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Estados Unidos e OTAN pretendem “redelimitar” o Atlântico em projeto que pode ameaçar o Brasil

3 de novembro de 2010

Agência Brasil
03/11/2010

Brasil só discutirá criação da “Bacia do Atlântico” depois que EUA referendarem Convenção do Mar

Nielmar de Oliveira

Repórter da Agência

Rio de Janeiro – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou hoje (3) que o governo brasileiro só aceitará negociar com os Estados Unidos a criação da Bacia do Atlântico, que prevê a união dos países do Atlântico Sul e do Atlântico Norte e apagar a linha divisória entre os dois Atlânticos, depois que os norte-americanos referendarem a Convenção do Mar da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Com relação a iniciarmos esta discussão sobre o conceito novo que vem sendo denominado de Bacia do Atlântico e apagar a linha divisória entre o Atlântico Sul e o Atlântico Norte a minha opinião é a de que o Brasil só pode sentar à mesa com os EUA para tratar do tema depois que eles referendarem a Convenção do Mar da ONU, antes disso não”.

O ministro disse que o próprio governo norte-americano já concorda com este referendo, mas o Senado dos Estados Unidos, até o momento, vem rejeitando o referendo.

Jobim lembrou que o Executivo mandou, inclusive, a mensagem para o Senado que não aceitou referendar a Convenção do Mar que traça o arcabouço jurídico para os limites de cada país em relação à sua costa marinha.

“O arcabouço jurídico para o mar está definido nessa convenção, e o Brasil é signatário dessa convenção. Os direitos do Brasil aos fundos marinhos até 350 milhas do litoral [onde inclusive está situado o pré-sal] decorre da Convenção do Mar. Ou seja, só é possível conversar com um país sobre temas como o da Bacia do Atlântico se ele respeitar esta regra”.

Jobim participou da 7ª Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, que ocorre até amanhã (4) no Marriott Hotel, no Rio de Janeiro.

Edição: Aécio Amado
http://agenciabrasil.ebc.com.br/home/-/journal_content/56/19523/1094897

 

 

 

 

 

 

2 comentários

  1. O Brasil deve deixar de ser um país infantil e assumir as suas responsabilidades militares com o mundo Ocidental. Para que rivalizar com a OTAN? O Brasil deveria ingressar na OTAN e assegurar seu papel de potência ocidental,sem problemas com os Estados Unidos e a Europa. Afinal, sempre vivemos sob o guarda chuva dos Estados Unidos. O Brasil deve evitar o ARMAMENTISMO do tipo ” elefante branco” isto é gastar dinheiro com grandes imvestimentos inúteis, que servem apenas ao ego de alguns Almirantes, Brigadeiros e Generais, e vão desviar recursos para solucionar os problemas sociais do nosso Povo. Uma corrida armamentista para fazer frente a uma “ameaça americana” é coisa de militar maluco, que deve ser internado, reformado ou preso. Dr. Marinho


  2. Então acha que a ameaça de confronto com intereses americanos militarmente é coisa de maluco? e que deveria tá preso ou internados e assim o dinheiro que seria usado para modernizar nossa sucateada forças armadas estariam destinadas a melhorar a condição social de nossa gente é realmente lamentável que enquanto nossos filhos ficam longe de seus familiares dentro de matos e rios com varias possibilidade de doenças e sérias consequencias no conforto de seus gabinertes alguns intelectuais os chamam de loucos mesmo sob guarda e proteção de quem mal sabe existir.



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