Posts Tagged ‘Agroenergia Biocombustíveis’

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Segurança Energética: Marinha dos EUA inicia o uso de biocombustíveis de algas

19 de julho de 2010

Solarzyme

19/07/2010

Solazyme Delivers 100% Algal-Derived Renewable Jet Fuel to U.S. Navy

Biotechnology Company Showcases Solajet™HRJ-5 Jet Fuel at the World-famous Farnborough International Air Show in UK

South San Francisco, Calif. – July 19, 2010 – Solazyme, Inc. is helping the U.S. military move closer to powering its planes, ships, tanks and trucks on renewable fuel and has delivered of 1,500 gallons of 100% algae-based jet fuel for the U.S. Navy’s testing and certification program. The U.S. Navy has previously announced the objective to operate at least 50% of its fleet on clean, renewable fuel by 2020, and the delivery fulfills a contract awarded to Solazyme by the U.S. Department of Defense (DoD) in September 2009.

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Novo processo revolucionário de geração de energia aproveita todo potencial energético da biomassa

7 de junho de 2010

Jornal da Energia

07 de Junho de 2010

Refinaria produz energia com reaproveitamento de resíduos

Processo revolucionário aproveita todo potencial energético da biomassa

Por Bruno de Oliveira, de Lorena

A empresa Senergen desenvolveu uma planta de refinaria de biomassa que promete revolucionar o mercado de geração de energia elétrica limpa. Por meio da tecnologia Probem (Programa de Biomassa, Energia e Materiais), que envolve processos de ataque termoquímico sob pressão, reatores separam das matérias orgânicas elementos-base que podem ser transformados em combustível para termelétricas a gás, óleo e carvão. O que sobra do processo, ao contrário de outras refinarias e usinas, é reprocessado e transformado em energia consumida pelos equipamentos.

Reator de Pré-Hidrólise: capacidade de 30 m³ (90 toneladas de biomassa seca por dia)

Quem desenvolveu a tecnologia foi a empresa de materiais refratários RM, localizada em Lorena, interior de São Paulo, e que é controlada pelo Grupo Peixoto de Castro e pela Senergen. Há 20 anos, a empresa começou a desenvolver o processo de transformação de biomassa e resíduos de qualquer natureza em energia elétrica, térmica e produtos químicos de ampla utilização industrial.

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Projeto “Alto Uruguai” encerra primeira fase com a instalação de 35 biodigestores em 25 cidades

28 de maio de 2010

TN Petróleo

28/05/2010

Projeto “Alto Uruguai” encerra primeira fase

Fonte: Redação/ Agências

 

Conjugando preservação dos rios, educação ambiental e, em breve, geração de energia a partir de biodigestores que tratam dejetos de suínos, o projeto Alto Uruguai chega ao término de sua primeira fase nesta sexta-feira, dia 28, em evento que será realizado no Clube Recreativo Chapecoense, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

Até aqui, já foram instalados 35 biodigestores em 25 cidades. Dez deles apenas no Vale Santa Fé, no município de Itapiranga (SC) – fronteiriço à Argentina e ao Rio Grande do Sul –, devido à alta concentração do rebanho suíno e a presença de uma micro-bacia do rio Uruguai. Itapiranga também receberá uma mini-usina que vai transformar o gás metano (CH4) em energia elétrica, que será aproveitada pelos próprios produtores rurais. O projeto, cujo edital está sendo elaborado, será feito pela Eletrobras Eletrosul, que tentará na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma permissão especial para enviar o excedente de energia para o sistema interligado.

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Ipea: fabricação de biocombustíveis não vai prejudicar produção de alimentos

26 de maio de 2010

Agência Brasil

26/05/2010

Ipea: fabricação de biocombustíveis não vai prejudicar produção de alimentos

Danilo Macedo

Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apesar do avanço das lavouras de cana-de-açúcar sobre áreas destinadas à pecuária e à agricultura nos últimos anos, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentada hoje (26) afirma que o país não vai perder potencial como produtor de alimentos em função desse crescimento. Para isso, no entanto, o estudo Biocombustíveis no Brasil: Etanol e Biodiesel, ressalta a necessidade de o Estado regular a fabricação de etanol e priorizar a produção de alimentos com financiamento e infraestrutura.

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Governo Federal lança programa de expansão do dendê

4 de maio de 2010

Embrapa

04/05/2010

Governo Federal lança programa de expansão do dendê

Daniela Collares  –  Embrapa Agroenergia

Ana Laura Lima  –  Embrapa Amazônia Oriental

Governo Federal lança programa de expansão do dendê - Foto: Rui Gomes

Governo Federal lança programa de expansão do dendê - Foto: Rui Gomes

 
 

 Inclusão social, emprego e renda, plantio e parceria, ordenamento territorial, produtividade e competitividade, sustentabilidade e biodiversidade e investimento aliado ao desenvolvimento são pressupostos que dão suporte ao Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo no Brasil – DENDEPALM. O Programa será lançado pelo Governo Federal na próxima quinta-feira, 06.05, às 9 horas, na Associação Agropecuária do Vale do Acará, em Tomé Açu/PA.

O Programa tem foco temático em produtividade com sustentabilidade – com atenção especial à agricultura familiar – sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da Republica, e dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Desenvolvimento Agrário, de Minas e Energia e do Meio Ambiente. A idéia é incentivar a assistência técnica, o crédito para o pequeno produtor e a pesquisa e inovação.

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Brasil desenvolve foguetes espaciais a etanol

7 de abril de 2010

Agência Fapesp

07/04/2010

Especiais

Brasil desenvolve foguetes espaciais a etanol

Alex Sander Alcântara

Brasil desenvolve foguetes espaciais a etanol

Agência FAPESP – O Brasil acumula um atraso de meio século na propulsão de foguetes espaciais em relação aos norte-americanos e russos. Para tentar dar um impulso no setor, há cerca de 15 anos o país iniciou um programa de pesquisa em propulsão líquida e que tem como base o etanol nacional.

O desafio do programa, liderado pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), é movimentar futuros foguetes com um combustível líquido que seja mais seguro do que o propelente à base de hidrazina empregado atualmente. Esse último, cuja utilização é dominada pelo país, é corrosivo e tóxico.

O desafio da busca por um combustível “verde” e nacional também conta com o apoio de um grupo particular de pesquisadores, formado em parte por engenheiros que cursam ou cursaram o mestrado profissional em engenharia aeroespacial do IAE – realizado em parceria com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica e com o Instituto de Aviação de Moscou.

Liderado pelo engenheiro José Miraglia, professor da Faculdade de Tecnologia da Informação (FIAP), o grupo se uniu para desenvolver propulsores de foguetes que utilizem propelentes líquidos e testar tais combustíveis.

“Os propelentes líquidos usados atualmente no Brasil estão restritos à aplicação no controle de altitude de satélites e à injeção orbital. Eles têm como base a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio, ambos importados, caros e tóxicos”, disse Miraglia à Agência FAPESP.

Miraglia coordena o projeto “Desenvolvimento de propulsor catalítico propelente utilizando pré-misturados”, apoiado pelo Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).

Na primeira fase do projeto, o grupo, em parceria com a empresa Guatifer, testou motores e foguetes de propulsão líquida com impulso de 10 newtons (N), com o objetivo de avaliar propelentes líquidos pré-misturados à base de peróxido de hidrogênio combinado com etanol ou querosene.

“Os testes mostraram que o projeto é viável tecnicamente. Os propulsores movidos com uma mistura de peróxido de hidrogênio e etanol, ambos produzidos em larga escala no Brasil e a baixo custo, apresentaram o melhor rendimento”, disse.

Segundo Miraglia, a mistura apresenta algumas vantagens em relação à hidrazina ou ao tetróxido de nitrogênio, usados atualmente. “Ela é muito versátil, podendo ser utilizada como monopropelente e como oxidante em sistemas bipropelentes e pré-misturados. O peróxido de hidrogênio misturado com etanol apresenta densidade maior do que a maioria dos propelentes líquidos, necessitando de menor volume de reservatório e, consequentemente, de menor massa de satélite ou do veículo lançador, além de ser compatível com materiais como alumínio e aço inox”, explicou.

Na segunda fase do projeto, o grupo pretende construir dois motores para foguetes de maior porte, com 100 N e 1000 N. “Nossa intenção é construir um foguete suborbital de sondagem que atinja os 100 quilômetros de altitude e sirva para demonstrar a tecnologia”, disse.

A empresa também está em negociações para uma eventual parceria com o IAE no projeto Sara (Satélite de Reentrada Atmosférica), cujo objetivo é enviar ao espaço um satélite para o desenvolvimento de pesquisas em diversas áreas e especialidades, como biologia, biotecnologia, medicina, materiais, combustão e fármacos.

“Nosso motor seria utilizado na operação de reentrada para desacelerar a cápsula quando ela ingressar na atmosfera. Atualmente, não existe no Brasil foguete de sondagem a propelente líquido. Todos utilizam propelentes sólidos”, disse.

Kits educativos

O grupo também pretende produzir motores para foguetes de sondagem que tenham baixo custo. “Eles seriam importantes para as universidades, com aplicações em estudos em microgravidade e pesquisas atmosféricas, por exemplo”, disse Miraglia.

Em trabalhos de biotecnologia em microgravidade, por exemplo, pesquisas com enzimas são fundamentais para elucidar processos ligados a reações, fenômenos de transporte de massa e calor e estabilidade das enzimas. Tais processos são muito utilizados nas indústrias de alimentos, farmacêutica e química fina, entre outras.

“Queremos atingir alguns nichos, ou seja, desenvolver um foguete movido a propelente líquido que se possa ajustar à altitude e ser reutilizável. Esse é outro ponto importante, porque normalmente um foguete, depois de lançado, é descartado”, disse.

O grupo já construiu um motor de 250 N, que será utilizado em testes. Como forma de difundir e reunir recursos para o projeto, a empresa comercializa kits de minifoguetes e material técnico. “São direcionados principalmente para estudantes”, disse Miraglia.

No site www.foguete.org, a empresa oferece também apostilas técnicas e livros digitais sobre foguetes com informações sobre astronáutica, exploração espacial e aerodinâmica.

Mais informações: www.edgeofspace.org

http://www.agencia.fapesp.br/materia/11999/especiais/etanol-para-o-espaco.htm

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Sistema flex fuel é a nova alternativa para a aviação geral

15 de março de 2010

CTA

15/03/2010

Sistema flex fuel é a nova alternativa para a aviação geral

http://www.cta.br/

A Divisão de Propulsão Aeronáutica (APA) do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e a empresa Magneti Marelli Sistemas Automotivos, precursora do sistema flex fuel no mercado automobilístico brasileiro, oferecem uma nova aplicação à Aviação Geral no Brasil.

É o sistema flex fuel aeronáutico, que permitirá às aeronaves propulsadas por motor a pistão utilizar gasolina de aviação (avgas), álcool combustível (etanol) ou até mesmo qualquer mistura dos dois combustíveis.

A tecnologia será implantada em um motor de fabricação americana, o Lycoming 0-360 A1D, com potência nominal de 180 HP e, os ensaios em voo, realizados em uma aeronave AeroBoero 180, rebocador de planadores, pertencente ao Clube de Voo a Vela CTA (CVV-CTA). A previsão é de que os ensaios sejam iniciados em 2010.

“O projeto nasceu após alguns encontros que tivemos com o DCTA, quando fomos informados de que os custos operacionais dos aviões de pequeno porte da Aviação Geral eram extremamente altos devido ao elevado preço da avgas, chegando a se prever, em um futuro não muito distante, a inviabilização da mesma”, afirma o gerente comercial da empresa Magneti Marelli, Eduardo Campos.

No desenvolvimento do motor aeronáutico flex, dispositivos rudimentares dos motores convencionais, como carburador e magnetos, são substituídos por um novo sistema eletrônico de injeção de combustível e de ignição. “Conseguimos funcionar o futuro motor flex com o sistema de injeção eletrônica Marelli no lugar do carburador, com avgas, de maneira autônoma”, informa o gerente do projeto e chefe da subdivisão de Motor a Pistão da APA, Paulo Ewald.

“O mais importante será o sistema de gerenciamento eletrônico do motor, que permitirá ao mesmo funcionar com mais eficiência, e dará ao usuário a possibilidade de escolher o combustível, dependendo se ele quer desempenho, economia ou autonomia”, explica Ewald.

O esforço conjugado dos dois setores nacionais resulta no Sistema de Injeção SFS Flex-Fuel aeronáutico e representa a união de duas tradições tecnológicas no país. A APA realizou um trabalho pioneiro no Brasil e no mundo, nos idos de 1970 (quando denominada Departamento de Motores, no então Centro Técnico Aeroespacial CTA/PMO), comprovando o uso eficiente do álcool como combustível, enquanto a Marelli é precursora do sistema flex fuel desde 2003.

O engenheiro do IAE informa, ainda, que os próximos passos para o desenvolvimento do novo sistema serão o refinamento do débito de combustível e a inserção da ignição eletrônica em substituição aos magnetos. Segundo Campos, a Marelli está com a primeira versão do sistema, tanto de hardware, quanto de software, já concluída e montada no motor.

O gerente da Magneti Marelli explica que a empresa atua no desenvolvimento e na aplicação do SFS® nos motores aeronáuticos, ficando responsável pela certificação do sistema em si. A certificação da aplicação do sistema no motor e na aeronave seria feita por alguma empresa interessada, ligada ao setor aeronáutico. “Seria bom se tivéssemos uma empresa como a Embraer utilizando este sistema”, afirma Ewald.

“Assim como o Brasil foi pioneiro no lançamento do flex com a utilização do etanol em larga escala, contribuindo para uma independência energética e redução das emissões dos veículos automotores, tornando-se referência mundial, esperamos que o mesmo ocorra com o setor aeronáutico”, enfatiza Eduardo Campos.

http://www.cta.br/noticias/estrutura.php?id=92
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Geração de energia, emprego e renda com a produção de biocombustíveis na Amazônia

4 de março de 2009

 Revista Época

04/03/2009

Lucros com ação social na floresta

 

Como a agropalma, maior produtora de óleo de dendê da América latina, está reinventando seu negócio para reduzir o impacto socioambiental na amazônia – e assim atender às novas exigências do vigilante mercado internacional

Por Aline Ribeiro, de Tailândia (PA) fotos Luiz Maximiano

Com uma foice colocada na ponta de uma haste de alumínio, funcionário da Agropalma corta um cacho da palmeira de dendê, na região de Tailândia, no Pará. Cada cacho pode pesar até 25 quilos

As margens de uma rodovia esburacada no interior do Pará, a 220 km de Belém, um vilarejo de 5 mil habitantes é o cenário perfeito para um daqueles filmes nacionais que exploram a temática da miséria. A Vila dos Palmares, como é chamado, ganhou o aspecto de uma autêntica favela plantada no meio da Amazônia. Nos cortiços, em vez de banheiros, há fossas no chão. O esgoto passeia a céu aberto por ruas sem asfalto. Na estrada ao lado, a PA-150, caminhões sem condições mínimas de segurança circulamcom carregamento ilegal de madeira surrupiada da floresta. O povoado de Palmares surgiu há 27 anos, quando a Agropalma, maior produtora nacional de óleo de dendê, alojou-se na região atraindo milhares de nordestinos e paraenses em busca de emprego. Quase três décadas depois, faturou R$ 649 milhões no ano passado, mas tem uma batata quente na mão. Não é mais aceitável, aos olhos vigilantes do mercado internacional, que os negócios de uma companhia estejam associados a um caso de caos social como a Vila dos Palmares. Para conquistar status de responsável e a aprovação de clientes engajados na causa socioambiental, a Agropalma terá de se reinventar. “Não estamos fazendo porque somos bonzinhos, mas porque somos inteligentes”, afirma o engenheiro Marcello Amaral Brito, principal executivo da Agropalma. “As empresas que não se redesenharem vão ficar fora do cronograma futuro dos negócios.”

Veja a galeria de imagens dos trabalhadores da Agropalma

Ouça o podcast com os bastidores da reportagem

Sozinha, a Agropalma responde por 75% da produção brasileira de óleo de dendê, que vende para as indústrias alimentícia, cosmética e química. O óleo de palma, como também é conhecido, tem as mais variadas aplicações: é base de hidratantes e óleos corporais, utilizado no processo de fritura de batata e na fabricação de massa de biscoitos. Cerca de 15% dos volumes produzidos nas cinco unidades de extração no Pará são exportados para países europeus e para os Estados Unidos – mercados cada vez mais sensíveis às questões socioambientais. Desde que acordou para o assunto, a Agropalma vem se empenhando no aperfeiçoamento de processos e produtos para se aproximar das práticas de menor impacto ambiental. Já obteve oito certificações – três de gestão, quatro relativas à agricultura orgânica e uma de “comércio justo”. Foram investidos R$ 5 milhões em tais programas. Neste ano, a Agropalma vai enfrentar um desafio ainda mais ambicioso: obter da Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO, ou Mesa Redonda do Óleo de Palma Sustentável), organização de renome internacional criada para promover o crescimento sustentável da produção do óleo de palma, um atestado de que também zela pelo meio ambiente e pelas comunidades no entorno de seu negócio.

 

 
A Agropalma desenvolve um programa social de agricultura que emprega 185 famílias da região e gera uma renda média mensal de R$ 1,7 mil para cada uma. Com a iniciativa, a empresa pretende ajudar a frear o desmatamento, pois afasta as pessoas de atividades que devastam.

É por isso que melhorar a qualidade de vida da população de Vila dos Palmares tornou-se uma prioridade da companhia. Tão importante quanto dotar o vilarejo de infraestrutura e saneamento básico é prover fontes de geração de renda, educação de qualidade, segurança, saúde. Mas isso requer também a presença do Estado.

Os problemas sociais espalham-se. “Aqui, quando a pessoa não mata, arranca a mão”, diz um funcionário da Agropalma. “O motivo? Mulher, cachaça ou mato [maconha].” Na semana em que a reportagem de Época NEGÓCIOS esteve na região, cinco meninas, entre 10 e 13 anos, foram encaminhadas a Belém para fazer teste de aids. Recorrente em grande parte dos municípios do Norte do país, a prostituição infantil é um flagelo também em Vila dos Palmares, que funciona como ponto de descanso de viajantes e caminhoneiros que transportam madeira ilegal.

O povoado conta com 85 bares – e só quatro escolas. “As escolas ficam na frente dos bares”, diz João Meirelles, presidente do Instituto Peabiru, contratado pela Agropalma para desenvolver um projeto social. “Sabemos que as mães com mais condição financeira mandam as filhas, assim que fazem 12 anos, para a casa de parentes fora da vila. É uma forma de mantê-las afastadas da prostituição infantil.”

A Agropalma desenvolve um programa social de agricultura que emprega 185 famílias da região e gera uma renda média mensal de R$ 1,7 mil para cada uma. Com a iniciativa, a empresa pretende ajudar a frear o desmatamento, pois afasta as pessoas de atividades que devastam a floresta

A Agropalma desenvolve um programa social de agricultura que emprega 185 famílias da região e gera uma renda média mensal de R$ 1,7 mil para cada uma. Com a iniciativa, a empresa pretende ajudar a frear o desmatamento, pois afasta as pessoas de atividades que devastam a floresta

A colaboração de parceiros experientes tornou-se indispensável na resolução de questões delicadas como as enfrentadas pela Agropalma. Daí a contratação do Peabiru, uma organização conhecida por batalhas contra as mazelas sociais na Amazônia. Durante seis meses, um funcionário do instituto morou próximo à vila para acompanhar de perto a rotina das pessoas que vivem na área de influência da companhia.

Listadas as prioridades, a entidade começou, em janeiro passado, a implementar uma série de ações em Palmares, todas voltadas para o fortalecimento da consciência de cidadania dos moradores. Esse tipo de trabalho ganha importância por causa do baixo grau de instrução que prevalece entre os moradores da vila. São trabalhadores que acordam por volta das 5 horas da madrugada e seguem até a fazenda da Agropalma – distante cinco quilômetros da vila –, onde cumprem uma jornada de oito horas no corte dos cachos das palmeiras, que chegam a pesar 25 quilos. É de onde sai a matéria-prima que vai virar óleo. Diante disso, o primeiro passo do Peabiru é implementar no povoado os princípios da chamada Agenda 21 – um documento aprovado na Eco92 que funciona como um facilitador para que os cidadãos fiquem cientes de seus direitos.

O segundo será reivindicar da prefeitura de Tailândia, responsável por Palmares, condições mínimas para o desenvolvimento local. “O poder público está ausente na região e parte da culpa é a falta de organização social local”, diz Meirelles. A outra tarefa do grupo é coletar dados da comunidade, de acordo com as diretrizes do Global Reporting Initiative (GRI), organização com sede na Holanda que dá orientações a empresas para a elaboração de relatórios de desempenho econômico, ambiental e social. A iniciativa possibilitará uma visão mais clara da situação atual da vila.

Trabalhadores da Agropalma, maior produtora de óleo de dendê da América Latina, na fazenda da empresa, no Pará. Sozinha, a Agropalma responde por 75% da produção brasileira de óleo de dendê. A empresa faturou R$ 649 milhões em 2008.

http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI62806-16642,00-LUCROS+COM+ACAO+SOCIAL+NA+FLORESTA.html