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Vazamento de petróleo nos EUA é reduzido, mas não para, diz técnico

29 de maio de 2010

UOL -BOL Notícias         The New York   Times

29/05/2010

Vazamento de petróleo é reduzido, mas não para, diz técnico

do UOL Notícias

Imagem feita a partir de transmissão de vídeo mostra barro espirrando em um cano quebrado do poço de petróleo que está vazando no Golfo do México

The New York Times

Clifford Krauss – Em Houston (EUA)

George El Khouri Andolfato


Os novos esforços da BP para interromper o vazamento de petróleo de um poço danificado no Golfo do México pararam de novo na sexta-feira, com a empresa suspendendo as operações de bombeamento pela segunda vez em dois dias, segundo um técnico envolvido no esforço de resposta.

Em uma operação conhecida como “junk shot”, engenheiros da BP injetaram pedaços de borracha, bolas de golfe e outros materiais no “blowout preventer” (sistema de prevenção de fluxo descontrolado) danificado, na tentativa de entupir o dispositivo situado na boca do poço. A manobra visava trabalhar em conjunto com a operação “top kill” em andamento, na qual líquidos pesados de prospecção são injetados no poço para conter a pressão do petróleo que está jorrando.

Se os esforços forem bem-sucedidos, os representantes pretendem despejar cimento no poço para selá-lo. Mas a empresa suspendeu as operações de bombeamento às 2h30 da manhã de sexta-feira, após duas tentativas de junk shot, disse o técnico, que falou na condição de anonimato por não estar autorizado a falar publicamente sobre os esforços.

A suspensão do esforço não foi anunciada e parecia novamente contradizer as declarações dos representantes da empresa e das autoridades do governo, que sugeriam que o procedimento top kill estava em andamento na sexta-feira.

A informação de que o top kill foi suspenso surgiu enquanto o presidente Barack Obama, acompanhado pelo almirante Thad W. Allen da Guarda Costeira, o líder do esforço do governo, percorria a região afetada pelo maior vazamento de petróleo na história dos Estados Unidos. Obama caminhou por uma praia pontilhada por bolas de areia betuminosa em Port Fourchon, Louisiana, e se encontrou com a presidente da paróquia, Charlotte Randolph, e com os governadores do Alabama, Flórida e Louisiana.

Em Grand Isle, Louisiana, Obama disse que “nós não sabemos o resultado do procedimento top kill altamente complexo” e acrescentou que se ele fracassar, especialistas estarão prontos para intervir com manobras alternativas.

Na praia, ao lado de autoridades estaduais e locais, Obama chamou o vazamento de “um ataque ao nosso litoral, ao nosso povo, à nossa economia regional e a comunidades como esta”.

“Isto não é apenas um estrago que teremos que limpar”, ele disse. “As pessoas estão vendo seu ganha-pão sendo arruinado nas praias.”

Obama disse que ordenou um aumento no número de pessoas envolvidas no esforço de contenção e limpeza na Costa do Golfo e buscou tranquilizar os moradores da área de que “vocês não estão sozinhos, vocês não serão abandoados, não serão deixados para trás”. Ele acrescentou que mesmo após a mídia se cansar da história, “nós estaremos ao seu lado e cuidaremos disso até o fim”.

No programa “Good Morning America” da rede “ABC” na sexta-feira, Allen disse que o esforço top kill prosseguia, e que os engenheiros da BP conseguiram “empurrar os hidrocarbonetos e o óleo para baixo com a lama”.

Mas o técnico que está trabalhando no esforço disse posteriormente na sexta-feira que apesar das injeções em vários níveis de pressão, os engenheiros conseguiram manter menos de 10% dos fluidos injetados dentro da pilha de canos acima do poço. Ele disse que isso mal representa um avanço em relação aos resultados da quarta-feira, quando a operação teve início e foi suspensa após 11 horas. A BP retomou o esforço de bombeamento na noite de quinta-feira por cerca de 10 horas a mais.

“Eu não diria que o progresso foi zero, mas poderemos não reunir lama suficiente para fazer com que funcione”, disse o técnico. “Todo mundo está desapontado a esta altura.”

Andrew Gowers, um porta-voz da BP, disse que não faria “comentários em detalhes”. Ele acrescentou: “A operação é, por definição, uma série de fases de bombeamento de lama e injeção de materiais e leituras de medições de pressão. Ela prosseguirá, provavelmente por mais 48 horas”.

Se o top kill e junk shots fracassarem, os representantes da BP planejam tentar de novo a colocação de vaso de contenção sobre o vazamento, que poderia permitir a captura do petróleo, mas não interromperia o vazamento. Uma tentativa anterior fracassou.

Tony Hayward, o presidente-executivo da BP, disse no “Good Morning America” que os esforços para fechar o poço estão “prosseguindo de acordo com o plano”.

“Grande parte do volume que você vê saindo do poço nas últimas 36 horas é lama”, ele disse, se referindo aos vídeos ao vivo do vazamento de petróleo.

Apesar de seu otimismo, Hayward deu ao esforço 60% a 70% de chance de sucesso, porque ele nunca foi tentado em águas tão profundas.

John M. Broder, em Washington; Robbie Brown, em Kenner, Louisiana; Jackie Calmes, e, Port Fourchon, Louisiana; Campbell Robertson, em Venice, Louisiana; e Maria Newman, Liz Robbins e John Collins Rudolf, em Nova York, contribuíram com reportagem
http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2010/05/29/vazamento-de-petroleo-e-reduzido-mas-nao-para-diz-tecnico.jhtm

Clifford Krauss
Em Houston (EUA)
George El Khouri Andolfato

Os novos esforços da BP para interromper o vazamento de petróleo de um poço danificado no Golfo do México pararam de novo na sexta-feira, com a empresa suspendendo as operações de bombeamento pela segunda vez em dois dias, segundo um técnico envolvido no esforço de resposta.

Em uma operação conhecida como “junk shot”, engenheiros da BP injetaram pedaços de borracha, bolas de golfe e outros materiais no “blowout preventer” (sistema de prevenção de fluxo descontrolado) danificado, na tentativa de entupir o dispositivo situado na boca do poço. A manobra visava trabalhar em conjunto com a operação “top kill” em andamento, na qual líquidos pesados de prospecção são injetados no poço para conter a pressão do petróleo que está jorrando.

Se os esforços forem bem-sucedidos, os representantes pretendem despejar cimento no poço para selá-lo. Mas a empresa suspendeu as operações de bombeamento às 2h30 da manhã de sexta-feira, após duas tentativas de junk shot, disse o técnico, que falou na condição de anonimato por não estar autorizado a falar publicamente sobre os esforços.

A suspensão do esforço não foi anunciada e parecia novamente contradizer as declarações dos representantes da empresa e das autoridades do governo, que sugeriam que o procedimento top kill estava em andamento na sexta-feira.

A informação de que o top kill foi suspenso surgiu enquanto o presidente Barack Obama, acompanhado pelo almirante Thad W. Allen da Guarda Costeira, o líder do esforço do governo, percorria a região afetada pelo maior vazamento de petróleo na história dos Estados Unidos. Obama caminhou por uma praia pontilhada por bolas de areia betuminosa em Port Fourchon, Louisiana, e se encontrou com a presidente da paróquia, Charlotte Randolph, e com os governadores do Alabama, Flórida e Louisiana.

Em Grand Isle, Louisiana, Obama disse que “nós não sabemos o resultado do procedimento top kill altamente complexo” e acrescentou que se ele fracassar, especialistas estarão prontos para intervir com manobras alternativas.

Na praia, ao lado de autoridades estaduais e locais, Obama chamou o vazamento de “um ataque ao nosso litoral, ao nosso povo, à nossa economia regional e a comunidades como esta”.

“Isto não é apenas um estrago que teremos que limpar”, ele disse. “As pessoas estão vendo seu ganha-pão sendo arruinado nas praias.”

Obama disse que ordenou um aumento no número de pessoas envolvidas no esforço de contenção e limpeza na Costa do Golfo e buscou tranquilizar os moradores da área de que “vocês não estão sozinhos, vocês não serão abandoados, não serão deixados para trás”. Ele acrescentou que mesmo após a mídia se cansar da história, “nós estaremos ao seu lado e cuidaremos disso até o fim”.

No programa “Good Morning America” da rede “ABC” na sexta-feira, Allen disse que o esforço top kill prosseguia, e que os engenheiros da BP conseguiram “empurrar os hidrocarbonetos e o óleo para baixo com a lama”.

Mas o técnico que está trabalhando no esforço disse posteriormente na sexta-feira que apesar das injeções em vários níveis de pressão, os engenheiros conseguiram manter menos de 10% dos fluidos injetados dentro da pilha de canos acima do poço. Ele disse que isso mal representa um avanço em relação aos resultados da quarta-feira, quando a operação teve início e foi suspensa após 11 horas. A BP retomou o esforço de bombeamento na noite de quinta-feira por cerca de 10 horas a mais.

“Eu não diria que o progresso foi zero, mas poderemos não reunir lama suficiente para fazer com que funcione”, disse o técnico. “Todo mundo está desapontado a esta altura.”

Andrew Gowers, um porta-voz da BP, disse que não faria “comentários em detalhes”. Ele acrescentou: “A operação é, por definição, uma série de fases de bombeamento de lama e injeção de materiais e leituras de medições de pressão. Ela prosseguirá, provavelmente por mais 48 horas”.

Se o top kill e junk shots fracassarem, os representantes da BP planejam tentar de novo a colocação de vaso de contenção sobre o vazamento, que poderia permitir a captura do petróleo, mas não interromperia o vazamento. Uma tentativa anterior fracassou.

Tony Hayward, o presidente-executivo da BP, disse no “Good Morning America” que os esforços para fechar o poço estão “prosseguindo de acordo com o plano”.

“Grande parte do volume que você vê saindo do poço nas últimas 36 horas é lama”, ele disse, se referindo aos vídeos ao vivo do vazamento de petróleo.

Apesar de seu otimismo, Hayward deu ao esforço 60% a 70% de chance de sucesso, porque ele nunca foi tentado em águas tão profundas.

John M. Broder, em Washington; Robbie Brown, em Kenner, Louisiana; Jackie Calmes, e, Port Fourchon, Louisiana; Campbell Robertson, em Venice, Louisiana; e Maria Newman, Liz Robbins e John Collins Rudolf, em Nova York, contribuíram com reportagem

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