a maior força naval desde a queda da URSS. O que poderá fazer a força operacional russa em caso de agravamento da situação?

Cruzador lançador de Misseis de Guiados Moskva em Sebastopol - foto Andrew Karpov

O agravamento da crise síria e a perspectiva bastante real de início de uma guerra exigem da Rússia uma reação antecipada aos acontecimentos, e a presença de navios de guerra significa, neste caso, mais do que simplesmente “mostrar a bandeira”.

Quais serão os instrumentos que podem aumentar a eficácia da presença naval russa nas áreas-chave do oceano global? Neste momento, no Mediterrâneo está concentrada uma força composta por mais de 10 navios e de um número indeterminado de submarinos. É a primeira vez em duas décadas, desde o desmantelamento da 5ª Esquadra Operacional (Mediterrânica) da Marinha de Guerra da URSS, em dezembro de 1992, que no Mediterrâneo se encontra tal quantidade de navios arvorando o pavilhão russo.

Antes de mais, chama a atenção a presença de uma grande quantidade de navios de desembarque pesados (LSH). No mar Mediterrâneo se encontram agora 7 LSH sob bandeira russa, incluindo dois da Frota do Pacífico, dois da Frota do Báltico e três da Frota do Mar Negro. Alguns deles já estão no mar há bastante tempo. Assim, o navio Alexander Shabalin zarpou de Baltiysk ainda em dezembro de 2012.

Учения по высадке морского десанта в Калининградской области

Учения морской пехоты Тихоокеанского флота в Приморском крае

Existem várias razões para a presença de LSH. Uma das principais é a de estes países assegurarem um canal de auxílio por parte da Rússia ao governo legítimo da Síria na sua luta contra o terrorismo. Segundo informaram recentemente as agências noticiosas russas, citando fontes do Ministério da Defesa, esses navios foram usados para o transporte de armamento de forma a evitar a repetição do incidente ocorrido com o cargueiro Alaed, cuja viagem para a Síria transportando helicópteros foi impedida no verão de 2012.

Учения морского десанта в Калининградской области

A segunda missão dos LSH nessa região é a realização, em caso de necessidade, da evacuação de cidadãos russos da Síria, tanto os que lá se encontram em serviço, como os que têm residência permanente na Síria.

Cruzador lançador de Misseis Guiados Moskva, da Marinha Russa, na base naval de Sevastopol - foto Andrew Karpov

Vigilância e não só?

As missões da Marinha não se limitam, no entanto, a uma possível operação de evacuação, como o demonstra a presença no Mediterrâneo de navios de combate da Marinha de Guerra russa. Nos próximos dias, deverá chegar ao Mediterrâneo Oriental o cruzador porta-mísseis Moskva, que até agora esteve realizando no Atlântico e no Pacífico visitas a Cuba e à Nicarágua. Esse navio deverá se tornar no núcleo dessa força graças ao seu poderoso sistema de radares e à sua defesa antiaérea de longo alcance. O grupo de navios, reforçado com o Moskva, poderá também realizar uma série de missões em caso de início de uma guerra.

Cruzador lançador de mísseis da classe Moskva Marinha da Rússia - foto RIA Novosti

Em primeiro lugar, as capacidades do cruzador, reforçadas pelo equipamento dos navios de reconhecimento, permitem ter um panorama completo e fiável dos acontecimentos, cobrindo com uma imagem de radar todo o Mediterrâneo Oriental. A segunda missão será colocada à força naval pela direção do país e das suas Forças Armadas. Como resultado, as informações sobre os mísseis de cruzeiro norte-americanos detectados, em caso de os EUA começarem a bombardear a Síria, poderão ser transmitidas não só para Moscou, mas também para Damasco, facilitando a detecção e intercepção dos mísseis pela defesa antiaérea síria.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto  Vladimir Prokopenko

Apesar de todas as capacidades dos navios russos, a força como um todo tem um potencial bastante limitado, isso diz respeito especialmente às componentes aérea e anfíbia. Os LSH russos, que estão sendo usados neste caso como transporte, não são uma alternativa aos navios de assalto multiusos (LHA), capazes de assegurar uma presença a longo prazo no teatro de operações de uma força de fuzileiros navais com o respectivo apoio aéreo.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto RIA Novosti, Igor Zarembo

Uma presença nesta altura no Mediterrâneo de um ou dois LHA da classe Mistral, integrados na força, poderia reforçar qualitativamente o agrupamento, mas o primeiro navio da série, o Vladivostok, ainda está sendo construído em Saint-Nazaire. Um apoio ainda mais eficaz poderia ser prestado à frota por um porta-aviões, mas o único navio dessa classe existente na Marinha de Guerra Russa só irá iniciar a sua viagem para o mar Mediterrâneo em dezembro de 2013.

http://portuguese.ruvr.ru/2013_09_07/Siria-o-que-poder-fazer-a-marinha-russa-0409/

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy

Navios da Marinha russa - foto Voz da Rússia

Leia mais sobre a crise na Síria e a disputa entre as grandes potências no Oriente Médio: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_06/Destacamento-de-navios-da-Marinha-russa-navega-em-direcao-costa-da-Siria-9844/

Acesso via ISAPE Blog : http://isape.wordpress.com/2013/09/07/frota-russa-se-posiciona-no-litoral-da-siria/

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Inaugurado o Oleoduto Rússia-China ligando os poços petrolíferos da Sibéria até Daqing

3 de janeiro de 2011

BBC Brasil
02/01/2011

Oleoduto entre Rússia e China é inaugurado

 

O primeiro oleoduto ligando o maior produtor de petróleo do mundo, a Rússia, e o maior consumidor de energia, a China, iniciou suas operações.

O oleoduto, que cruza 2,7 mil quilômetros entre a Sibéria e a província de Daqing, no nordeste da China, vai permitir o aumento do comércio de petróleo entre os dois países. Até a inauguração, o petróleo russo chegava à China por trem.

E antes desta obra, a rede de oleodutos da Rússia, concentrada no oeste da Sibéria, se dirigia apenas para a Europa.

 

Com o novo oleoduto, a Rússia agora deve exportar 15 milhões de toneladas de petróleo por ano durante as próximas duas décadas, cerca de 300 mil barris por dia.

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Rússia fecha acordo para construção de infra-estrutura energética com Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão

21 de agosto de 2010

Asia Times

21/08/2010

Medvedev’s wishful thinking

By M K Bhadrakumar

There was an element of hyperbole when a Moscow news service airily speculated this week that Catherine the Great’s historic dream of gaining access to the warm waters of the Arabian Sea was nearing realization even as Russia was getting ready to propose to Pakistan an “extensive road and rail system being largely bankrolled by Moscow” to connect Central Asia with Pakistan’s sea ports.

The Moscow commentator was anticipating the agenda of discussions at the quadripartite summit of Russia, Tajikistan, Afghanistan and Pakistan, hosted by President Dmitry Medvedev at his vacation home in the picturesque Black Sea resort of Sochi on Wednesday.

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Cúpula entre Rússia, Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão discute segurança regional em Sochi

18 de agosto de 2010

O Dia Online

18/08/2010

Rússia, Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão se unem na luta antiterrorista

Moscou (Rússia) – Os presidentes da Rússia, Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão concordaram nesta quarta-feira em criar um mecanismo de consultas regulares para a luta contra o terrorismo e o narcotráfico, assim como para a cooperação econômica regional.

Os chefes de Estado russo, Dmitri Medvedev; afegão, Hamid Karzai; paquistanês, Asif Alí Kazari, e tadjique, Emomali Rahmon, fizeram a declaração conjunta na cúpula realizada no balneário de Sochi, nas margens do Mar Negro, explicou o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov.

“O ponto que caracterizou este fórum foi o compromisso com a cooperação e o desejo de conseguir que o formato de quarteto se transforme em um fator com cada vez mais peso nos esforços para fortalecer a estabilidade (regional)”, disse o chefe de diplomacia russa, citado pelas agências locais.

O documento adotado pelos presidentes qualifica o terrorismo e o narcotráfico como “uma ameaça para a paz e a estabilidade” e referenda o compromisso dos quatro países de aumentar seus esforços para combater estes flagelos.

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Geopolítica da Ásia Central: das disputas tradicionais aos projetos de Integração Regional

13 de agosto de 2010

International Herald Tribune
13/08/2010

Os novos caminhos da seda na Ásia

Parag Khanna

Ulaanbaatar (Mongólia)

Deborah Weinberg

O destino dos enormes depósitos de lítio descobertos recentemente no Afeganistão não deve ser diferente daquele dos outros recursos naturais dos países da Ásia Central que não têm saída para o mar: explorados pelo Ocidente e eventualmente controlados pelo Oriente.

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Russia, China e Irã estão vencendo os EUA na “Guerra dos Gasodutos”?

1 de maio de 2010

CCPA Monitor
01/05/2010

U.S. and its Allies Foiled

Russia, China, Iran defeat U.S. in the “pipeline wars”

by Asad Ismi

A major reason for the U.S.-led invasion and occupation of Afghanistan was the building of a pipeline through the country that would take natural gas from Turkmenistan to India and Pakistan. Canada and the other 44 Western countries occupying Afghanistan are supporting this U.S. objective by bolstering Washington’s military position in the country.

Turkmenistan, which borders Afghanistan, contains the fourth largest reserves of natural gas in the world. The U.S. has been trying to set up the pipeline for a decade, having first negotiated the venture with the ousted Taliban government. Two months after these negotiations broke down, Washington overthrew the Taliban in October 2001 when it invaded Afghanistan.

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La desestabilización de Bolivia y la “Opción Kosovo”

23 de setembro de 2008

Global Research

September 23, 2008

La desestabilización de Bolivia y la “Opción Kosovo”

Michel Chossudovsky

http://www.globalresearch.ca/

La secesión de las provincias orientales de Bolivia forma parte de una operación encubierta patrocinada por Estados Unidos, coordinada por el departamento de Estado estadounidense en coordinación con sus agencias de inteligencia.

Según un informe de prensa, “USAID tiene una “Oficina de Iniciativas de Transición” que opera en Bolivia y canaliza millones de dólares para adiestrar y apoyar a los gobiernos regionales y movimientos de oposición de derecha” [1], los escuadrones de la muerte responsables de la muerte de los seguidores de Evo Morales en El Porvenir están apoyados de forma encubierta por Estados Unidos, que también proporciona apoyo a través de varios grupos de oposición por medio del Legado Nacional para la Democracia [National Endowment for Democracy].

El expulsado embajador estadounidenses Philip S. Goldberg trabajaba a las órdenes del vice-secretario de Estado John Negroponte, que supervisa directamente las diferentes “actividades” de las embajadas estadounidenses en todo el mundo. A este respecto, actuando entre bambalinas Negroponte desempeña un papel mucho más importante que la secretaria de Estado Condoleeza Rice. También es conocido por ser uno de los principales artífices de los cambios de régimen y del apoyo encubierto a los escuadrones de la muerte paramilitares tanto en América Central como en Iraq.

Las instrucciones de Philip S. Goldberg como embajador en Bolivia fueron provocar la fractura de Bolivia como país. Antes de su nombramiento como embajador a principios de 2007 sirvió como jefe de la misión estadounidense en Pristina, Kosovo (2004-2006) y estaba en contacto permanente con los dirigentes del paramilitar Ejército de Liberación de Kosovo (KLA por sus siglas en inglés)   en el que e habían integrado políticos civiles tras la ocupación de Kosovo por la OTAN en 1999.

Apoyado por la CIA, el Ejército de Liberación de Kosovo (KLA), cuyos dirigentes encabezan ahora el gobierno kosovar, era conocido por su estrecha relación con el crimen organizado y el tráfico de narcóticos. En Kosovo Goldberg estuvo implicado en la creación del marco para la subsiguiente secesión de Kosovo de Serbia, lo que llevó a la instalación de un gobierno kosovar “independiente” .

Durante los años noventa Goldberg había desempeñado un papel   muy activo en la desintegración de Yugoslavia. De 1994 a 1996 fue responsable de la oficina de Bosnia del departamento de Estado. Trabajó estrechamente con el enviado especial de Washington Richard Holbrooke y desempeñó un papel clave como el jefe del equipo negociador estadounidense en Dayton, que llevó en la firma de los Acuerdos de Dayton en 1995. Estos acuerdo llevaron a la división de Bosnia-Herzegovina. De manera más general desencadenaron la destrucción y desestabilización de Yugoslavia como país. En 1996 Goldberg trabajó directamente como asistente especial del vice-secretario de Estado Strobe Talbott (1994-2000) que, junto con la secretaria de Estado Madeleine Albright, desempeñó un papel clave en el estallido de la guerra de Yugoslavia en 1999.

El papel central de John Negroponte

El vice-secretario de Estado John Negroponte desempeña un papel central en la dirección de   operaciones encubiertas. Fue embajador estadounidense en Honduras de 1981 a 1985. Como embajador en   Tegucigalpa desempeñó un papel clave en apoyar y supervisar a los mercenarios de la contra nicaragüense que estaban basados en Honduras. Los ataques a Nicaragua por parte de la contra a través de la frontera costaron la vida a unos 50.000 civiles. Durante ese mismo periodo Negroponte desempeñó un papel decisivo en el establecimiento de los escuadrones de la muerte militares hondureños que “operando con el apoyo de Washington asesinaron a cientos de opositores al régimen respaldado por Estados Unidos” (Véase, “Bush Nominee linked to Latin American Terrorism”, Bill Vann, http://www.globalresearch.ca/articles/VAN111A.html ):

“Bajo el mando del general Gustavo Álvarez Martínez, el gobierno militar de Honduras fue un estrecho aliado de la administración Reagan y también hizo “desaparecer” a decenas de oponentes políticos a la manera clásica de los escuadrones de la muerte”.

(Véase “Face-off: Bush’s Foreign Policy Warriors”, Peter Roff y James Chapin, http://www.globalresearch.ca/articles/ROF111A.html )

Esto no impidió su nombramiento como Representante Permanente de Estados Unidos ante Naciones Unidas bajo la administración Clinton.

La opción El Salvador

En 2004 Negroponte fue nombrado embajador en Iraq, donde estableció un “marco de seguridad” para la ocupación estadounidense que siguió el modelo de los escuadrones de la muerte centroamericanos. Varios escritores denominaron a este proyecto la “Opción de El Salvador”.

Mientras estuvo en Bagdad Negroponte nombró asesor en cuestiones de seguridad al ex-jefe de las operaciones especiales en El Salvador. En los años ochenta ambos hombres fueron estrechos colaboradores en América Central. Mientras que Negroponte estaba muy ocupado poniendo en marcha los escuadrones de la muerte en Honduras, el colonel Steele estaba al cargo del Grupo de Asesoría Militar Estadounidense en El Salvador (1984-86) “donde era responsable de desarrollar fuerzas operativas especiales a nivel de brigada en pleno conflicto”:

“Estas fuerzas, compuestas por los soldados más brutales de los que se disponía, eran una copia del tipo de operaciones de unidades pequeñas con las que estaba familiarizado    Steele tras haber servido en Vietnam. Más que centrarse en ganar terreno, sus papel era atacar a los dirigentes “insurgentes”, a quienes los apoyaban, a las fuentes de suministro y los campamentos base” (Max Fuller, “Fro Iraq, “The Salvador Option” becomes reality”, Global Research, junio de 2005, [2])

En Iraq Steele “fue asignado para trabajar con una nueva unidad de elite iraquí de contra-insurgencia conocida como los Comandos Especiales de Policía”. En este contexto, el objetivo de Negroponte era fomentar las divisiones étnicas y las luchas desencadenando ataques terroristas encubiertos contra la población civil iraquí.

En 2005 Negroponte fue nombrado Presidente de la Junta Directiva de la Inteligencia Nacional y posteriormente en 2007 ocupó el segundo puesto en el departamento de Estado.

La opción Kosovo: el Caso de Haití

Este no es la primera vez que se aplica a América del Sur el “modelo de Kosovo” de apoyar a paramilitares terroristas.

En febrero de 2003 Washington anunció el nombramiento de James Foley como embajador en   Haití. Los embajadores Goldberg y Foley forman parte de la misma “cuadra diplomática”. Foley fue portavoz del departamento de Estado de la administración Clinton durante la guerra de Kosovo. Estuvo implicado en el primer periodo del envío de apoyo al Ejército de Liberación de Kosovo   (KLA).

Está ampliamente documentado que el Ejército de Liberación de Kosovo (KLA) fue financiado con el dinero de la droga y apoyado por la CIA (Véase Michel Chossudovsky, “Kosovo “Freedom Fighters” Financed By Organised Crime, Covert Action Quarterly”, 1999 [3] )

En el momento de la guerra de Kosovo el entonces embajador en Haiti, James Foley, había estado al frente de las sesiones informativas del departamento de Estado y trabajaba estrechamente con su homólogo de la OTAN en Bruselas, Jamie Shea. Apenas dos meses después los ataques de la guerra dirigida por la OTAN el 24 de marzo de 1999 James Foley había hecho un llamamiento a “transformar” el KLA en una organización política respetable:

“Queremos desarrollar una buena relación con ellos [el KLA] ya que se han transformado en una organización política … Creemos que podemos proporcionarles muchos consejos y ayuda si se convierten precisamente en el tipo de actor político en el que nos gustaría verlos convertidos… Si nosotros podemos ayudarlos y ellos quieren que los ayudemos en este esfuerzo por transformarse, no creo que nadie pueda argumentar nada en contra …” (citado en The New York Times , 2 de febrero de 1999)

En otras palabras, el plan de Washington era un “cambio de régimen”: derrocar la administración de   Lavalas e instalar un régimen títere dócil a Estados Unidos integrado por la “Plataforma Democrática” y el autoproclamado Frente para la liberación y Reconstrucción Nacional (FLRN), cuyos dirigentes son ex-terroristas del FRAPH y Tonton Macoute (para más detalles véase Michel Chossudovsky, “ The Destabilization of Haiti”, Global Research, febrero de 2004 [4])

Tras el golpe de Estado de 2004 que llevó al derrocamiento del gobierno de Aristide la Agencia Estadounidense de Desarrollo Internacional (USAID) llevó a Haití a asesores del KLA para que ayudaran en la reconstrucción del país (véase Anthony Fenton, “Kosovo Liberation Army helps establish “Protectorate” in Haiti, Global Research, noviembre de 2004, [5])

Más específicamente, los asesores del KLA fueron para ayudar a reestructurar las fuerzas de policía de Haiti incluyendo en sus filas a ex-miembros del FRAPH y de los Tonton Macoute .

[Como apoyo a] la “Oficina de Iniciativas de Transición” (OTI, por sus siglas en inglés) … USAID está pagando a tres asesores para que asesoren sobre la integración de los brutales ex-militares en las actuales fuerzas de policía de Haití. Y, ¿quiénes son esos tres asesores? Estos tres asesores son miembros del Ejército de Liberación de Kosovo”   (Flashpoints interview, 19 de noviembre de 2004, www.flashpoints.net ).

La opción de El Salvador/ Kosovo forma parte de la estrategia estadounidense de fracturar y desestabilizar países. La OTI en Bolivia patrocinada por USAID desempeña la misma función que una OTI similar en Haití.

El propósito declarado de las operaciones encubiertas estadounidenses es proporcionar tanto apoyo encubierto como adiestramiento a “Ejércitos de Liberación” con el objetivo último de desestabilizar gobiernos soberanos. En Kosovo el adiestramiento del Ejército de Liberación de Kosovo (KLA) se confió en los noventa a una empresa privada de mercenarios, Military Professional Resources Inc (MPRI), contratada por el Pentágono.

Merece la pena señalar que los últimos acontecimientos sucedidos en Pakistán señalan directamente a formas directas de intervención militar estadounidense, en violación de la soberanía paquistaní.

Ya en 2005 un informe de la Junta Directiva de la Inteligencia Nacional estadounidense y de la CIA preveía para Pakistán “una suerte similar a la yugoslava en una década con el país dividido por una guerra civil, inmerso en un baño de sangre y con rivalidades inter-provinciales, como hemos visto recientemente en Baloquistán”   (Energy Compass, 2 de marzo 2005).

Según un informe de 2006 del Comité de Defensa del Senado de Pakistán, los servicios de inteligencia británicos estuvieron implicados en el apoyo al movimiento separatista de Baloquistán    (Press Trust of India, 9 de agosto de 2006). El Ejército de Liberación de Baloquistán se parece extraordinariamente al KLA de Kosovo, financiado por el tráfico de droga y patrocinado por la    CIA.

“Washington favorece la creación de un “Gran Baloquistán” [similar a una Gran Albania] que integraría las zonas baloquis de Pakistán y las de Irán, y posiblemente la franja sur de Afganistán, lo que, por consiguiente, llevaría a un proceso de fractura política tanto de Irán como de Pakistán (Michel Chossudovsky, “The Destabilization of Pakistán”, 30 de diciembre de 2007 [6])”.

Notas:

[1] “USAID has an "Office of Transition Initiatives"  operating in Bolivia, funneling millions of dollars of training and  support to right-wing opposition regional governments and movements” , http://www.slate.com/discuss/forums/thread/1798672.aspx
[2] http://www.globalresearch.ca/articles/FUL506A.html
[3] http://www.heise.de/tp/r4/artikel/2/2743/1.html
[4] http://globalresearch.ca/articles/CHO402D.html
[5] http://www.globalresearch.ca/articles/FEN411A.html
[6] http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=7705


Enlace con el original: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=10284

Traducido del inglés por Beatriz Morales Bastos, Rebelión.

http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=10315