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Pré-sal, instrumento de geopolítica

30 de setembro de 2009

Jornal do Brasil

30/09/2009

Pré-sal, instrumento de geopolítica

RIO – A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse ontem aos integrantes do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) que o governo aproveitará as riquezas obtidas com a exploração do petróleo da camada pré-sal para elevar a importância do Brasil frente aos demais países.

– Queremos ampliar o papel econômico e geopolítico do Brasil no cenário internacional – disse a ministra.

Dilma voltou a afirmar ainda que a renda obtida deve ser aproveitada para expansão dos instrumentos de combate à pobreza, investir em educação, ciência e tecnologia, além de fortalecer a indústria nacional.

De acordo com a ministra, pré-candidata à sucessão presidencial pelo PT, projeções da Petrobras estimam que mais da metade dos investimentos em projetos do pré-sal ficarão no país.

– Dos investimentos relacionados a projetos no país, cerca de 64% serão colocados junto ao mercado fornecedor local, levando a uma média anual de colocação de US$ 20 bilhões – afirmou. – A situação máxima à qual chegamos foi de US$ 12 bilhões.

A ministra foi categórica ao afirmar que o governo não pensa em alterar a proposta de ter a Petrobras como operadora única na exploração da camada pré-sal.

– Não estamos discutindo isso, de jeito nenhum. Não está na agenda – disse Dilma ao deixar a reunião.

Dilma disse que o governo deve ter uma política industrial específica para o setor, não porque a atual administração tenha um viés estatizante, mas para incentivar a indústria nacional.

– Vamos ter uma política de conteúdo nacional que vai depender da nossa capacidade de internalizar e transformar essa demanda em empregos brasileiros e tecnologia nacional – destacou.

A ministra tentou minimizar a polêmica relativa à distribuição de royalties entre os estados.

– O que é significativo no pré-sal é a renda petrolífera gerada – comentou Dilma. – Se o royalty era decisivo no modelo de concessão, no modelo de partilha ele é importante, mas a renda do petróleo é decisiva.

A ministra lembrou que esses recursos contemplarão todos os brasileiros e Estados por meio do fundo social que será criado a partir de projeto de lei a ser aprovado pelo Congresso.

Infraestrutura

Dilma afirmou que a política de desenvolvimento produtivo terá de resolver a questão do financiamento e diversificação da base de recursos. A ministra admitiu que há um desafio “monstruoso” no setor de infraestrutura, e que o modelo em que todos os recursos são públicos já está se esgotando. Segundo a ministra, haverá um momento em que a exigência de garantias impedirá que alguma empresa, que já tenha conseguido financiamento para uma grande obra, pegue outro financiamento no momento seguinte.

–Temos que ter energia. A não ser que alguém queira se responsabilizar por outro apagão. Como ninguém quer, temos que ter hidrelétricas – afirmou.

http://jbonline.terra.com.br/

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