Posts Tagged ‘Defesa’

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Desafios para a Marinha do Brasil nos próximos anos

4 de janeiro de 2012

Monitor Mercantil –  04/01/2012

Desafios para a Marinha do Brasil nos próximos anos

Eduardo Italo Pesce

Em dezembro de 2011, a Marinha do Brasil adquiriu, por “compra de oportunidade”, a um custo de R$ 380 milhões, três navios-patrulha oceânicos (NPaOc) da classe Port of Spain, originalmente construídos para a Guarda Costeira de Trinidad-Tobago, que cancelou a encomenda quando os navios já se encontravam em provas de mar.

Os três navios provavelmente receberão os nomes de Apa, Araguari e Apodi em nossa Marinha. Deslocam cerca de 1.800 toneladas, podendo desenvolver velocidades de até 25 nós. Seu comprimento é de 90 metros, com boca de 13,5 metros e autonomia para 35 dias. A tripulação será constituída por 60 oficiais e praças.

É possível que esta compra tenha sido uma medida emergencial, para compensar a demora do governo em iniciar o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper). Este programa visa à construção de cinco NPaOc, cinco fragatas polivalentes e um navio de apoio logístico (NApLog), além da obtenção de capacitação tecnológica para projetar modernas belonaves no país.

A implementação do Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (Paemb) vem sendo dificultada pelos baixos orçamentos e pela baixa prioridade atribuída à Defesa no país. A Marinha teria estabelecido como meta prioritária a obtenção de um mínimo de 61 navios de superfície e cinco submarinos. Tais unidades devem constar do Plano de Articulação e Equipamento da Defesa (Paed), em fase inicial de elaboração.

O Paed consolidará as prioridades das três forças singulares, segundo metas de curto (2012-15), médio (2016-23) e longo prazos (2024-31). Sempre que possível, os meios e equipamentos serão produzidos no Brasil, com transferência obrigatória da tecnologia estrangeira para empresas nacionais. Em princípio, as “compras de oportunidade” deveriam ser evitadas.

Os planos de longo prazo da Marinha incluem a duplicação do principal componente operativo do Poder Naval brasileiro, por meio da criação de uma segunda esquadra e um segundo núcleo anfíbio, sediados no litoral Norte/Nordeste do país. Ainda que tal perspectiva não se concretize, é urgente a necessidade de renovação e ampliação dos meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, bem como de aumento do efetivo de pessoal da Marinha do Brasil. Read the rest of this entry ?

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Cerca de metade dos brasileiros teme uma invasão por causa da Amazônia ou do Pré-Sal

15 de dezembro de 2011

R7 – 15/12/2011

Metade dos brasileiros teme que o país sofra invasão por causa da Amazônia

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que metade dos brasileiros acredita que o Brasil pode sofrer uma agressão militar estrangeira por causa da Amazônia.

De acordo com os resultados, 50,2% dos entrevistados disseram acreditar totalmente ou muito na possibilidade de uma invasão por causa da Amazônia. Esse conflito ocorreria nos próximos 20 anos.

Outros 17,1% declararam acreditar razoavelmente nesta hipótese, e 30,4% afirmaram que acreditam pouco ou não acreditam.

Na região Norte, onde estão os Estados da Amazônia Legal, 66,1% das pessoas ouvidas disseram que acreditam totalmente ou muito na ocorrência de uma agressão militar.

O levantamento também tratou da percepção dos brasileiros sobre o trabalho de ONGs estrangeiras (organizações não governamentais) que atuam na região amazônica. Segundo o Ipea, 61,1% dos entrevistados avaliaram como muito positiva ou positiva a ação dessas entidades.

O Ipea apurou ainda que 45,5% dos entrevistados admitiram que temem uma agressão militar estrangeira por causa do petróleo da camada do pré-sal.

Questionados sobre os países que representam uma potencial ameaça para o Brasil, 37,1% mencionaram os Estados Unidos. Em seguida vêm Argentina (15,6%) e Bolívia (12,2%). A China foi citada por apenas 9,7% e a Venezuela, por 5,9%.

Um fato curioso é que, quando o Ipea perguntou quais nações poderiam desempenhar o papel de aliados ou parceiros do Brasil, a primeira posição ficou também com os Estados Unidos, com 32,4%. A Argentina apareceu em segundo, lembrada por 31,4%. A China foi a terceira, com 16,7%, seguida de Bolívia (15,1%), Paraguai (15%) e dos países da Europa (14,6%).

Outras ameaças

Para realizar a pesquisa, o instituto listou uma série de potenciais ameaças à segurança da população e do país. Do total de entrevistados, 54,2% apontaram o crime organizado como a ameaça que mais causa medo. Em seguida, apareceram os desastres ambientais ou climáticos, mencionados por 38,6% dos entrevistados.

O ranking também traz as hipóteses de guerra com uma potência estrangeira (34,7%), guerra com um país vizinho (33%), epidemias (30,5%) e terrorismo (29,5%).

O Ipea fez a pesquisa, intitulada Percepção Social sobre a Defesa Nacional, entre os dias 8 e 29 de agosto e ouviu 3.796 pessoas de todos os Estados do país.

Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/metade-dos-brasileiros-teme-que-o-pais-entre-em-guerra-por-causa-da-amazonia-20111215.html

 

 

 

acesso via blog do ISAPE : http://isape.wordpress.com/2011/12/15/metade-dos-brasileiros-teme-uma-invasao-por-causa-da-amazonia-e-45-pelo-pre-sal/

 

 

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Geopolítica do Petróleo: Inglaterra e países ricos manifestam interesse no petróleo brasileiro

23 de junho de 2011

Monitor Mercantil
22/06/2011 – 19:06

NOVA GEOPOLÍTICA NA ÁREA DE PETRÓLEO

 

Consumo de derivados aumenta mais rapidamente na China, Índia, Brasil e África

Governo britânico de olho no petróleo da Petrobras

As oportunidades de negócios e parcerias no setor energético brasileiro foram tema de debate, nesta quarta, entre membros do governo britânico, incluindo o vice-primeiro-ministro Nick Clegg e o ministro adjunto de Comércio e Investimento, Lord Stephen Green, e executivos da Petrobras, como o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.

Segundo o ministro adjunto, o Brasil está ocupando um espaço cada vez mais importante no cenário econômico internacional e, por isso, é necessário um novo impulso nas relações comerciais entre os dois países. Clegg tem a mesma opinião, e afirma que estreitar as relações com o país, que já foi muito próximo do Reino Unido no século XIX, “é um compromisso do governo britânico”.

Nova geopolítica

Ainda de acordo com o vice-primeiro-ministro, os planos de investimento da Petrobras e do país devem inaugurar “uma nova geopolítica na área de petróleo”.

Na opinião de Gabrielli, é natural uma mudança de eixo da geopolítica do petróleo, já que o consumo de derivados aumenta mais rapidamente na China, Índia, Brasil e África, onde há “crescimento econômico com inclusão social” e, com isso, “os fluxos” de exportações e importações entre esses países vão aumentar muito no futuro.

Além do setor de energia, há oportunidades nos segmentos de eletrônica, consultoria em engenharia, contabilidade e serviços financeiros, entre outros. “Há uma gama de áreas em que creio haver espaço para cooperação entre o Brasil e a Grã-Bretanha”, disse Clegg.

Pré-sal e energia

Sobre as oportunidades na exploração do petróleo da camada pré-sal, o vice-primeiro-ministro disse que o Reino Unido pode contribuir para a capacitação profissional e o desenvolvimento tecnológico no setor de petróleo.

Já o presidente da Petrobras mostrou as oportunidades e desafios no mercado de energia brasileiro e destacou que a estatal tem o maior programa de investimentos do mundo, já que a empresa prevê investir US$ 224 bilhões até 2014 – grandiosidade que deixou Clegg surpreso.

Segundo Gabrielli, as novas descobertas de petróleo do Brasil vão transformar o país no maior mercado para equipamentos e serviços de exploração em águas profundas.

Desafios

No entanto, disse que “há desafios, como o desenvolvimento de tecnologias para explorar a nova fronteira, problemas de logística devido à distância dos campos de petróleo em relação à costa, o treinamento de pessoal e a necessidade de aproximação entre os centros de pesquisa e as empresas fornecedoras de equipamentos e serviços”.

A Petrobras prevê capacitar, até 2014, 290 mil pessoas para trabalhar na cadeia produtiva de petróleo. Segundo Clegg, esse número de profissionais é maior do que o plano de capacitação que Reino Unido possui, que prevê capacitar 250 mil jovens em todo o país.

“Já treinamos 78.400 profissionais. Precisamos treinar 212 mil pessoas”, informou Gabrielli.

Exportações

Já no caso da expansão da oferta de petróleo cru, afirma, o Brasil será o principal responsável pela produção adicional de óleo graças às descobertas do pré-sal.

O ministro-adjunto, por sua vez, vê incremento nas exportações britânicas nas áreas de serviços financeiros, energia, consultorias e engenharia. A meta do governo britânico é dobrar as exportações para o Brasil até 2015, atingindo 4 bilhões de libras (R$ 10,8 bilhões) naquele ano.

http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=96679
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Vídeo: os Navios-Patrulha da Classe “Macaé” e a defesa do Pré-Sal

21 de junho de 2011

Vídeo sobre os Navios-Patrulha da Classe “Macaé”, construídos no Brasil, utilizados pela Marinha para proteger as águas jurisdicionais brasileiras, incluindo as Águas Territoriais e a Zona Econômica Exclusiva do Brasil, onde estão grandes riquezas ambientais, enorme biodiversidade, recursos naturais como a pesca, minérios raros e o petróleo do  Pré-Sal.

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Vídeos do PROSUB – Programa de Desenvolvimento de Submarinos

21 de maio de 2011

PROSUB – Programa de Desenvolvimento de Submarinos

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Marinha do Brasil pretende ter dois Navios de Múltiplos Propósitos com capacidade anfíbia

17 de maio de 2011

O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2011

Marinha quer supernavio de ataque anfíbio

Modelo é destinado a intervenção maciça e rápida com soldados, helicópteros e tanques

Roberto Godoy 

A Marinha do Brasil vai ter ao menos dois Navios de Múltiplos Propósitos, um conceito novo de navio autossuficiente. Cada um desses gigantes, grandes como dois campos de futebol e feitos para projetar poder naval, leva uma força completa de intervenção: soldados, tanques, helicópteros, lanchas, mísseis e hospital, mais um sofisticado centro de inteligência.

Cada unidade, de alta tecnologia, custa hoje entre US$ 600 milhões e US$ 750 milhões, no mercado internacional. É um programa ambicioso, contemplado no Plano de Articulação e Equipamento da Marinha (Paemb), ainda sem prazo definido. Em nota, o comandante da Força, almirante Júlio Moura Neto, disse que “o processo de aquisição depende da disponibilidade de recursos orçamentários, não tendo sido ainda selecionado um projeto específico”.

Royal Australian Navy - Canberra Class Ship

Navio Multi-Propósito da Classe "Canberra" da Marinha Australiana, que está sendo construído por um consórcio de estaleiros espanhóis e empresas australianas, cuja primeira unidade deve ser finalizada ainda em 2011

Os dois fornecedores mais importantes são os Estados Unidos, que mantêm uma frota variada de oito navios, e a França, que desenvolveu uma versão avançada, a classe Mistral. O governo da Rússia quer comprar quatro exemplares.

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Acidente Nuclear em Fukushima amplia debate sobre novas usinas nucleares no Brasil

23 de março de 2011

Sul 21

22/03/2011

Fukushima é a causa de um novo dilema brasileiro: aumentar ou não a oferta de energia nuclear

Felipe Prestes

O Brasil vive um dilema na questão energética, segundo o diretor-geral do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), Lucas Kerr. O país não pode manter um crescimento econômico como o do ano passado (7,5%), sem expandir consideravelmente a oferta de energia. Para isso, são necessários investimentos de cerca de R$ 1,3 trilhão em infraestrutura de energia, nos próximos dez anos, sendo que o país deverá estar atento aos impactos sociais e ambientais desta expansão. No entanto, neste momento em que o Japão sofre com os vazamentos ocorridos na usina nuclear de Fukushima, surge um novo questionamento: vale a pena expandir a oferta de energia nuclear?
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Brasil mantém proibição aos navios ingleses vindos das Malvinas para atracarem em portos brasileiros

12 de janeiro de 2011

Agência Brasil – 12/01/2011

Jobim diz que decisão brasileira em relação a navio de guerra britânico vindo das Malvinas é padrão

Débora Zampier

Brasília – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (12) que é padrão a decisão brasileira de impedir que um navio de guerra britânico vindo das Malvinas atracasse no Brasil. “É padrão porque todas as demandas que são feitas de aviões ou navios britânicos em operações de guerra nas Malvinas, o Brasil não aceita. Nós reconhecemos a soberania da Argentina sobre as Malvinas e não da Inglaterra”, disse Jobim após sair de evento que lembrou os soldados brasileiros mortos no terremoto do Haiti.

O Itamaraty confirmou que o governo brasileiro impediu que um navio atracasse no Rio de Janeiro, conforme divulgado pelo jornal argentino Clarín. Entretanto, o Itamaraty afirmou que a permissão para que navios britânicos atraquem em costa brasileira será tomada caso a caso.

Jobim também afirmou que ainda está em análise o envio de ajuda para o Rio de Janeiro em função das enchentes que castigam a região serrana do estado. “Estamos analisando e fazendo um levantamento das necessidades. Esse assunto está sendo conduzido pelo chefe do Estado Maior com os comandos das Forças [Armadas]”.

Edição: Lana Cristina

fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/3163233

Leia mais sobre este assunto na Agência Brasil
13/01/2011 – Argentina classifica relação com o Brasil de aliança estratégica
12/01/2011 – Navios ingleses não receberam autorização para parar em porto brasileiro, confirma Itamaraty
11/10/2010 – Argentina repudia na ONU exercícios militares da Grã-Bretanha nas Malvinas
10/10/2010 – Exercícios militares nas Ilhas Malvinas criam novo conflito entre Argentina e Grã-Bretanha

Bacias Sedimentares no Atlântico Sul – fonte: Getech – Geodynamics and Petroleum Geology of the South Atlantic Margins

 

Acesso via o blog do Isape: http://isape.wordpress.com/2011/01/12/brasil-mantem-proibicao-aos-navios-ingleses-rumo-as-malvinas-para-atracar-em-portos-brasileiros/
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Declaração da OTAN defende prioridade para “Segurança Energética” do bloco

20 de novembro de 2010

Diário Digital / Lusa
sábado, 20 de Novembro de 2010

NATO: Segurança energética destacada no projecto final

Soldados americanos patrulham zona de um oleoduto no Iraque atacado pela resistência iraquiana

Os 28 membros da NATO vão fortalecer as capacidades da Aliança para responder às crescentes ameaças cibernéticas e para garantir as condições ideais para a segurança energética, tema «de importância».

Isso mesmo é destacado no projeto de declaração final da cimeira da NATO, obtido pela Lusa, e que destaca a necessidade de conseguir segurança «no fornecimento energético estável e fiável».

Diversificar rotas, fornecedores e fontes energéticas e assegurar a interconexão das redes elétricas são objetivos que assumem «importância crítica» e que levam a Aliança a manter as consultas sobre «os riscos mais imediatos no campo da segurança energética».

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=479802

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Brasil critica proposta americana de “unificar” Atlântico Norte e Atlântico Sul

6 de novembro de 2010

BBC Brasil
04/11/2010

Jobim critica proposta americana de unificar Atlântico Norte e Sul

 

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou duramente os Estados Unidos durante a Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, no Rio.

Na palestra de abertura do evento, na quarta-feira, o ministro afirmou que os EUA só falam em “soberanias compartilhadas” quando não se trata de compartilhar a própria.

Jobim condenou a proposta de acadêmicos americanos para a criação de uma Bacia do Atlântico, que unificaria o oceano ao eliminar a linha divisória que separa Atlântico Sul e Norte.

“Os Estados Unidos não ratificaram a Convenção do Mar da ONU”, disse, referindo-se à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que estabelece os princípios da exploração dos recursos naturais do mar – como o petróleo do pré-sal.

“Como poderemos conversar sobre o Atlântico Sul com um país que não reconhece os títulos referidos pela ONU, não reconhece, portanto, o status jurídico de países como o Brasil?”

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Estados Unidos e OTAN pretendem “redelimitar” o Atlântico em projeto que pode ameaçar o Brasil

3 de novembro de 2010

Agência Brasil
03/11/2010

Brasil só discutirá criação da “Bacia do Atlântico” depois que EUA referendarem Convenção do Mar

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência

Rio de Janeiro – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (3) que o governo brasileiro só aceitará negociar com os Estados Unidos a criação da Bacia do Atlântico, que prevê a união dos países do Atlântico Sul e do Atlântico Norte e apagar a linha divisória entre os dois Atlânticos, depois que os norte-americanos referendarem a Convenção do Mar da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Com relação a iniciarmos esta discussão sobre o conceito novo que vem sendo denominado de Bacia do Atlântico e apagar a linha divisória entre o Atlântico Sul e o Atlântico Norte a minha opinião é a de que o Brasil só pode sentar à mesa com os EUA para tratar do tema depois que eles referendarem a Convenção do Mar da ONU, antes disso não”.

O ministro disse que o próprio governo norte-americano já concorda com este referendo, mas o Senado dos Estados Unidos, até o momento, vem rejeitando o referendo.

Jobim lembrou que o Executivo mandou, inclusive, a mensagem para o Senado que não aceitou referendar a Convenção do Mar que traça o arcabouço jurídico para os limites de cada país em relação à sua costa marinha.

“O arcabouço jurídico para o mar está definido nessa convenção, e o Brasil é signatário dessa convenção. Os direitos do Brasil aos fundos marinhos até 350 milhas do litoral [onde inclusive está situado o pré-sal] decorre da Convenção do Mar. Ou seja, só é possível conversar com um país sobre temas como o da Bacia do Atlântico se ele respeitar esta regra”.

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Marinha do Brasil dará continuidade ao projeto do submarino nuclear brasileiro

13 de setembro de 2010

InfoRel
13/09/2010

Marinha aposta em continuidade do projeto do submarino nuclear

O Comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, descartou qualquer possibilidade de descontinuidade do projeto de construção do primeiro submarino nuclear brasileiro pelo próximo governo.

De acordo com Moura Neto, “isso é um projeto do Estado brasileiro, que quer ter uma Marinha à altura de sua projeção política e estratégica no mundo. Quem quer que seja o presidente vai entender a importância e dará continuidade, apoiando um projeto muito grande e que não pode parar”.

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Vídeos da “Operação Atlântico II”

1 de agosto de 2010

Veja a lista de vídeos da Operação Combinada entre as Forças “Atlântico II” disponíveis no site da Marinha do Brasil:

30/07/2010 – Exercícios Operativos em Fernando de Noronha

30/07/2010 -Ações Cívico-Sociais em Fernando de Noronha

30/07/2010 – NDCC “Mattoso Maia” abica, pela segunda vez, para o reembarque das tropas anfíbias

29/07/2010 – Simulação de retomada de plataforma pelos Mergulhadores de Combate da Marinha do Brasil

29/07/2010 – Visita do Ministro da Defesa à Força Aérea Componente

28/07/2010 – Visita do Ministro da Defesa às instalações do Exército em Angra dos Reis

28/07/2010 – Exercício de CAV no NDCC “Almirante Saboia”

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Mergulhadores de Combate da Marinha simulam retomada de plataforma petrolífera

30 de julho de 2010

Geopolítica do Petróleo

30/07/2009

Mergulhadores de Combate da Marinha simulam retomada de plataforma

Com informações das Forças Armadas do Brasil

Ação, perigo e muita adrenalina. Foi nesse ritmo que os Mergulhadores de Combate (MEC) da Marinha se infiltraram na Plataforma de Petróleo P-43, da Petrobrás, na Bacia de Campos, litoral norte do Rio. A missão era retomar o local, dominado por terroristas, e resgatar os reféns com vida. Mesmo se tratando de uma simulação preparada especialmente para a Operação Atlântico II, a ousadia das ações do Grupo Especial de Retomada e Resgate (GERRMEC), impressionou pela veracidade e precisão das manobras.

Plataforma de Petróleo P-43, na Bacia de Campos
Descida por fast rope, meio de infiltração usado pelos MEC para abordar a plataforma

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Operação Atlântico II: mais fotos das Forças Armadas em simulação de defesa do Pré-Sal e do Litoral

30 de julho de 2010

Geopolítica do Petróleo

30/07/2010

Fotos da Operação Atlântico II: Forças Armadas simulam defesa do Pré-Sal e do Litoral

Lucas K. Oliveira

A seguir uma primeira seleção de fotos da operação Atlântico II, organizada pelas Forças Armadas do Brasil para simular a defesa do Pré-Sal e da “Amazônia Azul”, incluindo as principais regiões estratégicas do litoral brasileiro.

Fotos: Forças Armadas do Brasil

 

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Fotos da Operação Atlântico II: Forças Armadas simulam defesa do Pré-Sal e do Litoral

30 de julho de 2010

Geopolítica do Petróleo

30/07/2010

Fotos da Operação Atlântico Sul: Forças Armadas simulam defesa do Pré-Sal e do Litoral

Lucas K. Oliveira

A seguir está mais uma seleção de fotos da operação Atlântico Sul II, organizada pelas Forças Armadas do Brasil para simular a defesa do Pré-Sal e da “Amazônia Azul”, incluindo as principais regiões estratégicas do litoral brasileiro.

Fotos: Forças Armadas do Brasil

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Forças Armadas realizam desembarque anfíbio durante treinamento na Operação Atlântico II

30 de julho de 2010

Geopolítica do Petróleo

30/07/2010

Forças Armadas realizam desembarque anfíbio durante treinamento na Operação Atlântico II

Lucas K. Oliveira

As Forças Armadas do Brasil realizam exercícios de defesa do Pré-Sal e da “Amazônia Azul”, incluindo as principais regiões estratégicas do litoral brasileiro.

Dentre os exercícios simulados destacou-se uma das mais complexas operações militares existentes, a de um desembarque anfíbio, realizada em 23/07/2010, novamente realizada em 27/07/2010 incluindo operação de reembarque, ambas em Itaoca (ES).

Fotos: Forças Armadas do Brasil

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Operação Atlântico II: Especialistas das três Forças compõem estrutura da FAC 101

29 de julho de 2010

29/07/2010

Especialistas das três Forças compõem estrutura da FAC 101

(com informações da Marinha do Brasil e do Ministério da Defesa)

Nos recentes conflitos internacionais, a necessidade de se administrar modernos e variados meios de combate faz com que haja a necessidade da crescente integração entre as Forças. Com esse objetivo, um novo sistema de comando e controle tem se aplicado nas Forças Armadas brasileiras, a exemplo que ocorre atualmente na Operação Atlântico II, onde Marinha, Exército e Força Aérea atuam conjuntamente em defesa do extenso e rico litoral do Brasil, também conhecido como “Amazônia Azul”.

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Operação Atlântico Sul II: Forças Armadas simulam defesa do litoral brasileiro

27 de julho de 2010

27/07/2010

Exército Brasileiro realiza Defesa da Usina Nuclear de Angra dos Reis

com informações das Forças Armadas do Brasil

O Exército Brasileiro realiza durante a “Operação Atlântico II” a Defesa Antiaérea da Usina Nuclear de Angra dos Reis (Complexo Nuclear Almirante Álvaro Alberto). O responsável por esta defesa é o 1º Grupo de Artilharia Antiaérea (Grupo General Alves Maia).

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Forças Armadas realizam simulação para defesa do Pré-Sal

21 de julho de 2010

Geopolítica do Petróleo

21 de Julho de 2010

Forças Armadas realizam simulação para defesa do Pré-Sal

Teve início neste último dia 19 de julho, a “Operação Atlântico II”, na qual as Forças Armadas do Brasil estão realizando uma série de exercícios militares que vão incluir simulações de defesa do pré-sal. Este tipo de exercício é considerado fundamental para estabelecer padrões de treinamento e atuação conjunto das três forças, Exército, Marinha e Aeronáutica, que permitam manter a prontidão e a consolidação de uma capacidade dissuasória mais clara perante possíveis ameaças externas. Esta modalidade de simulação também é fundamental para avaliar as necessidades de moldernização das Forças Armadas perante as novas ameaças à soberania nacional.

(com informações da Marinha do Brasil e do Ministério da Defesa)

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Segurança Energética: Marinha dos EUA inicia o uso de biocombustíveis de algas

19 de julho de 2010

Solarzyme

19/07/2010

Solazyme Delivers 100% Algal-Derived Renewable Jet Fuel to U.S. Navy

Biotechnology Company Showcases Solajet™HRJ-5 Jet Fuel at the World-famous Farnborough International Air Show in UK

South San Francisco, Calif. – July 19, 2010 – Solazyme, Inc. is helping the U.S. military move closer to powering its planes, ships, tanks and trucks on renewable fuel and has delivered of 1,500 gallons of 100% algae-based jet fuel for the U.S. Navy’s testing and certification program. The U.S. Navy has previously announced the objective to operate at least 50% of its fleet on clean, renewable fuel by 2020, and the delivery fulfills a contract awarded to Solazyme by the U.S. Department of Defense (DoD) in September 2009.

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FUP organiza debate sobre soberania e petróleo na Era do Pré-Sal

26 de junho de 2010

Imprensa da FUP

23/06/2010

FUP e especialistas discutem soberania e petróleo na era do pré-sal

Em seminário realizado nesta quarta-feira, 23, em São Paulo, a FUP voltou a reafirmar que o monopólio estatal é o melhor caminho para garantir a soberania energética do Brasil e transformar o pré-sal em um bem social. Realizado pela MGiora Comunicação e pela Petrobrás, com apoio da FUP, o seminário “Pré-sal e a nova lei do petróleo – desafios e possibilidades” contou com a participação de trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e representantes dos sindicatos de petroleiros.

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Reator de submarino nuclear brasileiro fica pronto em 2014 e será modelo para usinas civis

23 de maio de 2010

Agência Brasil

23/05/2010

Reator de submarino nuclear fica pronto em 2014 e será modelo para usinas

Vladimir Platonow

Repórter da  Agência Brasil

Rio de Janeiro – Os dez prédios em construção no complexo militar de Aramar, em Iperó (SP), vão abrigar o Laboratório de Geração Nucleoelétrica (Labgen), de onde sairá o primeiro reator nuclear 100% brasileiro – os de Angra 1 e 2 são, respectivamente, norte-americano e alemão.

A principal aplicação do reator será equipar o primeiro submarino nuclear brasileiro, que deverá entrar em operação por volta de 2020. No prédio principal será montada uma réplica em escala real do submarino, para testar cada detalhe do reator, do motor e de todos os sistemas da embarcação, além de treinar a tripulação.

O reator será de uma nova família, bem mais eficiente energeticamente do que os anteriores, podendo usar combustível menos enriquecido e prolongando em muito a troca por uma nova carga.

“Inicialmente vamos trabalhar em torno de 5% [de enriquecimento]. À medida que houver as evoluções, tende-se a ir a 20%. O gerenciamento do combustível hoje é mais inteligente. Consegue-se que o urânio fique mais tempo gerando energia”, explicou o coordenador do Programa de Propulsão Nuclear da Marinha, capitão de mar e guerra André Luís Ferreira Marques, em entrevista à Agência Brasil.

“Nos primeiros navios, tirava-se o urânio ainda com muita energia para queimar, porque eles não conseguiam gerenciar isso direito”, lembrou Marques.

Ele destacou que, além de proporcionar um ganho na área da Defesa, a construção do reator vai beneficiar a sociedade como um todo, já que, extrapolando a escala, o mesmo tipo de projeto poderá mover uma usina nuclear.

“As próximas usinas nucleares usarão tecnologia brasileira, se não em tudo, em uma graduação, chegando futuramente a 100%. O Labgene é o preâmbulo das futuras usinas nacionais. Nós desenvolvemos os fornecedores, que já estão acostumados com as normas técnicas, os cuidados e as inspeções de controle de qualidade, para fazer equipamentos maiores”.

Para Ferreira Marques, “é o início do big bang [uma alusão à teoria da chamada grande explosão que resultou na criação do universo, aceita por parte dos cientistas]. A gênese dos reatores de potência”.

Edição: Tereza Barbosa

Iperó (SP) - O capitão Ferreira Marques mostra projeto do futuro submarino nuclear brasileiro - Foto: Vladimir Platonow - AgênciaBrasil

Iperó (SP) - Operário verifica detalhes da usina do complexo militar de Aramar, no Centro Militar da Marinha, que entra em operação neste ano - Foto: Vladimir Platonow - AgênciaBrasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/web/ebc-agencia-brasil

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O Ministro Celso Amorim diz que acordo com Irã é resultado de negociação

18 de maio de 2010

Agência Brasil

18/05/2010

Amorim diz que acordo de Teerã é resultado de negociação

Luiz Antônio Alves

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (18) que um dos detalhes mais importantes da Declaração de Teerã é que o documento é resultado de uma negociação, e não da confrontação. Segundo o chanceler, o documento assinado ontem em Teerã resume avanços notáveis em relação a todas as situações anteriores.

O documento obtido com a intermediação do Brasil e da Turquia prevê a troca de urânio do Irã levemente enriquecido por combustível que seria produzido provavelmente pela Rússia e pela França.

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Governo quer envolver sociedade na discussão da Defesa Nacional, diz Ministro Jobim

25 de março de 2010

Agência Brasil

qui, 25/03/2010

Governo quer envolver sociedade na discussão da Defesa Nacional, diz Jobim

Flávia Villela

Repórter da Agência Brasil
http://www.agenciabrasil.gov.br/

Rio de Janeiro – Começou hoje (25) o primeiro ciclo de seminários sobre Segurança Internacional: Perspectivas Brasileiras, promovido pelo Ministério da Defesa, em parceria com diversas instituições públicas e privadas. O resultado das discussões, que devem ser realizadas durante todo este ano, será reunido em um livro, que servirá de apoio para a estratégia de Defesa Nacional do Brasil.

Durante a abertura do seminário, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que a ideia do evento é levar a questão da Defesa Nacional à sociedade e ao meio acadêmico. “Nosso objetivo é trazer para a agenda nacional este tema, que já entrou na do governo e do Congresso, mas que é pouco refletido no meio acadêmico. É uma vitória para o governo e para o Ministério da Defesa, decorrente da estratégia nacional de integrar a defesa ao desenvolvimento nacional.”

Jobim declarou que o Brasil não pode e não deve abrir mão de possuir Forças Armadas capazes de exercer um poder de dissuasão necessário à defesa da soberania e do avanço do interesses nacionais no plano estratégico global. “Não podemos abrir mão de garantir nossa defesa tanto no que tange às nossas vulnerabilidades estratégicas, à dimensão do patrimônio nacional e à infraestrutura energética.”

Para o ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, que também participou do seminário, não existem Forças Armadas fortes sem uma indústria de defesa forte e investimento pesado em pesquisa científica e tecnológica.

“Os Estados Unidos investem por ano em pesquisa cerca de 3% de seu PIB [Produto Interno Bruto], aproximadamente U$ 450 bilhões, enquanto no Brasil investimos cerca de 1% do PIB ou ao redor de U$ 15 bilhões. Essa situação tem um impacto enorme sobre a competitividade das empresas nos campos civil e militar”, comentou o ministro de Assuntos Estratégicos.

O agravamento da crise energética também foi discutido no evento. Guimarães ressaltou a importância de se investir em tecnologia de enriquecimento de urânio para a produção de energia nuclear.

“O Brasil possui a quinta maior reserva de urânio do mundo. E a energia nuclear será um dos grandes vetores para solucionar a crise de energia mundial a longo prazo. Por enquanto, só temos conhecimento de 30% do território e as chances de haver reservas muito maiores são grandes. Essa e outras reservas naturais tornam o Brasil relativamente menos vulnerável que outros países, como Japão e França, altamente dependentes da importação de insumos para sua atividade industrial”, disse Guimarães.

Jobim criticou a postura dos países centrais em manter políticas de defesa de sufocamento, ao impedir outros países de avançar tecnologicamente, como ocorre no caso do uso de enriquecimento de urânio para fins pacíficos. “A Marinha do Brasil conhece muito bem as dificuldades que enfrentamos para desenvolver e dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio para fins pacíficos e produção de energia elétrica.”

http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/2918
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Geopolítica do Petróleo no Atlântico Sul: Petróleo nas ilhas Malvinas amplia disputa entre Inglaterra e Argentina

18 de março de 2010

Geopolítica do Atlântico Sul: Petróleo nas Malvinas amplia disputa entre Inglaterra e Argentina

Lucas Kerr de Oliveira

Publicado no jornal online "Pare o Trem".

As Malvinas e a "Passagem de Drake" entre o Atlântico Sul e o Pacífico Sul

A atual crise nas Malvinas é apenas mais um capítulo de uma longa disputa entre Argentina e Inglaterra pela posse destas ilhas de  localização estratégica e com recursos petrolíferos ainda por serem mapeados.

A disputa remonta ao século XIX, quando a Inglaterra invadiu e anexou as ilhas. A Inglaterra, que já era a maior potência naval do mundo, considerava as ilhas importantes como base para a Royal Navy pois sua localização permitia vigiar facilmente a única passagem existente entre o Atlântico Sul e o Pacífico – a “Passagem de Drake”, entre  a América do Sul e a Antártida.

A utilidade da ilha foi comprovada durante a I Guerra Mundial, quando sua posse deu grande vantagem à Royal Navy da inglaterra, na luta contra Kaiserliche Marine, a marinha imperial da Alemanha, durante o episódio que ficou conhecido como “Batalha das Falklands“, em dezembro de 1914.

 Antártida Britânica: reivindicação territorial da Inglaterra na Antártida

Posteriormente a posse das Malvinas e outras ilhas do Atlântico Sul seriam usadas como justificativa para tentar legitimar reivindicações territoriais do Reino Unido sobre territórios na Antártida. Embora reivindicações desta natureza tenham sido suspensas (ao menos por enquanto) pelo Tratado da Antártida de 1959, continuavam interessantes para o futuro. Isto porque, para a Inglaterra, manter a posse das ilhas significava (e talvez ainda tenha este significado), a perspectiva futura de voltar a reivindicar territórios na Antártida quando a vigência do tratado se encerrar, e possivelmente, este continente puder vir a ser ocupado para fins econômicos.

 Malvinas: Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Inglaterra

Não bastassem estes aspectos estratégicos, somaram-se fortes interesses econômicos imediatos pela posse de uma grande área marítima de 200 milhas no entorno das ilhas, o chamado mar patrimonial ou Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Nesta área a Inglaterra tem exclusividade para a exploração de recursos naturais como a pesca, o turismo ou a extração de petróleo e gás natural.

A perspectiva da exploração petrolífera se ampliou nos anos 1970, quando foram encontrados os primeiros indícios de petróleo na região. Entretanto, ainda eram reservas petrolíferas de difícil acesso, e o preço do barril do petróleo no iníciodos anos 1970 não passava dos US$ 2,00 ou 3,00. Foram necessárias duas crises do petróleo nos anos 1970  para mudar radicalmente este quadro.

A conjuntura da  Guerra das Malvinas em 1982

A Guerra das Malvinas, em 1982, ocorreu após quase uma década de crise petrolífera mundial, quando o mundo sofrera as consequências da crise petrolífera de 1973 e voltara a sentir os duros efeitos do aumento repentino do preço do petróleo, na crise de 1979-1980. Esta crise foi resultante da Revolução no Irã (1979) e da subsequente eclosão da Guerra Irã-Iraque (1980).  Os preços do barril tiveram um pico de mais de US$ 40,00 em 1981-1982, e no ano seguinte estavam na faixa dos US$ 30,00/barril.

 Tropas inglesas nas Malvinas

Isto contribuiu para que a Inglaterra decidisse travar uma guerra de grandes proporções com a Argentina, deslocando cruzadores, porta-aviões, bombardeiros estratégicos, submarinos nucleares  e milhares de soldados para o Atlântico Sul.  Margareth Tatcher teria, inclusive, ordenado o deslocamento de armas nucleares táticas para o cenário da conflagração. Como as armas nucleares inglesas eram, na prática, americanas, ficou subentendida a aprovação dos EUA, que na pior das hipóteses fizeram “vista grossa”. Quando questionada na Europa a razão de tal atitude, a Inglaterra teria argumentado que deslocava estas armas para o Atlântico Sul porque não sabia se a Argentina também não tinha armas nucleares, já que tinha um programa nuclear secreto.

Após a curta retomada das Malvinas pela Argentina, a União Européia – na época Mercado Comum Europeu -, iniciou um embargo comercial à Argentina, que incluiu tanto o bloqueio da importação de produtos argentinos como carne e trigo, como restrições para a exportação de determinados produtos, como armas, à Argentina. Em meio a uma batalha naval, a Argentina se viu impedidia de adquirir novos mísseis anti-navio, que o país não fabricava e dependia de fornecedores membros da OTAN.

Consequências da  Guerra das Malvinas e a conjuntura dos anos 1980 e 1990

As consequências imediatas da guerra todos conhecemos e são sempre lembradas pela mídia: acelerou o declínio da ditadura militar na Argentina, que colapsou em seguida.

 Soldados argentinos nas Malvinas em 1982

O Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) passou a ser considerado “letra morta” por muitos países latino-americanos, pois os Estados Unidos deixara claro que um membro da OTAN era muito mais importante do que um membro do TIAR. Até mesmo o México, país membro do NAFTA, acabaria por denunciar o tratado anos depois.

Outras consequências foram ainda mais profundas, para o bem e para o mal, algumas das quais perduraram por muito tempo. .

O receio de que os países da região se tornassem alvo das potências nucleares também mobilizou esforços da parte da diplomacia brasileira em favor da criação da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, visando declarar o Atlântico Sul uma zona desnuclearizada. Embora ainda não tenha resultado em avanços maiores, o tratado da ZPCAS ou ZoPaCAS, pode ser considerado a semente para uma futura organização regional que ajude a preservar um futuro de paz para a região.

O principal resultado positivo da guerra foi, se dúvida, a aproximação entre Brasil e Argentina. O Brasil, desde o início, se declarou favorável às reivindicações argentinas. Durante a guerra, o Brasil teria fornecido aviões-patrulha para ajudar a patrulhar as águas territoriais argentinas, o que na prática permitiu liberar mais aeronaves argentinas para atuarem no cenário do conflito.  O Brasil também dificultou a passagem de equipamento militar inglês rumo ás Malvinas. Como o Chile, tradicional rival da Argentina, forneceu apoio indireto e informações aos ingleses, o Brasil passou a ser visto como aliado na região.

Rumo ao Mercosul: Raúl Alfonsin, da Argentina (esq.), José Sarney, do Brasil, e Julio Maria Sanguinetti, do Uruguai (à direita)

Com o embargo europeu aos produtos argentinos, o Brasil passou a comprar grandes quantidades de  carne, trigo e outros produtos produzidos por aquele país. O processo de aproximação  resultou em novos tratados, inclusive em um acordo nuclear bilateral, para fins pacíficos; passo fundamental para acabar com as desconfianças mútuas no plano político-militar. Este tratado ocorreu no contexto em que foram assinados uma série de tratados bilaterais no período dos Presidentes Sarney e Alfonsín. Estes tratados acabariam por resultar na criação do Mercosul.

Entretanto, na sequência, o acordo de cooperação nuclear para fins pacíficos entre Brasil e Argentina foi relegado ao segundo plano. Nunca foi criada uma empresa binacional de energia atômica e os investimentos necessários para tal empreendimento nunca foram viabilizados. Sem cooperação de verdade, os dois países continuaram relativamente dependentes de tecnologias estrangeiras, de alto custo mas estratégicas para a manutenção de suas usinas nucleares ou para a construção de novas usinas.

Na prática os programas nucleares da Argentina e do Brasil foram paralisados nos anos 1990 devido ao corte de verbas para a área militar ou para áreas civis estratégicas, durante os governos neoliberais. Isto significou o fechamento ou atraso no desenvolvimento de uma série de tecnologias estratégicas de uso dual, como as áreas nuclear e aeroespacial, ou no setor de informática e computação, setores que representam grande peso na balança comercial destes países até hoje.

Como parte deste processo, nos anos 1980 a 1990, a indústria de defesa dos dois países foi desmontada, o que colaborou para encerrar todo um ciclo de desenvolvimento tecnológico autônomo que os dois países vinham tentando desenvolver ao longo do século XX.

No auge do ufanismo neoliberal dos anos 1990, muitos defenderam que o Brasil não precisaria mais ter Forças Armadas, pois o mundo pós-Guerra Fria seria pacífico e o país não teria inimigos. Bastava ser um país pacífico, não fazer mal a ninguém e ninguém faria mal ao Brasil. No maximo , diziam, o país deveria manter uma parte do exército, mas apenas para usar como força de polícia especial, de forma esporádica ou ocasional, como, por exemplo, para ocupar favelas no Rio de Janeiro. O resultado foi que muitos aceitaram este discurso liberal.: o país “desmontou” grande parte da sua capacidade defensiva, acreditando em um período de “paz e prosperidade” sob a hegemonia dos EUA. Além disso, foi desmontada  uma capacidade industrial já instalada em setores de alta tecnologia, que envolviam tecnologias de uso dual, muitas  ds quais o país levara anos para desenvolver em escala laboratorial, mas que nunca foram transformadas em produtos ou serviços que, finalmente, pudessem ajudar o povo brasileiro.

Conflitos em zonas petrolíferas e as mudanças na geopolítica do petróleo

Guerra do Golfo – 1991: Poços petrolíferos queimam em meio ao cenário de guerra

Entretanto, o mundo mudou rapidamente e o Brasil, mais uma vez, saiu perdendo. O mundo não entrou em uma era de paz kantina. O Sistema Internacional tem se mostrado progressivamente instável, na medida em que as grandes potências continuam dispostas a defender seus interesses, se necessário, por meio da força contra os mais fracos.

A instabilidade política tornou-se crescente no mundo, especialmente em regiões disputadas entre as grandes potências.

Oleoduto na Nigéria atacado por insurgentes separatistas

Essa instabilidade progressiva ficou mais clara em zonas petrolíferas, onde uma proliferaram infinidade de conflitos armados, guerras civis, separatismo, terrorismo e todo tipo de  insurgência armada, inclusive com a consolidação de “senhores da guerra” em países onde o Estado foi destroçado. Além disso, voltaram à cena internacional as guerras de ocupação proto-colonial, como no Iraque. Tornaram-se ainda mais claras as novas disputas internacionais pelo controle de reservas de recursos petrolíferos ou gasíferos, ao ponto de se estabelecer uma clara disputa estratégica pelo controle das rotas de passagem ou escoamento destes recursos através de oleodutos ou gasodutos.

Ao invés de tornarem-se excessão, as guerras e a instabilidade parecem ser a regra em regiões ricas em recursos naturais estratégicas mas sem Estados capazes de defender sua soberania política ou a cidadania de sua população.

É preciso planejamento para evitar que o Brasil seja afetado pelo conjunto de problemas que se convencionou chamar de “maldição do petróleo“, incluindo desde os problemas do câmbio sobrevalorizado, o chamado “Mal Holandês”, até os inúmeros tipos de conflitos armados em zonas petrolíferas. Para isso, é muito importante que as decisões políticas envolvendo a exploração petrolífera sejam transparentes, envolvam debates com toda a sociedade.  Afinal, as decisões que o Brasil tomar hoje sobre os rumos da exploração petrolífera, poderão impactar o país positivamente ou negativamente, por décadas. Por isso, o mais importante é que esses debates não sejam direcionadas pelos interesses das grandes corporações petrolíferas multinacionais, que, todos sabem, estão preocupadas única e exclusivamente com o seu próprio lucro.

O Brasil em tempos de pré-sal,  a Geopolítica do Atlântico Sul e as perspectivas para um futuro de escassez petrolífera

A camada “Pré-Sal”

A descoberta de gigantescas reservas de petróleo na camada pré-sal do litoral brasileiro, simplesmente pode atrair a cobiça internacional sobre as riquezas brasileiras em uma escala como nunca se viu antes. Há projeções que falam em mais de 100 bilhões de barris de petróleo no pré-sal, o que significa algo como um Kuwait ou um Iraque no nosso litoral. Por si só, isto já seria suficiente para modificar a geopolítica do Atlântico Sul.

Não é difícil imaginar o que poderá acontecer se novas descobertas deste tipo, forem feitas em formações geológicas semelhantes ao nosso pré-sal (bacias petrolíferas abaixo de camadas de rochas salinas), em outros locais do Atlântico Sul, tanto no litoral da América do Sul, como da África.

Isto é mais um elemento que nos ajuda a entender porque o Brasil simplesmente não pode esperar que o mundo se torne mais pacífico em um futuro próximo. Menos ainda acreditando que isto, como por mágica, tornaria a América do Sul e  o Atlântico Sul regiões mais pacíficas.

HMS Invincible: Porta-Aviões inglês utilizado durante a Guerra das Malvinas

Ao contrário, com o esgotamento das reservas petrolíferas mais antigas e de mais fácil acesso – o  fim do petróleo barato -, e o aumento da demanda energética dos países emergentes, a perspectiva da escassez petrolífera relativa, mas em escala global, torna-se sobria para um futuro não tão distante, como 2015, 2020 ou 2030.

Afinal, quem pode garantir que, em um cenário destes, por volta de 2025, uma potência emergente qualquer, alegando razões de Segurança Energética e de Segurança Nacional, não acabe decidindo, de uma hora para outra, que “precisa” das enormes reservas de petróleo do pré-sal brasileiro a qualquer custo? Basta projetar uma situação meramente hipotética, para imaginarmos o que significaria para o Brasil uma ameaça vinda de uma potência emergente mas com grande capacidade bélica.

Blocos de exploração petrolífera nas Malvinas

Imaginemos, por exemplo, que, um país como a Índia, que hoje já tem armas nucleares, e que, neste caso hipotético,  poderá ter em 2025 ou 2030 uma grande marinha de guerra, com vários porta-aviões e submarinos lançadores de mísseis nucleares. Apenas para ilustrar este exemplo fictício, segundo algumas projeções, em 2025 a Índia terá cerca de1,5 bilhão de habitantes, possivelmente o 5º ou 6º PIB mundial. Este país vai depender ainda mais do que já depende na atualidade, de petróleo e gás mineral importado. Possivelmente  estará importando algo em torno de 90% do petróleo que irá consumir. Sob certas circunstâncias de escassez petrolífera global, um chefe de Estado indiano, por exemplo, de um partido radical religioso ou fundamentalista hindu, ficaria muito tentado a dizer que recebeu instruções de qualquer um dos mais de 5 mil deuses do país, para exigir o petróleo brasileiro para o seu país , pois afinal de contas, está no mar, não em território brasileiro.

Com certeza, em 2025, o Brasil será rico em petróleo, mas não temos como saber se o país terá capacidade de defesa contra uma ameaça de tal natureza.

Plataformas petrolíferas do Irã no Golfo Pérsico, atacadas pelos Estados Unidos em 18 de abril de 1988

O grande problema é que não é possível prever o que acontecerá em 2020, 2025, ou 2030, quando qualquer uma das grandes potências mundiais de então, poderá ter capacidade militar para ameaçar o Brasil e  pode querer se aventurar na tentativa de tomar nossas riquezas, como as grandes reservas de água, a Amazônia ou o petróleo do pré-sal.

O problema é que se o Brasil não possuir uma capacidade defensiva minimamente compatível com a necessidade de garantir sua soberania e o bem estar do seu povo, poderá se tornar presa fácil das pressões e chantagens das grandes potências. Isto porque não é necessário nem ao menos uma invasão do território continental para causar grandes danos ao país, o simples ataque à infra-estrutura petrolífera em alto-mar já seria catastrófico, e há exemplos históricos deste tipo de acontecimento que não pode ser ignorados.

Embora esse seja um cenário poco provável, e muitas vezes parecer apenas mais um devaneio, sabemos que a Inglaterra foi à guerra  para preservar o controle de uma reserva petrolífera em alto mar, no caso as Malvinas, distante de seu território e cujo volume das reservas de petróleo não se sabe ao certo até os dias de hoje. O que isto poderá significar para os países do sulamericanos e africanos que têm reservas sabidamente gigantes de petróleo em alto mar?

A Brasil do Pré-Sal e o futuro da integração sul-americana

Contudo, com o aprofundamento da integração regional, tanto no âmbito da Mercosul como da UNASUL, é possível esperar que a cooperação  regional crie novas dificuldades para as ambições imperialistas das grandes potências.

Também é possível esperar que a cooperação Brasil-Argentina em áreas estratégicas seja retomada em larga escala. A retomada da cooperação nuclear para fins pacíficos e, quem sabe, a criação de um programa espacial conjunto, seriam iniciativas fundamentais para alavancar o desenvolvimento tecnológico desses países que hoje formam o “núcleo duro” da integração sul-americana.

É preciso avançar na cooperação tecnológica, pois grande parte das tecnologias de ponta é de uso múltiplo, e além de fortalecer o país no campo estratégico, aumenta a geração de emprego e renda. Iniciativas como a construção de um  submarino brasileiro-argentino, poderiam permitir a fabricação de equipamentos deste tipo em escala. A escala de produção de qualquer produto continua sendo necessária para baratear o processo produtivo, e neste caso, o produto é vital para a defesa do litoral de ambos os países contra ameaças extra-regionais.

Submarino brasileiro no Rio de Janeiro

O mesmo seria válido para a cooperação na fabricação de aeronaves, tripuladas ou não, ou  de mísseis  anti-navio, que seriam de valor absolutamente estratégico para os dois países n o caso de um confronto com uma potência naval superior. Além disso, o processo de desenvolvimento conjunto de produtos de ponta, ajudaria a integrar as indústrias de alta tecnologia dos dois países, fortalecendo ainda mais o processo de integração sul-americana.

Uma opção interessante seria a criação de programas de cooperação na indústria de bens de produção, por exemplo, na fabricação de turbinas, motores e geradores mais limpos e eficientes, por exemplo, movidos a biocombustíveis. Motores a Células-combustíveis e turbinas movidas a combustíveis mais limpos, de fabricação regional teriam um duplo impacto na economia e na sociedade: além dos benefícios ambientais, trazem claros resultados sociais, na medida em que geram tecnologia, emprego e renda.

Fábrica de semicondutores para painéis fotoelétricos na China

O mesmo é válido para áreas estratégicas como a fabricação dos materiais semicondutores utilizados na produção de painéis com células fotovoltáicas, ou de materiais supercondutores que podem viabilizar o aumento da geração de eletricidade e reduzir significativamente as perdas na transmissão de eletricidade.

A cooperação no ramo petrolífero também é fundamental. É preciso criar uma nova empresa petrolífera sul-americana, que permita a esses países se beneficiarem da economia de escala da produção para para o mercado sulamericano, ao mesmo tempo em que se viabiliza uma escala de investimentos ainda maior, para grandes investimentos em infra-estrutura, que nenhum destes países conseguiria sozinho.

Indústria Naval brasileira: milhares de empregos criados para atender a demanda da Petrobrás

Isto pode ampliar também a integração da indústria naval destes países, um dos ramos da indústria pesada que mais gera novos empregos na atualidade. A integração destas indústrias, assim como as cadeias produtivas ligadas ao fornecimento de bens e serviços ao setores petrolífero e energético,  resultaria na geração de mais empregos na região, com uma vantagem sobre outros setores, geralmente são empregos mais qualificados e que pagam melhor os seus funcionários.

Uma nova empresa petrolífera sul-americana poderia garantir que os equipamentos, dutos, navios e plataformas tivessem peças fabricadas necessariamente nos países da América do Sul. Também permitiria consolidar a liderança destes países na exploração e extração de petróleo em águas ultra-profundas, com foco no Atlântico Sul. Esta capacidade industrial-tecnológica daria grande vantagem competitiva ao conjunto desses países, mas também facilitaria a manutenção da soberania sobre as áreas petrolíferas localizadas em alto mar. Hoje a única empresa sul-americana competitiva neste ramo é a Petrobrás, que já está  procurando áreas do tipo pré-sal no litoral africano. Contar com uma mega-empresa sul-americana, apoiada em várias empresas dos países da região, seria uma forma de fortalecer a integração regional em um patamar qualitativamente bem superior.

http://www.getech.com/interpretation/South_Atlantic_Margins_Brochure_A4.pdf
Bacias Sedimentares no Atlântico Sul – fonte: Getech – Geodynamics and Petroleum Geology of the South Atlantic Margins

Por enquanto é difícil saber se a camada de rochas do tipo pré-sal, possivelemente existentes na Bacia Sedimentar das Malvinas,  tem grande potencial petrolífero.  Mas mesmo que não tenha muito petróleo nas rochas pré-sal, as reservas já encontradas na camada pós-sal parecem ser grandes o suficiente, ao menos para despertar os interesses e a cobiça de um país como a Inglaterra. Esta potência decadente, que já esgotou quase todo o seu próprio petróleo , extraído das outrora grandes reservas do Mar do Norte, deixaou de ser um país exportador de petróleo para tornar-se novamente um importador. O curioso é que a Inglaterra exportou grande parte do seu petróleo nos anos 1990, quando o preço  variava em torno de US$ 15,00/barril, e tornou-se novamente um país importador na atual década, em que o petróleo tem se mantido acima dos US$ 40,00, atualmente na faixa dos US$ 75,00.

Integração energética sul-americana: infra-estrutura de oleodutos e o papel da PetrobrásIntegração energética sul-americana: infra-estrutura de oleodutos e o papel da Petrobrás

A Argentina sozinha não tem força política ou econômica para mudar o status de colônia britânica a que estão submetidas as Malvinas. Embora  o Comitê de Descolonização da ONU atualmente classifique o território como ocupado, ou sem governo próprio, dificilmente a Inglaterra irá descolonizá-lo apenas por pressão de declarações do governo argentino.

Mas esta seria uma excelente oportunidade para que a UNASUL mostrasse unidade em torno de um tema que já é concenso em toda a América Latina: que as Malvinas pertencem à Argentina e não à Inglaterra. Além das declarações já emitidas pelo Cúpula dos chefes de Estado da América Latina e do Caribe nesta direç]ão, seria fundamental ma declaração conjunta do Conselho de Segurança da UNASUL. Acompanhado de medidas práticas, como restrições coletivas às empresas petrolíferas que extraírem petróleo nas Malvinas ocupadas, este tipo de atuação multilateral pode alterar o peso político da América do Sul nesta questão.

É importante que os países da região criem mecanismos para situações mais extremas, que exigam respostas mais duras do que declarações, como sanções comerciais. Se a Argentina impõe  unilateralmente sanções comerciais às empresas petrolíferas inglesas que estão extraindo petróleo das Malvinas, o resultado pode ser pequeno, ou se voltar contra a os argentinos. Mas se todos os países membros do Mercosul ou Unasul impõem sanções comerciais deste tipo, pode ser suficiente para inviabilizar o projeto inglês de explorar o petróleo desta região sem a participação argentina.

É pouco provável que a atual crise em torno das Malvinas resulte em uma nova guerra. Mas isto não significa que o Brasil pode descuidar do seu futuro.

De uma forma ou de outra, o futuro do Brasil estará profundamente ligado ao futuro da América do Sul, assim como o futuro da Petrobrás está ligado ao desenvolvimento do pré-sal. O Brasil tem uma oportunidade ímpar em sua história: a disponibilidade de um recurso estratégico que o país tem plena capacidade tecnológica e econômica para desenvolver, com tempo e recursos humanos suficientes para planejar utilizá-lo da melhor forma possível.

O petróleo tem que ser nosso!Campanha  “O Pré-Sal tem que ser Nosso!”

Pela primeira vez o país pode planejar o uso do pré-sal de forma estratégica, para que sua exploração resulte em benefícios para todo o povo brasileiro, mas também para as futuras gerações, ao mesmo tempo em que pode  fortalecer os laços com os países vizinhos, consolidando de tal forma a integração sulamericana que esta não possa mais regredir quando vierem novas crises.

As primeiras  linhas desta história o país está escrevendo hoje, nas discussões que resultarão na Nova Lei do Petróleo, que integrará um novo marco regulatório para o petróleo no Brasil.

Este é o passo inicial para garantir a soberania sobre os recursos petrolíferos do país. Soberania esta, que é premissa fundamental para que possamos utilizar estas riquezas em prol do nosso povo, para a geração de emprego e distribuição de renda, para investir em educação, saúde, tecnologia e infra-estrutura de energias mais limpas e transportes mais eficientes. Ou seja, é a oportunidade para criar um novo tipo de desenvolvimento, socialmente e ambientalmente mais sustentável, que ajude a melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro e dos povos irmãos da América do Sul.

Lucas Kerr de Oliveira

Publicado no jornal online "Pare o Trem" (6ª edição): http://pareotrem.com/6-edicao/politica-internacional-2/
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Marinha realiza Operação Marlim Azul/ADEREX-I/10, na região do pré-sal

15 de março de 2010

Blog Poder Naval

15/03/2010

Operação Marlim Azul/ADEREX-I/10, entre Santos e Vitória

http://www.naval.com.br/blog/2010/03/15/operacao-marlim-azuladerex-i10-entre-santos-e-vitoria/

Corveta Jaceguay V-31 da classe Inhaúma


A Esquadra Brasileira realizará a Operação Marlim Azul/ADEREX-I/10, entre os dias 15 de março e 2 de abril, na área marítima compreendida entre Santos-SP e Vitória-ES, com visita aos portos de Santos e Vitória.

Nessa área marítima estão localizadas significativas reservas de petróleo e gás, além de importantes portos, que constituem o maior complexo portuário da América Latina.

A Força Naval será comandada pelo Contra-Almirante Ilques Barbosa Junior, Comandante da 2a Divisão da Esquadra (ComDiv-2).

Os seguintes meios participarão da operação: Fragatas “Niterói” (F40), “Defensora” (F41), “Constituição” (F42) e “Bosísio” (F48), Corvetas “Jaceguai” (V31) e “Frontin” (V33), Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” (G23), Submarinos da Classe “Tupi”, Navio-Patrulha da Classe “Grajaú”, Rebocador de Alto-Mar “Almirante Guilhobel” (R25), Aviso de Apoio Costeiro “Almirante Hess”, aeronaves AF-1 “Skyhawk”, helicópteros AH-11A “Super Lynx”, UH-12 “Esquilo” e SH-3A/B “Sea King”; além de lanchas do Grupamento de Mergulhadores de Combate, e das Capitanias dos Portos do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo.

Corveta Frontin e Navio Tanque Gastão Motta
Corveta Frontin e Navio Tanque Gastão Motta

A Força Aérea Brasileira tem previsão de participar da operação empregando aeronaves P-95, F-5 e A-1.

Durante a operação, serão realizados exercícios e fainas marinheiras relacionados com o incremento e a manutenção do grau de aprestamento de parcela dos meios da Esquadra, que aperfeiçoam o preparo e o emprego do Poder Naval.

Serão realizados os seguintes exercícios durante a Comissão:

* Navegação em águas restritas sob ameaça assimétrica;
* Navegação em canal varrido;
* Apoio de Fogo Naval;
* Tiro de Superfície sobre Alvo Rebocado;
* Tiro em proveito das aeronaves da MB e da FAB sobre alvo rebocado;
* Tiro de superfície (canhão de 40 mm) sobre alvo rebocado;
* Tiro Anti-Aéreo contra balão;
* Tiro Anti-Aéreo (canhão de 40 mm) noturno sobre granada iluminativa;
* Exercício de lançamento de armas Anti-Submarino (A/S);
* Trânsito sob ameaça de superfície;
* Trânsito sob ameaça aérea;
* Transferência de óleo no mar (diurna e noturna);
* Transferência de carga leve (diurna e noturna);
* Manobras Táticas (diurna e noturna);
* Exercícios de comunicações radioelétricas e visuais;
* Exercícios de sabotagem; e
* Exercícios em proveito da Força Aeronaval:
* Qualificação e Requalificação para Pouso a Bordo;
* “Helicopter In-Flight Refueling”;
* Vôo librado utilizando guincho; e
* Faina de recebimento vertical de carga.

Durante a estadia nos portos de Santos-SP e Vitória-ES, serão realizadas Ações Cívico-Sociais (ACISO), com a doação de roupas e de sangue.

Nessas cidades, todos os navios da operação estarão abertos para visitação pública, com a exposição de aeronaves e de equipamentos utilizados nas operações aéreas, em combate a incêndio e no controle de avarias. Os visitantes terão oportunidade também, de participar do Cerimonial à Bandeira Nacional, realizado ao pôr-do-sol.

http://www.naval.com.br/blog/2010/03/15/operacao-marlim-azuladerex-i10-entre-santos-e-vitoria/
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Parlamento do Mercosul rejeita a exploração de petróleo por parte do Reino Unido nas Ilhas Malvinas

3 de março de 2010

Parlamento do Mercosul

Informação institucional
08/03/2010

PARLASUL rejeita a exploração de hidrocarbonetos por parte do Reino Unido nas Ilhas Malvinas

O Parlamento do MERCOSUL aprovou por unanimidade, uma Declaração rejeitando a decisão unilateral do Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte de pretender autorizar a exploração e extração de hidrocarbonetos em áreas da plataforma continental circundante às Ilhas Malvinas.

A Proposta de Declaração chegou à XXII Sessão Plenária do PARLASUL com a assinatura do Presidente do PARLASUL José Pampuro, dos Parlamentares Adolfo Rodríguez Saá, Guillermo Jenefes, Elida Vigo, Arturo Vera, Oscar Castillo, Fabio Biancalani, José Mayans, Mariano West, Juan Manuel Irazábal, Ruperto Godoy e Agustín Rossi.

Ademais, o Parlamento do MERCOSUL, manifestou no texto aprovado sua decisão de instar ao Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte a cessar de imediato, esta ou qualquer outra ação unilateral similar.

Por último, afirmou a necessidade de que todos os países irmãos da região acompanhem a República Argentina, adotando medidas tendentes a não cooperar com as tarefas de exploração e extração, anunciadas pelas empresas britânicas.

Nas considerações da Declaração se destaca que, tal como o expressa o Protocolo, o Parlamento do MERCOSUL é um Organismo Internacional de representação dos cidadãos do bloco. Assim mesmo se reafirma que a República Argentina recebeu o apoio incondicional de todos os Estados Partes e Associados do bloco em seus reclamos de soberania sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul, Sandwich do Sul e os espaços marítimos circundantes.

O texto da Proposta aprovada foi defendido no Plenário pelo Parlamentar argentino Ruperto Godoy, quem agradeceu as palavras de seus colegas durante a “Hora Prévia”, principalmente a dos brasileiros Inácio Arruda e Pedro Simón.

Recordou Godoy as duas Resoluções da Organização de Nações Unidas (ONU), sendo que uma delas chamava os dois países envolvidos a dialogar para buscar uma solução pacífica e duradoura. A outra resolução insta às duas Partes a se abster a adotar decisões que envolvem modificações unilaterais da situação, entretanto, esta última é flagrantemente violada com as recentes decisões de Reino Unido.

O Parlamentar uruguaio Doreen Ibarra apoiou a proposta e lembrou a declaração feita pelo Grupo do Rio no México, para que recomecem as negociações de conformidade com as Resoluções da ONU.

Por último, o Parlamentar Eric Salum falou em nome da representação paraguaia, e qualificou a atitude do Reino Unido como “imperialista e colonialista”.

Logo de aprovada a Declaração, os Parlamentares argentinos Mariano West e Ruperto Godoy conversaram em exclusiva com nossa Secretaria. Os Parlamentares informaram que Argentina poderá tomar ações ativas sobre o caso dos hidrocarbonetos, como por exemplo, a aplicação de um Decreto através do qual os navios que transitam desde a plataforma continental a qualquer porto argentino, necessitarão de uma permissão especial. Ademais, Godoy advertiu que as empresas que têm pensado em atuar no processo de exploração e extração comercial de hidrocarbonetos, estarão incorrendo em atos ilegais e podem ser passíveis de sanção pelo Estado Argentino.

Por sua, parte o Parlamentar Mariano West remarcou o apoio do PARLASUL e do Grupo do Rio, à Argentina que se manterá firme na exigência que as Nações Unidas façam respeitar e cumprir as decisões adotadas em seu seio. A respeito da sanção às empresas que colaborem nas explorações nas Ilhas Malvinas, o Parlamentar afirmou que a mesma, se justificaria plenamente, uma vez que as mencionadas empresas estariam incorrendo em atos ilegais e contra o Direito Internacional.

http://www.parlamentodelmercosur.org/portugues_noticia_home.asp?i=0&id=542

Publicado no Blog Política Internacional

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Governo do Brasil se torna sócio da Avibrás Aeroespacial, principal fabricante de mísseis do país

26 de fevereiro de 2010

O Estado de S. Paulo
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Governo se torna sócio da Avibrás

Dívidas da principal fabricante de produtos militares do País com a União serão transformadas em participação

ASTROS II - Sistema lançador de míssil e foguetes fabricado pela Avibrás lança um míssil tático de cruzeiro - TM - até 300km de alcance - foto: Avibrás

ASTROS II – Sistema lançador de míssil e foguetes fabricado pela Avibrás lança um míssil tático de cruzeiro – TM – até 300km de alcance – foto: Avibrás

de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Avibrás Aeroespacial, principal fabricante de produtos militares do País, vai ganhar um sócio: o governo federal. O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25% – isso ainda está sendo discutido.

Não haverá aporte direto de dinheiro. Na forma prevista na Lei 11941/09, a presença dos recursos será efetivada por meio da conversão das dívidas da Avibrás. O anúncio da primeira parceria público-privada do setor de Defesa é esperado para abril.

A Avibrás está em regime de recuperação judicial desde julho de 2008. O valor do processo, cerca de R$ 500 milhões, foi superado pelo cumprimento de um rico contrato firmado com a Malásia, para fornecimento de baterias, munições e mais equipamentos de apoio do lançador de foguetes Astros-II, o principal produto do grupo.

Esse sistema de armas brasileiro é o principal recurso dissuasório da força terrestre malaia na região de tensão permanente no sudeste asiático.

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Presidente Lula declara apoio à Argentina no caso das Ilhas Malvinas

25 de fevereiro de 2010

Durante a Cúpula do Grupo do Rio, no balneário mexicano de Playa del Carmen, Lula disse não ser possível que a Argentina não tenha soberania sobre as Malvinas e que esse direito seja exercido por um país a 14 mil quilômetros de distância.

Todos os países membros da Cúpula do Grupo do Rio manifestaram apoio à causa argentina.

Veja o Vídeo:

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