Archive for the ‘Ásia’ Category

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O desafio energético chinês e a nova geopolítica do petróleo

23 de abril de 2013

Infopetro, 22/04/2013

O desafio energético chinês

Ronaldo Bicalho e Felipe de Souza

Em Dezembro de 2012, a China tomou o lugar dos Estados Unidos como o maior importador de Petróleo do mundo. Nesse mês, de acordo com dados preliminares da US Energy Information Administration, a China importou o correspondente a 6,12 b/d enquanto os Estados Unidos importaram 5,98 b/d. Os americanos lideravam o ranking dos importadores desde meados dos anos 1970 e, apesar dos dados se referirem apenas ao mês Dezembro e no consolidado do ano os EUA seguirem liderando, analistas acreditam que essa ultrapassagem mensal sinaliza claramente a tendência de longo prazo de supremacia chinesa nas importações mundiais de petróleo.

China

Embora a China seja o maior produtor de carvão do mundo, a forte expansão do consumo e os preços domésticos desfavoráveis fizeram com que a importação de carvão começasse a crescer a partir de 2002; de tal forma que em 2009 o país já era um importador líquido e em 2010 ocupava o segundo lugar no ranking mundial de importações carboníferas, perdendo apenas para o Japão.

Mesmo no caso do gás natural, a China se tornou um importador dessa fonte de energia pela primeira vez em 2007. Desde então a participação da importação líquida cresceu fortemente, saltando de 2% do consumo nesse ano para 22% em 2011.

Assim, a China, que em 1971 apresentava uma importação líquida negativa, correspondente a (-) 0,5% da sua demanda total de energia, em 2010 importava 14 % da energia que consumia e era responsável por 8% das importações mundiais de energia.

Dessa maneira, o vigoroso crescimento econômico chinês, que levou o país a ultrapassar o Japão e ocupar a posição de segunda maior economia do mundo, foi acompanhado de um forte aumento no consumo de energia, que levou o país a superar os Estados Unidos e, desde 2009, ocupar a posição de maior consumidor de energia do mundo. Mais do que isso, esse boom econômico e essa explosão do consumo de energia foram acompanhados por um acentuado aumento da dependência energética.

PetroChina

Aumento esse que colocou a segurança energética como uma questão essencial para o Estado chinês, gerando consequências que transcendem a política energética e alcançam a grande estratégia geopolítica chinesa.

Dada a extensão do controle do Estado chinês sobre a economia, a gestão dos recursos energéticos é crucial e requer que o governo desempenhe um papel muito mais intrusivo e proativo que no caso das outras grandes economias. Isto implica que a formulação das questões relacionadas à segurança energética na China se pleiteia de forma mais ampla e complexa no que diz respeito aos planos e ações do Estado.

Nesse sentido, é claro para Pequim que a segurança energética é fundamental para a segurança econômica e essa, por sua vez, é essencial para a segurança nacional.

Desde 1949, a China apostou em um desenvolvimento independente que se refletiu em uma estratégia autárquica de abastecimento energético, fundada na autossuficiência, na utilização dos seus próprios recursos para atender à sua demanda de energia.

Assim, explorar e controlar esses recursos fazia parte da própria noção chinesa de soberania.

Essa ênfase na autossuficiência se coaduna com uma concepção de política externa cuja visão do sistema internacional está intimamente ligada a percepção da ameaça externa como sendo fundamental para a construção da identidade do Estado e para a legitimação do regime.

O crescimento da dependência energética representa uma inflexão nessa estratégia, na medida em que ele requer uma integração mais profunda com os mercados financeiros e de energia; ao mesmo tempo em que levanta questões geopolíticas profundas em relação ao papel da China na região.

É evidente que esse conjunto de questões afeta obrigatoriamente a própria concepção da política externa e, em consequência, a própria forma de inserção da china no sistema internacional.

Assim, a maior dependência energética muda não só a política energética chinesa, mas sua política externa. Política externa essa vista como chave para a sua segurança nacional que, nesse caso, significa a manutenção do suprimento energético vital para a sua expansão econômica.

A busca por maior segurança energética está mudando a política energética chinesa e terá impactos significativos no âmbito global.

Uma China ávida por energia e disposta a ir buscá-la onde ela estiver passa a ser um ator chave na evolução da trama energética mundial. Trama essa que provavelmente ultrapassará em muito não só as fronteiras chinesas, mas, acima de tudo, as próprias fronteiras da energia.

Leia outros textos de Ronaldo Bicalho no Blog Infopetro

 

Fonte: http://infopetro.wordpress.com/2013/04/22/o-desafio-energetico-chines/




China ultrapassa o consumo total de energia dos Estados Unidos, embora o consumo per capita ainda seja cerca de quatro vezes menor
Fonte: OLIVEIRA, Lucas K. & PAUTASSO, Diego (2008) "A segurança energética da China e as reações dos EUA". Revista Contexto Internacional. vol 30, nº 2, dezembro de 2008.

Fonte: OLIVEIRA, Lucas K. & PAUTASSO, Diego (2008) “A segurança energética da China e as reações dos EUA”. Revista Contexto Internacional. vol 30, nº 2, dezembro de 2008.

 

 

China - principais reservas petrolíferas

 

Oleodutos na Eurásia - Rússia e China

 

 

 

 

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ONU discute risco de acidentes nucleares pós-Fukushima

23 de maio de 2011

Agência Brasil
23/05/2011

ONU discute riscos de radiação nuclear depois de acidentes no Japão

Renata Giraldi

 

Brasília – Os efeitos da radiação nuclear dominam as discussões da reunião do Comitê Científico da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa hoje (23) em Viena, na Áustria, e acaba sexta-feira (27). O Brasil é representado pelo físico Marcos Nogueira Martins, diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear do Ministério da Ciência e Tecnologia. As informações são da Rádio França Internacional (RFI).

Nuvem radioativa produzida pelo acidente nuclear em Fukushima no Japão afetou diversos países

As discussões ocorrem dois meses e meio depois dos vazamentos e explosões ocorridos na Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão. Durante a 58ª seção do grupo de peritos serão discutidos, por exemplo, meios para determinar quais são os riscos concretos da exposição à radioatividade em baixa quantidade e a longo prazo.

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Acidente na Central Nuclear de Fukushima

22 de março de 2011

21 de mar de 2011

O ACIDENTE DE FUKUSHIMA-DAIICHI

 Acidente na Central Nuclear de Fukushima

AS LIÇÕES APRENDIDAS ATÉ O MOMENTO

Leonam dos Santos Guimarães *

O medo é a forma mais eficaz de controle social: sociedades amedrontadas reagem como manadas, se deixando levar pelo primeiro grito de alerta. Em nome da redução de uma ameaça superestimada lideranças podem agir livremente em busca de outros objetivos, alheios à redução da própria ameaça

 Às 14h46 da sexta-feira (11/3) passada, hora local, o Nordeste do Japão foi atingido por um terremoto de 9 graus na escala Richter cujo epicentro foi bem próximo ao litoral e a poucos quilômetros abaixo da crosta terrestre, o maior que se tem registro histórico a atingir uma área densamente populosa e com alto desenvolvimento industrial. Mesmo para um país de alto risco sísmico e cuja cultura e tecnologia se adaptaram para tornar este risco aceitável, tal evento, numa escala de probabilidade de 1 em cada 1.000 anos, superou toda capacidade de resposta desenvolvida ao longo de séculos pelo Japão (Leia aqui a comparação entre o sistema de segurança das usinas brasileiras Angra 1 e Angra 2 e das usinas japonesas de Fukushima).

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Tropas da Arábia Saudita ocumpam o Bahrein para esmagar manifestações populares

16 de março de 2011

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Arábia Saudita invade o Bahrein para esmagar as manifestações populares no país vizinho

15 de março de 2011

Folha de S. Paulo
14/03/2011

Arábia Saudita envia tropas, e Hillary pede moderação no Bahrein

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu nesta segunda-feira que as monarquias do golfo Pérsico tenham moderação em relação ao Bahrein e expressou sua preocupação em relação à perigosa situação no pequeno reino após uma reunião com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o xeque Abdalah ben Zayed. As declarações foram feitas no mesmo dia em que a Arábia Saudita enviou tropas para coibir a revolta no país.

“A secretária de Estado deu a conhecer sua profunda preocupação a respeito da perigosa situação no Bahrein”, afirmou a jornalistas um funcionário do governo americano que pediu para não ser identificado.

Clinton pediu a “todas as forças de segurança no Bahrein” a mostrar moderação.

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Potencial instalado de Energia Eólica da China ultrapassa EUA e União Européia

2 de fevereiro de 2011

UOL Notícias
02/02/2011 – 12h02

Energia eólica mundial aumentou 22,5% em 2010, estimulada pela China

Bruxelas, 2 fev (EFE).- A energia eólica mundial cresceu 22,5% no ano passado, aumento que equivale a 35,8 GW (gigawatts), estimulada pelo desenvolvimento na China, onde foram instaladas aproximadamente a metade das novas turbinas, informou nesta quarta-feira o Conselho Internacional de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

Este aumento eleva o número total global a 194,4 GW, em comparação aos 158,7 GW registrados no ano anterior.

O GWEC, que reúne as empresas do setor em escala mundial, calcula que as turbinas instaladas em 2010 representam um investimento de 47,3 bilhões de euros.

A União Europeia e os Estados Unidos, até agora os principais promovedores desta tecnologia, se viram ultrapassados pela China, que em 2010 instalou energia eólica equivalente a 16,5 GW, quase a metade do total mundial.

A China possui 42,3 GW de energia eólica e superou os EUA em termos de capacidade total instalada“, indicou em comunicado a secretária-geral da associação chinesa de energia renovável, Li Junfeng, que assegurou que o país, que já se tornou o maior produtor mundial de instalações, está no caminho de alcançar os 200 GW em 2020.

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Inaugurado o Oleoduto Rússia-China ligando os poços petrolíferos da Sibéria até Daqing

3 de janeiro de 2011

BBC Brasil
02/01/2011

Oleoduto entre Rússia e China é inaugurado

 

O primeiro oleoduto ligando o maior produtor de petróleo do mundo, a Rússia, e o maior consumidor de energia, a China, iniciou suas operações.

O oleoduto, que cruza 2,7 mil quilômetros entre a Sibéria e a província de Daqing, no nordeste da China, vai permitir o aumento do comércio de petróleo entre os dois países. Até a inauguração, o petróleo russo chegava à China por trem.

E antes desta obra, a rede de oleodutos da Rússia, concentrada no oeste da Sibéria, se dirigia apenas para a Europa.

 

Com o novo oleoduto, a Rússia agora deve exportar 15 milhões de toneladas de petróleo por ano durante as próximas duas décadas, cerca de 300 mil barris por dia.

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Irã inaugura primeiro trecho do gasoduto Irã-Paquistão

23 de agosto de 2010

VoaNews

23 August 2010

Iran Inaugurates New Gas Pipeline to Pakistan

Edward Yeranian | Cairo

Iran inaugurated part of what it said is a new gas pipeline between its main South Pars gas field and neighboring Pakistan. Tehran said new economic sanctions will not stop the deal with Pakistan.

With great fanfare, Iran’s top vice president, Mohammad Reza Rahimi, presided over the inauguration of what the Iranian press is calling the “peace pipeline,” from the main South Pars gas field to the Pakistani border. It could not be independently confirmed how much of the pipeline is actually functioning.

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Rússia fecha acordo para construção de infra-estrutura energética com Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão

21 de agosto de 2010

Asia Times

21/08/2010

Medvedev’s wishful thinking

By M K Bhadrakumar

There was an element of hyperbole when a Moscow news service airily speculated this week that Catherine the Great’s historic dream of gaining access to the warm waters of the Arabian Sea was nearing realization even as Russia was getting ready to propose to Pakistan an “extensive road and rail system being largely bankrolled by Moscow” to connect Central Asia with Pakistan’s sea ports.

The Moscow commentator was anticipating the agenda of discussions at the quadripartite summit of Russia, Tajikistan, Afghanistan and Pakistan, hosted by President Dmitry Medvedev at his vacation home in the picturesque Black Sea resort of Sochi on Wednesday.

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Cúpula entre Rússia, Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão discute segurança regional em Sochi

18 de agosto de 2010

O Dia Online

18/08/2010

Rússia, Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão se unem na luta antiterrorista

Moscou (Rússia) – Os presidentes da Rússia, Afeganistão, Paquistão e Tadjiquistão concordaram nesta quarta-feira em criar um mecanismo de consultas regulares para a luta contra o terrorismo e o narcotráfico, assim como para a cooperação econômica regional.

Os chefes de Estado russo, Dmitri Medvedev; afegão, Hamid Karzai; paquistanês, Asif Alí Kazari, e tadjique, Emomali Rahmon, fizeram a declaração conjunta na cúpula realizada no balneário de Sochi, nas margens do Mar Negro, explicou o ministro de Assuntos Exteriores russo, Serguei Lavrov.

“O ponto que caracterizou este fórum foi o compromisso com a cooperação e o desejo de conseguir que o formato de quarteto se transforme em um fator com cada vez mais peso nos esforços para fortalecer a estabilidade (regional)”, disse o chefe de diplomacia russa, citado pelas agências locais.

O documento adotado pelos presidentes qualifica o terrorismo e o narcotráfico como “uma ameaça para a paz e a estabilidade” e referenda o compromisso dos quatro países de aumentar seus esforços para combater estes flagelos.

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Geopolítica da Ásia Central: das disputas tradicionais aos projetos de Integração Regional

13 de agosto de 2010

International Herald Tribune
13/08/2010

Os novos caminhos da seda na Ásia

Parag Khanna

Ulaanbaatar (Mongólia)

Deborah Weinberg

O destino dos enormes depósitos de lítio descobertos recentemente no Afeganistão não deve ser diferente daquele dos outros recursos naturais dos países da Ásia Central que não têm saída para o mar: explorados pelo Ocidente e eventualmente controlados pelo Oriente.

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China pretende investir US$ 738 bilhões em energia renovável na próxima década

8 de agosto de 2010

Bloomberg News
Aug 8, 2010

China Plans 5 Trillion Yuan New Energy Investment, Securities Journal Says

Winnie Zhu

China will invest 5 trillion yuan ($738 billion) into renewable energy projects over the next decade under a development plan of the industry, China Securities Journal said, citing the State Information Center.

The 10-year plan will be released soon, the Journal said, without giving a time frame.

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China se consolida como maior mercado para aquecimento de água termosolar

2 de agosto de 2010

August 1st 2010

China’s Solar Hot Water Example

Annie Lindseth

Look who’s investing in solar hot water technology. While the rest of us are worrying that solar thermal lacks the trendy appeal of other solar tech and wondering when people will realize how much sense it makes, China is quietly stepping up and installing more solar hot water capacity than anyone in the world.

Solar Hot Water Operating Worldwide

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Consumo total de energia da China ultrapassa o dos EUA, embora o consumo percapita ainda seja 4x menor

20 de julho de 2010

International Energy Agency
20 July 2010

China overtakes the United States to become world’s largest energy consumer

IEA calculations based on preliminary data show that China has now overtaken the United States to become the world’s largest energy user. China’s rise to the top ranking was faster than expected as it was much less affected by the global financial crisis than the United States.

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Lítio no Afeganistão: EUA anunciam que reservas do mineral podem ser as maiores do mundo

19 de junho de 2010

Após quase uma década de ocupação militar, esta semana os Estados Unidos anunciaram a “descoberta” de grandes depósitos de minerais estratégicos no Afeganistão. Dentre as “descobertas” anunciadas estão vastas reservas de cobre e lítio, minerais estratégicos para as indústrias de materiais elétricos, indústrias de equipamentos eletroeletrônicos e de comunicação.

O lítio, em especial, é um mineral absolutamente fundamental para o desenvolvimento atual de baterias elétricas, como a utilizadas nos celulares, aparelhos de MP3, notebooks e, mais recentemente, nos carros elétricos.

As maiores reservas atualmente conhecidas de Lítio localizam-se no altiplano boliviano. Além da Bolívia,  Chile e Peru possuem algumas das maiores reservas de cobre do mundo, outro mineral fundamental para a indústria de materiais elétricos. Como vem sendo muito bem defendido por Fernando Sebben, a região central da América do Sul, incluindo Bolívia e Peru, teria um grande potencial de desenvolvimento associado à indústria da “Era da Informação”, caso estes recursos minerais fossem industrializados na região ao invés de exportados em estado bruto.

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Irã finaliza acordo bilionário de gasoduto para o Paquistão

13 de junho de 2010

The Economic Times – India Times
13 Jun, 2010
IST, REUTERS

Iran approves “peace pipeline” deal with Pakistan

Iran finalised a $7 billion “peace pipeline” deal on Sunday to export natural gas to Pakistan by 2015, Iran’s state television reported.

“The deal was signed. Export of Iran’s gas to Pakistan will be launched by the end of 2015,” state TV reported.

“For 25 years Iran will export one million cubic metres of natural gas to Pakistan per day,” it said.

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Russia, China e Irã estão vencendo os EUA na “Guerra dos Gasodutos”?

1 de maio de 2010

CCPA Monitor
01/05/2010

U.S. and its Allies Foiled

Russia, China, Iran defeat U.S. in the “pipeline wars”

by Asad Ismi

A major reason for the U.S.-led invasion and occupation of Afghanistan was the building of a pipeline through the country that would take natural gas from Turkmenistan to India and Pakistan. Canada and the other 44 Western countries occupying Afghanistan are supporting this U.S. objective by bolstering Washington’s military position in the country.

Turkmenistan, which borders Afghanistan, contains the fourth largest reserves of natural gas in the world. The U.S. has been trying to set up the pipeline for a decade, having first negotiated the venture with the ousted Taliban government. Two months after these negotiations broke down, Washington overthrew the Taliban in October 2001 when it invaded Afghanistan.

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China muda a geopolítica do petróleo

4 de abril de 2010

O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2010 

China muda a geopolítica do petróleo

O crescimento hoje vem da Ásia, apesar de os Estados Unidos ainda serem o maior mercado e os responsáveis pela segurança no Golfo Pérsico

 

Jad Mouawad, The New York Times

 

Em meados do ano passado, a Arábia Saudita concluiu a construção do seu maior projeto de expansão na extração de petróleo, abrindo um novo campo capaz de produzir 1,2 milhão de barris por dia – mais do que toda a produção do Estado do Texas. O campo, chamado Khurais, é parte de um ambicioso projeto avaliado em US$ 60 bilhões para aumentar a produção saudita e atender à crescente demanda por energia. Mas o momento da conclusão da obra não poderia ser pior para a Arábia Saudita.

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China: aquecimento termosolar vai produzir o equivalente as 40 usinas nucleares em 2010

21 de janeiro de 2010

January 20th, 2010

China’s Solar Hot Water Capacity Will Soon be Equivalent to 40 Nuclear Plants

How far behind are Canada and the United States? How about these for eye-opening statistics:

* A solar water heater in China costs less than $200. Without one, a family wanting hot water would have to buy an electric water heater for about the same price and pay up to $120 per year for electricity. The payback is almost instantaneous.

* By relying on the sun, the citizens of Rizhao have cut carbon dioxide emissions by almost 53 thousand tons per year. Air quality has remained much better than in most urban areas of China, luring foreign investors and increasing tourism.

* Experts project that by 2010 the number of solar water heaters installed in China will equal the thermal equivalent of the electrical capacity of 40 large nuclear power plants. Globally, solar water heaters have the capacity to produce as much energy as more than 140 nukes.

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Os desdobramentos internacionais do desenvolvimento e da demanda por petróleo na China, por Diego Pautasso

28 de agosto de 2009

Meridiano 47

28/08/2009

Os desdobramentos internacionais do desenvolvimento e da demanda por petróleo na China, por Diego Pautasso

Diego Pautasso

http://meridiano47.info/
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Se os recursos energéticos fósseis tem sido centrais à economia moderna; o petróleo tem tido uma estreita ligação com a geopolítica (SÉBILLE-LOPEZ, 2006). Mais do que isto, é possível encontrar uma conexão entre a busca de segurança energética e o envolvimento militar dos EUA (FUSER, 2008) e das grandes potências desde a Segunda Guerra Mundial. Trata-se de um recurso estratégico, uma vez que é fundamental ao desenvolvimento de um país e, ao mesmo tempo, de suprimento incerto. Nesse sentido, o presente artigo de conjuntura visa a discutir os desdobramentos para o sistema internacional da ampliação da demanda externa de petróleo pela economia chinesa.

O acelerado desenvolvimento da China após a política de Reforma e Abertura de Deng Xiaoping (1978) tem impulsionado a urbanização e o crescimento da renda per capita, bem como a promoção do mercado interno e a realização de grandes obras de infraestrutura. Com efeito, a economia chinesa está aprofundando a demanda internacional por commodities agrícolas, minerais e energéticas. No caso do suprimento energético, a crescente importação de petróleo torna-se uma questão crucial, uma vez que envolve a sustentação do crescimento da economia e a estabilidade política do país oriental.

Para ilustrar, o consumo de energia na China passou de 361 em 1976 para 1.697 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (mtoe) em 2006, ou seja, crescendo 470%, enquanto o consumo de petróleo, no mesmo período, passou de 1.546 para 7.445 milhões de barris diários (mb/d), crescendo 478%. Não houve, portanto, um aumento significativo da participação do petróleo na matriz energética chinesa, mas um aumento do consumo total de energia, preservando a expressiva participação dos recursos energéticos fósseis em mais de 90%. Ou seja, carvão representa 69% da matriz energética, petróleo 21%, hidroelétrica 6%, gás natural 3% e nuclear apenas 1%, segundo a BP Statistical Review of World Energy 2007.

Em função das características da matriz energética chinesa, o governo, a partir do relatório China’s Energy Conditions and Policies, tem sugerido as seguintes linhas de atuação: 1) estímulo às fontes alternativas, 2) aumento da eficiência energética, 3) diversificação das fontes energéticas e 4) ampliação dos fornecedores em escala global. Ainda assim, o forte ritmo de crescimento econômico da China tornou o país importador de petróleo em 1993. Em 2006, o país já era o 3º maior importador mesmo sendo 4º o maior produtor mundial, ou seja, a China produziu 3.687 e importou 3.761 (mb/d), alcançando uma dependência externa de mais de 50% da demanda doméstica. Cabe sembrar que o maior importador foi os EUA com 13.718 (mb/d), seguido do Japão que importou 5.164. Já os maiores produtores foram a Arábia Saudita com 10.859, Rússia com 9.769 e EUA com 6.871. Embora a China seja um grande consumidor e importador líquido de petróleo, o uso per capita ainda é muito baixo, de pouco mais de 5 barris por dia – enquanto os EUA consomem cerca de 71 barris por dia. Isto quer dizer que a tendência de crescimento ainda é muito grande, mesmo com fontes alternativas e aumento da eficiência energética, o que sugere repercussões ainda mais expressivas para o sistema internacional.

Tanto o crescimento da economia quanto o das importações de petróleo estão associados ao menor dinamismo da produção e à diminuição das reservas chinesas. Entre 1986 e 2006, a produção da China de petróleo progrediu cerca de 40%, passando de 2.621 mb/d para 3.684 mb/d, enquanto o consumo cresceu 387%, passando de 1.921 mb/d para 7.445 mb/d, no mesmo período. Já as reservas de petróleo provadas regrediram cerca de 5%, de 17,1 bilhões de barris para 16,3 b/b. Embora as pesquisas e os investimentos na exploração sejam grandes, não acompanham a velocidade do consumo, conforme o BP Statistical Review of World Energy 2007.

Cabe destacar a crescente importância da China na importação de petróleo comparando-a com a maior economia do mundo, os EUA. Em 1991, de um total de 8,2 milhões de toe (toneladas equivalentes de petróleo) consumidos em escala global, a China era responsável por 9% do consumo de petróleo mundial e os EUA, 23%. Já em 2006, de um total de 10,9 milhões de toe, a participação da China foi para 16% e a dos EUA foi para 21%. Em suma, a China foi responsável por 78% do crescimento do consumo mundial de petróleo em 2006, a Índia por 16% enquanto os EUA (e a OCDE em conjunto) tiveram declínio de 7%, como revela o Relatório BP Statistical Review of World Energy (2007, p. 10 e 28).

A análise da evolução da demanda da China por petróleo tem importantes desdobramentos internacionais. De um lado, o desenvolvimento e a ascensão da China dependem do suprimento energético, especialmente o petróleo. De outro, a segurança energética chinesa impacta os negócios e a política internacional, justamente no contexto em que o sistema internacional passa por profundo reordenamento.

O primeiro desdobramento importante, é que a segurança energética chinesa é fundamental ao desenvolvimento e à estabilidade do país, de modo que o 11 º Plano Quinquenal da China (2006) reafirmou a necessidade de desenvolver a cooperação internacional em petróleo-gás, utilizando-se do mercado internacional e proporcionando a segurança do abastecimento do país. Cada vez mais o crescimento da China relaciona-se com a estabilidade da Ásia Oriental e do próprio sistema internacional, uma vez que o país “puxa” a economia mundial – ironicamente financiando a maior potência mundial através da compra de cerca de 800 bilhões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA.

Segundo, a necessidade do governo chinês de diversificar a matriz energética (JABBOUR, 2006, cap. 3) no contexto em que a economia mundial transita para a Revolução Científico-Tecnológica sem equacionar uma alternativa aos recursos fósseis. Embora a situação seja mais delicada na China, trata-se de um problema a um só tempo nacional e global, uma vez que as problemáticas ambiental e energética apresentam-se vinculadas. Além disso, a China precisa aprimorar a eficiência energética da economia, equiparando-se aos países desenvolvidos em termos tecnológicos, mas sem reproduzir o modelo de desenvolvimento e os padrões de consumo dos países ocidentais. Daí a necessidade das “três coordenações” a que se refere o 11° Plano Qüinqüenal: coordenação de velocidade, qualidade e rentabilidade; coordenação de consumo, investimento e exportação; e coordenação da população, recursos e ambiente.

Terceiro, a presença crescente das corporações petrolíferas chinesas no mercado internacional (GUIZOT, 2007, cap. 9). As empresas chinesas sofreram reestruturações para competir no mercado internacional e com isso internalizar padrões avançados de produção e gestão dos negócios. São atualmente três grandes corporações multinacionais sobre controle estatal atuando no ramo dos hidrocarbonetos: a CNPC (China National Petroleum Corporation, cuja subsidiária é a PetroChina), a CNOOC (China National Offshore Oil Cororation) e a Sinopec (China Petrochemical Corporation). Além da produção doméstica (85% em território), há as aquisições de empresas e de campos em outros países, como no Equador (EnCana), no Cazaquistão (PetroKazakhstan), no Canadá (PetroCanada), bem como a construção de oleodutos, grandes petroleiros, modernização das refinarias, etc., como destaca o relatório da Energy Information Administration.

Quarto, a crescente demanda externa por petróleo tem forçado a política externa da China a se universalizar, diversificando o suprimento energético. Ou seja, como atesta o caso de Angola (PAUTASSO, 2009), as importações chinesas de petróleo têm como contrapartida ao país africano a realização de grandes aportes financeiros em infraestrutura; a não-imposição de padrões institucionais e de desenvolvimento; e a aceitação, pelo governo chinês, de déficits comerciais. Assim, a China amplia a sua participação no comércio e nos investimentos internacionais, ampliando a inserção internacional sobre a periferia.

Por fim, intensifica-se a competição internacional pelos hidrocarbonetos, com impactos mais diretos sobre os EUA, maior importador e consumidor mundial, como atestam os casos das reservas do Golfo da Guiné, do Mar Cáspio, entre outros. Trata-se de uma conjuntura delicada para os EUA, pois aos problemas domésticos, como déficits gêmeos, erosão do dólar e problemas militares, somam-se à crescente demanda externa por petróleo. Os EUA se deparam com um cenário pouco animador: o declínio das reservas de 39 bilhões de barris de petróleo (1970) para 20,9 bilhões (2006); da produção, que em uma década (1996-2006) caiu de 8.295 para 6.871 milhões de barris por dia (mb/d); e o aumento expressivo do consumo na mesma década (1996-2006) de 18.309 para 20.589 mb/d. O resultado é um déficit de 13.718 mb/d, ou seja, numa importação de mais 66% do total consumido no país.

A argumento central é, portanto, que a política externa e a economia da China têm fornecido uma resposta ativa à dependência de petróleo, com repercussões em várias arenas da economia política internacional. A questão energética ganha sentido maior pois é parte tanto da projeção da China ao núcleo do sistema internacional quanto da resistência dos EUA ao declínio relativo, expressando a tensão entre competição e cooperação nas relações sino-americanas. Quer dizer, o petróleo e a China estão no centro de questões fundamentais ao reordenamento mundial: as fragilidades dos EUA neste setor (importam 66% e consomem mais de 1/5 da produção mundial), a instabilidade das zonas produtoras (Iraque, Irã, Nigéria, etc.) e os novos competidores (China e Índia) que representaram 84% do crescimento do consumo petrolífero em 2006.

Mais do que isto, as equações energética, econômica e ambiental da China, cujo petróleo é uma das maiores expressões, cada vez mais se tornam uma questão global. Em outras palavras, o desenvolvimento pressiona os recursos energéticos, mas ao mesmo tempo é pré-condição para o progresso técnico, para o aumento da eficiência e para geração de alternativas energéticas em um país carente de recursos naturais e com grande população. Em suma, a China precisa equilibrar desenvolvimento e elevação do padrão de consumo sem reproduzir o modelo ocidental.

Referências bibliográficas

* BP Statistical Review of World Energy 2007
* FUSER, Igor. Petróleo e poder. São Paulo: UNESP, 2008.
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Diego Pautasso é Mestre e Doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e professor de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda eMarketing – ESPM (dpautasso@espm.br).

http://meridiano47.info/2009/08/28/os-desdobramentos-internacionais-do-desenvolvimento-e-da-demanda-por-petroleo-na-china-por-diego-pautasso/