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A disputa por petróleo entre o Sudão e o Sudão do Sul

21 de fevereiro de 2012

Strafor – 21/02/2012

Sudan-South Sudan Oil Dispute

The South Sudanese government on Jan. 22 ordered the halt of all oil production in the country reportedly due to the ongoing disagreement between South Sudan and Sudan over revenues from oil originating in the south but exported via Sudan. In response to the shutdown, Sudanese forces seized control over two oil blocks in South Sudan’s northeastern state of Upper Nile on Feb. 13, according to the government in Juba.

 

Clique para aumentar. Imagem por: STRATFOR

 

South Sudan has six producing oil blocks that total about 350,000 barrels per day, divided into two groups based on their geographic locations. Blocks 1, 2, 4 and 5A, located near the western border oil terminal city of Abyei — which still has not yet determined whether it will be part of Sudan or South Sudan — produce Nile blend oil. Blocks 3 and 7, the two now allegedly seized by Sudan, produce the more valuable Dar blend.

All of this oil is exported to the north via two pipelines that meet in Khartoum. The south has neither the military strength nor political capital to challenge Sudan’s seizure of its wells, but Khartoum is unlikely to attempt to capture the oil blocks south of Abyei. Aside from having a currently more valuable oil blend, the location of blocks 3 and 7 in Upper Nile state — which borders Sudan on three sides — is geographically easy to access for Sudanese forces. These forces would face increased opposition, including from U.N. peacekeepers, if they attempted to seize the other blocks.

Fonte: http://www.stratfor.com/image/sudan-south-sudan-oil-dispute




acesso via blog do Isape: http://isape.wordpress.com/2012/02/21/a-disputa-do-petroleo-no-sudaosudao-do-sul/ 

 

 

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Tensão no Sudão: disputas por petróleo, separatismo e plebiscito de janeiro de 2011 podem reascender a guerra civil?

2 de setembro de 2010

Crisis Group

2 Sep 2010

Sudan: Defining the North-South Border

Africa Briefing N°75

The January 2011 referendum on self-determination could result in Sudan’s partition, and the country’s North-South border may ultimately become the world’s newest international boundary. The 2005 Comprehensive Peace Agreement (CPA) that ended two decades of civil war called for the border between the North and the semi-autonomous South to be demarcated within six months. Five years later, the task remains incomplete. The sooner the parties break the border deadlock the better, though the process need not necessarily be completed prior to the referendum as Khartoum has argued previously. Furthermore, a solution to the border is about not only drawing a line, but also defining the nature and management of that border and the future relations of communities on both sides. A “soft” boundary is ideal, one backed by a framework for cross-border arrangements and, if necessary, safeguarded by a joint monitoring mechanism. Progress toward both demarcating and defining the border will prevent it from becoming a source of renewed conflict in the post-CPA era.

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A África e a Geopolítica do Petróleo: Nigéria um ator estratégico

29 de abril de 2009

Cenário Internacional

28/04/09

A África e a Geopolítica do Petróleo: Nigéria um ator estratégico

Leia o artigo do Prof. Alexandre Tito dos Santos Xavier, onde ele discute a questão geopolítica na África em relação ao petróleo.

Por Alexandre Tito dos Santos Xavier*

http://www.cenariointernacional.com.br/artigos2.asp?id=128

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1. INTRODUÇÃO

Após a II Guerra Mundial (1945) houve o fim dos impérios coloniais e iniciaram as guerras de libertação nacional no continente africano (1952 – 1975). Surgiram, dessa forma, vários Estados africanos, porém com grande instabilidade política interna, principalmente devido aos aspectos étnicos, religiosos, bem como em relação à formação desses Estados. Vários deles foram criados de cima para baixo, ou seja, os antigos Estados colonizadores cederam à independência as suas colônias sem observar os aspectos étnicos, pois as mesmas eram compostas em sua maioria por povos de diferentes etnias com a respectiva diversidade cultural, servindo para separar nações (tribos) e não para criar nações independentes. Com isso, na formação desses Estados não se observou a autodeterminação dos povos pregada por Woodrow Wilson (1856 – 1924). Nesse processo traçaram-se linhas divisórias que cortavam territórios de uma tribo, ficando uma parte pertencendo a outro Estado (em algumas vezes de tribos rivais), tornando tênue o sentimento de nacionalismo nos Estados, ocasionando o surgimento de Estados plurinacionais. Tal fato deu origem a inúmeros conflitos civis no interior desses Estados, ocasionando em alguns deles a sua fragmentação, bem como em certas ocasiões a realização de genocídio, resultando em conflitos que até hoje se perpetuam.

A busca por energia pelos Estados tornou-se uma atividade imprescindível para a sustentação de suas economias. E neste contexto, o petróleo e o gás possuem um papel vital, pois conforme relata Larson (2004) (1), embora haja esforços para incrementar a eficiência energética e dos investimentos em desenvolvimento de novas tecnologias nessa área, o petróleo e o gás natural continuarão decisivos por muitos anos. Verifica-se que um maior desenvolvimento econômico mundial acarreta maior consumo desses recursos energéticos em curto prazo. O crescimento econômico de alguns Estados como a China, a Índia e o Brasil faz com que haja uma maior demanda de energia, impactando em tal mercado energético. Verifica-se como conseqüência disso a necessidade dos Estados em ter ou controlar fontes de petróleo, bem como as rotas por onde ele é transportado.

Neste artigo faremos uma pequena análise sobre a importância da Nigéria na atual busca energética, na África, por alguns Estados resultando na Geopolítica do Petróleo no continente africano. Sendo assim, pretende-se fomentar uma reflexão sobre o aumento da importância do continente africano na disputa energética, principalmente devido à proximidade do Brasil.

2. A NIGÉRIA E SUA IMPORTÂNCIA NA GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO

A Nigéria por ocasião de sua independência em (1960) teve em sua formação inúmeras etnias (em torno de 250, sendo algumas delas adversárias), e durante a sua existência como país independente e soberano passou por inúmeros conflitos internos devido a tal diversidade étnica e religiosa, ou seja, tornara-se um Estado plurinacional, possuindo um tênue sentimento de nacionalismo, seguindo o processo citado anteriormente. Historicamente tais conflitos são correlacionados com as referidas disputas étnicas, porém ao se analisar profundamente a questão verifica-se que a exploração do petróleo(2), mais precisamente a relação da aplicação dos dividendos resultantes da referida exploração energética, torna-se uma das principais causas dos referidos conflitos. A partir de 1991, os mesmos são potencializados pelas novas ameaças(3) (dentre elas destacamos o terrorismo e a pirataria) e pela globalização intensificada no início do século XXI – marcada pela instantaneidade das informações, dos transportes e das transações econômicas, fazendo com que essas ameaças se reproduzissem entre os Estados de forma acelerada, tornando-as transnacionais – afetando a segurança e a defesa(4) do Estado nigeriano. Surgem, então, a partir desse período grupos militares separatistas (MEND, dentre outros) aumentando a instabilidade política interna da Nigéria.

As instituições e os estamentos políticos e sociais do Estado nigeriano (forças armadas, polícia, justiça etc) encontram-se enfraquecidos e desestabilizados não sendo capazes de manter a estabilidade no interior do Estado, comprometendo a sua soberania(5). O mesmo, devido à sua endêmica corrupção apontada pela Transparency International(6), uma organização internacional não-governamental, não aplicou os recursos provenientes na melhoria do nível de vida de sua população, especialmente na região sul (principal produtora), acarretando grande descontentamento por parte das etnias locais(7), originando inúmeros grupos armados que buscavam maior participação nos lucros e no controle da exploração petrolífera, contribuindo para a instabilidade na política interna do Estado.

Neste sentido, a Nigéria tornou-se um Estado Fraco(8) tendo início ao expansionismo islâmico da região norte com a adoção da sharia(9) (existe um aumento da violência contra a população não-muçulmana), aumento das ações dos grupos miltares separatistas, aumento da pirataria em suas águas jurisdicionais, aumento da insatisfação popular, principalmente do sul, com o governo e diminuição do estímulo à entrada de investimento direto estrangeiro no país, afetando, particularmente, o setor de petróleo e gás (devido ao contexto de desaceleração do crescimento, associado à restrição de liquidez internacional e à insegurança na região do Delta do Níger).

Neste cenário, começa a assumir importância estratégica mundial o continente africano devido às recentes descobertas de petróleo (1995 – 2005) de excelente qualidade (baixo teor de enxofre), principalmente em sua costa ocidental (região marítima). Tal fato acarretou uma acirrada disputa por Estados de fora daquele continente pelos referidos recursos energéticos, destacando-se os Estados Unidos da América – EUA (atualmente 12% de seu petróleo bruto é importado da África(10), havendo perspectiva de chegar a 25%, parcela maior que a da Arábia Saudita) e a China (atualmente 25% de seu petróleo bruto é importado da África, e procura aumentar cada vez mais as suas importações desse continente), resultando em uma GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO. Onde a China vale-se do seu soft-power(11) para atender a sua demanda por petróleo, sendo bastante eficaz com os Estados africanos. Do outro lado os EUA possuem uma tendência intervencionista em assuntos internos dos Estados, seguindo essa linha ativou o The United States African Command (USAFRICOM)(12) (poderio militar – exemplo típico de hard-power). Nesta disputa, despontou a Nigéria como um ator estratégico devido a ser um dos maiores produtores e exportadores de petróleo, além de possuir as maiores reservas petrolíferas do continente.

3. CONCLUSÃO

Vimos que o continente africano possui Estados com problemas de instabilidade interna fruto da formação dos mesmos. Concluimos que devido a crescente demanda por energia, no qual o petróleo e o gás ainda possuem papel fundamental, por Estados possuidores de economias robustas, bem como em franca ascensão,  as recentes descobertas de reservas de energia petrolífera no continente africano fizeram com que este continente tivesse a sua importância aumentada no cenário internacional. E inserido nele destaca-se a Nigéria tornado-se um ator estratégico na GEOPOLÍTICA DO PETRÓLEO.

*Alexandre Tito dos Santos Xavier é Oficial da Marinha do Brasil. Mestre em Ciências Navais pela Escola de Guerra Naval e Pós-Graduado com MBA em Gestão Empresarial pela COPPEAD/UFRJ.

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(1) Geopolítica do Petróleo e do Gás Natural (Larson, 2004). Disponível em: < http://usinfo.state.gov/journals/ites/0504/ijep/larson.htm >. Acesso em: 01 nov. 2008.
(2) Apesar dos conflitos étnicos e religiosos uma das questões centrais nestas disputas é divisão dos rendimentos advindos da exploração petrolífera. Em Nigéria o governo de Abuja e as províncias do centro-norte, que produzem pouco, mas que compõem os grupos politicamente dominantes, ficam com 87% da renda petrolífera, enquanto as províncias do sul, produtoras de petróleo ficam com 13%. As etnias que habitam as zonas produtoras no sul, os Ibos, Ijaws e Ogonis acabam utilizando o argumento étnico para mobilizar a luta pela renda petrolífera. (Oliveira, 2007, p.100-101). Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cp033200.pdf .  Acesso em 22 nov. 2008.
(3) Após o fim da Guerra Fria em 1991, a idéia de um amplo conflito mundial é abandonada e uma Nova Ordem Mundial começa surgir. A partir desse período, ganham importância no cenário internacional outras preocupações por parte dos Estados, tais como: o terrorismo, a pirataria, entre outras. Como tais agentes adversos ameaçam ou agridem a tranqüilidade da sociedade ou do indivíduo que compõe o Estado, a sua estabilidade e o seu bom funcionamento, verificamos que estas afetam a segurança do Estado, ou seja, a segurança nacional. Com isso, estas preocupações passaram a ser consideradas como novas ameaças. Convém lembrar que tais ameaças já existiam durante a Guerra Fria, mas não ocupavam lugar de destaque na agenda mundial.
(4)A segurança nacional é uma sensação que os membros de um Estado têm de que estão protegidos, e tal proteção deve ser materializada por meio de políticas públicas, e não é restrita ao caso de uma agressão militar. A defesa nacional pode ser entendida como uma materialização de uma política pública que tem por objetivo proteger o Estado contra agressões à sua segurança nacional, que poderá também empregar, para tal propósito, o seu poderio militar
(5) O conceito de soberania do Estado que passa a incidir na teoria das formas de governo, é a que Jean Bodin (1530-1596), que passou para a história do pensamento político como o teórico da soberania, em sua obra Os Seis Livros da República, em 1576, define como: “Soberania é o poder absoluto e perpétuo que é próprio do Estado.” Pelo que se depreende dele, Bodin advoga que somente o Estado possui o monopólio do poder, ou seja, não admite a divisão do poder soberano e não aceita a existência de qualquer outro poder semelhante dentro do Estado.
(6)Disponível em: < http://www.transparency.org/policy_research/surveys_indices/gcb/2006/statements > . Acesso em 02 jan. 2009.
(7) Apesar dos conflitos étnicos e religiosos uma das questões centrais nestas disputas é divisão dos rendimentos advindos da exploração petrolífera. Na Nigéria o governo de Abuja e as províncias do centro-norte, que produzem pouco, mas que compõem os grupos politicamente dominantes, ficam com 87% da renda petrolífera, enquanto as províncias do sul, produtoras de petróleo ficam com 13%. As etnias que habitam as zonas produtoras no sul, os Ibos, Ijaws e Ogonis acabam utilizando o argumento étnico para mobilizar a luta pela renda petrolífera. (Oliveira, 2007, p.100-101).  Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cp033200.pdf .  Acesso em 22 nov. 2008.
(8)Estado que possui pouca legitimidade política possuindo instituições comprometidas, não sendo capaz de manter a lei e a ordem e sem condições de exercer a sua soberania.
(9) Tensões com os cristãos provocaram milhares de mortes no país. A adoção da lei islâmica em doze estados do norte provocou um êxodo entre os seguidores do cristianismo. O governo tem dificuldade para controlar os grupos radicais de ambos os lados. Disponível em: < http://www.scribd.com/doc/ 7352235/Veja-O-ISLAMISMO-EM-PROFUNDIDADE > . Acesso em 02 jan. 2009.
(10) A Nigéria é o maior exportador de petróleo da África e o quinto maior fornecedor do produto para os Estados Unidos (BBCBrasil.com, 2006). Disponível em: < http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/ 2006/02/060220_nigeriapetroleoms.shtml > . Acesso em: 02 jan. 2009.
(11)China acabou por “ampliar” o conceito, [...] com o uso que passou a fazer do comércio internacional, da ajuda financeira, do investimento direto estrangeiro, da posição em organismos multilaterais, de tudo o que possa “ter à mão” para complementar a diplomacia formal, o marketing internacional ou as ferramentas militares e de segurança (típicas do “hard power”). “Os chineses inventaram uma prática de “soft power” muito mais larga, do que Nye imaginava”. (Rodrigues, 2007). Disponível em http://www.janelanaweb.com/crise/geopolitica1.html . Acesso em 22 nov. 2008.
(12)Apesar da afirmação de que a luta contra o terrorismo e a ajuda humanitária sejam os principais objetivos das operações norte-americanas na África, um relatório publicado pelo conselho de Inteligência Nacional Nacional, que considera a si próprio como o centro de pensamento estratégico de médio e longo prazo, deixa claro que os objetivos dos EUA na região são de natureza geopolítica, cuja principal preocupação é o controle do petróleo (Porter, 2007, p.2). Disponível em: < http://www.wsws.org/pt/2007/may2007/por2-m30.shtml >. Acesso em: 22 nov. 2008.

http://www.cenariointernacional.com.br/artigos2.asp?id=128
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La desestabilización de Bolivia y la “Opción Kosovo”

23 de setembro de 2008

Global Research

September 23, 2008

La desestabilización de Bolivia y la “Opción Kosovo”

Michel Chossudovsky

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http://www.globalresearch.ca/

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La secesión de las provincias orientales de Bolivia forma parte de una operación encubierta patrocinada por Estados Unidos, coordinada por el departamento de Estado estadounidense en coordinación con sus agencias de inteligencia.

Según un informe de prensa, “USAID tiene una “Oficina de Iniciativas de Transición” que opera en Bolivia y canaliza millones de dólares para adiestrar y apoyar a los gobiernos regionales y movimientos de oposición de derecha” [1], los escuadrones de la muerte responsables de la muerte de los seguidores de Evo Morales en El Porvenir están apoyados de forma encubierta por Estados Unidos, que también proporciona apoyo a través de varios grupos de oposición por medio del Legado Nacional para la Democracia [National Endowment for Democracy].

El expulsado embajador estadounidenses Philip S. Goldberg trabajaba a las órdenes del vice-secretario de Estado John Negroponte, que supervisa directamente las diferentes “actividades” de las embajadas estadounidenses en todo el mundo. A este respecto, actuando entre bambalinas Negroponte desempeña un papel mucho más importante que la secretaria de Estado Condoleeza Rice. También es conocido por ser uno de los principales artífices de los cambios de régimen y del apoyo encubierto a los escuadrones de la muerte paramilitares tanto en América Central como en Iraq.

Las instrucciones de Philip S. Goldberg como embajador en Bolivia fueron provocar la fractura de Bolivia como país. Antes de su nombramiento como embajador a principios de 2007 sirvió como jefe de la misión estadounidense en Pristina, Kosovo (2004-2006) y estaba en contacto permanente con los dirigentes del paramilitar Ejército de Liberación de Kosovo (KLA por sus siglas en inglés)   en el que e habían integrado políticos civiles tras la ocupación de Kosovo por la OTAN en 1999.

Apoyado por la CIA, el Ejército de Liberación de Kosovo (KLA), cuyos dirigentes encabezan ahora el gobierno kosovar, era conocido por su estrecha relación con el crimen organizado y el tráfico de narcóticos. En Kosovo Goldberg estuvo implicado en la creación del marco para la subsiguiente secesión de Kosovo de Serbia, lo que llevó a la instalación de un gobierno kosovar “independiente” .

Durante los años noventa Goldberg había desempeñado un papel   muy activo en la desintegración de Yugoslavia. De 1994 a 1996 fue responsable de la oficina de Bosnia del departamento de Estado. Trabajó estrechamente con el enviado especial de Washington Richard Holbrooke y desempeñó un papel clave como el jefe del equipo negociador estadounidense en Dayton, que llevó en la firma de los Acuerdos de Dayton en 1995. Estos acuerdo llevaron a la división de Bosnia-Herzegovina. De manera más general desencadenaron la destrucción y desestabilización de Yugoslavia como país. En 1996 Goldberg trabajó directamente como asistente especial del vice-secretario de Estado Strobe Talbott (1994-2000) que, junto con la secretaria de Estado Madeleine Albright, desempeñó un papel clave en el estallido de la guerra de Yugoslavia en 1999.

El papel central de John Negroponte

El vice-secretario de Estado John Negroponte desempeña un papel central en la dirección de   operaciones encubiertas. Fue embajador estadounidense en Honduras de 1981 a 1985. Como embajador en   Tegucigalpa desempeñó un papel clave en apoyar y supervisar a los mercenarios de la contra nicaragüense que estaban basados en Honduras. Los ataques a Nicaragua por parte de la contra a través de la frontera costaron la vida a unos 50.000 civiles. Durante ese mismo periodo Negroponte desempeñó un papel decisivo en el establecimiento de los escuadrones de la muerte militares hondureños que “operando con el apoyo de Washington asesinaron a cientos de opositores al régimen respaldado por Estados Unidos” (Véase, “Bush Nominee linked to Latin American Terrorism”, Bill Vann, http://www.globalresearch.ca/articles/VAN111A.html ):

“Bajo el mando del general Gustavo Álvarez Martínez, el gobierno militar de Honduras fue un estrecho aliado de la administración Reagan y también hizo “desaparecer” a decenas de oponentes políticos a la manera clásica de los escuadrones de la muerte”.

(Véase “Face-off: Bush’s Foreign Policy Warriors”, Peter Roff y James Chapin, http://www.globalresearch.ca/articles/ROF111A.html )

Esto no impidió su nombramiento como Representante Permanente de Estados Unidos ante Naciones Unidas bajo la administración Clinton.

La opción El Salvador

En 2004 Negroponte fue nombrado embajador en Iraq, donde estableció un “marco de seguridad” para la ocupación estadounidense que siguió el modelo de los escuadrones de la muerte centroamericanos. Varios escritores denominaron a este proyecto la “Opción de El Salvador”.

Mientras estuvo en Bagdad Negroponte nombró asesor en cuestiones de seguridad al ex-jefe de las operaciones especiales en El Salvador. En los años ochenta ambos hombres fueron estrechos colaboradores en América Central. Mientras que Negroponte estaba muy ocupado poniendo en marcha los escuadrones de la muerte en Honduras, el colonel Steele estaba al cargo del Grupo de Asesoría Militar Estadounidense en El Salvador (1984-86) “donde era responsable de desarrollar fuerzas operativas especiales a nivel de brigada en pleno conflicto”:

“Estas fuerzas, compuestas por los soldados más brutales de los que se disponía, eran una copia del tipo de operaciones de unidades pequeñas con las que estaba familiarizado    Steele tras haber servido en Vietnam. Más que centrarse en ganar terreno, sus papel era atacar a los dirigentes “insurgentes”, a quienes los apoyaban, a las fuentes de suministro y los campamentos base” (Max Fuller, “Fro Iraq, “The Salvador Option” becomes reality”, Global Research, junio de 2005, [2])

En Iraq Steele “fue asignado para trabajar con una nueva unidad de elite iraquí de contra-insurgencia conocida como los Comandos Especiales de Policía”. En este contexto, el objetivo de Negroponte era fomentar las divisiones étnicas y las luchas desencadenando ataques terroristas encubiertos contra la población civil iraquí.

En 2005 Negroponte fue nombrado Presidente de la Junta Directiva de la Inteligencia Nacional y posteriormente en 2007 ocupó el segundo puesto en el departamento de Estado.

La opción Kosovo: el Caso de Haití

Este no es la primera vez que se aplica a América del Sur el “modelo de Kosovo” de apoyar a paramilitares terroristas.

En febrero de 2003 Washington anunció el nombramiento de James Foley como embajador en   Haití. Los embajadores Goldberg y Foley forman parte de la misma “cuadra diplomática”. Foley fue portavoz del departamento de Estado de la administración Clinton durante la guerra de Kosovo. Estuvo implicado en el primer periodo del envío de apoyo al Ejército de Liberación de Kosovo   (KLA).

Está ampliamente documentado que el Ejército de Liberación de Kosovo (KLA) fue financiado con el dinero de la droga y apoyado por la CIA (Véase Michel Chossudovsky, “Kosovo “Freedom Fighters” Financed By Organised Crime, Covert Action Quarterly”, 1999 [3] )

En el momento de la guerra de Kosovo el entonces embajador en Haiti, James Foley, había estado al frente de las sesiones informativas del departamento de Estado y trabajaba estrechamente con su homólogo de la OTAN en Bruselas, Jamie Shea. Apenas dos meses después los ataques de la guerra dirigida por la OTAN el 24 de marzo de 1999 James Foley había hecho un llamamiento a “transformar” el KLA en una organización política respetable:

“Queremos desarrollar una buena relación con ellos [el KLA] ya que se han transformado en una organización política … Creemos que podemos proporcionarles muchos consejos y ayuda si se convierten precisamente en el tipo de actor político en el que nos gustaría verlos convertidos… Si nosotros podemos ayudarlos y ellos quieren que los ayudemos en este esfuerzo por transformarse, no creo que nadie pueda argumentar nada en contra …” (citado en The New York Times , 2 de febrero de 1999)

En otras palabras, el plan de Washington era un “cambio de régimen”: derrocar la administración de   Lavalas e instalar un régimen títere dócil a Estados Unidos integrado por la “Plataforma Democrática” y el autoproclamado Frente para la liberación y Reconstrucción Nacional (FLRN), cuyos dirigentes son ex-terroristas del FRAPH y Tonton Macoute (para más detalles véase Michel Chossudovsky, “ The Destabilization of Haiti”, Global Research, febrero de 2004 [4])

Tras el golpe de Estado de 2004 que llevó al derrocamiento del gobierno de Aristide la Agencia Estadounidense de Desarrollo Internacional (USAID) llevó a Haití a asesores del KLA para que ayudaran en la reconstrucción del país (véase Anthony Fenton, “Kosovo Liberation Army helps establish “Protectorate” in Haiti, Global Research, noviembre de 2004, [5])

Más específicamente, los asesores del KLA fueron para ayudar a reestructurar las fuerzas de policía de Haiti incluyendo en sus filas a ex-miembros del FRAPH y de los Tonton Macoute .

[Como apoyo a] la “Oficina de Iniciativas de Transición” (OTI, por sus siglas en inglés) … USAID está pagando a tres asesores para que asesoren sobre la integración de los brutales ex-militares en las actuales fuerzas de policía de Haití. Y, ¿quiénes son esos tres asesores? Estos tres asesores son miembros del Ejército de Liberación de Kosovo”   (Flashpoints interview, 19 de noviembre de 2004, www.flashpoints.net ).

La opción de El Salvador/ Kosovo forma parte de la estrategia estadounidense de fracturar y desestabilizar países. La OTI en Bolivia patrocinada por USAID desempeña la misma función que una OTI similar en Haití.

El propósito declarado de las operaciones encubiertas estadounidenses es proporcionar tanto apoyo encubierto como adiestramiento a “Ejércitos de Liberación” con el objetivo último de desestabilizar gobiernos soberanos. En Kosovo el adiestramiento del Ejército de Liberación de Kosovo (KLA) se confió en los noventa a una empresa privada de mercenarios, Military Professional Resources Inc (MPRI), contratada por el Pentágono.

Merece la pena señalar que los últimos acontecimientos sucedidos en Pakistán señalan directamente a formas directas de intervención militar estadounidense, en violación de la soberanía paquistaní.

Ya en 2005 un informe de la Junta Directiva de la Inteligencia Nacional estadounidense y de la CIA preveía para Pakistán “una suerte similar a la yugoslava en una década con el país dividido por una guerra civil, inmerso en un baño de sangre y con rivalidades inter-provinciales, como hemos visto recientemente en Baloquistán”   (Energy Compass, 2 de marzo 2005).

Según un informe de 2006 del Comité de Defensa del Senado de Pakistán, los servicios de inteligencia británicos estuvieron implicados en el apoyo al movimiento separatista de Baloquistán    (Press Trust of India, 9 de agosto de 2006). El Ejército de Liberación de Baloquistán se parece extraordinariamente al KLA de Kosovo, financiado por el tráfico de droga y patrocinado por la    CIA.

“Washington favorece la creación de un “Gran Baloquistán” [similar a una Gran Albania] que integraría las zonas baloquis de Pakistán y las de Irán, y posiblemente la franja sur de Afganistán, lo que, por consiguiente, llevaría a un proceso de fractura política tanto de Irán como de Pakistán (Michel Chossudovsky, “The Destabilization of Pakistán”, 30 de diciembre de 2007 [6])”.

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Notas:

[1] “USAID has an "Office of Transition Initiatives"  operating in Bolivia, funneling millions of dollars of training and  support to right-wing opposition regional governments and movements” , http://www.slate.com/discuss/forums/thread/1798672.aspx
[2] http://www.globalresearch.ca/articles/FUL506A.html
[3] http://www.heise.de/tp/r4/artikel/2/2743/1.html
[4] http://globalresearch.ca/articles/CHO402D.html
[5] http://www.globalresearch.ca/articles/FEN411A.html
[6] http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=7705

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Enlace con el original: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=10284

Traducido del inglés por Beatriz Morales Bastos, Rebelión.

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http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=10315
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