Posts Tagged ‘Eurásia’

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O desafio energético chinês e a nova geopolítica do petróleo

23 de abril de 2013

Infopetro, 22/04/2013

O desafio energético chinês

Ronaldo Bicalho e Felipe de Souza

Em Dezembro de 2012, a China tomou o lugar dos Estados Unidos como o maior importador de Petróleo do mundo. Nesse mês, de acordo com dados preliminares da US Energy Information Administration, a China importou o correspondente a 6,12 b/d enquanto os Estados Unidos importaram 5,98 b/d. Os americanos lideravam o ranking dos importadores desde meados dos anos 1970 e, apesar dos dados se referirem apenas ao mês Dezembro e no consolidado do ano os EUA seguirem liderando, analistas acreditam que essa ultrapassagem mensal sinaliza claramente a tendência de longo prazo de supremacia chinesa nas importações mundiais de petróleo.

China

Embora a China seja o maior produtor de carvão do mundo, a forte expansão do consumo e os preços domésticos desfavoráveis fizeram com que a importação de carvão começasse a crescer a partir de 2002; de tal forma que em 2009 o país já era um importador líquido e em 2010 ocupava o segundo lugar no ranking mundial de importações carboníferas, perdendo apenas para o Japão.

Mesmo no caso do gás natural, a China se tornou um importador dessa fonte de energia pela primeira vez em 2007. Desde então a participação da importação líquida cresceu fortemente, saltando de 2% do consumo nesse ano para 22% em 2011.

Assim, a China, que em 1971 apresentava uma importação líquida negativa, correspondente a (-) 0,5% da sua demanda total de energia, em 2010 importava 14 % da energia que consumia e era responsável por 8% das importações mundiais de energia.

Dessa maneira, o vigoroso crescimento econômico chinês, que levou o país a ultrapassar o Japão e ocupar a posição de segunda maior economia do mundo, foi acompanhado de um forte aumento no consumo de energia, que levou o país a superar os Estados Unidos e, desde 2009, ocupar a posição de maior consumidor de energia do mundo. Mais do que isso, esse boom econômico e essa explosão do consumo de energia foram acompanhados por um acentuado aumento da dependência energética.

PetroChina

Aumento esse que colocou a segurança energética como uma questão essencial para o Estado chinês, gerando consequências que transcendem a política energética e alcançam a grande estratégia geopolítica chinesa.

Dada a extensão do controle do Estado chinês sobre a economia, a gestão dos recursos energéticos é crucial e requer que o governo desempenhe um papel muito mais intrusivo e proativo que no caso das outras grandes economias. Isto implica que a formulação das questões relacionadas à segurança energética na China se pleiteia de forma mais ampla e complexa no que diz respeito aos planos e ações do Estado.

Nesse sentido, é claro para Pequim que a segurança energética é fundamental para a segurança econômica e essa, por sua vez, é essencial para a segurança nacional.

Desde 1949, a China apostou em um desenvolvimento independente que se refletiu em uma estratégia autárquica de abastecimento energético, fundada na autossuficiência, na utilização dos seus próprios recursos para atender à sua demanda de energia.

Assim, explorar e controlar esses recursos fazia parte da própria noção chinesa de soberania.

Essa ênfase na autossuficiência se coaduna com uma concepção de política externa cuja visão do sistema internacional está intimamente ligada a percepção da ameaça externa como sendo fundamental para a construção da identidade do Estado e para a legitimação do regime.

O crescimento da dependência energética representa uma inflexão nessa estratégia, na medida em que ele requer uma integração mais profunda com os mercados financeiros e de energia; ao mesmo tempo em que levanta questões geopolíticas profundas em relação ao papel da China na região.

É evidente que esse conjunto de questões afeta obrigatoriamente a própria concepção da política externa e, em consequência, a própria forma de inserção da china no sistema internacional.

Assim, a maior dependência energética muda não só a política energética chinesa, mas sua política externa. Política externa essa vista como chave para a sua segurança nacional que, nesse caso, significa a manutenção do suprimento energético vital para a sua expansão econômica.

A busca por maior segurança energética está mudando a política energética chinesa e terá impactos significativos no âmbito global.

Uma China ávida por energia e disposta a ir buscá-la onde ela estiver passa a ser um ator chave na evolução da trama energética mundial. Trama essa que provavelmente ultrapassará em muito não só as fronteiras chinesas, mas, acima de tudo, as próprias fronteiras da energia.

Leia outros textos de Ronaldo Bicalho no Blog Infopetro

 

Fonte: http://infopetro.wordpress.com/2013/04/22/o-desafio-energetico-chines/




China ultrapassa o consumo total de energia dos Estados Unidos, embora o consumo per capita ainda seja cerca de quatro vezes menor
Fonte: OLIVEIRA, Lucas K. & PAUTASSO, Diego (2008) "A segurança energética da China e as reações dos EUA". Revista Contexto Internacional. vol 30, nº 2, dezembro de 2008.

Fonte: OLIVEIRA, Lucas K. & PAUTASSO, Diego (2008) “A segurança energética da China e as reações dos EUA”. Revista Contexto Internacional. vol 30, nº 2, dezembro de 2008.

 

 

China - principais reservas petrolíferas

 

Oleodutos na Eurásia - Rússia e China

 

 

 

 

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Chernobyl: 25 anos do maior desastre nuclear da história

26 de abril de 2011

RIA Novolsti
25/04/2011

Russia’s Medvedev to make anniversary trip to Chernobyl

Chernobyl: 25 years since the nuclear disaster

 

Russian President Dmitry Medvedev will visit Chernobyl on Tuesday to mark the 25th anniversary of the worst nuclear disaster in history.

“I will go to Chernobyl tomorrow,” the Russian president said on Monday during an award ceremony in the Kremlin for participants in the clean up operation of the 1986 disaster.

The area around the Chernobyl plant, about 150 kilometers (93 miles) from the Ukrainian capital of Kiev, remains highly contaminated from an explosion at the plant’s reactor number four a quarter of a century ago.

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Vídeo: “A Batalha de Chernobyl” no Discovery Channel

20 de abril de 2011

“A Batalha de Chernobyl” no Discovery Channel  ( 1 de 9 )

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“A Batalha de Chernobyl” no Discovery Channel  ( 2 de 9 )

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Vídeo documentário: “O Desastre de Chernobyl: Hora Zero” no Discovery Channel

20 de abril de 2011

No próximo dia 26 de abril de 2011 completam-se 25 anos do acidente na Usina de Chernobyl, ocorrido em 1986 na então União Soviética, na cidade de Pripyat (atual Ucrânia). O vídeo documentário a seguir, retrata os momentos finais que antecederam o acidente, que levou ao incêndio e derretimento parcial do reator 4, que lançou grande quantidade de material radioativo na atmosfera, no que ficou marcado como o maior acidente nuclear de toda a História.

Parte 1

Parte 2

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A batalha entre Irã e Arábia Saudita pela influência no Bahrein

9 de março de 2011

STRATFOR
March 8, 2011

Bahrain and the Battle Between Iran and Saudi Arabia

By  George Friedman


The world’s attention is focused on Libya, which is now in a state of civil war with the winner far from clear. While crucial for the Libyan people and of some significance to the world’s oil markets, in our view, Libya is not the most important event in the Arab world at the moment. The demonstrations in Bahrain are, in my view, far more significant in their implications for the region and potentially for the world. To understand this, we must place it in a strategic context.

As STRATFOR has been saying for quite a while, a decisive moment is approaching, with the United States currently slated to withdraw the last of its forces from Iraq by the end of the year. Indeed, we are already at a point where the composition of the 50,000 troops remaining in Iraq has shifted from combat troops to training and support personnel. As it stands now, even these will all be gone by Dec. 31, 2011, provided the United States does not negotiate an extended stay. Iraq still does not have a stable government. It also does not have a military and security apparatus able to enforce the will of the government (which is hardly of one mind on anything) on the country, much less defend the country from outside forces.

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Mudanças na geopolítica do petróleo frente às revoltas populares no Oriente Médio e Norte da África

9 de março de 2011

Carta Capital
09/03/2011

Revolta árabe: o colapso da velha ordem do petróleo

Michael T. Klare

Tomdispatch.com
Considere o recente aumento nos preços do petróleo apenas um tímido anúncio do petro-terremoto que está por vir. A velha ordem que sustenta o petróleo está morrendo, e com o seu fim veremos também o fim do petróleo barato e de fácil acesso – para sempre. Mesmo que a revolta não alcance a Arábia Saudita, a velha ordem do Oriente Médio não pode ser reconstruída. O resultado será um declínio de longo prazo na disponibilidade futura de petróleo para exportação. Um exemplo: três quartos dos 1,7 milhões de barris produzidos diariamente pela Líbia foram rapidamente tirados do mercado conforme a agitação tomou conta do país. O artigo é de Michael T. Klare.

Qualquer que seja o resultado dos protestos, levantes e rebeliões que agora varrem o Oriente Médio, uma coisa é certa: o mundo do petróleo será permanentemente transformado. Considere tudo que está acontecendo agora como apenas a primeira vibração de um petro-terremoto que irá sacudir nosso mundo em suas bases.

Por um século, voltando até a descoberta de petróleo no sudoeste da Pérsia, antes da Primeira Guerra, forças ocidentais têm repetidamente promovido intervenções no Oriente Médio para garantir a sobrevivência de governos autoritários dedicados à produção de petróleo. Sem tais intervenções, a expansão das economias ocidentais após a Segunda Guerra e a atual abundância das sociedades industriais seria inconcebível.

Aqui, porém, está a notícia que deveria estar na capa dos jornais em todos os lugares: a velha ordem que sustenta esse petróleo está morrendo, e com o seu fim veremos também o fim do petróleo barato e de fácil acesso – para sempre.

 

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“Qual será o futuro do mundo árabe?” por Robert Fisk

6 de março de 2011

Carta Maior
05/03/2011

Qual será o futuro do mundo árabe?

Robert Fisk

Página/12

Revoluções, rebeliões, insurreições, despertares árabes: normalmente são um assunto sangrento. O segundo despertar árabe da história – o primeiro foi a revolta contra o império otomano – requer algumas novas definições e talvez algumas palavras novas. E uma nova calculadora que registre o instante (do fim) da velha era dos ditadores e do surgimento de um crescente exército de jovens. Meu colega magrebino Ben Yahmed sugere que no violento caso da Líbia não nos encontramos tanto diante de uma revolução, mas sim de uma anarquia revolucionária baseada no tribalismo e que pode levar a Líbia a um processo de desintegração. O artigo é de Robert Fisk.

Egito: protestos na praça central do Cairo, Tahrir Square - foto: AP

 

O segundo despertar árabe da história – o primeiro foi a revolta contra o império otomano – requer algumas novas definições e talvez algumas palavras novas. E uma nova calculadora que registre o instante (do fim) da velha era dos ditadores e do surgimento de um crescente exército de jovens. O ditador que sobreviver até chegar à senilidade pode entrar na categoria de grandes criminosos políticos da história contemporânea.

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