Posts Tagged ‘Energia Elétrica’

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Curso Geopolítica da Energia

11 de janeiro de 2013

Curso "Geopolítica da Energia" - ISAPE
O Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia, ISAPE, promove nos dias 21 a 24 de janeiro o curso “Geopolítica da Energia”, que trata da geopolítica dos recursos energéticos que sustentam a economia global. Através de uma análise histórica, de uma apreciação do papel dos recursos na estratégia das grandes potências e de uma análise do atual perfil geográfico e tecnológico de recursos estratégicos, o curso provocará o aluno sobre a importância da problemática energética no nível internacional, abordando questões como a geopolítica do petróleo, as guerras por recursos energéticos, a transição energética e as fontes de energia mais limpas.
O curso será ministrado pelo professor dr. Lucas Kerr de Oliveira, e será realizado no Clube de Cultura de Porto Alegre, das 18:30 às 22:00, nos dias 21, 22, 23 e 24 de janeiro de 2013.
Esta atividade é direcionada a graduandos universitários, vestibulandos, pesquisadores e o público em geral. Faça sua inscrição aqui: www.isape.org.br/
ISAPE - 2013 - Cursos - Cartaz do Curso de Geopolítica da Energia
http://www.isape.org.br/index.php/pagina/home
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Um sistema interligado hidroeólico para o Brasil, por Ildo Sauer e Joaquim Carvalho

1 de novembro de 2012

Valor Econômico, 1º de novembro de 2012

Um sistema interligado hidroeólico para o Brasil

Joaquim F. de Carvalho   &    Ildo L. Sauer

O Brasil dispõe de potenciais hidrelétrico e eólico que lhe abrem a possibilidade de produzir, de forma renovável e sustentável, toda a energia elétrica que consome – e consumirá, quando a população estiver estabilizada em 215 milhões de habitantes, o que, segundo o IBGE, deverá acontecer por volta de 2050.

A interligação dos parques eólicos com a rede hidrelétrica, visando a estruturar um sistema hidroeólico, contribuirá para suavizar a intermitência dos ventos, pois isso permite que se firme a energia eólica mediante a sua “acumulação”, por assim dizer, nos reservatórios hidrelétricos, nas épocas de ventos abundantes, para ser usada nas temporadas secas. A interligação dos parques eólicos entre si também contribui para contornar o problema da intermitência dos ventos, por meio do chamado “efeito portfólio”, pelo qual, à semelhança de uma carteira de ações na bolsa de valores, a produção conjunta de todos os parques varia menos do que as produções individuais de cada um.

Graças ao seu imenso potencial hidrelétrico – e à possibilidade, ainda existente, de se implantarem grandes reservatórios de acumulação – o Brasil tem uma extraordinária vantagem comparativa em relação à maioria dos países europeus e asiáticos, que são obrigados a apelar para as onerosas e poluentes usinas termelétricas convencionais ou para as antieconômicas centrais nucleares que, ademais, expõem as populações a inaceitáveis riscos de acidentes catastróficos.

Parque Eólico em Osorio (RS) - EDP Renovaveis do Brasil

Naturalmente – além de se orientar por critérios técnico-econômicos e ambientais – a implantação de parques eólicos e, principalmente, de novos reservatórios hidrelétricos deve respeitar o direito das populações regionais, particularmente as ribeirinhas, mediante a execução de programas de reassentamento, planejados em cooperação com as lideranças locais.

Entretanto, determinados segmentos da sociedade têm a percepção de que a geração hidrelétrica é invariavelmente deletéria, por causar a “artificialização das bacias hidrográficas”. Devido a essa percepção equivocada, o Brasil corre o risco de ser obrigado a imitar países que, não dispondo de vantagens como as brasileiras, têm que apelar para usinas termelétricas convencionais ou nucleares.

Na verdade, os reservatórios hidrelétricos podem ser aproveitados para múltiplas finalidades, tais como regularização de vazões, transporte fluvial, irrigação de grandes áreas visando à produção agrícola, pesca interior, turismo ecológico, etc. Todos esses usos requerem a preservação das matas ciliares e são ambientalmente benéficos, ao contrário do que supõem os adversários emocionais dos reservatórios hidrelétricos.

Usina Hidrelétrica de Itaipu - Itaipu Binacional

Um notável exemplo de uso  múltiplo de bacia hidrográfica é o da usina hidrelétrica de Três Marias, originalmente projetada apenas como reservatório de regularização, para irrigar 100 mil hectares do Projeto Jaíba, em Minas Gerais. Esse reservatório (que cobre uma área maior do que o dobro da Baia da Guanabara) é responsável pelo desenvolvimento da outrora paupérrima região nordeste de Minas. A geração hidrelétrica foi apenas uma decorrência de sua construção. Outro exemplo é o da hidrelétrica de Sobradinho, que permitiu o desenvolvimento do maior polo de fruticultura irrigada do Brasil.

Ainda outros exemplos são algumas hidrelétricas da Light e da Cesp, cujos reservatórios regularizam a vazão da bacia do rio Paraíba do Sul e permitem a captação de água para a região metropolitana do Rio de Janeiro e algumas cidades do trecho paulista daquela bacia.

Um sistema hidroeólico estruturado nas condições brasileiras seria inteiramente sustentável e teria capacidade para cobrir indefinidamente a demanda brasileira por energia elétrica. As usinas térmicas a gás natural já existentes, com suprimento flexível de combustível, seriam acionadas apenas em períodos críticos, servindo como seguro para otimizar a operação do sistema.

Quanto à verdadeira magnitude do potencial eólico brasileiro, cabe assinalar que, em 2001, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) realizou um inventário, estimando-o em 143 GW. Estudos mais recentes, promovidos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apontam para um potencial superior a 280 GW. As perspectivas de se inventariar  um potencial ainda maior são muito auspiciosas, com a realização de uma rigorosa campanha de medições em todas as regiões promissoras do país – e com os ganhos de escala e aprendizado, resultantes do desenvolvimento tecnológico e da nacionalização da cadeia produtiva eólica.

Por fim, no tocante aos custos da energia elétrica, lembremos que estes se compõem de uma parte fixa, correspondente  à amortização do capital investido – e de uma parte administrável, composta pelas despesas necessárias ao funcionamento da usina geradora.

A parte fixa abrange as despesas incorridas na implantação da usina (projetos, equipamentos, construção, montagem e testes), e a parte administrável compreende as despesas de operação e manutenção, seguros, encargos trabalhistas, etc. No caso de usinas nucleares, há também os custos do combustível, do descomissionamento ao fim da vida útil e da administração dos rejeitos radiativos.

Os custos finais devem ser calculados e estabelecidos por meio de negociações entre o poder concedente e o investidor, nas quais entram critérios subjetivos tais como ”atratividade” para o investidor e “razoabilidade” para os consumidores; daí o imperativo ético de que o processo seja absolutamente transparente. Assim, no Brasil, o custo da energia hidrelétrica fica em cerca de R$ 80/MWh, o da eólica em R$ 100/MWh e o da nuclear em R$ 200/MWh.

* Joaquim Francisco de Carvalho é pesquisador visitante da Coppe/UFRJ e do IEE/USP. Ildo Luis Sauer é professor titular de Energia do IEE/USP.

 

http://professorildosauer.wordpress.com/2012/11/04/um-sistema-interligado-hidroeolico-para-o-brasil-joaquim-f-de-carvalho-e-ildo-l-sauer/

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ONU discute risco de acidentes nucleares pós-Fukushima

23 de maio de 2011

Agência Brasil
23/05/2011

ONU discute riscos de radiação nuclear depois de acidentes no Japão

Renata Giraldi

 

Brasília – Os efeitos da radiação nuclear dominam as discussões da reunião do Comitê Científico da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa hoje (23) em Viena, na Áustria, e acaba sexta-feira (27). O Brasil é representado pelo físico Marcos Nogueira Martins, diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear do Ministério da Ciência e Tecnologia. As informações são da Rádio França Internacional (RFI).

Nuvem radioativa produzida pelo acidente nuclear em Fukushima no Japão afetou diversos países

As discussões ocorrem dois meses e meio depois dos vazamentos e explosões ocorridos na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão. Durante a 58ª seção do grupo de peritos serão discutidos, por exemplo, meios para determinar quais são os riscos concretos da exposição à radioatividade em baixa quantidade e a longo prazo.

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Chernobyl: 25 anos do maior desastre nuclear da história

26 de abril de 2011

RIA Novolsti
25/04/2011

Russia’s Medvedev to make anniversary trip to Chernobyl

Chernobyl: 25 years since the nuclear disaster

 

Russian President Dmitry Medvedev will visit Chernobyl on Tuesday to mark the 25th anniversary of the worst nuclear disaster in history.

“I will go to Chernobyl tomorrow,” the Russian president said on Monday during an award ceremony in the Kremlin for participants in the clean up operation of the 1986 disaster.

The area around the Chernobyl plant, about 150 kilometers (93 miles) from the Ukrainian capital of Kiev, remains highly contaminated from an explosion at the plant’s reactor number four a quarter of a century ago.

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Vídeo: “A Batalha de Chernobyl” no Discovery Channel

20 de abril de 2011

“A Batalha de Chernobyl” no Discovery Channel  ( 1 de 9 )

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“A Batalha de Chernobyl” no Discovery Channel  ( 2 de 9 )

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A gravidade do acidente nuclear em Fukushima comparada ao de Chernobyl

15 de abril de 2011

Scientific American
Apr 12, 2011

Is Fukushima really as bad as Chernobyl?

By David Biello 

satellite image of Fukushima Daiichi explosionOne month to the day after the devastating twin blows of a magnitude 9.0 earthquake and subsequent 15-meter tall tsunami, Japanese officials have reclassified the accident at the Fukushima Daiichi nuclear power plant at the highest possible level. The partial meltdown of three reactors and at least two spent fuel pools, along with multiple hydrogen explosions at the site now rate a 7 on the International Nuclear Event Scale—a level previously affixed only to the meltdown and explosion at Chernobyl.

Fukushima is now officially a “major accident” per the scale—roughly 100 times worse than the worst civilian nuclear accident in the U.S.: the partial meltdown at Three Mile Island—constituting “a major release of radioactive material with widespread health and environmental effects.”
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Integração Energética: Brasil atualiza valores da eletricidade paraguaia de Itaipu

7 de abril de 2011

Agência Câmara de Notícias
06/04/2011

Câmara aprova aumento do valor pago ao Paraguai por energia de Itaipu

 Eduardo Piovesan

Acordo triplica o valor dos repasses feitos pelo Brasil ao país vizinho pela energia produzida na usina que não é consumida pelos paraguaios.

O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, o Projeto de Decreto Legislativo 2600/10, que contém o acordo entre o Brasil e o Paraguai para triplicar o repasse financeiro feito ao país vizinho pelo consumo do excedente de energia produzida na usina hidrelétrica de Itaipu. A matéria deve ser analisada ainda pelo Senado.

O aumento nesse repasse foi definido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo presidente paraguaio Fernando Lugo em 2009. O Congresso do Paraguai já aprovou a mudança, mas ela somente pode entrar em vigor quando o legislativo brasileiro também referendá-la.

Segundo o relator da matéria pela comissão especial, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), uma das contrapartidas é a regularização dos agricultores brasileiros que vivem no Paraguai e também dos migrantes ilegais naquele país. “Pela primeira vez se reuniram as autoridades da migração paraguaia, o serviço consular e a Polícia Federal para resolver esse problema”, afirmou.

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Acidente Nuclear em Fukushima amplia debate sobre novas usinas nucleares no Brasil

23 de março de 2011

Sul 21

22/03/2011

Fukushima é a causa de um novo dilema brasileiro: aumentar ou não a oferta de energia nuclear

Felipe Prestes

O Brasil vive um dilema na questão energética, segundo o diretor-geral do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), Lucas Kerr. O país não pode manter um crescimento econômico como o do ano passado (7,5%), sem expandir consideravelmente a oferta de energia. Para isso, são necessários investimentos de cerca de R$ 1,3 trilhão em infraestrutura de energia, nos próximos dez anos, sendo que o país deverá estar atento aos impactos sociais e ambientais desta expansão. No entanto, neste momento em que o Japão sofre com os vazamentos ocorridos na usina nuclear de Fukushima, surge um novo questionamento: vale a pena expandir a oferta de energia nuclear?
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Acidente na Central Nuclear de Fukushima

22 de março de 2011

21 de mar de 2011

O ACIDENTE DE FUKUSHIMA-DAIICHI

 Acidente na Central Nuclear de Fukushima

AS LIÇÕES APRENDIDAS ATÉ O MOMENTO

Leonam dos Santos Guimarães *

O medo é a forma mais eficaz de controle social: sociedades amedrontadas reagem como manadas, se deixando levar pelo primeiro grito de alerta. Em nome da redução de uma ameaça superestimada lideranças podem agir livremente em busca de outros objetivos, alheios à redução da própria ameaça

 Às 14h46 da sexta-feira (11/3) passada, hora local, o Nordeste do Japão foi atingido por um terremoto de 9 graus na escala Richter cujo epicentro foi bem próximo ao litoral e a poucos quilômetros abaixo da crosta terrestre, o maior que se tem registro histórico a atingir uma área densamente populosa e com alto desenvolvimento industrial. Mesmo para um país de alto risco sísmico e cuja cultura e tecnologia se adaptaram para tornar este risco aceitável, tal evento, numa escala de probabilidade de 1 em cada 1.000 anos, superou toda capacidade de resposta desenvolvida ao longo de séculos pelo Japão (Leia aqui a comparação entre o sistema de segurança das usinas brasileiras Angra 1 e Angra 2 e das usinas japonesas de Fukushima).

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Potencial instalado de Energia Eólica da China ultrapassa EUA e União Européia

2 de fevereiro de 2011

UOL Notícias
02/02/2011 – 12h02

Energia eólica mundial aumentou 22,5% em 2010, estimulada pela China

Bruxelas, 2 fev (EFE).- A energia eólica mundial cresceu 22,5% no ano passado, aumento que equivale a 35,8 GW (gigawatts), estimulada pelo desenvolvimento na China, onde foram instaladas aproximadamente a metade das novas turbinas, informou nesta quarta-feira o Conselho Internacional de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

Este aumento eleva o número total global a 194,4 GW, em comparação aos 158,7 GW registrados no ano anterior.

O GWEC, que reúne as empresas do setor em escala mundial, calcula que as turbinas instaladas em 2010 representam um investimento de 47,3 bilhões de euros.

A União Europeia e os Estados Unidos, até agora os principais promovedores desta tecnologia, se viram ultrapassados pela China, que em 2010 instalou energia eólica equivalente a 16,5 GW, quase a metade do total mundial.

A China possui 42,3 GW de energia eólica e superou os EUA em termos de capacidade total instalada“, indicou em comunicado a secretária-geral da associação chinesa de energia renovável, Li Junfeng, que assegurou que o país, que já se tornou o maior produtor mundial de instalações, está no caminho de alcançar os 200 GW em 2020.

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China anuncia o desenvolvimento de reator nuclear movido por tório ao invés de urânio

1 de fevereiro de 2011

 

Wired – 01/02/2011

China Takes Lead in Race for Clean Nuclear Power

China has officially announced it will launch a program to develop a thorium-fueled molten-salt nuclear reactor, taking a crucial step towards shifting to nuclear power as a primary energy source.

The project was unveiled at the annual Chinese Academy of Sciences conference in Shanghai last week, and reported in the Wen Hui Bao newspaper (Google English translation here).

If the reactor works as planned, China may fulfill a long-delayed dream of clean nuclear energy. The United States could conceivably become dependent on China for next-generation nuclear technology. At the least, the United States could fall dramatically behind in developing green energy.

“President Obama talked about a Sputnik-type call to action in his SOTU address,” wrote Charles Hart, a a retired semiconductor researcher and frequent commenter on the Energy From Thorium discussion forum. “I think this qualifies.”

CANDU Nuclear Power Plant at Zhejiang, China - wikipedia

Usinas nucleares de Zhejiang, China, onde um dos reatores do tipo CANDU já funciona movido com tório ao invés de urânio (foto: wikipedia)

While nearly all current nuclear reactors run on uranium, the radioactive element thorium is recognized as a safer, cleaner and more abundant alternative fuel. Thorium is particularly well-suited for use in molten-salt reactors, or MSRs. Nuclear reactions take place inside a fluid core rather than solid fuel rods, and there’s no risk of meltdown.

In addition to their safety, MSRs can consume various nuclear-fuel types, including existing stocks of nuclear waste. Their byproducts are unsuitable for making weapons of any type. They can also operate as breeders, producing more fuel than they consume.

In the 1960s and 70s, the United States carried out extensive research on thorium and MSRs at Oak Ridge National Laboratory. That work was abandoned — partly, believe many, because uranium reactors generated bomb-grade plutonium as a byproduct. Today, with nuclear weapons less in demand and cheap oil’s twilight approaching, several countries — including India, France and Norway — are pursuing thorium-based nuclear-fuel cycles. (The grassroots movement to promote an American thorium power supply was covered in this December 2009 Wired magazine feature.)

China’s new program is the largest national thorium-MSR initiative to date. The People’s Republic had already announced plans to build dozens of new nuclear reactors over the next 20 years, increasing its nuclear power supply 20-fold and weaning itself off coal, of which it’s now one of the world’s largest consumers. Designing a thorium-based molten-salt reactor could place China at the forefront of the race to build environmentally safe, cost-effective and politically palatable reactors.

“We need a better stove that can burn more fuel,” Xu Hongjie, a lead researcher at the Shanghai Institute of Applied Physics, told Wen Hui Bao.

China’s program is headed by Jiang Mianheng, son of the former Chinese president Jiang Zemin. A vice president of the Chinese Academy of Sciences, the younger Jiang holds a Ph.D. in electrical engineering from Drexel University. A Chinese delegation headed by Jiang revealed the thorium plans to Oak Ridge scientists during a visit to the national lab last fall.

The official announcement comes as the Obama administration has committed itself to funding R&D for next-generation nuclear technology. The president specifically mentioned Oak Ridge National Laboratory in his State of the Union address Jan. 25, but no government-funded program currently exists to develop thorium as an alternative nuclear fuel.

A Chinese thorium-based nuclear power supply is seen by many nuclear advocates and analysts as a threat to U.S. economic competitiveness. During a presentation at Oak Ridge on Jan. 31, Jim Kennedy, CEO of St. Louis–based Wings Enterprises (which is trying to win approval to start a mine for rare earths and thorium at Pea Ridge, Missouri) portrayed the Chinese thorium development as potentially crippling.

“If we miss the boat on this, how can we possibly compete in the world economy?” Kennedy asked. “What else do we have left to export?”

According to thorium advocates, the United States could find itself 20 years from now importing technology originally developed nearly four decades ago at one of America’s premier national R&D facilities. The alarmist version of China’s next-gen nuclear strategy come down to this: If you like foreign-oil dependency, you’re going to love foreign-nuclear dependency.

“When I heard this, I thought, ‘Oboy, now it’s happened,’” said Kirk Sorensen, chief nuclear technologist at Teledyne Brown Engineering and creator of the Energy From Thorium blog. “Maybe this will get some people’s attention in Washington.”

While the international “Generation IV” nuclear R&D initiative includes a working group on thorium MSRs, China has made clear its intention to go it alone. The Chinese Academy of Sciences announcement explicitly states that the PRC plans to develop and control intellectual property around thorium for its own benefit.

“This will enable China to firmly grasp the lifeline of energy in its own hands,” stated the Wen Hui Bao report.

Fonte: http://www.wired.com/wiredscience/2011/02/china-thorium-power/

  reator de tório

residuos nucleares - urânio x tório

thorium Vs Uranium - urânio x tório

urânio x tório

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Vídeos sobre a construção da Hidrelétrica de Belo Monte

15 de janeiro de 2011

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Brasil precisa investir quase R$ 1 trilhão para atender a demanda energética da próxima década

30 de novembro de 2010

Agência Brasil
29/11/2010

País precisa investir R$ 952 bilhões para suprir demanda de energia nos próximos dez anos

Sabrina Craide

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O investimento necessário para suprir a demanda energética do país nos próximos dez anos será de R$ 952 bilhões. O maior investimento será em exploração, produção e oferta de petróleo e gás natural e devem ser de R$ 672 bilhões no período. Para garantir o intercâmbio de energia elétrica entre as regiões do país, os investimentos em transmissão de energia deverão ser de R$ 39 bilhões.

Os dados constam do Plano Decenal de Expansão de Energia 2019, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, que mostra o cenário da expansão da oferta de energia no país e as necessidades de investimentos para os próximos dez anos.

A oferta interna de energia elétrica no país passará de 539,9 terawatts-hora (TWh) em 2010 para aproximadamente 830 TWh em 2019, um aumento de 53,7%. O plano prevê que o consumo final energético aumente de 228 milhões de toneladas equivalentes de petróleo em 2010 para 365,7 milhões em 2019, o que corresponde a uma taxa anual média de crescimento de 5,4%. A tonelada equivalente de petróleo é uma unidade para a qual se convertem as unidades de medida das diferentes fontes de energia.

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Crescimento do PIB brasileiro em 8% deve aumentar demanda energética

11 de novembro de 2010

Fator Brasil

10/11/2010

Brasil cresce 8% em 2010

Estimativa foi feita na abertura do XIII Congresso Brasileiro de Energia

Paula Guatimosim

A produção industrial teve um crescimento acelerado no Brasil na última década, aumentando ainda mais a demanda por energia

Rio de Janeiro – O crescimento do PIB em 8% este ano e superior a este percentual no ano foi a informação alvissareira da solenidade de abertura do XIII Congresso Brasileiro de Energia, na manhã de terça-feira no Centro de Convenções da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Organizado pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), a mesa de abertura contou com a participação do Ministro de Minas e Energia, Márcio Pereira Zimmerman, do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e do professor Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ.

 

As vendas de computadores, dentre outros eletrodoméscitocs, cresceu significativamente no Brasil

Para a surpresa dos participantes, Gabrielli avisou durante seu pronunciamento que não falaria em Pré-Sal, tema que acabou abordando durante a coletiva de imprensa posterior. “O fato de existir o Pré-Sal não nos exime da responsabilidade de sermos produtores de bio-combustíveis”, lembrou, e citou a Petrobras como a terceira maior empresa de etanol do país. Para Gabrielli, a crise da Bolívia serviu como um aprendizado ao país, que desde então investiu US$ 23 bilhões na produção e distribuição de gás. Com isso, a infra-estrutura do setor saltou de uma rede de 5.600 km em 2003 para 9.600 km em 2010, enquanto a distribuição cresceu de 36 milhões de m³ para 62 milhões de m³ no mesmo período, “com picos de 84 milhões de m³ no segundo semestre”, completou.

A abertura dos trabalhos começou com informações de Ronald Thadeu Ravedutti – presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel) – sobre o desenvolvimento da logística do carro elétrico no projeto desenvolvido por Itaipu Binacional, em São José dos Pinhais (PR). Ele comentou a abertura de novas vagas em função do desenvolvimento econômico e lembrou a dificuldade de captar recursos para investimentos no Brasil. “Espero que o Congresso ajude as empresas a encontrar esse caminho”, sugeriu. Jorge Miguel Samek, Diretor Geral da Itaipu Binacional, falou em seguida e destacou o papel da Coppe na retomada de investimentos no modelo de energia limpa que, segundo ele, estava estagnado. “O projeto estava há anos engavetado”, disse.

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Empresa de Pesquisa Energética defende ampliação da infra-estrutura para garantir energia para a Copa

22 de outubro de 2010

Agência Brasil
20/10/2010

EPE aponta necessidade de investimentos no Sul para garantir energia para a Copa

Alana Gandra e Sabrina Craide

Repórteres da Agência Brasil

Rio de Janeiro e Brasília – Os estados do Rio Grande do Sul e Paraná terão que implementar novas linhas de transmissão e subestações de energia para atender à demanda dos jogos da Copa do Mundo de 2014. De acordo com estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o conjunto de empreendimentos, orçado em R$ 980 milhões, será licitado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no ano que vem e a operação deve ser iniciada em 2013.

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Cientistas brasileiros desenvolvem sistema de geração de energia a partir da humidade do ar

25 de agosto de 2010

Inovação Tecnológica
25/08/2010

Cientista brasileiro descobre como coletar energia do ar

Redação do Site Inovação Tecnológica

Eletricidade do ar

Alimentar casas e fábricas com eletricidade coletada diretamente do ar pode ser possível: cientistas brasileiros resolveram um enigma científico que durava séculos sobre como a umidade na atmosfera torna-se eletricamente carregada, abrindo caminho para seu aproveitamento.

Imagine dispositivos capazes de capturar a eletricidade do ar e usá-la para abastecer residências ou recarregar veículos elétricos, por exemplo.

Da mesma forma que painéis solares transformam a luz do Sol em energia, esses painéis futurísticos poderão coletar a eletricidade do ar – a mesma eletricidade que forma os relâmpagos – e direcioná-la de forma controlada para alimentar qualquer equipamento elétrico, nas casas e nas indústrias.

Se isso parece revolucionário demais, mais entusiasmante ainda é saber que a descoberta que poderá tornar esses sonhos uma realidade foi feita por um cientista brasileiro.

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Geopolítica da Ásia Central: das disputas tradicionais aos projetos de Integração Regional

13 de agosto de 2010

International Herald Tribune
13/08/2010

Os novos caminhos da seda na Ásia

Parag Khanna

Ulaanbaatar (Mongólia)

Deborah Weinberg

O destino dos enormes depósitos de lítio descobertos recentemente no Afeganistão não deve ser diferente daquele dos outros recursos naturais dos países da Ásia Central que não têm saída para o mar: explorados pelo Ocidente e eventualmente controlados pelo Oriente.

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Lítio no Afeganistão: EUA anunciam que reservas do mineral podem ser as maiores do mundo

19 de junho de 2010

Após quase uma década de ocupação militar, esta semana os Estados Unidos anunciaram a “descoberta” de grandes depósitos de minerais estratégicos no Afeganistão. Dentre as “descobertas” anunciadas estão vastas reservas de cobre e lítio, minerais estratégicos para as indústrias de materiais elétricos, indústrias de equipamentos eletroeletrônicos e de comunicação.

O lítio, em especial, é um mineral absolutamente fundamental para o desenvolvimento atual de baterias elétricas, como a utilizadas nos celulares, aparelhos de MP3, notebooks e, mais recentemente, nos carros elétricos.

As maiores reservas atualmente conhecidas de Lítio localizam-se no altiplano boliviano. Além da Bolívia,  Chile e Peru possuem algumas das maiores reservas de cobre do mundo, outro mineral fundamental para a indústria de materiais elétricos. Como vem sendo muito bem defendido por Fernando Sebben, a região central da América do Sul, incluindo Bolívia e Peru, teria um grande potencial de desenvolvimento associado à indústria da “Era da Informação”, caso estes recursos minerais fossem industrializados na região ao invés de exportados em estado bruto.

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Projeto “Alto Uruguai” encerra primeira fase com a instalação de 35 biodigestores em 25 cidades

28 de maio de 2010

TN Petróleo

28/05/2010

Projeto “Alto Uruguai” encerra primeira fase

Fonte: Redação/ Agências

 

Conjugando preservação dos rios, educação ambiental e, em breve, geração de energia a partir de biodigestores que tratam dejetos de suínos, o projeto Alto Uruguai chega ao término de sua primeira fase nesta sexta-feira, dia 28, em evento que será realizado no Clube Recreativo Chapecoense, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

Até aqui, já foram instalados 35 biodigestores em 25 cidades. Dez deles apenas no Vale Santa Fé, no município de Itapiranga (SC) – fronteiriço à Argentina e ao Rio Grande do Sul –, devido à alta concentração do rebanho suíno e a presença de uma micro-bacia do rio Uruguai. Itapiranga também receberá uma mini-usina que vai transformar o gás metano (CH4) em energia elétrica, que será aproveitada pelos próprios produtores rurais. O projeto, cujo edital está sendo elaborado, será feito pela Eletrobras Eletrosul, que tentará na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma permissão especial para enviar o excedente de energia para o sistema interligado.

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Belo Monte e o desenvolvimento do Brasil

22 de maio de 2010

Jornal do Brasil

22/05/2010

Belo Monte e o desenvolvimento do Brasil

Humberto Viana Guimarães

RIO – Antes que algum curioso (normalmente mal-informado) saia por aí dando opiniões sobre a conveniência e viabilidade da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e outras hidrelétricas previstas para região amazônica, seria de bom tom que essas pessoas estudassem mais e se inteirassem melhor dos fatos. Assim procedendo, dar-se-iam conta do ponto mais importante e que é mandatório para o crescimento de qualquer país: disponibilidade de energia farta.

Para que o Brasil tenha um crescimento anual e contínuo de 5% do PIB nos próximos anos, é imperativo que sejam disponibilizados 4 mil MegaWatts (MW) a cada ano. Isso representa a entrada no parque gerador de uma usina do porte de Belo Monte a cada ano (essa hidrelétrica terá garantia física de 4.571 MW médios (MWmed).

O resto é conversa fiada de aproveitadores que mamam nas tetas de algumas ONGs e usam os índios e ribeirinhos como “bucha de canhão” para criar tumulto. Como bem expressou o professor da PUC-GO Jean-Marie Lambert (jornal O Popular, Goiânia, 09/05/10): “Difícil explicar (James) Cameron, mas a Amazônia não é enfeite… nem jardim botânico de alemão, zoológico de holandês ou museu antropológico de suíço. É sim, bem econômico à espera de desenvolvimento. Sustentável… é ponto pacífico”.

Se os mal-informados tivessem hábito da leitura, saberiam que, pelos números da Aneel, em 15/05/2006 tínhamos potência fiscalizada de 94.202,510 MW e exatos quatro anos depois temos 108.333,978 MW, ou seja, neste período tivemos somente 3,75% de crescimento na oferta de energia (nota: pela definição da Aneel, “a potência fiscalizada é igual à considerada a partir da operação comercial da primeira unidade geradora”). Apesar dos discursos ufanistas do governo petista que tanto critica o governo FHC pelo ocorrido em 2001, não resta dúvida de que só não tivemos problemas de racionamento de energia no governo Lula devido ao baixo crescimento do PIB brasileiro (média de 3,57% desde 2003).

Assim, e tendo em vista que os empreendimentos hidrelétricos na região amazônica, devido à sua complexidade e logística, têm período de maturação – entre os estudos de viabilidade até a operação da primeira turbina – muito mais longo, é necessário que busquemos alternativas complementares, enquanto se concretizem os empreendimentos amazônicos.

Opções não faltam, tais como: a) o setor sucroalcooleiro, tendo garantia firme de compra, tem condições de disponibilizar 10 mil MW, que podem dobrar em médio prazo; b) a energia eólica, antes incipiente, está crescendo e pode contribuir em curto prazo com outros 10 mil MW; c) as pequenas centrais hidrelétricas – PCHs – que atualmente têm 3.125,987 MW e outros 882,291 MW em construção, podem dar enorme contribuição e agregar, no mínimo outros 3 mil MW; d) usar o gás natural (GN), que é queimado pela Petrobras, para a geração térmica. Segundo dados da ANP referentes aos três primeiros meses de 2010, houve queima diária média de 7,4 milhões de m³ de GN, volume que, somado à metade do que é reinjetado (12,3 milhões de m³), ou seja, cerca de 13 milhões de m³, daria para gerar em torno de 2 mil MW; e e) outra providência pouco discutida, mas de enorme importância e valor e que teria efeito quase imediato, seria a repotenciação de várias hidrelétricas com mais de 20 anos de operação (há casos de até 50 anos!). Essa providência, simples e de baixo custo, poderia acrescentar 3 mil MW. Importante ressaltar que essas opções não substituem os grandes empreendimentos hidrelétricos produtores de grandes blocos de energia.

Se implementarmos as soluções citadas acima, teríamos para ofertar em curto/médio prazos mais 28.000 MW, que representam 25,85% dos atuais empreendimentos fiscalizados, que somados aos empreendimentos em construção – 18.101,500 MW (fonte: Aneel) – nos dariam segurança energética até que se construíssem as hidrelétricas da região amazônica, aí incluída a UHE Belo Monte.

No entanto, para que esse potencial amazônico seja bem aproveitado e que de fato traga benefícios reais para o país, é necessário: 1º) Que haja uma melhor precificação do MegaWatt, pois o valor do lance de R$ 77,97/MW de Belo Monte é prejuízo na certa; 2º) que os orçamentos das obras sejam feitos em bases mais realistas, levando em conta que construir uma hidrelétrica na região amazônica é totalmente diferente do que construir uma similar na região Sudeste, por exemplo; e 3º) que as obras sejam executadas por consórcios de empresas construtoras que tenham conhecimento da região e dos projetos, suporte técnico e financeiro, e principalmente expertise em projetos de tal magnitude, e não por aqueles montados a toque de caixa para atender prazos eleitoreiros.

* Engenheiro civil e consultor

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/05/22/e220516542.asp
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acessado a partir do Blog Geografia & Geopolica :

Mapas, Fotos e Imagens relacionadas a este post

Complexo Hidreletrico de Belo Monte
Região em que será construída a Usina de Belo Monte
Ilustração: Arte do projeto de Belo Monte

Sabotando o desenvolvimento do Brasil :
James Cameron, canadense radicado nos EUA, diretor do filme Avatar, em manifestação contra a construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Estados Unidos e Canadá, juntos, consomem 20% de toda a energia hidrelétrica produzida do mundo, mas defendem que o Brasil não pode construir novas usinas.
Foto: Valter Campanato – Agência Brasil
Projeto da Hidrovia do Rio Xingu - o papel da construção de uma Eclusa na Usina de Belo Monte
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Brasil precisa de uma Belo Monte por ano de energia

24 de abril de 2010

Agência Brasil
24/04/2010

Para especialista, Brasil precisa de uma Belo Monte por ano de energia

Sabrina Craide

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O crescimento da economia brasileira vai levar a um aumento no consumo de energia e o país vai precisar a cada ano de cerca de 4 a 5 mil megawatts de capacidade nova instalada. Isso equivale à quantidade de energia estimada para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que deverá entrar em operação em 2015. A avaliação é do coordenador do Grupo de Estudos do Setor de Energia Elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Nivalde de Castro

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Petrobras Distribuidora inaugura seu primeiro posto para carros elétricos

10 de junho de 2009

Agência Petrobrás de Notícias

10/6/2009

Petrobras Distribuidora inaugura seu primeiro Eletroposto

Foto: AGÊNCIA PETROBRAS

A Petrobras Distribuidora inaugurou nesta quarta-feira (10/06) no Rio de Janeiro, seu primeiro posto a oferecer recarga de veículos elétricos a partir de energia solar. Resultado de um projeto pioneiro e desenvolvido internamente com tecnologia 100% nacional, o Eletroposto vem atender uma demanda de veículos elétricos que, segundo pesquisas, registra um crescimento estimado em 50% ao ano.  Atualmente, as motos elétricas já formam uma frota de 300 unidades no país, das quais 180 no Rio de Janeiro, onde circulam duas dezenas de automóveis com a mesma característica ou híbridos.

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Acordo nuclear Brasil-Argentina: grande passo na integração regional

5 de setembro de 2008

MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE IBERO-AMERICANO
05 September, 2008

Acordo nuclear Brasil-Argentina: grande passo na integração regional


http://www.msia.org.br/ibero-am-rica-iberoam-rica/670.html
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Uma das mais promissoras iniciativas para alavancar a estratégica cooperação científico-tecnológica entre o Brasil e a Argentina sairá proximamente do papel. No próximo dia 6 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua colega argentina Cristina Kirchner receberão o projeto de criação de uma empresa nuclear binacional, que atuará nas áreas de enriquecimento de urânio, produção de radiofármacos, aplicações nucleares em saúde e agricultura, tecnologia de materiais e desenvolvimento de reatores de pesquisa.

A formação da empresa, que foi uma das propostas discutidas na cúpula Kirchner-Lula, em fevereiro último (Resenha Estratégica, 27/02/2008), foi decidida após os trabalhos do Comitê Binacional de Energia Nuclear (COBEN), grupo de especialistas criado para implementar a cooperação setorial. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo (24/08/2008), o presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Alfredo Tranjan Filho, que também integra o COBEN, sinalizou as perspectivas da futura empresa:

Concluímos que seria mais eficiente criar uma empresa binacional abrangente, voltada não só para o enriquecimento de urânio, mas também para outras oportunidades e necessidades dos dois países e do mercado ampliado da América do Sul nas áreas de saúde, agrícola, de radiofármacos… Esse é o panorama que vamos apresentar (a Lula e Cristina) em setembro, além de 61 outros projetos.

A futura empresa argentino-brasileira tem tudo para ser uma das mais importantes alavancas da “associação estratégica” entre as duas maiores economias da América do Sul (como definiram Kirchner e Lula em Buenos Aires). Atuando em áreas de ponta do conhecimento científico e tecnológico, a iniciativa tem um vasto potencial de efeitos multiplicadores para vários setores correlatos, inclusive industriais, proporcionando uma sinergia talvez inusitada entre países em desenvolvimento, sem falar na sua relevância para a disseminação de tais vetores de modernização econômica na América do Sul.

A reportagem do “Estadão” ressalta o potencial de atuação da nova empresa. Até 2030, estima-se que entre 12 e 15 centrais nucleares deverão estar em operação na América do Sul, não apenas na Argentina e no Brasil, mas também no Chile, Uruguai, Peru e Venezuela, cujos governos têm planos para entrar no setor. Para se dar uma idéia de tais potenciais, uma única usina nuclear do porte da de Angra-2 (1300 MW) poderia fornecer toda a eletricidade atualmente consumida no Uruguai.

No Brasil, o programa nuclear recém-aprovado pelo Governo Federal contempla a conclusão da usina Angra-3 até 2014 e a construção de outras seis usinas até 2030. Segundo Tranjan, o País deverá tornar-se auto-suficiente na produção do combustível nuclear até 2014. Já a Argentina pretende concluir a usina Atucha II até 2010 e a construção de duas outras.

A reportagem não esclarece como a futura empresa irá operar no tocante ao enriquecimento de urânio, ressaltando apenas que não haverá transferência de tecnologia do método de ultracentrifugação desenvolvido pela Marinha do Brasil, atualmente empregado pela INB (a Argentina emprega o ultrapassado método de difusão gasosa). De qualquer maneira, trata-se de um salto qualitativo de grande magnitude para a vital parceria binacional, da qual dependem diretamente as perspectivas da integração regional.

http://www.msia.org.br/ibero-am-rica-iberoam-rica/670.html