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Governo Federal lança programa de expansão do dendê

4 de maio de 2010

Embrapa

04/05/2010

Governo Federal lança programa de expansão do dendê

Daniela Collares  –  Embrapa Agroenergia

Ana Laura Lima  –  Embrapa Amazônia Oriental

Governo Federal lança programa de expansão do dendê - Foto: Rui Gomes

Governo Federal lança programa de expansão do dendê - Foto: Rui Gomes

 
 

 Inclusão social, emprego e renda, plantio e parceria, ordenamento territorial, produtividade e competitividade, sustentabilidade e biodiversidade e investimento aliado ao desenvolvimento são pressupostos que dão suporte ao Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo no Brasil – DENDEPALM. O Programa será lançado pelo Governo Federal na próxima quinta-feira, 06.05, às 9 horas, na Associação Agropecuária do Vale do Acará, em Tomé Açu/PA.

O Programa tem foco temático em produtividade com sustentabilidade – com atenção especial à agricultura familiar – sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da Republica, e dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Desenvolvimento Agrário, de Minas e Energia e do Meio Ambiente. A idéia é incentivar a assistência técnica, o crédito para o pequeno produtor e a pesquisa e inovação.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa – dará suporte ao Programa. “As ações que visam esse foco precisam estar baseadas em argumentos técnicos-científicos”, ressalta o Presidente da Embrapa, Pedro Arraes. Portanto, salienta Arraes, investimentos consistentes em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação são relevantes para assegurar o êxito do Programa.

A expansão da dendeicultura no Brasil, adianta o Chefe Geral da Embrapa Agroenergia, Frederico Durães requer contínuo trabalho de pesquisa focado em novas cultivares melhoradas e adaptadas a diferentes condições ambientais, boas práticas de manejo da cultura e de processos de conversão de óleos e resíduos. Além disso, de dados que suportem estratégias e logística de produção e de mercado de óleos e co-produtos.

Na Amazônia, o foco da expansão é o estado do Pará, detentor de 90% da produção do dendê, em uma área de 60 mil hectares. Para apoiar o trabalho de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Estado, a Embrapa Amazônia Oriental, que tem sede em Belém, está fortalecendo equipes de pesquisa e transferência de tecnologias na região. A primeira ação prática é a capacitação de 120 agentes da assistência técnica. Para o Chefe Geral da instituição, Claudio Carvalho, a expansão da dendeicultura é um enorme desafio, mas uma excelente oportunidade para o desenvolvimento da região.

 

Óleo de palma -Quase toda a produção de óleo no Pará, hoje estimada em 160 mil toneladas de óleo/ano, vem de grandes empresas e produtores independentes de médio e grande porte. Menos de 10% desse número é resultado da agricultura familiar. São três pólos produtores consolidados, envolvendo nove municípios paraenses (Moju, Tailândia, Acará, Tomé-Açu, Bonito, Igarapé-Açu, Santo Antônio de Tauá, Santa Izabel do Pará e Castanhal). Quase tudo vai para a indústria de alimentos. Mas é o mercado do biocombustível, cada vez mais forte no País e no mundo, que está elevando a demanda da produção e buscando novas fontes de matéria-prima.

A pesquisa conduzida pela Embrapa busca plantas alternativas para a produção de biodiesel. Hoje 80% da produção desse combustível vêm da soja, leguminosa que produz óleo. “Queremos buscar palmáceas alternativas que sejam perenes”, afirma o engenheiro químico Marcos Enê, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental. Entre as plantas testadas para a produção de óleo, além do dendê, estão o tucumã, a macaúba, inajá e o babaçu. Com exceção do último, todas ocorrem em praticamente toda a região amazônica. “Mas é o dendê a palmácea mais promissora”, atesta Marcos Enê.

São inúmeras as vantagens do dendê em relação a outras palmáceas e à soja, já comprovadas pela pesquisa. A primeira delas é a alta produtividade de óleo por hectare/ano. Enquanto que o dendê produz 4.000 quilos por hectare/ano, a soja fica em 500 quilos por hectare/ano. Além disso, o dendê apresenta um eficiente balanço energético na produção do biocombustível, o gasto de energia fóssil para produzir o biodiesel é pequeno em relação ao produto final. Em outras palavras, o valor agregado energético do biodiesel de dendê é oito vezes maior que a energia investida no processo de produção.

Mas não é só o balanço energético que destaca o dendê. A cultura é mais eficiente também no consumo de água. Marcos Enê explica que para produzir uma tonelada de biodiesel de dendê gasta-se quatro vezes menos água que para produzir a mesma quantidade de biodiesel de soja.

Mesmo com tantas vantagens, a dendeicultura tem obstáculos e um deles é a pouca produção. A produção da cultura não consegue atender o mercado nacional. O Brasil ainda importa o óleo de palma (extraído da polpa externa do fruto), usado nas indústrias alimentícia e de biocombustível, e o óleo de palmiste (extraído da parte interna do fruto), utilizado na indústria cosmética e outras indústrias de química fina.

O pesquisador ressalta ainda que o plantio de dendê na região é direcionado às áreas já alteradas, não comprometendo as áreas de floresta. “Além disso, as condições de clima e solo são favoráveis à cultura, principalmente quando comparadas com o resto do Brasil”, conclui.

(Texto: Daniela Collares – Embrapa Agroenergia / Ana Laura Lima – Embrapa Amazônia Oriental).

SERVIÇO

Coletiva de imprensa

Data: 05/05/2010 (quarta-feira)
Hora: 10 horas
Local: Crowne Plaza Belém. Av. Nazaré, 375 – Belém (PA)

Participam da entrevista coletiva o coordenador-geral de Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Denilson Ferreira, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio-Ambiente, Egon Krakhecke, o coordenador-geral de Agregação de Valor e Renda do Ministério do
Desenvolvimento Agrário, Marco Antonio Viana Leite, e o chefe-geral da Embrapa Amazônia Oriental, Claudio Carvalho.
Ana Laura Lima (MTb 1268/PA)

Embrapa Amazônia Oriental (Belém, Pará)

E-mail: analaura@cpatu.embrapa.br

Tel: (91) 9112-4688 / 3204-1152

Daniela Garcia Collares (MTb 114/01 RR)

Embrapa Agroenergia (Brasília, DF)

E-mail: daniela.collares@embrapa.br

Tel: (61) 3448-1581

Plantação de Palma, a palmeira de dendê ou dendezeiro. As palmáceas, plantas típicas do clima equatorial úmido, são uma opção muito melhor do que a soja para a produção de biodiesel.

Floresta plantada de Palmeiras de dendê - Agropalma - Foto: Luiz Maximiano

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