Posts Tagged ‘Crise Econômica’

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Líbia: intervenção humanitária por petróleo?

10 de maio de 2011

O projeto líbio de uma nova moeda internacional para a África, sustentada por petróleo e ouro, o “gold dinar”, pode ter sido determinante para a decisão da OTAN atacar o país.

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FHC e Serra tentaram desmontar e vender a Petrobrás

14 de outubro de 2010

Agência Petrobrás de Notícias
13/10/2010

Presidente da Petrobras responde a críticas de David Zylbersztajn


“Para o governo FHC, a Petrobras morreria por inanição. Os planos do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso eram para desmontar a Petrobras e vendê-la”, diz o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo. “Em 2003, quando a atual diretoria assumiu a gestão da Petrobras, havia em curso um plano claro de desmonte e esvaziamento de setores estratégicos da Companhia. Se essa tendência não fosse interrompida e revertida, a Petrobras praticamente extinguiria sua atividade de exploração, porque suas áreas exploratórias para buscar novas reservas de petróleo estavam se reduzindo, suas refinarias seriam desmembradas e as plantas de energia elétrica dariam prejuízos, sem perspectivas de recuperação do capital investido. A engenharia e a pesquisa e desenvolvimento da Petrobras seriam extintos”. As afirmações são do presidente da Petrobras em resposta às declarações de David Zylbersztajn, presidente da Agência Nacional do Petróleo no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Para o presidente da Petrobras, não restam dúvidas quanto aos objetivos do governo anterior de “preparar” a Petrobras para ser privatizada. “Gradativamente, todas as atividades da Petrobras estavam sendo preparadas para serem passadas para a iniciativa privada, com a exacerbação do conceito de unidades de negócio, praticamente autônomas”, completou, numa breve análise do quadro que a atual gestão encontrou na Petrobras em 2003 e das conseqüências maléficas que a privatização da maior empresa da América Latina traria para a economia brasileira.

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Resenha de “Rising powers, shrinking planet: the new geopolitics of energy”, de Michael T. Klare

28 de agosto de 2009

Meridiano 47

28/08/2009

Resenha de “Rising powers, shrinking planet: the new geopolitics of energy”, de Michael T. Klare

Thiago Gehre Galvão

http://meridiano47.info/

KLARE, Michael T. Rising powers, shrinking planet: the new geopolitics of energy. New York: Metropolitan Books/ Henry Holt and Company, LLC, 2008. 339p. ISBN-13: 978-0-8050-8064-3


A constituição da vida internacional, em seus aspectos primordiais como habitação, produção de alimentos, manutenção do funcionamento da economia e o estabelecimento dos fluxos de transporte e comunicação, depende dos insumos energéticos como sua força motriz. A nova sociedade da informação e a tradicional política de poder das Grandes Potências, com seu aparato industrial-militarista, tornaram-se reféns dos recursos energéticos. Como conseqüência, a ordem internacional neste século 21 vem adquirindo um perfil peculiar, com duas características: o encolhimento do planeta e a ascensão de novos poderes. A conexão entre estes dois fenômenos é atribuída por Michael T. Klare ao papel da energia como pivô nos assuntos internacionais da atualidade.

Diretor do Five College Program in Peace and World Security Studies at Hampshire College in Amherst, Michael T. Klare tem se destacado nos estudos sobre o papel do petróleo na política internacional, política externa energética e guerras por recurso, com uma abordagem marcadamente estratégica e geopolítica. Assim, a principal contribuição desse novo livro é aprofundar o debate e atualizar as discussões sobre a problemática energética mundial. Apresenta uma visão de mundo condizente com os anseios e preocupações da sociedade global, com o crescimento da demanda energética por nações de grande porte como China, Índia e Brasil e evidencia a provável escassez de recursos vitais como petróleo, gás e minérios em geral. Busca, em suma, intensificar o debate sobre o papel das potências e de empresas nacionais e multinacionais na conformação de uma ordem energética internacional.

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Geopolítica da atual Crise Financeira Mundial

6 de agosto de 2009

UFRGS TV

Crise Financeira Mundial

Programa Multiponto

Programa produzido pela UFRGSTV, apresentado em duas partes na UNITV (Canal 15 da NET em Porto Alegre-RS), nos dias 09/07/2009  e  23/07/2009.

Sinopse: Programa Multiponto entrevista profissionais das áreas de economia, política, relações internacionais, história, saúde e meio ambiente para discutir diferentes aspectos da atual crise mundial.

http://diariodopresal.wordpress.com/2009/08/06/crise-financeira-mundial-ufrgs-tv-programa-multiponto/
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Disponível no YouTube em 6 partes, postadas em 05 e 06 de agosto de 2009:


Multiponto – Crise Financeira Mundial
[1/6]

Multiponto – Crise Financeira Mundial [2/6]


Multiponto – Crise Financeira Mundial
[3/6]

Multiponto – Crise Financeira Mundial [4/6]

Multiponto – Crise Financeira Mundial [5/6]

Multiponto – Crise Financeira Mundial [6/6]

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Operation Praying Mantis: em 1988 os EUA bombardeavam plataformas petrolíferas no Golfo Pérsico

18 de abril de 2009

18 de abril de 2009

21 anos do ataque americano à plataformas petrolíferas iranianas no Golfo Pérsico

No dia 18 de abril de 1988, a 21 anos atrás, os EUA bombardeavam plataformas petrolíferas iranianas no Golfo Persico, em represália à explosão de uma mina submarina do Irã, que danificou um navio americano, o USS Samuel B. Roberts, quatro dias antes. A mina teria sido colocada pelo Irã na região, por ocasião das disputas regionais envolvendo a Guerra Irã-Iraque. O ataque americano foi batizado de “Operation Praying Mantis” e destruiu duas plataformas petrolíferas iranianas.

Este é um caso de confronto militar que merece mais atenção e estudos por parte dos brasileiros. Este é um dos poucos episódios da história recente em que uma grande potência realizou um ataque militar à infra-estrutura de plataformas petrolíferas pertencentes a uma potência regional, sem ocupar ou invadir o país. Embora fizesse parte de uma grande  estratégia de isolamento político-diplomático do país petrolífero em questão e de simultânea militarização de toda a região do Golfo Pérsico, este caso é relevante pois:

(I) mostra o quanto este tipo de infra-estrutura estratégica é vulnerável a ataques estrangeiros, mesmo que não exista uma guerra declarada em andamento;

(II) fortalece a idéia de que são necessários mecanismos de proteção adequados para as plataformas petrolíferas offshore (localizadas em alto mar)

(III) amplia a necessidade de debate a respeito dos mecanismos de proteção ou defesa das riquezas petrolíferas localizadas em alto mar, incluindo os meios para aumentar rapidamente a presença naval e capacidade de cobertura aérea da região petrolífera em questão.

Quanto à capacidade naval, navios de superfície de alta velocidade e submarinos, parecem ser os mecanismos mais eficientes de garantir presença constante da Marinha na região petrolífera. A forma mais rápida de ampliar estas capacidades seria através da construção de navios de superfície rápidos, como torpedeiros leves, hovercrafts e  lanchas de alta velocidade. A capacidade aereonaval só pode ser rapidamente ampliada com sistemas mistos de aeronaves tripuladas e não tripuladas, embarcadas em terra, preferencialmente em diferentes bases aeronavais no continente ou em ilhas brasileiras do Atlântico Sul.  As aeronaves em questão podem ser tanto de vigilância, patrulha como para operações anti-submarino, mas seria necessário ao menos uma aeronave com capacidade para efetuar operações anti-navio.

Ecranoplano

Ecranoplano

Seria o caso de se pensar ainda em um equipamento novo, como os ecranoplanos, que dariam ao país capacidade de resposta rápida em praticamente qualquer área no entorno do pré-sal. Além disso, os ecranoplanos poderiam ter múltiplas funções civis, por exemplo, na guarda costeira poderiam ser utilizados para operações de busca, salvamento e resgate em casos de acidentes em alto-mar. Ou ainda, poderiam reduzir o tempo de deslocamento do transporte de pessoal e equipamento da Petrobrás, entre o continente e as plataformas petrolíferas. Considerando que o número de plataformas é cada vez em maior e cada vez mais distantes da terra firme, e que, o número de funcionários também tende a crescer, seria muito interessante apostar em um novo meio de transporte, mais rápido, com maior capacidade de carga e mais eficiente que os helicópteros atualmente utilizados.

Modelos maiores de ecranoplanos, do tipo cargueiro, poderiam, inclusive, ajudar a fortalecer o comércio de produtos perecíveis entre o Brasil e a América do Sul, ou a África. Provavelmente, isto viabilizaria ainda, que populações de regiões remotas do interior do país, vivendo onde não há portos ou aeroportos, mesmo assim pudessem exportar sua produção. Por exemplo, produtos perecíveis típicos de regiões como a Amazônia ou o Pantanal, poderiam ser comercializados em escala para outras partes do Brasil ou do mundo, sem a necessidade de obras de infra-estrutura, pois os ecranoplanos podem pousar em quase qualquer local onde exista um rio, lago ou represa. Isto ajudaria a fortalecer a produção de pequenos e médios produtores, que não precisariam viver do desmatamento ou de monoculturas de produtos exóticos àqueles biomas, pois o comércio de produtos típicos de suas respectivas regiões se tornaria mais viável do ponto de vista econômico e social. Modelos com turbinas movidas a biocombustíveis seriam ainda mais interessantes do ponto de vista econômico, ambiental e social. Mas, para isto, seria necessário apoio governamental, para que a indústria nacional consiga desenvolver linhas de produção de turbinas e aeronaves deste tipo, e produzi-las em escala, para que o empreendimento torne-se viável economicamente. Isto poderia começar com a aquisição de aeronaves pelos órgãos governamentais e empresas de capital aberto mas controladas pelo Estado, como a Petrobrás, ou seja, depende muito mais de decisões políticas.