Archive for the ‘Guerras por Petróleo’ Category

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Espionagem contra a Petrobrás permitiu aos EUA obter dados sigilosos sobre o Pré-Sal

14 de setembro de 2013

IstoÉ Dinheiro, Nº edição: 831, 13 de setembro de 2013

Petrobras vigiada

Espionagem cibernética americana atinge a maior empresa brasileira e aumenta a pressão por mais investimentos na defesa nacional 

Por Luís Artur NOGUEIRA e Rosenildo Gomes FERREIRA

 

Na noite da sexta-feira 6, a presidenta Dilma Rousseff desembarcou na Base Aérea de Brasília após uma cansativa viagem à Rússia, onde participava da reunião do G-20. Horas antes, ainda em território russo, havia concedido uma entrevista coletiva para explicar o encontro que tivera com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no qual cobrou explicações sobre a espionagem americana ao governo brasileiro. O fim de semana, no entanto, não seria de descanso. Na manhã do sábado 7, Dilma acompanhou o desfile cívico-militar em comemoração à Independência do Brasil, e, à noite, tomaria conhecimento das primeiras chamadas do programa Fantástico, da Rede Globo, com nova denúncia de espionagem.

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Sob o olhar da águia: sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, foi alvo
da espionagem denunciada por Edward Snowden
Dessa vez, o alvo dos americanos que atuam na Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) era a Petrobras, a maior empresa brasileira. A pouco mais de um mês da realização do bilionário leilão do Campo de Libra, uma das joias do pré-sal, entra em cena uma espionagem industrial em torno de segredos estratégicos que podem valer muito, muito dinheiro. Ainda no fim de semana ficou definido que a resposta do governo seria concentrada na Presidência da República. Nenhum ministério deveria comentar o assunto e a Petrobras falaria apenas como empresa. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, viu o programa de sua casa, no Lago Sul, zona nobre da Capital Federal, e falou com a presidenta da estatal, Graça Foster, por telefone, apenas na manhã da segunda-feira.
A sensação geral era de que a denúncia, embora grave, não trazia nenhum dado concreto da Petrobras. A presidenta Dilma já havia demonstrado irritação com a bisbilhotagem anterior, que incluiu a violação dos seus e-mails. A versão do governo americano de que pratica espionagem para proteger o seu país e os aliados de ataques terroristas já parecia inverossímil. Agora, com foco na petroleira, o argumento desmoronou.“Sem dúvida, a Petrobras não representa ameaça à segurança de qualquer país”, afirmou Dilma, em nota oficial divulgada na tarde da segunda-feira 9. “Se confirmados os fatos veiculados pela imprensa, fica evidenciado que o motivo das tentativas de violação e de espionagem não é a segurança ou o combate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos.”
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Espionada, a presidenta Dilma Rousseff irritou-se ainda mais: “A Petrobras
não ameaça a segurança de qualquer país”
Como as novas denúncias não explicam claramente a quais dados secretos da Petrobras o governo americano teve acesso, iniciou-se uma série de especulações sobre o conteúdo que poderia ter vazado e quais seriam as suas consequências. A DINHEIRO ouviu executivos de dentro e de fora da Petrobras, incluindo os que trabalharam na empresa recentemente, para mapear o potencial econômico, político e militar dessas informações. “A espionagem é um ato abominável”, diz José Sérgio Gabrielli, que presidiu a Petrobras no período de 2005 a 2012. É, ainda, um cacoete da maior economia do mundo, na avaliação do ex-ministro Delfim Netto. “Os americanos têm a pretensão de que a lei de seu país pode preterir todas as outras”, diz.
Independentemente da megalomania que os leva a crer serem donos do mundo, o reconhecido know-how que a estatal possui em exploração de petróleo em águas profundas é, sem dúvida, um ativo valiosíssimo e, por isso,os concorrentes correm o risco de espiar. Um eventual acesso a essa tecnologia, desenvolvida ao longo de anos de estudos e investimentos, poderia ser replicado em outras regiões do planeta, como o Golfo do México e a costa equatorial da África. “A Petrobras é vanguarda em águas profundas”, afirma Gabrielli. É também do interesse das fornecedoras de equipamentos, incluindo as americanas, saber quais são as prioridades da Petrobras.
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O dono do mundo?: o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda deve explicações convincentes ao Brasil sobre o programa de espionagem
“Com isso, as empresas podem planejar sua produção, baseada em dados estratégicos da principal compradora de equipamentos do setor”, diz Alexandre Szklo, professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ. Em seus supercomputadores, a estatal armazena imagens em alta definição do subsolo marítimo, informações sobre a geometria de reservatórios e dados sobre porosidade e impermeabilidade de diversas áreas, o que pode reduzir em milhões de reais o custo de uma eventual exploração. Outro dado que pode interessar ao Departamento de Defesa americano é o conhecimento acumulado pela Petrobras ao longo de quatro décadas de pesquisa na região do Atlântico Sul, entre o Brasil e a África.
“Essa região tem valor estratégico, geopolítico e militares”, diz David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Oficialmente, a NSA afirma, em nota, que “não rouba segredos de empresas estrangeiras que possam beneficiar empresas americanas”. Para justificar a coleta de informações econômicas, a agência de segurança diz que os dados servem para “prevenir crises financeiras que possam afetar os mercados internacionais”. Trata-se de um argumento estapafúrdio para um país que tem o Banco Central mais respeitado do planeta. No mundo do petróleo, a arte de espionar é uma atividade centenária.
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“Desde a década de 1920, o conhecimento geopolítico do petróleo se tornou alvo de disputa entre os países ocidentais”, diz Szklo. Na história da Petrobras, a partir da década de 1950, há alguns registros e casos mal contados de espionagens.Um deles ocorreu no dia 31 de janeiro de 2008, quando quatro laptops, dois discos rígidos e dois pentes de memória foram furtados de um contêiner transportado pela americana Halliburton, que prestava serviços à Petrobras, no caminho de Santos a Macaé. Nos equipamentos, havia dados sigilosos sobre a Bacia de Santos. A Polícia Federal, no entanto, garante que foi um crime comum e que não houve espionagem industrial.
Na ocasião, a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) denunciou uma série de furtos e invasões de residências de engenheiros e técnicos da estatal, para roubar notebooks. Esses casos nunca foram devidamente esclarecidos. Desde a descoberta do pré-sal, em 2007, o País vem reforçando seus mecanismos de defesa. É uma atitude prudente diante do potencial energético que a exploração de óleo em águas profundas proporciona. Para vigiar a faixa de domínio marítimo do País, que se estende a 200 milhas a partir da costa, o Ministério da Defesa conta com um orçamento de R$ 20 bilhões. Esses recursos estão sendo gastos na aquisição de submarinos, inclusive um com propulsão nuclear, além de helicópteros.
Afinal, o que está em jogo é uma reserva petrolífera que, se fosse negociada pela cotação média de US$ 100, poderia render US$ 10 trilhões. Nessa conta não estão incluídos ganhos com a mineração de metais nobres, como ouro, manganês e cobalto, no fundo do mar. O assunto começa a despertar a atenção de grandes empresas e entrou no radar da Organização das Nações Unidas (ONU), que estuda a criação de um marco regulatório para disciplinar a atividade. Nesse contexto, quem domina a tecnologia do pré-sal poderia, ao menos em tese, sair na frente. A espionagem americana, no entanto, é parte de outro tipo de ação. Os esforços estão concentrados na declaração de uma guerra cibernética, invadindo o espaço virtual da estatal brasileira.
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Para se proteger, a Petrobras conta com um aparato tecnológico. Segundo a presidenta da estatal, Graça Foster, cerca de R$ 4 bilhões são investidos, por ano, em tecnologia. Parte desses recursos é utilizada no sistema de proteção de dados, que é “bastante adequado”, pelas suas palavras. O cérebro tecnológico da Petrobras está dividido entre o imponente prédio da avenida Chile, no centro do Rio de Janeiro, e a Ilha do Fundão, onde fica o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), no qual a estatal aplica boa parte dos investimentos em P&D. O local conta com laboratório de simulação de operação em plataformas e a Coordenadoria de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe-UFRJ).
Tal fortaleza tecnológica, porém, não torna o sistema da Petrobras inviolável. A partir das informações disponíveis até o momento, o engenheiro de computação Daniel Lemos, presidente da Real Protect, do Rio de Janeiro, traçou dois possíveis caminhos percorridos pelas NSA: a quebra de criptografia ou a filtragem de tráfego (leia quadro “Espião cibernético”). Nos dois casos, a agência americana conta com a ajuda de empresas de softwares ou de operadoras de telefonia. A parceria da NSA com companhias de internet não é novidade. A agência vem coletando informações nos datacenters de gigantes da tecnologia, como Google, Microsoft e Facebook. Com isso, as mensagens de usuários do Gmail e do Hotmail, por exemplo, podem ser facilmente monitoradas pelo governo americano.
Não se sabe ainda se essas empresas fornecem os dados com base em decisões judiciais ou se há algum outro tipo de acordo que pode, inclusive, envolver questões financeiras. Diante das denúncias, a presidenta Dilma pediu urgência ao Congresso Nacional na tramitação do projeto que trata do Marco Civil da Internet. O governo quer criar uma central de servidores em território nacional para armazenar os dados, eliminando assim a dependência de provedores sediados no Exterior. Outra saída para diminuir a vulnerabilidade do governo e das empresas é utilizar criptografia desenvolvida no País, afirma Lemos. “O Exército brasileiro, por exemplo, já tem seus próprios algoritmos de criptografia”, explica o especialista.
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LEILÃO DE LIBRA
A denúncia de espionagem da Petrobras fomentou um intenso debate sobre a necessidade de o governo adiar o leilão do Campo de Libra, do pré-sal da Bacia de Campos. Previsto para 21 de outubro, o leilão será o maior da história e vai gerar um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões aos cofres públicos – dinheiro fundamental para o cumprimento da meta de superávit primário neste ano. Pelo inédito sistema de partilha, vencerá quem entregar ao governo a maior parcela do lucro, a partir do mínimo de 41,65%. Se comprovado, o vazamento de dados pode dar vantagens a alguns concorrentes que saberiam quais são as áreas mais lucrativas. E pior: pode gerar questionamentos na Justiça por parte dos derrotados.
No Congresso Nacional, parlamentares da oposição defenderam o cancelamento do leilão ou a proibição da participação de empresas americanas. Zylbersztajn avalia que isso é desnecessário. “Não faz sentido algum sair culpando as empresas estrangeiras”, afirma. Para o consultor Adriano Pires, sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o foco da espionagem não está ligado ao Campo de Libra. “Os dados são públicos e já foram apresentados pela ANP”, afirma Pires. Na avaliação de Gabrielli, o maior ativo que a Petrobras possui nesse leilão – e que poderia ser alvo da bisbilhotagem alheia – é a sua capacidade de interpretar esses dados.
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Graça Foster diz que a Petrobras investe R$ 4 bilhões em tecnologia e no sistema de proteção de dados do pré-sal
“Isso pode ser um elemento importante na produtividade futura da exploração e no desenvolvimento da produção de Libra”, diz o ex-presidente da estatal. Na quarta-feira 11, durante visita às obras da P-74 no Estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro, Graça Foster descartou qualquer adiamento. Definitivamente, não há a menor possibilidade de mudança da data do leilão por conta dessa informação, que não é material, não está identificada”, afirmou a presidenta da estatal, que se colocou à disposição do Senado para falar sobre o assunto na quarta-feira 18. A espionagem da NSA jogou mais lenha na fogueira da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, cujo ápice poderá ser o cancelamento da visita com honras de chefe de Estado que a presidenta Dilma fará em outubro a Washington D.C. 
Na semana retrasada, diante das primeiras denúncias, a presidenta suspendeu a ida da equipe brasileira responsável por preparar a sua visita. Após as promessas de esclarecimentos feitas por Obama, durante o encontro do G-20, na Rússia, havia a expectativa de que o ruído entre os dois governos fosse superado. Mas o caso envolvendo a Petrobras azedou o clima. Na quarta-feira 11, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, teve um encontro com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, na Casa Branca, sede do governo americano.
Susan acusou a imprensa de “distorcer” as atividades da NSA, mas reconheceu que há “questões legítimas” levantadas pelo governo brasileiro. Ela se comprometeu a buscar soluções para encerrar o impasse entre os dois países. Por ora, a presidenta Dilma só confirmou sua viagem à Assembleia-Geral da ONU, no dia 24 deste mês, em Nova York. Em seu discurso, na abertura do evento, Dilma falará sobre o tema espionagem. Há quem interprete que será um discurso em vão. “A bisbilhotagem faz parte do mundo do petróleo”, diz um executivo do setor. A diferença, desta vez, é que a prática ficou comprovada a partir das revelações do ex-consultor de inteligência americano Edward Snowden.
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Colaborou: Denize Bacoccina
Fonte: Istoé Dinheiro: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/129031_PETROBRAS+VIGIADA
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Frota da Marinha russa é enviada para o litoral da Síria

8 de setembro de 2013

Voz da Rússia, 07/09/2013

Guerra da Síria

Síria: o que poderá a Marinha russa fazer?

 Ilia Kramnik

A Marinha russa está reunindo no mar Mediterrâneo a maior força naval desde a queda da URSS. O que poderá fazer a força operacional russa em caso de agravamento da situação?

Cruzador lançador de Misseis de Guiados Moskva em Sebastopol - foto Andrew Karpov

O agravamento da crise síria e a perspectiva bastante real de início de uma guerra exigem da Rússia uma reação antecipada aos acontecimentos, e a presença de navios de guerra significa, neste caso, mais do que simplesmente “mostrar a bandeira”.

Quais serão os instrumentos que podem aumentar a eficácia da presença naval russa nas áreas-chave do oceano global? Neste momento, no Mediterrâneo está concentrada uma força composta por mais de 10 navios e de um número indeterminado de submarinos. É a primeira vez em duas décadas, desde o desmantelamento da 5ª Esquadra Operacional (Mediterrânica) da Marinha de Guerra da URSS, em dezembro de 1992, que no Mediterrâneo se encontra tal quantidade de navios arvorando o pavilhão russo.

Antes de mais, chama a atenção a presença de uma grande quantidade de navios de desembarque pesados (LSH). No mar Mediterrâneo se encontram agora 7 LSH sob bandeira russa, incluindo dois da Frota do Pacífico, dois da Frota do Báltico e três da Frota do Mar Negro. Alguns deles já estão no mar há bastante tempo. Assim, o navio Alexander Shabalin zarpou de Baltiysk ainda em dezembro de 2012.

Учения по высадке морского десанта в Калининградской области

Учения морской пехоты Тихоокеанского флота в Приморском крае

Existem várias razões para a presença de LSH. Uma das principais é a de estes países assegurarem um canal de auxílio por parte da Rússia ao governo legítimo da Síria na sua luta contra o terrorismo. Segundo informaram recentemente as agências noticiosas russas, citando fontes do Ministério da Defesa, esses navios foram usados para o transporte de armamento de forma a evitar a repetição do incidente ocorrido com o cargueiro Alaed, cuja viagem para a Síria transportando helicópteros foi impedida no verão de 2012.

Учения морского десанта в Калининградской области

A segunda missão dos LSH nessa região é a realização, em caso de necessidade, da evacuação de cidadãos russos da Síria, tanto os que lá se encontram em serviço, como os que têm residência permanente na Síria.

Cruzador lançador de Misseis Guiados Moskva, da Marinha Russa, na base naval de Sevastopol - foto Andrew Karpov

Vigilância e não só?

As missões da Marinha não se limitam, no entanto, a uma possível operação de evacuação, como o demonstra a presença no Mediterrâneo de navios de combate da Marinha de Guerra russa. Nos próximos dias, deverá chegar ao Mediterrâneo Oriental o cruzador porta-mísseis Moskva, que até agora esteve realizando no Atlântico e no Pacífico visitas a Cuba e à Nicarágua. Esse navio deverá se tornar no núcleo dessa força graças ao seu poderoso sistema de radares e à sua defesa antiaérea de longo alcance. O grupo de navios, reforçado com o Moskva, poderá também realizar uma série de missões em caso de início de uma guerra.

Cruzador lançador de mísseis da classe Moskva Marinha da Rússia - foto RIA Novosti

Em primeiro lugar, as capacidades do cruzador, reforçadas pelo equipamento dos navios de reconhecimento, permitem ter um panorama completo e fiável dos acontecimentos, cobrindo com uma imagem de radar todo o Mediterrâneo Oriental. A segunda missão será colocada à força naval pela direção do país e das suas Forças Armadas. Como resultado, as informações sobre os mísseis de cruzeiro norte-americanos detectados, em caso de os EUA começarem a bombardear a Síria, poderão ser transmitidas não só para Moscou, mas também para Damasco, facilitando a detecção e intercepção dos mísseis pela defesa antiaérea síria.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto  Vladimir Prokopenko

Apesar de todas as capacidades dos navios russos, a força como um todo tem um potencial bastante limitado, isso diz respeito especialmente às componentes aérea e anfíbia. Os LSH russos, que estão sendo usados neste caso como transporte, não são uma alternativa aos navios de assalto multiusos (LHA), capazes de assegurar uma presença a longo prazo no teatro de operações de uma força de fuzileiros navais com o respectivo apoio aéreo.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto RIA Novosti, Igor Zarembo

Uma presença nesta altura no Mediterrâneo de um ou dois LHA da classe Mistral, integrados na força, poderia reforçar qualitativamente o agrupamento, mas o primeiro navio da série, o Vladivostok, ainda está sendo construído em Saint-Nazaire. Um apoio ainda mais eficaz poderia ser prestado à frota por um porta-aviões, mas o único navio dessa classe existente na Marinha de Guerra Russa só irá iniciar a sua viagem para o mar Mediterrâneo em dezembro de 2013.

http://portuguese.ruvr.ru/2013_09_07/Siria-o-que-poder-fazer-a-marinha-russa-0409/

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy

Navios da Marinha russa - foto Voz da Rússia

Leia mais sobre a crise na Síria e a disputa entre as grandes potências no Oriente Médio: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_06/Destacamento-de-navios-da-Marinha-russa-navega-em-direcao-costa-da-Siria-9844/

Acesso via ISAPE Blog : http://isape.wordpress.com/2013/09/07/frota-russa-se-posiciona-no-litoral-da-siria/

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Parlamento do Reino Unido vota contra ataque à Síria

1 de setembro de 2013

Agência Estado, 29 de agosto de 2013

Parlamento britânico vota contra intervenção militar na Síria

David Cameron defendia a ação contra o regime de Assad mas disse que vai respeitar a decisão do parlamento

Fernando Nakagawa

Agência Estado

LONDRES – Os Estados Unidos perderam na noite desta quinta-feira um importante aliado para o plano de intervenção miliar na Síria. Após o Parlamento da Grã-Bretanha rejeitar a ação internacional contra o regime de Bashar Assad, o primeiro-ministro inglês David Cameron sinalizou que deve retirar o apoio à ação planejada por Washington em resposta ao suposto uso de armas químicas. “É claro para mim que o Parlamento britânico reflete a visão do povo britânico que não quer ver militares britânicos em ação”, disse Cameron.

UK House of Commons voted against military action in Syria - Foto - Reuters

Após longo e acalorado debate em uma votação com a presença do primeiro-ministro, o apoio aos EUA foi rechaçado por 285 parlamentares contra 272 que apoiaram a intervenção. Diante do placar desfavorável, Cameron reafirmou a suspeita de que Assad tenha usado armas químicas, mas disse que respeitará a decisão do Parlamento e que o governo vai agir “em conformidade” com o resultado da votação.

Parlamento do Reino Unido - UK Parliament

Na prática, a decisão dos parlamentares vai excluir o envolvimento britânico nas ações lideradas pelos Estados Unidos contra Assad. A derrota aconteceu um dia após o Reino Unido ter submetido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas uma resolução que condenava a ação do governo sírio e pedia autorização para “medidas necessárias” para proteger civis.

Após a suspeita de que armas químicas mataram mais de 1.000 pessoas nos últimos dias nos arredores de Damasco, Londres foi um aliado de primeira hora à intenção de Washington de intervir militarmente contra o regime sírio. Outro aliado é a França.

A Stop the War Coalition protest at Downing St against any attack on Syria, 28 August 2013. www.stopwar.org.uk

Após a derrota, o secretário inglês de Defesa, Philip Hammond, disse que o governo Cameron estava “desapontado” com a votação e demonstrou certo constrangimento diante do prometido apoio aos EUA. Apesar disso, afirmou que o país não estará envolvido em eventuais ações militares contra o governo da Síria. “Espero que os Estados Unidos e outros países sigam olhando para respostas ao ataque químico. Eles podem ficar desapontados com o não envolvimento da Grã-Bretanha. Eu espero que a ausência da participação britânica não interrompa qualquer ação”, disse Hammond.

A derrota desta quinta-feira tem um expressivo valor simbólico: Cameron é o primeiro líder britânico em décadas que não conseguiu apoio da maioria dos parlamentares para enviar tropas em uma ação militar conjunta com os EUA. Na história recente, a oposição sempre apoiou as grandes investidas militares da Grã-Bretanha, como na Guerra das Malvinas contra a Argentina em 1982 e na Guerra do Iraque em 2003.

Acuado pela crise econômica e o avanço dos partidos de oposição – seja a esquerda Trabalhista ou partidos pequenos à direita, o primeiro-ministro Conservador pode ser considerado o grande derrotado desta quinta-feira. Enquanto o placar da votação era lido na Câmara dos Comuns, um dos parlamentares presentes à sessão gritou “renúncia” a poucos metros de David Cameron.

Fonte:  www.estadao.com.br/noticias/internacional,parlamento-britanico-vota-contra-intervencao-militar-na-siria,1069284,0.htm

 Acesso via:  ISAPE Blog

Manifestações pacifistas contra o ataque à Síria ocorreram na Inglaterra

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O desafio energético chinês e a nova geopolítica do petróleo

23 de abril de 2013

Infopetro, 22/04/2013

O desafio energético chinês

Ronaldo Bicalho e Felipe de Souza

Em Dezembro de 2012, a China tomou o lugar dos Estados Unidos como o maior importador de Petróleo do mundo. Nesse mês, de acordo com dados preliminares da US Energy Information Administration, a China importou o correspondente a 6,12 b/d enquanto os Estados Unidos importaram 5,98 b/d. Os americanos lideravam o ranking dos importadores desde meados dos anos 1970 e, apesar dos dados se referirem apenas ao mês Dezembro e no consolidado do ano os EUA seguirem liderando, analistas acreditam que essa ultrapassagem mensal sinaliza claramente a tendência de longo prazo de supremacia chinesa nas importações mundiais de petróleo.

China

Embora a China seja o maior produtor de carvão do mundo, a forte expansão do consumo e os preços domésticos desfavoráveis fizeram com que a importação de carvão começasse a crescer a partir de 2002; de tal forma que em 2009 o país já era um importador líquido e em 2010 ocupava o segundo lugar no ranking mundial de importações carboníferas, perdendo apenas para o Japão.

Mesmo no caso do gás natural, a China se tornou um importador dessa fonte de energia pela primeira vez em 2007. Desde então a participação da importação líquida cresceu fortemente, saltando de 2% do consumo nesse ano para 22% em 2011.

Assim, a China, que em 1971 apresentava uma importação líquida negativa, correspondente a (-) 0,5% da sua demanda total de energia, em 2010 importava 14 % da energia que consumia e era responsável por 8% das importações mundiais de energia.

Dessa maneira, o vigoroso crescimento econômico chinês, que levou o país a ultrapassar o Japão e ocupar a posição de segunda maior economia do mundo, foi acompanhado de um forte aumento no consumo de energia, que levou o país a superar os Estados Unidos e, desde 2009, ocupar a posição de maior consumidor de energia do mundo. Mais do que isso, esse boom econômico e essa explosão do consumo de energia foram acompanhados por um acentuado aumento da dependência energética.

PetroChina

Aumento esse que colocou a segurança energética como uma questão essencial para o Estado chinês, gerando consequências que transcendem a política energética e alcançam a grande estratégia geopolítica chinesa.

Dada a extensão do controle do Estado chinês sobre a economia, a gestão dos recursos energéticos é crucial e requer que o governo desempenhe um papel muito mais intrusivo e proativo que no caso das outras grandes economias. Isto implica que a formulação das questões relacionadas à segurança energética na China se pleiteia de forma mais ampla e complexa no que diz respeito aos planos e ações do Estado.

Nesse sentido, é claro para Pequim que a segurança energética é fundamental para a segurança econômica e essa, por sua vez, é essencial para a segurança nacional.

Desde 1949, a China apostou em um desenvolvimento independente que se refletiu em uma estratégia autárquica de abastecimento energético, fundada na autossuficiência, na utilização dos seus próprios recursos para atender à sua demanda de energia.

Assim, explorar e controlar esses recursos fazia parte da própria noção chinesa de soberania.

Essa ênfase na autossuficiência se coaduna com uma concepção de política externa cuja visão do sistema internacional está intimamente ligada a percepção da ameaça externa como sendo fundamental para a construção da identidade do Estado e para a legitimação do regime.

O crescimento da dependência energética representa uma inflexão nessa estratégia, na medida em que ele requer uma integração mais profunda com os mercados financeiros e de energia; ao mesmo tempo em que levanta questões geopolíticas profundas em relação ao papel da China na região.

É evidente que esse conjunto de questões afeta obrigatoriamente a própria concepção da política externa e, em consequência, a própria forma de inserção da china no sistema internacional.

Assim, a maior dependência energética muda não só a política energética chinesa, mas sua política externa. Política externa essa vista como chave para a sua segurança nacional que, nesse caso, significa a manutenção do suprimento energético vital para a sua expansão econômica.

A busca por maior segurança energética está mudando a política energética chinesa e terá impactos significativos no âmbito global.

Uma China ávida por energia e disposta a ir buscá-la onde ela estiver passa a ser um ator chave na evolução da trama energética mundial. Trama essa que provavelmente ultrapassará em muito não só as fronteiras chinesas, mas, acima de tudo, as próprias fronteiras da energia.

Leia outros textos de Ronaldo Bicalho no Blog Infopetro

 

Fonte: http://infopetro.wordpress.com/2013/04/22/o-desafio-energetico-chines/




China ultrapassa o consumo total de energia dos Estados Unidos, embora o consumo per capita ainda seja cerca de quatro vezes menor
Fonte: OLIVEIRA, Lucas K. & PAUTASSO, Diego (2008) "A segurança energética da China e as reações dos EUA". Revista Contexto Internacional. vol 30, nº 2, dezembro de 2008.

Fonte: OLIVEIRA, Lucas K. & PAUTASSO, Diego (2008) “A segurança energética da China e as reações dos EUA”. Revista Contexto Internacional. vol 30, nº 2, dezembro de 2008.

 

 

China - principais reservas petrolíferas

 

Oleodutos na Eurásia - Rússia e China

 

 

 

 

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Curso Geopolítica da Energia

11 de janeiro de 2013

Curso "Geopolítica da Energia" - ISAPE
O Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia, ISAPE, promove nos dias 21 a 24 de janeiro o curso “Geopolítica da Energia”, que trata da geopolítica dos recursos energéticos que sustentam a economia global. Através de uma análise histórica, de uma apreciação do papel dos recursos na estratégia das grandes potências e de uma análise do atual perfil geográfico e tecnológico de recursos estratégicos, o curso provocará o aluno sobre a importância da problemática energética no nível internacional, abordando questões como a geopolítica do petróleo, as guerras por recursos energéticos, a transição energética e as fontes de energia mais limpas.
O curso será ministrado pelo professor dr. Lucas Kerr de Oliveira, e será realizado no Clube de Cultura de Porto Alegre, das 18:30 às 22:00, nos dias 21, 22, 23 e 24 de janeiro de 2013.
Esta atividade é direcionada a graduandos universitários, vestibulandos, pesquisadores e o público em geral. Faça sua inscrição aqui: www.isape.org.br/
ISAPE - 2013 - Cursos - Cartaz do Curso de Geopolítica da Energia
http://www.isape.org.br/index.php/pagina/home
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A disputa por petróleo entre o Sudão e o Sudão do Sul

21 de fevereiro de 2012

Strafor – 21/02/2012

Sudan-South Sudan Oil Dispute

The South Sudanese government on Jan. 22 ordered the halt of all oil production in the country reportedly due to the ongoing disagreement between South Sudan and Sudan over revenues from oil originating in the south but exported via Sudan. In response to the shutdown, Sudanese forces seized control over two oil blocks in South Sudan’s northeastern state of Upper Nile on Feb. 13, according to the government in Juba.

 

Clique para aumentar. Imagem por: STRATFOR

 

South Sudan has six producing oil blocks that total about 350,000 barrels per day, divided into two groups based on their geographic locations. Blocks 1, 2, 4 and 5A, located near the western border oil terminal city of Abyei — which still has not yet determined whether it will be part of Sudan or South Sudan — produce Nile blend oil. Blocks 3 and 7, the two now allegedly seized by Sudan, produce the more valuable Dar blend.

All of this oil is exported to the north via two pipelines that meet in Khartoum. The south has neither the military strength nor political capital to challenge Sudan’s seizure of its wells, but Khartoum is unlikely to attempt to capture the oil blocks south of Abyei. Aside from having a currently more valuable oil blend, the location of blocks 3 and 7 in Upper Nile state — which borders Sudan on three sides — is geographically easy to access for Sudanese forces. These forces would face increased opposition, including from U.N. peacekeepers, if they attempted to seize the other blocks.

Fonte: http://www.stratfor.com/image/sudan-south-sudan-oil-dispute




acesso via blog do Isape: http://isape.wordpress.com/2012/02/21/a-disputa-do-petroleo-no-sudaosudao-do-sul/ 

 

 

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Desafios para a Marinha do Brasil nos próximos anos

4 de janeiro de 2012

Monitor Mercantil –  04/01/2012

Desafios para a Marinha do Brasil nos próximos anos

Eduardo Italo Pesce

Em dezembro de 2011, a Marinha do Brasil adquiriu, por “compra de oportunidade”, a um custo de R$ 380 milhões, três navios-patrulha oceânicos (NPaOc) da classe Port of Spain, originalmente construídos para a Guarda Costeira de Trinidad-Tobago, que cancelou a encomenda quando os navios já se encontravam em provas de mar.

Os três navios provavelmente receberão os nomes de Apa, Araguari e Apodi em nossa Marinha. Deslocam cerca de 1.800 toneladas, podendo desenvolver velocidades de até 25 nós. Seu comprimento é de 90 metros, com boca de 13,5 metros e autonomia para 35 dias. A tripulação será constituída por 60 oficiais e praças.

É possível que esta compra tenha sido uma medida emergencial, para compensar a demora do governo em iniciar o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper). Este programa visa à construção de cinco NPaOc, cinco fragatas polivalentes e um navio de apoio logístico (NApLog), além da obtenção de capacitação tecnológica para projetar modernas belonaves no país.

A implementação do Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (Paemb) vem sendo dificultada pelos baixos orçamentos e pela baixa prioridade atribuída à Defesa no país. A Marinha teria estabelecido como meta prioritária a obtenção de um mínimo de 61 navios de superfície e cinco submarinos. Tais unidades devem constar do Plano de Articulação e Equipamento da Defesa (Paed), em fase inicial de elaboração.

O Paed consolidará as prioridades das três forças singulares, segundo metas de curto (2012-15), médio (2016-23) e longo prazos (2024-31). Sempre que possível, os meios e equipamentos serão produzidos no Brasil, com transferência obrigatória da tecnologia estrangeira para empresas nacionais. Em princípio, as “compras de oportunidade” deveriam ser evitadas.

Os planos de longo prazo da Marinha incluem a duplicação do principal componente operativo do Poder Naval brasileiro, por meio da criação de uma segunda esquadra e um segundo núcleo anfíbio, sediados no litoral Norte/Nordeste do país. Ainda que tal perspectiva não se concretize, é urgente a necessidade de renovação e ampliação dos meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, bem como de aumento do efetivo de pessoal da Marinha do Brasil. Read the rest of this entry ?

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Cerca de metade dos brasileiros teme uma invasão por causa da Amazônia ou do Pré-Sal

15 de dezembro de 2011

R7 – 15/12/2011

Metade dos brasileiros teme que o país sofra invasão por causa da Amazônia

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (25) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que metade dos brasileiros acredita que o Brasil pode sofrer uma agressão militar estrangeira por causa da Amazônia.

De acordo com os resultados, 50,2% dos entrevistados disseram acreditar totalmente ou muito na possibilidade de uma invasão por causa da Amazônia. Esse conflito ocorreria nos próximos 20 anos.

Outros 17,1% declararam acreditar razoavelmente nesta hipótese, e 30,4% afirmaram que acreditam pouco ou não acreditam.

Na região Norte, onde estão os Estados da Amazônia Legal, 66,1% das pessoas ouvidas disseram que acreditam totalmente ou muito na ocorrência de uma agressão militar.

O levantamento também tratou da percepção dos brasileiros sobre o trabalho de ONGs estrangeiras (organizações não governamentais) que atuam na região amazônica. Segundo o Ipea, 61,1% dos entrevistados avaliaram como muito positiva ou positiva a ação dessas entidades.

O Ipea apurou ainda que 45,5% dos entrevistados admitiram que temem uma agressão militar estrangeira por causa do petróleo da camada do pré-sal.

Questionados sobre os países que representam uma potencial ameaça para o Brasil, 37,1% mencionaram os Estados Unidos. Em seguida vêm Argentina (15,6%) e Bolívia (12,2%). A China foi citada por apenas 9,7% e a Venezuela, por 5,9%.

Um fato curioso é que, quando o Ipea perguntou quais nações poderiam desempenhar o papel de aliados ou parceiros do Brasil, a primeira posição ficou também com os Estados Unidos, com 32,4%. A Argentina apareceu em segundo, lembrada por 31,4%. A China foi a terceira, com 16,7%, seguida de Bolívia (15,1%), Paraguai (15%) e dos países da Europa (14,6%).

Outras ameaças

Para realizar a pesquisa, o instituto listou uma série de potenciais ameaças à segurança da população e do país. Do total de entrevistados, 54,2% apontaram o crime organizado como a ameaça que mais causa medo. Em seguida, apareceram os desastres ambientais ou climáticos, mencionados por 38,6% dos entrevistados.

O ranking também traz as hipóteses de guerra com uma potência estrangeira (34,7%), guerra com um país vizinho (33%), epidemias (30,5%) e terrorismo (29,5%).

O Ipea fez a pesquisa, intitulada Percepção Social sobre a Defesa Nacional, entre os dias 8 e 29 de agosto e ouviu 3.796 pessoas de todos os Estados do país.

Fonte: http://noticias.r7.com/brasil/noticias/metade-dos-brasileiros-teme-que-o-pais-entre-em-guerra-por-causa-da-amazonia-20111215.html

 

 

 

acesso via blog do ISAPE : http://isape.wordpress.com/2011/12/15/metade-dos-brasileiros-teme-uma-invasao-por-causa-da-amazonia-e-45-pelo-pre-sal/

 

 

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Líbia: Infraestrutura petrolífera controlada por rebeldes não foi danificada pelos bombardeios da OTAN

27 de junho de 2011

Oil & Gas Journal
 06/27/2011

Diplomat: Libya’s rebel-held oil facilities ‘largely undamaged’

 Eric Watkins

With Libya’s oil infrastructure thought to be largely undamaged in rebel-held areas of the country, a British diplomat said that exports of oil could resume within 3-4 weeks following the fall of the embattled leader leader Moammar Gadhafi.

“We don’t think the oil infrastructure has been particularly badly damaged physically,” said a British diplomat. “The current estimate is that in the east they can start pumping within three or four weeks.”

The statement followed other reports that have emerged in recent weeks, with some saying that output from Libya could reach 355,000 b/d from rebel-held areas and others saying it would be marginal and not up to full capacity until 2015.

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Líbia: Exportações de petróleo controladas pelos rebeldes crescem para 355 mil barris/dia

23 de junho de 2011

 Oil & Gas Journal
Jun 23, 2011

Goldman Sachs: Libya’s oil exports could rise by 355,000 b/d

Eric Watkins

LOS ANGELES, June 23 — Libya’s oil exports could rise by as much as 355,000 b/d from areas held by forces opposed to the rule of the country’s leader Moammar Gadhafi, according to an analyst report.

“The opposition forces could resume about 200,000 b/d of crude exports as some fields and their related export terminals are largely intact,” said the report by Goldman Sachs Group Inc. “A further 155,000 b/d could potentially be exported at a later stage from a second loading port under their control.”

The report said Libya’s oil exports could climb as high as 585,000 b/d if Gadhafi is removed from power and production resumes from western fields held by his government.

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Líbia volta a oferecer trégua aos países da OTAN

16 de maio de 2011

o Estado de S.Paulo
15 de maio de 2011

Governo da Líbia volta a oferecer trégua

AE – Agência Estado

O primeiro-ministro da Líbia, Baghdadi Mahmudi, apresentou neste domingo uma nova oferta de trégua em troca de um imediato cessar-fogo por parte das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A oferta de trégua vem à tona no momento em que o conflito na Líbia entra em seu quarto mês e foi feita ao enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) a Trípoli, Abdul-Ilah al-Khatib.

Ao mesmo tempo, porém, o comandante das forças armadas britânicas, general David Richards, defendeu que a Otan intensifique sua campanha militar para assegurar que o líder líbio Muamar Kadafi continue no poder. Também neste domingo, o papa Bento XVI conclamou a realização de negociações para pôr fim à violência no país do norte da África.

Citado pela agência estatal de notícias Jana, Mahmudi disse, depois de uma reunião com Khatib, que a Líbia está pronta para “um imediato cessar-fogo que coincida com o fim dos bombardeios da Otan e com a aceitação de observadores internacionais”.

Mahmudi acusou a Otan de cometer abusos e violações do mandado do Conselho de Segurança (CS) da ONU, inclusive “assassinatos políticos, cerco naval, bombardeio de áreas civis e destruição da infraestrutura”. As informações são da Dow Jones.

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,governo-da-libia-volta-a-oferecer-tregua,719571,0.htm

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Líbia: intervenção humanitária por petróleo?

10 de maio de 2011

O projeto líbio de uma nova moeda internacional para a África, sustentada por petróleo e ouro, o “gold dinar”, pode ter sido determinante para a decisão da OTAN atacar o país.

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A escalada da guerra petroimperialista na Líbia

28 de abril de 2011

World Workers
Apr 27, 2011

Imperialists escalate Libya war

By Abayomi Azikiwe

Editor, Pan-African News Wire

Actions by the U.S. government and NATO during late April indicate clearly that the ultimate objective of the war against Libya is regime change, leading to a full-scale military occupation of the North African state.

As the humanitarian crisis worsens in the areas around the contested port city of Misrata, the imperialist states and their allies are taking actions that will only escalate tensions and result in more civilians suffering and dying.

After announcing the deployment of CIA drones in the war against Libya, the Pentagon confirmed the first attack utilizing this dreaded, unpiloted weapon on April 23 near the capital of Tripoli.

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A rapina do século: O assalto aos Fundos Soberanos da Líbia

25 de abril de 2011

JusBrasil
22/Abril/2011

A rapina do século: O assalto aos fundos soberanos líbios

Manlio Dinucci*

O objectivo da guerra na Líbia não é apenas o petróleo, cujas reservas (estimadas em 60 mil milhões de barris) são as mais importantes da África e cujos custos de extracção estão entre os mais baixos do mundo. Nem, tão pouco, o gás natural, cujas reservas são estimadas em cerca de 1500 mil milhões de m3. Na mira dos “voluntários” da operação “Protector unificado” também estão os fundos soberanos, os capitais que o Estado líbio investiu no estrangeiro.

Os fundos soberanos geridos pela Libyan Investment Authority (LIA) são estimados em cerca de 70 mil milhões de dólares, que sobem a mais de 150 se se incluírem os investimentos estrangeiros do Banco Central e de outros organismos. E poderiam ser ainda mais importantes. Ainda que sejam inferiores aos da Arábia Saudita ou do Kuwait, os fundos soberanos líbios caracterizam-se pelo seu crescimento rápido. Quando a LIA foi constituída em 2006, ela dispunha de 40 mil milhões de dólares. Em apenas cinco anos ela efectuou investimentos em mais de uma centena de sociedades norte-africanas, asiáticas, europeias, norte-americanas e sul-americanas: holdings, bancos, imobiliário, indústria, companhias de petróleo e outras.

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Vídeos: A guerra pelo petróleo líbio

16 de abril de 2011

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Países do BRICS condenam ataques na Líbia e defendem diálogo

15 de abril de 2011

Agência Brasil
14/04/2011

Líderes do Brics condenam ataques na Líbia e defendem a busca pelo diálogo

Renata Giraldi

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff e os presidentes da China, Hu Jintao, da Rússia, Dmitry Medvedev, e da África do Sul, Jacob Zuma, além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, criticaram hoje (14) os ataques à Líbia. Os presidentes e o primeiro-ministro defenderam a busca pelo diálogo na tentativa de dirimir impasses e controvérsias. A crítica foi reforçada na Declaração de Sanya, comunicado divulgado hoje, em nome dos representantes dos Brics.

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Rebeldes líbios vão vender petróleo no Qatar

31 de março de 2011

Petroleum Africa
Thursday, March 31, 2011

Libyan Rebels Offer Crude for Export

Libya is open for business according to the rebel coalition in Benghazi. The group claims to have worked out a deal with Qatar for the 100,000 bpd that it says is being produce from a field under rebel control. Although the Benghazi council claimed that Qatar would market oil from the eastern part of the country, analysts were skeptical, noting that Qatar had not confirmed those claims. However, the Qatar News Agency said that the country had recognized the rebel council as the “sole legitimate representative of the Libyan people.”

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Vigilância seletiva contra países petrolíferos: Tariq Ali critica política do “ocidente” para o mundo árabe

30 de março de 2011

The Guardian
guardian.co.uk,
Tuesday 29 March 2011

Libya is another case of selective vigilantism by the west

Bombing Tripoli while shoring up other despots in the Arab world shows the UN-backed strikes to oust Gaddafi are purely cynical

Tariq Ali

The US-Nato intervention in Libya, with United Nations security council cover, is part of an orchestrated response to show support for the movement against one dictator in particular and by so doing to bring the Arab rebellions to an end by asserting western control, confiscating their impetus and spontaneity and trying to restore the status quo ante.

Libya's European ties … a man holds a British and a French national flag in Benghazi. Photograph: Manu Brabo/EPA

It is absurd to think that the reasons for bombing Tripoli or for the turkey shoot outside Benghazi are designed to protect civilians. This particular argument is designed to win support from the citizens of Euro-America and part of the Arab world. “Look at us,” say Obama/Clinton and the EU satraps, “we’re doing good. We’re on the side of the people.” The sheer cynicism is breathtaking. We’re expected to believe that the leaders with bloody hands in Iraq, Afghanistan and Pakistan are defending the people in Libya. The debased British and French media are capable of swallowing anything, but the fact that decent liberals still fall for this rubbish is depressing. Civil society is easily moved by some images and Gaddafi’s brutality in sending his air force to bomb his people was the pretext that Washington utilised to bomb another Arab capital. Meanwhile, Obama’s allies in the Arab world were hard at work promoting democracy.

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Tropas das Forças Especiais inglesas íniciaram ataques na Líbia

22 de março de 2011

Sunday Mirror
20/03/2011

Crack SAS troops hunt Gaddafi weapons inside Libya

by Mike Hamilton,

 'Sunday Paper Pics 20 03 2011' gallery

Hundreds of British SAS soldiers have been operating with rebel groups inside Libya for three weeks, the Sunday Mirror can reveal today.

Two special forces units, nicknamed “Smash” teams for their destructive ability, are hunting Colonel Gaddafi’s long-range surface-to-air missile ­systems, which could launch attacks on jets or commercial airliners.

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Tropas da Arábia Saudita ocumpam o Bahrein para esmagar manifestações populares

16 de março de 2011

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Arábia Saudita invade o Bahrein para esmagar as manifestações populares no país vizinho

15 de março de 2011

Folha de S. Paulo
14/03/2011

Arábia Saudita envia tropas, e Hillary pede moderação no Bahrein

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta segunda-feira que as monarquias do golfo Pérsico tenham moderação em relação ao Bahrein e expressou sua preocupação em relação à perigosa situação no pequeno reino após uma reunião com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o xeque Abdalah ben Zayed. As declarações foram feitas no mesmo dia em que a Arábia Saudita enviou tropas para coibir a revolta no país.

“A secretária de Estado deu a conhecer sua profunda preocupação a respeito da perigosa situação no Bahrein”, afirmou a jornalistas um funcionário do governo americano que pediu para não ser identificado.

Clinton pediu a “todas as forças de segurança no Bahrein” a mostrar moderação.

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A batalha entre Irã e Arábia Saudita pela influência no Bahrein

9 de março de 2011

STRATFOR
March 8, 2011

Bahrain and the Battle Between Iran and Saudi Arabia

By  George Friedman


The world’s attention is focused on Libya, which is now in a state of civil war with the winner far from clear. While crucial for the Libyan people and of some significance to the world’s oil markets, in our view, Libya is not the most important event in the Arab world at the moment. The demonstrations in Bahrain are, in my view, far more significant in their implications for the region and potentially for the world. To understand this, we must place it in a strategic context.

As STRATFOR has been saying for quite a while, a decisive moment is approaching, with the United States currently slated to withdraw the last of its forces from Iraq by the end of the year. Indeed, we are already at a point where the composition of the 50,000 troops remaining in Iraq has shifted from combat troops to training and support personnel. As it stands now, even these will all be gone by Dec. 31, 2011, provided the United States does not negotiate an extended stay. Iraq still does not have a stable government. It also does not have a military and security apparatus able to enforce the will of the government (which is hardly of one mind on anything) on the country, much less defend the country from outside forces.

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Mudanças na geopolítica do petróleo frente às revoltas populares no Oriente Médio e Norte da África

9 de março de 2011

Carta Capital
09/03/2011

Revolta árabe: o colapso da velha ordem do petróleo

Michael T. Klare

Tomdispatch.com
Considere o recente aumento nos preços do petróleo apenas um tímido anúncio do petro-terremoto que está por vir. A velha ordem que sustenta o petróleo está morrendo, e com o seu fim veremos também o fim do petróleo barato e de fácil acesso – para sempre. Mesmo que a revolta não alcance a Arábia Saudita, a velha ordem do Oriente Médio não pode ser reconstruída. O resultado será um declínio de longo prazo na disponibilidade futura de petróleo para exportação. Um exemplo: três quartos dos 1,7 milhões de barris produzidos diariamente pela Líbia foram rapidamente tirados do mercado conforme a agitação tomou conta do país. O artigo é de Michael T. Klare.

Qualquer que seja o resultado dos protestos, levantes e rebeliões que agora varrem o Oriente Médio, uma coisa é certa: o mundo do petróleo será permanentemente transformado. Considere tudo que está acontecendo agora como apenas a primeira vibração de um petro-terremoto que irá sacudir nosso mundo em suas bases.

Por um século, voltando até a descoberta de petróleo no sudoeste da Pérsia, antes da Primeira Guerra, forças ocidentais têm repetidamente promovido intervenções no Oriente Médio para garantir a sobrevivência de governos autoritários dedicados à produção de petróleo. Sem tais intervenções, a expansão das economias ocidentais após a Segunda Guerra e a atual abundância das sociedades industriais seria inconcebível.

Aqui, porém, está a notícia que deveria estar na capa dos jornais em todos os lugares: a velha ordem que sustenta esse petróleo está morrendo, e com o seu fim veremos também o fim do petróleo barato e de fácil acesso – para sempre.

 

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Potências européias retiram cidadãos da Líbia e companhias petrolíferas euroamericanas pressionam pela deposição de Kadafi

28 de fevereiro de 2011

World Workers
 Feb 27, 2011

European imperialists deploy military forces in Libya evacuations

U.S. imposes sanctions as oil companies salivate over prospect of ‘regime change’

By Deirdre Griswold

Feb. 27 — As fighting continues between government forces and an opposition that is increasingly carrying out military attacks and has taken control of much of Libya’s oil-producing regions, tens of thousands of foreign nationals are leaving the country.

The vast majority are workers who have left on civilian vessels — ferry boats, commercial ships and chartered planes. Other thousands have left by road.

However, the NATO countries — particularly Britain, Germany, Spain and Italy — have sent warships and warplanes to Libya, ostensibly to rescue a few hundred of their nationals. The most complete tally of the evacuations is being provided by Reuters.

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As disputas pelo controle do petróleo líbio

26 de fevereiro de 2011

McClatchy Newspapers
February 24, 2011

Who’ll control Libya’s oil economy if Gadhafi falls?

By Kevin G. Hall 

WASHINGTON — If Libyan strongman Moammar Gadhafi falls, his nation’s ability to return to normal will depend in no small part on who controls its production of oil, which is synonymous with the Libyan economy.

Oil accounts for anywhere from 70 percent to 90 percent of Libya’s earnings from exports, and the shutdown of oil deliveries amid a widening conflict has sent global prices soaring.

Though it has Africa’s largest reserves, Libya isn’t a major oil producer. It exports only about 1.2 million barrels a day, largely to Europe, while daily world demand totals about 88 million barrels a day, according to the International Energy Agency.

Libya is, however, the first member of the Organization of Petroleum Exporting Countries to teeter on collapse. Several others_ including larger producers Algeria and Iran_ face growing unrest, and markets are alarmed at the possibility of instability spreading perhaps even into Saudi Arabia, the world’s biggest producer.

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Brasil mantém proibição aos navios ingleses vindos das Malvinas para atracarem em portos brasileiros

12 de janeiro de 2011

Agência Brasil – 12/01/2011

Jobim diz que decisão brasileira em relação a navio de guerra britânico vindo das Malvinas é padrão

Débora Zampier

Brasília – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (12) que é padrão a decisão brasileira de impedir que um navio de guerra britânico vindo das Malvinas atracasse no Brasil. “É padrão porque todas as demandas que são feitas de aviões ou navios britânicos em operações de guerra nas Malvinas, o Brasil não aceita. Nós reconhecemos a soberania da Argentina sobre as Malvinas e não da Inglaterra”, disse Jobim após sair de evento que lembrou os soldados brasileiros mortos no terremoto do Haiti.

O Itamaraty confirmou que o governo brasileiro impediu que um navio atracasse no Rio de Janeiro, conforme divulgado pelo jornal argentino Clarín. Entretanto, o Itamaraty afirmou que a permissão para que navios britânicos atraquem em costa brasileira será tomada caso a caso.

Jobim também afirmou que ainda está em análise o envio de ajuda para o Rio de Janeiro em função das enchentes que castigam a região serrana do estado. “Estamos analisando e fazendo um levantamento das necessidades. Esse assunto está sendo conduzido pelo chefe do Estado Maior com os comandos das Forças [Armadas]”.

Edição: Lana Cristina

fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/3163233

Leia mais sobre este assunto na Agência Brasil
13/01/2011 – Argentina classifica relação com o Brasil de aliança estratégica
12/01/2011 – Navios ingleses não receberam autorização para parar em porto brasileiro, confirma Itamaraty
11/10/2010 – Argentina repudia na ONU exercícios militares da Grã-Bretanha nas Malvinas
10/10/2010 – Exercícios militares nas Ilhas Malvinas criam novo conflito entre Argentina e Grã-Bretanha

Bacias Sedimentares no Atlântico Sul – fonte: Getech – Geodynamics and Petroleum Geology of the South Atlantic Margins

 

Acesso via o blog do Isape: http://isape.wordpress.com/2011/01/12/brasil-mantem-proibicao-aos-navios-ingleses-rumo-as-malvinas-para-atracar-em-portos-brasileiros/
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Segurança energética é central na nova estratégia da OTAN

22 de novembro de 2010

Carta Capital
22 de novembro de 2010 às 8:23h

Segurança energética é preocupação central em nova estratégia da Otan

Simone Cunha e Vitor Sorano

Em plano que coloca parcerias como centrais, Portugal tenta chamar a atenção para o Atlântico Sul Fornecimento e distribuição de energia são preocupação central do plano da Otan para os próximos 10 anos, apresentado há pouco em Lisboa. A segurança cooperativa é um dos três pontos do plano, que prevê parcerias com países de fora do bloco e aborda a necessidade de agir além das fronteiras. Portugal, que simbolicamente abriga o evento, tenta apontar os holofotes o Atlântico Sul, movimento rechaçado pelo ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim.

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Declaração da OTAN defende prioridade para “Segurança Energética” do bloco

20 de novembro de 2010

Diário Digital / Lusa
sábado, 20 de Novembro de 2010

NATO: Segurança energética destacada no projecto final

Soldados americanos patrulham zona de um oleoduto no Iraque atacado pela resistência iraquiana

Os 28 membros da NATO vão fortalecer as capacidades da Aliança para responder às crescentes ameaças cibernéticas e para garantir as condições ideais para a segurança energética, tema «de importância».

Isso mesmo é destacado no projeto de declaração final da cimeira da NATO, obtido pela Lusa, e que destaca a necessidade de conseguir segurança «no fornecimento energético estável e fiável».

Diversificar rotas, fornecedores e fontes energéticas e assegurar a interconexão das redes elétricas são objetivos que assumem «importância crítica» e que levam a Aliança a manter as consultas sobre «os riscos mais imediatos no campo da segurança energética».

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=479802

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Estados Unidos e OTAN pretendem “redelimitar” o Atlântico em projeto que pode ameaçar o Brasil

3 de novembro de 2010

Agência Brasil
03/11/2010

Brasil só discutirá criação da “Bacia do Atlântico” depois que EUA referendarem Convenção do Mar

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência

Rio de Janeiro – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (3) que o governo brasileiro só aceitará negociar com os Estados Unidos a criação da Bacia do Atlântico, que prevê a união dos países do Atlântico Sul e do Atlântico Norte e apagar a linha divisória entre os dois Atlânticos, depois que os norte-americanos referendarem a Convenção do Mar da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Com relação a iniciarmos esta discussão sobre o conceito novo que vem sendo denominado de Bacia do Atlântico e apagar a linha divisória entre o Atlântico Sul e o Atlântico Norte a minha opinião é a de que o Brasil só pode sentar à mesa com os EUA para tratar do tema depois que eles referendarem a Convenção do Mar da ONU, antes disso não”.

O ministro disse que o próprio governo norte-americano já concorda com este referendo, mas o Senado dos Estados Unidos, até o momento, vem rejeitando o referendo.

Jobim lembrou que o Executivo mandou, inclusive, a mensagem para o Senado que não aceitou referendar a Convenção do Mar que traça o arcabouço jurídico para os limites de cada país em relação à sua costa marinha.

“O arcabouço jurídico para o mar está definido nessa convenção, e o Brasil é signatário dessa convenção. Os direitos do Brasil aos fundos marinhos até 350 milhas do litoral [onde inclusive está situado o pré-sal] decorre da Convenção do Mar. Ou seja, só é possível conversar com um país sobre temas como o da Bacia do Atlântico se ele respeitar esta regra”.

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“Tempos de Mudança na África Ocidental”

2 de novembro de 2010

Petroleum Africa
Monday, November 1, 2010

Time for Change in West Africa

West Africa is undergoing several political changes as several countries are holding elections. Cote d’Ivoire makes the top of the list with its first presidential election since its civil war in 2002. However, while many are hopeful that the elections will have a positive effect on the war-torn country, others remain leery as to the uncertainties that could soon follow.

The current president Laurent Gbagbo is facing 13 challengers with the main candidates being Alassane Ouattara, popular in the pro-rebel north, and Henri Konan Bedie, former president toppled in 1999 in the country’s first coup. If someone fails to win the majority vote, the top two finishers will face off in a second election round set to be held on November 28.

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