Posts Tagged ‘Geopolítica’

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Russia renova programa dos Ecranoplanos, uma das mais interessantes aeronaves de defesa anti-navio construida pela ex-URSS

27 de julho de 2010

15 July, 2010, 13:35
Edited 27 July, 2010, 12:11

Russia revives Caspian Sea Monster

The Russian government has commissioned the renewal of the “Caspian Sea Monster,” the legendary ground effect vehicle (GEV). Only 30 such crafts were built in the Soviet Union over two decades.

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Forças Armadas realizam simulação para defesa do Pré-Sal

21 de julho de 2010

Geopolítica do Petróleo

21 de Julho de 2010

Forças Armadas realizam simulação para defesa do Pré-Sal

Teve início neste último dia 19 de julho, a “Operação Atlântico II”, na qual as Forças Armadas do Brasil estão realizando uma série de exercícios militares que vão incluir simulações de defesa do pré-sal. Este tipo de exercício é considerado fundamental para estabelecer padrões de treinamento e atuação conjunto das três forças, Exército, Marinha e Aeronáutica, que permitam manter a prontidão e a consolidação de uma capacidade dissuasória mais clara perante possíveis ameaças externas. Esta modalidade de simulação também é fundamental para avaliar as necessidades de moldernização das Forças Armadas perante as novas ameaças à soberania nacional.

(com informações da Marinha do Brasil e do Ministério da Defesa)

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Consumo total de energia da China ultrapassa o dos EUA, embora o consumo percapita ainda seja 4x menor

20 de julho de 2010

International Energy Agency
20 July 2010

China overtakes the United States to become world’s largest energy consumer

IEA calculations based on preliminary data show that China has now overtaken the United States to become the world’s largest energy user. China’s rise to the top ranking was faster than expected as it was much less affected by the global financial crisis than the United States.

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Segurança Energética: Marinha dos EUA inicia o uso de biocombustíveis de algas

19 de julho de 2010

Solarzyme

19/07/2010

Solazyme Delivers 100% Algal-Derived Renewable Jet Fuel to U.S. Navy

Biotechnology Company Showcases Solajet™HRJ-5 Jet Fuel at the World-famous Farnborough International Air Show in UK

South San Francisco, Calif. – July 19, 2010 – Solazyme, Inc. is helping the U.S. military move closer to powering its planes, ships, tanks and trucks on renewable fuel and has delivered of 1,500 gallons of 100% algae-based jet fuel for the U.S. Navy’s testing and certification program. The U.S. Navy has previously announced the objective to operate at least 50% of its fleet on clean, renewable fuel by 2020, and the delivery fulfills a contract awarded to Solazyme by the U.S. Department of Defense (DoD) in September 2009.

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Rede Globo continua sua cruzada contra o pré-sal, a Petrobrás e o Brasil

18 de julho de 2010

Rede Globo continua sua cruzada contra o pré-sal, a Petrobrás e o Brasil

Lucas K. Oliveira

A Globo continua sua bizarra cruzada contra o pré-sal. É difícil avaliar qual o peso dos interesses temporários, conjunturais, ligados às eleições deste ano, dos interesses de longo prazo, que fazem parte do velho projeto das organizações Globo de difundir uma ideologia liberal conservadora, anti-Estatal e anti-nacional.

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O programa nuclear “secreto” da Arábia Saudita

29 de junho de 2010

Enquanto os Estados Unidos e seus aliados da OTAN utilizam todos os meios diplomáticos e político-estratégicos para convencer o mundo da ameaça nuclear representada pelo Irã, países muito mais perigosos desenvolvem silenciosamente programas nucleares sem qualquer vigilância internacional, como é o caso da Arábia Saudita.

A Arábia Saudita é o berço ideológico do fundamentalismo islâmico moderno, nascido e gestado nas madrassas mais radicais, espalhadas no velho reino dos sauds. Foi ali que  fundamentalismo islâmico wahhabi criado na Arábia Saudita, encontrou fértil terreno para se desenvolver e tornar-se ainda mais radical no século XX, sob a influência do egípicio Sayed Qutb. Curiosamente, os países que adotaram tal versão (ou seita) fundamentalista e sectária do Islã geralmente eram governados por regimes totalitários,  verdadeiras ditaduras protofascistas.

Via de regra, o conservadorismo religioso e fundamentalista foi incentivado pelas elites locais como forma de conter os partidos e grupos políticos laicos e progressistas (nacionalistas, terceiromundistas ou socialistas), que defendiam medidas desenvolvimentistas e modernizadoras na região. Todas essas formas de desenvolvimento ou modernização eram vistas como ameaçadoras pelas elites mais conservadoras da região.

Na Arábia Saudita a monarquia protofascista sempre teve dificuldades para se sustentar em um ambiente de tensões sociais extremas, ampliadas pelas desigualdades aberrantes ali existentes, e por um processo de rápida inserção de sua elite no mundo ocidental capitalista. Essa inserção rápida namodernidade provocou fortes reações ultraconservadoras, que, por sua vez, forjaram a aliança do regime totalitário com os fundamentalistas conservadores. Foi justamente nesta versão radicalmente conservadora e fundamentalista da religiosidade local, que o governo ditatorial da família Saud encontrou apoio para continuar submetendo o povo sob seu regime protofascista, mantendo a governabilidade do país pela força, medo, coersão e misticismo radical. Esses regimes totalitários ultra-conservadores receberam ainda apoio externo, dos EUA e de países europeus, durante toda a Guerra Fria, pois as potências capitalistas muitas vezes passaram a ver o fundamentalismo fascista como um mal menor na luta contra a União Soviética.

Hoje, a Arábia Saudita é uma ditadura onde a elite vive em meio a uma abundância indescritível, alimentada pelo controle do clâ Saud sobre as reservas de petróleo da nação, que são consideradas reservas privadas da família real. Enquanto isso, mais da metade da população vive na miséria, condenada ao analfabetismo, sem acesso a educação ou saúde públicas (apenas escolas e hospitais religiosos), com um índice de desemprego de cerca de 35 a 40%.

A resistência à qualquer mudança ou reformas político-econômicas fes com que a Arábia Saudita se tornasse um país ainda mais conservador. Costumes feudais voltaram a ser valorizados e, em pleno século XXI, o país contunua a aceitar a escravidão de mulheres e considera que as mulheres estupradas são culpadas por “provocarem” os homens. O sistema “judiciário” saudita condena todos os anos, dezenas de mulheres estupradas à prisão e chicoteamento, como se não fossem vítimas mas culpadas pelos crimes de seus próprios algozes.

O modelo de “tratamento das mulheres” defendido pelo Taleban,  e tão criticado no “Ocidente”, foi claramente inspirado no modelo saudita, embora este último raramente seja lembrado. Até porque, durante as últimas décadas, os sauditas vêm financiando madrassas em todo o Oriente Médio, (especialmente no Afeganistão), especializadas na difusão  de uma interpretação ultraconservadora, dogmática e sectária das leis religiosas, que afronta a dignidade humana e os princípios humanistas do próprio Islã.

Especificamente no Afeganistão, os sauditas ajudaram a finaciar a criação da Al Quaeda nos anos 1980, para combater os “terríveis” comunistas “ateus” da URSS, resultando em uma longa guerra civil que destroçou o país, deixou marcas de sangue e violência  na sociedade afegã, irreparáveis até os dias de hoje.

Durante os anos 1990 os sauditas continuaram financiando redes terroristas, incluindo a Al Qaeda e o Taleban no Afeganistão, expandindo suas conexões terroristas para outros continentes, quando passaram a atuar enquanto rede “global” (Bósnia, Kosovo, Chechênia e Cáucaso, Somália e vastas regiões da Ásia Central, Sinkiang, Paquistão e mais recentemente no Iraque).Os Estados Unidos nunca se incomodaram com a atuação saudita, enquanto os alvos do terrorismo eram governos rivais (Iugoslávia, Somália, Rússia, China). Mesmo após os atentados contra os EUA de 11 de setembro de 2001, o governo estadunidense não rompeu com a conexão saudita, que continuou a financiar grupos terroristas na Chechênia (Rússia) e no Sinkiang (China), dentre outros países da Ásia Central (Tadjiquistão, Quirquistão).

Recentemente, voltaram a proliferar denúncias de que milionários sauditas, inclusive membros da família real, continuam financiando o terrorismo fundamentalista no Iraque e Afeganistão:

Concil on Foreign Relations, 14/09/2007, “Saudi Arabia: Terrorist Financing Issues

Los Angeles Times, 29/10/2001, “U.S.: Money trail leads to Saudi

The Huffington Post, 02/04/2008,  “US: Saudi Arabia Is Prime Source Of Terror Funds

Los Angeles Times, 30/09/2009, “Saudi Arabia-based charities still funding terrorists, GAO says

Lauderin Money, 20/04/2010, “Terrorism funding remains a constant concern

The Guardian, 25/06/2010, “West’s financial system must stop flow of dirty money

The Times, 31/05/2010, “Terror link alleged as Saudi millions flow into Afghanistan war zone

Pode-se considerar, sem grandes reservas que o fascismo-religioso saudita tornou-se uma das maiores ameças à estabilidade no Oriente Médio e Ásia Central, ameaçando claramente os vários povos da região.  A elite saudita ataca seu povo diariamente, jogando a maioria da sua população na miséria absoluta, enquanto desfruta da maior renda petrolífera do mundo. Essa elite usa do totalitarismo e da opressão religiosa para se manter no poder, humilhando a dignidade de suas mulheres e financiando o terrorismo no Iraque e no Afeganistão. Se esta elite não assume o mínimo de responsabilidade em relação ao seu próprio povo ou aos vizinhos, o que se pode esperar do crescente envolvimento de magnatas sauditas com o financiamento do terrorismo na região?

Entretanto, mesmo diante de tudo isso, os EUA e outros países europeus vem oferecendo apoio ao programa nuclear saudita e oferecendo acordos de transferência de tecnologia nuclear para este país, ao longo dos últimos anos:

Haaretz, 16/08/2008, “Bush offers Saudis nuclear power in exchange for more oil

Global Security, 18/05/2008, “Bush in Saudi Arabia for Nuclear Deal

Arabian Business, 17/04/2010, “Saudi Arabia sets up nuclear energy science centre

Arab News, 17/06/2010, “Kingdom may enrich uranium for nuclear plants

Essa situação compromete seriamente o discurso dos Estados Unidos e demais potências da OTAN em defesa da não proliferação nuclear. Como é possível que tantas pessoas continuem acreditando nas boas intensões deste discurso em prol do “Apartheid Tecnológico”, quando este se volta apenas contra os países que não são aliados dos EUA, e seus aliados, mesmo aqueles que financial o terror, podem continuar desenvolvendo programas nucleares secretos? Porque os Estados Unidos insistem em atacar o Irã, único país muçulmano da região que sempre viu a Al Qaeda como inimigo natural?

Tudo indica que a agenda da política externa dos EUA continua “sequestrada” pelos neoconservadores americanos, que tanta simpatia têm pelo fundamentalismo religioso de seitas cristãs sectárias do “Ocidente,” e pelo visto, simpatizam também com outros fundamentalismos totalitários e sectários pelo mundo afora. Resta saber se estas “simpatias” são apenas ideológicas ou se existem interesses ainda mais nefastos por detrás das alianças internacionais estabelecidas pelos neoconservadores norte-americanos .

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Arabian Business
Saturday, 17 April 2010

Saudi Arabia sets up nuclear energy science centre

by Tamara Walid & Reem Shamseddine


Top oil exporter Saudi Arabia may mine and enrich uranium to fuel power plants if it embarks on a civilian nuclear energy programme, a consultant preparing a draft nuclear strategy for the kingdom said on Wednesday.

The United Nations has just slapped a fourth round of sanctions on Saudi regional rival Iran for refusing to halt enrichment, which with further refinement can yield materials for weapons.

Western powers fear Iran is using its nuclear programme to develop weapons, while Tehran says it needs power generation to meet rapidly rising demand.

Related news:

http://www.arabianbusiness.com/586178-saudi-arabia-sets-up-nuclear-energy-science-centre
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16 May 2008

Bush in Saudi Arabia for Nuclear Deal

By Scott Stearns

Riyadh

U.S. President George Bush is in Saudi Arabia for talks with King Abdullah marking the 75th anniversary of diplomatic relations between Washington and Riyadh. VOA White House Correspondent Scott Stearns reports, the two leaders are expected to reach agreement on civilian nuclear technology.

President Bush and King Abdullah inspected a military honor guard in Riyadh before private talks at the king’s horse farm outside the capital.

They will discuss a deal to help the kingdom develop civilian nuclear power for medical and industrial uses as well as generating electricity. The agreement provides access to safe, reliable fuel sources for nuclear reactors and demonstrates what the Bush Administration calls Saudi leadership as a non-proliferation model for the region.

The agreement expands cooperation to better safeguard the kingdom’s vast oil reserves and its pipeline distribution system, as well as borders.

As part of the deal, Saudi Arabia joins a global initiative to combat nuclear terrorism to enhance the protection of nuclear systems and improve its ability to detect and confiscate illegally held nuclear material.

The kingdom also joins an international alliance to combat the proliferation of weapons of mass destruction and related materials, including delivery systems.

President Bush says he will ask King Abdullah to boost Saudi oil production to drive down record energy prices. A similar request in January was denied as Saudi output has held steady at just over 8.5 million barrels a day.

Relations between Washington and Riyadh are strained by the war in Iraq. Unlike the first Gulf War when Saudi Arabia boosted oil production and helped pay for the liberation of Kuwait, the kingdom opposed America’s 2003 invasion to topple Saddam Hussein.

U.S. National Security Advisor Steve Hadley says it remains a partnership of common interests.

“So I think the relationship is in pretty good shape. That’s not to say that there weren’t stresses – obviously the Iraq war was a stress, and managing the situation, subsequent. There are still issues, I’m sure, the Saudis raise with us. We have issues that we raise with them,” said Hadley. “We would like to see them offering greater diplomatic support for Iraq, embracing Iraq as a part of the Arab family. They have not gone as far as we would like on that score.”

Relations also soured following the 2001 terrorist attacks in New York and Washington in which 15 of the 19 hijackers were Saudi.

John Alterman directs the Middle East Program at the Center for Strategic and International Studies, a public policy research group in Washington.

“This relationship has been unalterably changed partly by the events of September 11, partly by what’s happened in Iraq, partly by a Saudi sense that the United States isn’t nearly as competent as they thought,” said Alterman. “And while there is no alternative to the United States, there is suddenly a need to hedge against U.S. incompetence. That changes the whole way these meetings go, and it changes what happens when the U.S. president says I really need you to do this.”

President Bush leaves Saudi Arabia Saturday for Egypt and separate talks with President Hosni Mubarak as well as Afghan President Hamid Karzai, Jordanian King Abdullah, and Palestinian President Mahmoud Abbas.

http://www.globalsecurity.org/wmd/library/news/saudi/saudi-080516-voa01.htm



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FUP organiza debate sobre soberania e petróleo na Era do Pré-Sal

26 de junho de 2010

Imprensa da FUP

23/06/2010

FUP e especialistas discutem soberania e petróleo na era do pré-sal

Em seminário realizado nesta quarta-feira, 23, em São Paulo, a FUP voltou a reafirmar que o monopólio estatal é o melhor caminho para garantir a soberania energética do Brasil e transformar o pré-sal em um bem social. Realizado pela MGiora Comunicação e pela Petrobrás, com apoio da FUP, o seminário “Pré-sal e a nova lei do petróleo – desafios e possibilidades” contou com a participação de trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e representantes dos sindicatos de petroleiros.

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Lítio no Afeganistão: EUA anunciam que reservas do mineral podem ser as maiores do mundo

19 de junho de 2010

Após quase uma década de ocupação militar, esta semana os Estados Unidos anunciaram a “descoberta” de grandes depósitos de minerais estratégicos no Afeganistão. Dentre as “descobertas” anunciadas estão vastas reservas de cobre e lítio, minerais estratégicos para as indústrias de materiais elétricos, indústrias de equipamentos eletroeletrônicos e de comunicação.

O lítio, em especial, é um mineral absolutamente fundamental para o desenvolvimento atual de baterias elétricas, como a utilizadas nos celulares, aparelhos de MP3, notebooks e, mais recentemente, nos carros elétricos.

As maiores reservas atualmente conhecidas de Lítio localizam-se no altiplano boliviano. Além da Bolívia,  Chile e Peru possuem algumas das maiores reservas de cobre do mundo, outro mineral fundamental para a indústria de materiais elétricos. Como vem sendo muito bem defendido por Fernando Sebben, a região central da América do Sul, incluindo Bolívia e Peru, teria um grande potencial de desenvolvimento associado à indústria da “Era da Informação”, caso estes recursos minerais fossem industrializados na região ao invés de exportados em estado bruto.

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Como funciona a extração de petróleo em águas profundas

17 de junho de 2010

BBC Brasil

17 de junho, 2010

Entenda como funciona a busca de petróleo em águas profundas


Em busca das últimas reservas de petróleo do planeta, as companhias petrolíferas nunca antes atuaram tão longe da costa e da superfície. Antes inviável economicamente, a exploração em águas profundas ganhou fôlego com aumento do preço das cotação do petróleo em 2006 e 2008.

Agora, porém, o presidente americano Barak Obama afirmou que o vazamento de petróleo no Golfo do México terá impacto duradouro nas políticas ambientais, o que pode incluir a intensificação da busca de fontes alternativas de energia.

O Mineral Management Service, ligado ao governo dos Estados Unidos, contabilizava, em 2008, a existência de 31 estruturas para extração de petróleo em águas profundas no Golfo do México, em comparação com apenas três em 1992. Em 2008, as águas do Golfo do México ganharam sete novos projetos do gênero – entre eles, o campo de Thunder House, atualmente responsável pela maior produção da região.

A exploração avança também em outras partes do mundo, sobretudo no chamado Triângulo Dourado, formado pelo Golfo do México e as costas do Brasil e do Oeste da África, na Nigéria e em Angola.

Entre as maiores reservas em águas profundas descobertas nos últimos anos estão os campos de Tupi e Júpiter, na Bacia de Santos, no Rio de Janeiro. Ainda na América do Sul, teve início no começo do ano a extração de petróleo nas Malvinas – operação até então considerada economicamente inviável pelo fato de o petróleo estar distante demais da superfície.

Tecnologia

Além das cotações favoráveis, os avanços tecnológicos também incentivam a busca de petróleo em águas cada vez mais profundas.

As companhias petrolíferas agora têm condições de realizar a extração nas chamadas águas ultraprofundas, a mais de 500 metros da superfície – como era o caso da operação da plataforma da BP que explodiu no Golfo do México no último dia 20.

Segundo avaliação da Exxonmobil – empresa que se diz a maior do mundo em exploração de águas profundas –, apenas metade das reservas do gênero conhecidas é explorada. A empresa espera que, nos próximos anos, parte substancial de seu faturamento venha do petróleo extraído a grande profundidade.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/06/100617_wide_petroleira_seguranca.shtml

Notícias relacionadas na BBC Brasil:

Petroleiras nos EUA estão despreparadas para acidentes, diz parlamentar
Vazamento no Golfo pode chegar a 60 mil barris por dia, diz nova estimativa
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Irã finaliza acordo bilionário de gasoduto para o Paquistão

13 de junho de 2010

The Economic Times – India Times
13 Jun, 2010
IST, REUTERS

Iran approves “peace pipeline” deal with Pakistan

Iran finalised a $7 billion “peace pipeline” deal on Sunday to export natural gas to Pakistan by 2015, Iran’s state television reported.

“The deal was signed. Export of Iran’s gas to Pakistan will be launched by the end of 2015,” state TV reported.

“For 25 years Iran will export one million cubic metres of natural gas to Pakistan per day,” it said.

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Argentina envia carta sobre Malvinas para embaixada britânica em Buenos Aires

24 de maio de 2010

Acessado no  Blog   Geopolítica  do  Brasil


segunda-feira, 24 de maio de 2010

Argentina envia carta sobre Malvinas a embaixadora britânica em Buenos Aires

EFE

O Ministério das Relações Exteriores argentino entregou nesta segunda-feira à embaixadora do Reino Unido em Buenos Aires, Shan Morgan, uma carta em protesto pela política britânica sobre as ilhas Malvinas, em resposta à queixa feita por Londres devido aos controles marítimos impostos no arquipélago.

Na carta, entregue à embaixadora pelo chefe de gabinete do Ministério das Relações Exteriores, Alberto D’Alotto, a Argentina protesta pelo que considera atos “unilaterais e ilegítimos” do Reino Unido, como as explorações de petróleo autorizadas na plataforma continental das Malvinas, segundo fontes da Chancelaria.

A carta responde também à queixa feita por Londres ao encarregado de negócios argentino, Osvaldo Mársico, pela decisão argentina de impor controles marítimos nas proximidades do arquipélago.

A Argentina sustenta que as normas impostas “regulam o tráfego marítimo de cabotagem entre portos localizados em território argentino, e, portanto, concordam com o direito do mar”.

Além disso, na carta, a Argentina convida novamente o Reino Unido a retomar as negociações sobre a disputa pela soberania das ilhas, que os dois países reivindicam desde 1833.

A situação das Malvinas é uma “ocupação pela força”, denunciou hoje o vice-chanceler argentino, Victorio Taccetti, em declarações à imprensa local.

O governo da Argentina exige há três meses uma autorização especial aos navios que naveguem por águas argentinas, depois que empresas britânicas iniciaram operações de exploração de petróleo perto das ilhas.

Fonte: EFE

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Acessado no  Blog   Geopolítica  do  Brasil

http://brasilnicolaci.blogspot.com/2010/05/argentina-envia-carta-sobre-malvinas.html
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O Irã e o império decadente

23 de maio de 2010

Folha de S.Paulo

23/05/2010

O Irã e o império decadente

Luiz Carlos Bresser Pereira *

Há algum tempo, o establishment mundial recebeu com um misto de irritação e descrença a notícia de que o presidente Lula se dispunha a intermediar a questão do Irã.

Na semana passada a diplomacia brasileira alcançou um êxito histórico em Teerã ao lograr que o governo nacionalista islâmico do Irã aceitasse o acordo sobre a troca de urânio pouco enriquecido por urânio enriquecido a 20% nos mesmos termos que as grandes potências e a AIEA(agência atômica da ONU) haviam proposto há seis meses.

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Reator de submarino nuclear brasileiro fica pronto em 2014 e será modelo para usinas civis

23 de maio de 2010

Agência Brasil

23/05/2010

Reator de submarino nuclear fica pronto em 2014 e será modelo para usinas

Vladimir Platonow

Repórter da  Agência Brasil

Rio de Janeiro – Os dez prédios em construção no complexo militar de Aramar, em Iperó (SP), vão abrigar o Laboratório de Geração Nucleoelétrica (Labgen), de onde sairá o primeiro reator nuclear 100% brasileiro – os de Angra 1 e 2 são, respectivamente, norte-americano e alemão.

A principal aplicação do reator será equipar o primeiro submarino nuclear brasileiro, que deverá entrar em operação por volta de 2020. No prédio principal será montada uma réplica em escala real do submarino, para testar cada detalhe do reator, do motor e de todos os sistemas da embarcação, além de treinar a tripulação.

O reator será de uma nova família, bem mais eficiente energeticamente do que os anteriores, podendo usar combustível menos enriquecido e prolongando em muito a troca por uma nova carga.

“Inicialmente vamos trabalhar em torno de 5% [de enriquecimento]. À medida que houver as evoluções, tende-se a ir a 20%. O gerenciamento do combustível hoje é mais inteligente. Consegue-se que o urânio fique mais tempo gerando energia”, explicou o coordenador do Programa de Propulsão Nuclear da Marinha, capitão de mar e guerra André Luís Ferreira Marques, em entrevista à Agência Brasil.

“Nos primeiros navios, tirava-se o urânio ainda com muita energia para queimar, porque eles não conseguiam gerenciar isso direito”, lembrou Marques.

Ele destacou que, além de proporcionar um ganho na área da Defesa, a construção do reator vai beneficiar a sociedade como um todo, já que, extrapolando a escala, o mesmo tipo de projeto poderá mover uma usina nuclear.

“As próximas usinas nucleares usarão tecnologia brasileira, se não em tudo, em uma graduação, chegando futuramente a 100%. O Labgene é o preâmbulo das futuras usinas nacionais. Nós desenvolvemos os fornecedores, que já estão acostumados com as normas técnicas, os cuidados e as inspeções de controle de qualidade, para fazer equipamentos maiores”.

Para Ferreira Marques, “é o início do big bang [uma alusão à teoria da chamada grande explosão que resultou na criação do universo, aceita por parte dos cientistas]. A gênese dos reatores de potência”.

Edição: Tereza Barbosa

Iperó (SP) - O capitão Ferreira Marques mostra projeto do futuro submarino nuclear brasileiro - Foto: Vladimir Platonow - AgênciaBrasil

Iperó (SP) - Operário verifica detalhes da usina do complexo militar de Aramar, no Centro Militar da Marinha, que entra em operação neste ano - Foto: Vladimir Platonow - AgênciaBrasil

http://agenciabrasil.ebc.com.br/web/ebc-agencia-brasil

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Belo Monte e o desenvolvimento do Brasil

22 de maio de 2010

Jornal do Brasil

22/05/2010

Belo Monte e o desenvolvimento do Brasil

Humberto Viana Guimarães

RIO – Antes que algum curioso (normalmente mal-informado) saia por aí dando opiniões sobre a conveniência e viabilidade da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e outras hidrelétricas previstas para região amazônica, seria de bom tom que essas pessoas estudassem mais e se inteirassem melhor dos fatos. Assim procedendo, dar-se-iam conta do ponto mais importante e que é mandatório para o crescimento de qualquer país: disponibilidade de energia farta.

Para que o Brasil tenha um crescimento anual e contínuo de 5% do PIB nos próximos anos, é imperativo que sejam disponibilizados 4 mil MegaWatts (MW) a cada ano. Isso representa a entrada no parque gerador de uma usina do porte de Belo Monte a cada ano (essa hidrelétrica terá garantia física de 4.571 MW médios (MWmed).

O resto é conversa fiada de aproveitadores que mamam nas tetas de algumas ONGs e usam os índios e ribeirinhos como “bucha de canhão” para criar tumulto. Como bem expressou o professor da PUC-GO Jean-Marie Lambert (jornal O Popular, Goiânia, 09/05/10): “Difícil explicar (James) Cameron, mas a Amazônia não é enfeite… nem jardim botânico de alemão, zoológico de holandês ou museu antropológico de suíço. É sim, bem econômico à espera de desenvolvimento. Sustentável… é ponto pacífico”.

Se os mal-informados tivessem hábito da leitura, saberiam que, pelos números da Aneel, em 15/05/2006 tínhamos potência fiscalizada de 94.202,510 MW e exatos quatro anos depois temos 108.333,978 MW, ou seja, neste período tivemos somente 3,75% de crescimento na oferta de energia (nota: pela definição da Aneel, “a potência fiscalizada é igual à considerada a partir da operação comercial da primeira unidade geradora”). Apesar dos discursos ufanistas do governo petista que tanto critica o governo FHC pelo ocorrido em 2001, não resta dúvida de que só não tivemos problemas de racionamento de energia no governo Lula devido ao baixo crescimento do PIB brasileiro (média de 3,57% desde 2003).

Assim, e tendo em vista que os empreendimentos hidrelétricos na região amazônica, devido à sua complexidade e logística, têm período de maturação – entre os estudos de viabilidade até a operação da primeira turbina – muito mais longo, é necessário que busquemos alternativas complementares, enquanto se concretizem os empreendimentos amazônicos.

Opções não faltam, tais como: a) o setor sucroalcooleiro, tendo garantia firme de compra, tem condições de disponibilizar 10 mil MW, que podem dobrar em médio prazo; b) a energia eólica, antes incipiente, está crescendo e pode contribuir em curto prazo com outros 10 mil MW; c) as pequenas centrais hidrelétricas – PCHs – que atualmente têm 3.125,987 MW e outros 882,291 MW em construção, podem dar enorme contribuição e agregar, no mínimo outros 3 mil MW; d) usar o gás natural (GN), que é queimado pela Petrobras, para a geração térmica. Segundo dados da ANP referentes aos três primeiros meses de 2010, houve queima diária média de 7,4 milhões de m³ de GN, volume que, somado à metade do que é reinjetado (12,3 milhões de m³), ou seja, cerca de 13 milhões de m³, daria para gerar em torno de 2 mil MW; e e) outra providência pouco discutida, mas de enorme importância e valor e que teria efeito quase imediato, seria a repotenciação de várias hidrelétricas com mais de 20 anos de operação (há casos de até 50 anos!). Essa providência, simples e de baixo custo, poderia acrescentar 3 mil MW. Importante ressaltar que essas opções não substituem os grandes empreendimentos hidrelétricos produtores de grandes blocos de energia.

Se implementarmos as soluções citadas acima, teríamos para ofertar em curto/médio prazos mais 28.000 MW, que representam 25,85% dos atuais empreendimentos fiscalizados, que somados aos empreendimentos em construção – 18.101,500 MW (fonte: Aneel) – nos dariam segurança energética até que se construíssem as hidrelétricas da região amazônica, aí incluída a UHE Belo Monte.

No entanto, para que esse potencial amazônico seja bem aproveitado e que de fato traga benefícios reais para o país, é necessário: 1º) Que haja uma melhor precificação do MegaWatt, pois o valor do lance de R$ 77,97/MW de Belo Monte é prejuízo na certa; 2º) que os orçamentos das obras sejam feitos em bases mais realistas, levando em conta que construir uma hidrelétrica na região amazônica é totalmente diferente do que construir uma similar na região Sudeste, por exemplo; e 3º) que as obras sejam executadas por consórcios de empresas construtoras que tenham conhecimento da região e dos projetos, suporte técnico e financeiro, e principalmente expertise em projetos de tal magnitude, e não por aqueles montados a toque de caixa para atender prazos eleitoreiros.

* Engenheiro civil e consultor

http://jbonline.terra.com.br/pextra/2010/05/22/e220516542.asp
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acessado a partir do Blog Geografia & Geopolica :

Mapas, Fotos e Imagens relacionadas a este post

Complexo Hidreletrico de Belo Monte
Região em que será construída a Usina de Belo Monte
Ilustração: Arte do projeto de Belo Monte
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Sabotando o desenvolvimento do Brasil :
James Cameron, canadense radicado nos EUA, diretor do filme Avatar, em manifestação contra a construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA). Estados Unidos e Canadá, juntos, consomem 20% de toda a energia hidrelétrica produzida do mundo, mas defendem que o Brasil não pode construir novas usinas.
Foto: Valter Campanato – Agência Brasil
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Projeto da Hidrovia do Rio Xingu - o papel da construção de uma Eclusa na Usina de Belo Monte
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Video: Vazamento de petróleo nos Estados Unidos se espalha por 90km no Golfo do México

20 de maio de 2010

Video: Vazamento de petróleo nos Estados Unidos se espalha por 90km de distância do local do acidente, na Plataforma da BP no Golfo do México

BBC – Brasil

http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2010/05/100518_vazamento_costa_video.shtml
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O Ministro Celso Amorim diz que acordo com Irã é resultado de negociação

18 de maio de 2010

Agência Brasil

18/05/2010

Amorim diz que acordo de Teerã é resultado de negociação

Luiz Antônio Alves

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (18) que um dos detalhes mais importantes da Declaração de Teerã é que o documento é resultado de uma negociação, e não da confrontação. Segundo o chanceler, o documento assinado ontem em Teerã resume avanços notáveis em relação a todas as situações anteriores.

O documento obtido com a intermediação do Brasil e da Turquia prevê a troca de urânio do Irã levemente enriquecido por combustível que seria produzido provavelmente pela Rússia e pela França.

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As relações do Brasil com o Irã e a questão nuclear

18 de maio de 2010

Meridiano 47

18/05/2010

As relações do Brasil com o Irã e a questão nuclear

André Luiz Reis da Silva

O Brasil e a diplomacia brasileira tiveram um grande sucesso nos últimos dias. Visto por muitos de forma cética, a interlocução do Brasil no caso do Programa Nuclear Iraniano teve bom resultado, embora provisório. O presidente Luis Inácio Lula da Silva intermediou, em Teerã, um acordo entre o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro da Turquia, Tayyiq Erdogan. O acerto tem como base o envio de 1,2 mil quilos de urânio iraniano para a Turquia, que estocaria o material enquanto França e Rússia o enriqueceriam em 20% – tratamento insuficiente para o uso militar, mas suficiente para fins pacíficos.

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Governo Federal lança programa de expansão do dendê

4 de maio de 2010

Embrapa

04/05/2010

Governo Federal lança programa de expansão do dendê

Daniela Collares  -  Embrapa Agroenergia

Ana Laura Lima  -  Embrapa Amazônia Oriental

Governo Federal lança programa de expansão do dendê - Foto: Rui Gomes

Governo Federal lança programa de expansão do dendê - Foto: Rui Gomes

 
 

 Inclusão social, emprego e renda, plantio e parceria, ordenamento territorial, produtividade e competitividade, sustentabilidade e biodiversidade e investimento aliado ao desenvolvimento são pressupostos que dão suporte ao Programa de Produção Sustentável de Palma de Óleo no Brasil – DENDEPALM. O Programa será lançado pelo Governo Federal na próxima quinta-feira, 06.05, às 9 horas, na Associação Agropecuária do Vale do Acará, em Tomé Açu/PA.

O Programa tem foco temático em produtividade com sustentabilidade – com atenção especial à agricultura familiar – sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da Republica, e dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Desenvolvimento Agrário, de Minas e Energia e do Meio Ambiente. A idéia é incentivar a assistência técnica, o crédito para o pequeno produtor e a pesquisa e inovação.

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Irã: Não é o perigo nuclear, é o industrial. Quanto ao mais é só estratégia

2 de maio de 2010

Pátria Latina

02/05/2010

Não é o perigo nuclear, é o industrial. Quanto ao mais é só estratégia

Anna Malm *

De um lado o Afeganistão e o Iraque porque estão localizados estratégicamente em relação ao contrôle de tôda a região do Oriente Médio. Aí está o porque de precisarem ser desarticulados, empobrecidos e dominados. De outro lado o Irã e a Síria porque são os que tem capacidade de poder deter a marcha dos avanços criminosos na região. Aí está o porque de precisarem cair de joelhos e pedir perdão, mas isso não antes de estarem bem humilhados e enfraquecidos não estando mais em condições de influenciar ou servir de exemplo à ninguém. Quatro países, uma região, uma agressão, dois motivos principais. Os motivos desdobrando se em impedir uma oposição capaz (Irã e Síria) e em poder manter o contrôle do fluxo energético do Oriente Médio (Iraque e Afeganistão). Uma olhadela rápida ao mapa mostrará o porque.

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Russia, China e Irã estão vencendo os EUA na “Guerra dos Gasodutos”?

1 de maio de 2010

CCPA Monitor
01/05/2010

U.S. and its Allies Foiled

Russia, China, Iran defeat U.S. in the “pipeline wars”

by Asad Ismi

A major reason for the U.S.-led invasion and occupation of Afghanistan was the building of a pipeline through the country that would take natural gas from Turkmenistan to India and Pakistan. Canada and the other 44 Western countries occupying Afghanistan are supporting this U.S. objective by bolstering Washington’s military position in the country.

Turkmenistan, which borders Afghanistan, contains the fourth largest reserves of natural gas in the world. The U.S. has been trying to set up the pipeline for a decade, having first negotiated the venture with the ousted Taliban government. Two months after these negotiations broke down, Washington overthrew the Taliban in October 2001 when it invaded Afghanistan.

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Brasil precisa de uma Belo Monte por ano de energia

24 de abril de 2010

Agência Brasil
24/04/2010

Para especialista, Brasil precisa de uma Belo Monte por ano de energia

Sabrina Craide

Repórter da Agência Brasil

Brasília – O crescimento da economia brasileira vai levar a um aumento no consumo de energia e o país vai precisar a cada ano de cerca de 4 a 5 mil megawatts de capacidade nova instalada. Isso equivale à quantidade de energia estimada para a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que deverá entrar em operação em 2015. A avaliação é do coordenador do Grupo de Estudos do Setor de Energia Elétrica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Nivalde de Castro

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Gazprom inicia construção do gasoduto submarino “Nord Stream” entre Rússia e Alemanha no Mar Báltico

9 de abril de 2010

DW-World Deutsche Welle

09/04/2010

Estatal russa Gazprom inicia construção de gasoduto estratégico no Báltico

Jutta Wasserrab     e    Marcio Damasceno

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5449742,00.html

Primeiros  tubos começam a ser submersos

A construção do gasoduto Nord Stream, projeto milionário que atravessará o Mar Báltico, foi iniciada oficialmente nesta sexta-feira (9/4). A cerimônia de inauguração das obras, realizada na baía russa de Portovaya, próxima à fronteira finlandesa, contou com a presença do presidente russo, Dimitri Medvedev, e do ex-premiê alemão Gerhard Schröder.

A partir de 2011, o duto deverá transportar anualmente até 55 bilhões de metros cúbicos de gás à Europa Ocidental, o que corresponderia a cerca de 11% da demanda esperada para a região no ano de 2030.

O projeto, orçado em 7,4 bilhões de euros, foi concebido como complemento estratégico aos velhos dutos, que atravessam Ucrânia e Polônia. Os conflitos entre a gigante russa Gazprom e a Ucrânia, que provocaram interrupções no abastecimento europeu nos últimos anos, parecem ter tornado a iniciativa ainda mais urgente.

Russos deixaram concorrência para trás

Nord Stream, South Stream, Nabucco. Todos eles devem levar gás natural do Oriente para a Europa Central. Quanto ao Nabucco, há apenas uma declaração política de intenções; já no caso de South Stream, o processo está um pouco mais adiantado. O gasoduto Nord Stream, por sua vez, começa a ser construído agora sob o Báltico. E com ele a estatal russa Gazprom deixou a concorrência bem para trás.

Nas próximas décadas, a Rússia vai fornecer à Alemanha e à Europa Central ainda mais gás. “O consumo crescerá. Por isso, é sensato ter acesso aos principais fornecedores. E a Rússia é uma”, afirmou Schröder.

Quando no poder, o político social-democrata se empenhou pessoalmente no projeto. Hoje Schröder é o presidente do conselho de administração e o principal lobista da Nord Stream, grupo proprietário do gasoduto do Mar Báltico. “A Rússia também era uma importante fornecedora de energia nos tempos da Guerra Fria, e nunca tivemos problemas com a segurança do abastecimento. Tenho certeza de que isso não vai mudar no futuro.”

Medvedev e  Schröder inauguraram as obras Medvedev e Schröder inauguraram as obras


Gazprom se adiantou aos fatos

Por trás da Nord Stream, entretanto, está a Gazprom, empresa estatal russa e maior produtora de gás natural no mundo. O consórcio liderado pela Gazprom criou fatos, antes mesmo de se decidir se o gasoduto poderia ser mesmo construído.

Já desde 2007, a empresa vem encomendando tubos de aço reforçados com concreto, apropriados para uso subaquático. A aprovação final e o dinheiro chegaram, no entanto, apenas há algumas semanas.

A Nord Stream bate, assim, um concorrente que ainda nem chegou a implementar seu projeto: o gasoduto Nabucco, iniciativa do grupo austríaco de energia OMV. E por trás do Nabucco também está um veterano da política alemã: o verde Joschka Fischer, ex-ministro do Exterior.

“O que não queremos é um monopólio. Acho sensato que nós, europeus, garantamos a segurança energética através de um vasto leque de ofertas”, argumenta Fischer.

Nabucco quer romper monopólio russo

E isso significa, em linguagem simples, que Fischer e seu consórcio pretendem quebrar o domínio dos russos. O gasoduto Nabucco, que tem participação da gigante alemã de energia RWE, deve transportar gás da região do Mar Cáspio (e, portanto, não da Rússia) para a Europa Ocidental por uma rota ao sul do Mar Negro. O Nabucco é tido como o projeto predileto da Comissão Europeia.

Favorizado pela UE, o Nabucco deve levar gás da região do Mar Cáspio até a Europa

As palavras do comissário de Energia da UE, o alemão Günther Oettinger, não deixam margem de dúvida. “O Nabucco não é apenas um potencial duto novo, é um projeto europeu. E passa por uma outra região rica em gás, o Mar Cáspio, reduzindo pela metade a dependência da Europa. Por um lado, a dependência tecnológica diminui em decorrência da criação de uma rota adicional; por outro, o gás viria de uma região diferente, por meio de outras parcerias, o que também reduz significativamente a dependência.”

Alternativas podem tornar supérfluos novos gasodutos

No entanto, há um inconveniente. O gasoduto Nabucco é politicamente desejado, mas até hoje nenhum dos investidores sabe de onde deverá vir o gás. Eles viajam regularmente ao Azerbaijão, ao Turcomenistão e ao Iraque – até agora sem contrato nenhum.

Além disso, o Nabucco pode se ameaçado pelo plano da Gazprom de construir o South Stream, um novo duto que deverá atravessar o Mar Negro diretamente ao norte do projeto austríaco e europeu.

Se a Agência Internacional de Energia estiver certa em sua previsão de que, em 2030, a Europa Ocidental terá uma demanda adicional de 200 bilhões de metros cúbicos de gás, não haverá problema, pois o mercado será suficiente para todos.

No entanto, também há prognósticos de que o consumo de gás da Europa vai se manter estável em decorrência da diversificação das fontes de energia. Neste caso, a Gazprom e a Rússia certamente dominariam o mercado de gás europeu.

Revisão: Simone Lopes

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5449742,00.html

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Leia também as análises sobre o tema:

Presidente da Rússia deu início à realização do projeto gasífero Nord Stream

http://darussia.blogspot.com/2010/04/presidente-da-russia-deu-inicio.html

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Nord Stream gas pipeline underwater construction starts

http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/8607214.stm

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Nord Stream: “The First Three Kilometres Are Laid”

9 de abril de 2010

Nord Stream

Zug, 09 April 2010.

Nord Stream: “The First Three Kilometres Are Laid”

http://www.nord-stream.com/uploads/media/Nord_Stream_Statement_Start_of_Pipe_Laying_eng_20100409.pdf

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  • Construction started in Swedish waters; first gas deliveries planned in 2011
  • One of three specialised pipelay barges is now laying the first section of the pipeline towards the Gulf of Finland
  • 1,224-kilometre long natural gas pipeline to connect European gas grid to Russia’s large gas reserves

Construction of the Nord Stream natural gas pipeline has started in the Swedish Exclusive Economic Zone of the Baltic Sea. The pipelay barge Castoro Sei (C6) began offshore pipe laying near the Island of Gotland and with a distance of 675 kilometres from the pipeline’s starting point near Vyborg, Russia, marking an important milestone for the Nord Stream project.

“The first three kilometres of the Nord Stream Pipeline are laid,” said Henning Kothe, Project Director, Nord Stream AG. “Now we are finally making our project a reality. During the permitting phase, we showed that we are planning a technically and environmentally safe project; now we will live up to our plans and create the infrastructure that will secure Europe’s gas supply for decades to come.” Since 2006, the Swiss-based consortium has thoroughly planned one of Europe’s largest infrastructure projects. When completed, the Nord Stream Pipeline will transport 55 billion cubic metres of natural gas a year to Europe.

Environmental Factors Play Important Role

Before Nord Stream could start constructing the first of its two pipelines, each of them with an inner diameter of 1.153 metres, the consortium underwent a permitting process involving all nine countries bordering the Baltic Sea. Detailed transboundary and national environmental impact assessments were carried out based on detailed studies of the Baltic Sea region. Nord Stream invested more than 100 million Euros in surveys and route planning. This led to the development of pipe-laying procedures and sequencing, as well as an environmental monitoring programme to meet safety and environmental requirements while enabling the construction vessels to work efficiently.

Three Specialised Pipelay Vessels

Throughout the project, a number of vessels will be used for different activities such as pipe supply, surveying, or anchor handling. Pipe laying itself will be carried out by three lay barges: Saipem’s Castoro Sei for most of the offshore construction, Saipem’s Castoro Dieci, near the German shore (from June 2010) and Allseas’ Solitaire in the Gulf of Finland (starting in September 2010). Each of these vessels is a floating factory: Continuously, concrete coated steel pipes, each about 12-metres long and weighing about 25 tonnes will be supplied from five stockyards located around the Baltic Sea. On board, pipes are bevelled and welded together to form the pipeline. Before they are lowered into their designated position on the seabed, each weld will be subjected to ultrasonic testing, millimetre by millimetre.

http://www.nord-stream.com/uploads/media/Nord_Stream_Statement_Start_of_Pipe_Laying_eng_20100409.pdf


http://www.nord-stream.com/fileadmin/Dokumente/3__PNG_JPG/4__Maps/The_Planned_Pipeline_Route_EN_rgb.jpg
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China muda a geopolítica do petróleo

4 de abril de 2010

O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2010 

China muda a geopolítica do petróleo

O crescimento hoje vem da Ásia, apesar de os Estados Unidos ainda serem o maior mercado e os responsáveis pela segurança no Golfo Pérsico

 

Jad Mouawad, The New York Times

 

Em meados do ano passado, a Arábia Saudita concluiu a construção do seu maior projeto de expansão na extração de petróleo, abrindo um novo campo capaz de produzir 1,2 milhão de barris por dia – mais do que toda a produção do Estado do Texas. O campo, chamado Khurais, é parte de um ambicioso projeto avaliado em US$ 60 bilhões para aumentar a produção saudita e atender à crescente demanda por energia. Mas o momento da conclusão da obra não poderia ser pior para a Arábia Saudita.

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Venezuela e Rússia fecham acordo bilionário no setor petroleiro

2 de abril de 2010

BBC Brasil

02/04/2010

Venezuela e Rússia fecham acordo bilionário no setor petroleiro

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, formalizaram um acordo petrolífero bilionário, nesta sexta-feira, para a criação de uma empresa binacional de produção e extração de petróleo na faixa petrolífera do rio Orinoco, no norte do país.

Estima-se que as reservas desta faixa petrolífera, ainda em processo de certificação, tenha capacidade de 513 bilhões de barris de petróleo, o que a tornaria a maior reserva de petróleo do mundo.

A parceria integra um conjunto de 31 acordos assinados pelos dois países durante a primeira visita do premiê russo à Venezuela.

A estatal venezuelana PDVSA e o consórcio russo conformado pelas empresas Rosneft, Lukoil, TNK-BP, Gazprom e Surgutneftgaz devem constituir uma empresa mista para operar no campo Junín 6 da faixa petrolífera. Venezuela e Rússia estudam ainda ampliar a parceria petrolífera a outros três campos da faixa do Orinoco.

O governo russo adiantou o pagamento de US$ 600 milhões ao governo venezuelano, como parte da entrada de US$ 1 bilhão que deve ser entregue para a constituição da empresa binacional.

No acordo de associação, PDVSA terá 60% das ações e o consórcio russo ficará com os outros 40%. O projeto final prevê a produção de 450 mil barris diários de petróleo pesado. A inversão prevista para o empreendimento é de US$20 bilhões no prazo de 40 anos.

Defesa

Durante a visita de Putin foram entregues os quatro últimos helicópteros militares Mi-17 que completam o lote de 38 aeronaves compradas em 2006 pelo governo venezuelano.

Ao ser questionado sobre a possível reação dos Estados Unidos em relação à aliança militar com a Rússia, o presidente da Venezuela Hugo Chávez argumentou que as recentes compras são para a defesa do país e que seu arsenal é “modesto”.

“Estamos nos equipando para a defesa. Vai ver o arsenal que tem a rainha da Inglaterra”, afirmou, ao acrescentar. “E agora estão ameaçando a Argentina (…) à rainha digo que devolva essas ilhas à Argentina, as Malvinas são argentinas”, disse Chávez, em referência à nova crise diplomática entre Argentina e Inglaterra.

Desde 2004, a Venezuela tem investido mais de US$ 4 bilhões na compra de armamentos russos. A aliança, considerada estratégica pelo governo de Caracas, permitiu a compra de 24 aviões de combate Sukhoi-30, 53 helicópteros de transporte e ataque e 100 mil fuzis de assalto 7,62 AK 103.

A Rússia passou a ser o maior fornecedor de armamentos para a Venezuela quando os Estados Unidos impuseram um bloqueio proibindo a venda de armas à Venezuela, impedindo, inclusive, a venda de 24 Supertucanos da Embraer para as Forças Armadas do país.

Os Estados Unidos também deixaram de enviar peças de manutenção para as frotas de aviões F-16, de tecnologia norte-americana .

“Lula uma vez me disse: Hugo, não perca mais tempo, não poderemos cumprir (com a venda dos aviões Supertucanos)”, disse Chávez.

“O império ianque não quer que tenhamos nem sequer um avião (…) não nos importa o que pense Washington, não estamos fazendo aliança contra Washington”, afirmou.

O primeiro-ministro russo argumentou que a soma dos gastos militares de todas as nações do mundo são menores aos investimentos norte-americanos nesta área.

Em seguida, Putin disse que para os russos “é bom que os Estados Unidos não queiram vender”, disse o primeiro-ministro, arrancando risos de Chávez.

“Continuaremos apoiando e desenvolvendo as capacidades de defesa da Venezuela”, afirmou Putin em coletiva de imprensa.

Putin disse que o governo venezuelano possui um crédito de US$2 bilhões junto ao governo russo, mas que ainda não utilizou esses recursos para a compra de armas.

Em relação à continuidade do tratado bilateral, firmado em 2008 para promover o desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos, Chávez disse que ambos países “estão dispostos” a elaborar o primeiro projeto de construção de uma central de energia nuclear.

“Obviamente, com fins pacíficos”, afirmou o mandatário, sem precisar quando o acordo poderia ser concretizado. “Temos que pensar na era pos-petróleo”, disse Chávez, na véspera da visita de Putin.

O governo venezuelano enfrenta uma dura crise interna devido à escassez energética provocada pela longa estiagem.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/04/100402_chavez_putin_acordo_cj_np.shtml
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Governo quer envolver sociedade na discussão da Defesa Nacional, diz Ministro Jobim

25 de março de 2010

Agência Brasil

qui, 25/03/2010

Governo quer envolver sociedade na discussão da Defesa Nacional, diz Jobim

Flávia Villela

Repórter da Agência Brasil
http://www.agenciabrasil.gov.br/

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Rio de Janeiro – Começou hoje (25) o primeiro ciclo de seminários sobre Segurança Internacional: Perspectivas Brasileiras, promovido pelo Ministério da Defesa, em parceria com diversas instituições públicas e privadas. O resultado das discussões, que devem ser realizadas durante todo este ano, será reunido em um livro, que servirá de apoio para a estratégia de Defesa Nacional do Brasil.

Durante a abertura do seminário, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que a ideia do evento é levar a questão da Defesa Nacional à sociedade e ao meio acadêmico. “Nosso objetivo é trazer para a agenda nacional este tema, que já entrou na do governo e do Congresso, mas que é pouco refletido no meio acadêmico. É uma vitória para o governo e para o Ministério da Defesa, decorrente da estratégia nacional de integrar a defesa ao desenvolvimento nacional.”

Jobim declarou que o Brasil não pode e não deve abrir mão de possuir Forças Armadas capazes de exercer um poder de dissuasão necessário à defesa da soberania e do avanço do interesses nacionais no plano estratégico global. “Não podemos abrir mão de garantir nossa defesa tanto no que tange às nossas vulnerabilidades estratégicas, à dimensão do patrimônio nacional e à infraestrutura energética.”

Para o ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, que também participou do seminário, não existem Forças Armadas fortes sem uma indústria de defesa forte e investimento pesado em pesquisa científica e tecnológica.

“Os Estados Unidos investem por ano em pesquisa cerca de 3% de seu PIB [Produto Interno Bruto], aproximadamente U$ 450 bilhões, enquanto no Brasil investimos cerca de 1% do PIB ou ao redor de U$ 15 bilhões. Essa situação tem um impacto enorme sobre a competitividade das empresas nos campos civil e militar”, comentou o ministro de Assuntos Estratégicos.

O agravamento da crise energética também foi discutido no evento. Guimarães ressaltou a importância de se investir em tecnologia de enriquecimento de urânio para a produção de energia nuclear.

“O Brasil possui a quinta maior reserva de urânio do mundo. E a energia nuclear será um dos grandes vetores para solucionar a crise de energia mundial a longo prazo. Por enquanto, só temos conhecimento de 30% do território e as chances de haver reservas muito maiores são grandes. Essa e outras reservas naturais tornam o Brasil relativamente menos vulnerável que outros países, como Japão e França, altamente dependentes da importação de insumos para sua atividade industrial”, disse Guimarães.

Jobim criticou a postura dos países centrais em manter políticas de defesa de sufocamento, ao impedir outros países de avançar tecnologicamente, como ocorre no caso do uso de enriquecimento de urânio para fins pacíficos. “A Marinha do Brasil conhece muito bem as dificuldades que enfrentamos para desenvolver e dominar a tecnologia de enriquecimento de urânio para fins pacíficos e produção de energia elétrica.”

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http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/2918
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”Quem invadiu o Iraque não tem moral para cobrar o Irã”

21 de março de 2010

O Estadao de S.Paulo
21/03/2010

”Quem invadiu o Iraque não tem moral para cobrar o Irã”

Diante de duas cúpulas internacionais sobre a questão nuclear, ideólogo da política externa de Lula afia críticas a ‘potências que não cumprem TNP, mas exigem dos outros’

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Roberto Simon
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O Estadao de S.Paulo
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http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100321/not_imp527213,0.php

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Ex-número 2 do Itamaraty e sucessor do ministro Mangabeira Unger na Secretaria de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães ataca “potências nucleares que não cumprem o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP)”, mas exigem de países desarmados, como Brasil e Irã, “o estrito respeito de suas obrigações”. A dois meses de duas grandes cúpulas sobre a questão nuclear, uma em Washington, outra em Nova York, o ideólogo da política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva questionou ao Estado a decisão brasileira de aderir ao TNP, em 1998, e afirmou que nem um compromisso dos poderosos em reduzir significativamente seus arsenais poderá fazer o Brasil assinar o chamado “protocolo adicional” do tratado. Guimarães coordena atualmente o esforço interministerial para conduzir o programa nuclear brasileiro. Tentando se esquivar de questões sobre política externa (“Não me ocupo mais disso”), o ministro deu sua opinião sobre a suposta “partidarização” do Itamaraty e negou acusações de envolvimento na crise hondurenha.

Por que o Brasil não assina o protocolo adicional do TNP?

O Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo e o conhecimento completo do ciclo de enriquecimento. Nossa Constituição obriga o uso de tecnologia nuclear somente para fins pacíficos e é preciso lembrar que o TNP, do qual somos signatários, tem duas partes. De um lado, o compromisso dos países nucleares de promover seu próprio desarmamento – e completo. De outro, países não nuclearmente armados se comprometem a não desenvolver a bomba, mas têm o direito a programas para fins pacíficos, incluindo com enriquecimento de urânio. A primeira parte do TNP não foi cumprida, mas os desenvolvidos exigem dos outros o cumprimento estrito de suas obrigações.

O presidente Barack Obama prometeu cortes drásticos nos arsenais americanos. EUA e Rússia estão prestes a concluir um acordo que substituirá o START e terá reduções significativas, e nos próximos meses haverá duas cúpulas sobre o tema. Há sinais claros de desarmamento. Isso não pode mudar a posição brasileira?

Mas existe ainda outro problema, a da redução de ogivas e de aperfeiçoamento da letalidade do armamento. Deveríamos ter um protocolo adicional para países que continuam a desenvolver armamento nuclear e não cumprem suas obrigações. Quem não cumpre o TNP não tem moral para cobrar os outros. Sem contar que há países armados dos quais não se exige nada, muitos nem signatários do TNP são.

O sr. se refere a Israel?

Tire suas conclusões.

O sr. já escreveu que o “TNP é apresentado como uma vitória pacifista e progressista”, mas na verdade trata-se de “uma violência unilateral”. O sr. mantém essa visão?

Usei essa expressão “violência unilateral”? Estranho. De todo modo, o TNP visa impedir uma guerra nuclear, não apenas a “proliferação horizontal”. Não se pode partir do princípio de que são os desarmados que ameaçam a paz internacional. Isso não é lógico.

O País aderiu ao pacto sob o governo de FHC. Foi um erro?

O Brasil, já em 1998, era um dos poucos que tinha em sua Constituição a obrigação de desenvolver atividades nucleares apenas para fins pacíficos. Só se justifica nossa participação no TNP na medida em que potências nucleares reduzam e eliminem arsenais.

Mas o sr. não se arriscaria a dizer que foi um erro assinar o tratado.

Não é que não me arriscaria. Mas é preciso observar a Constituição. E qualquer tratado em que o Brasil não esteja em igualdade de condições não corresponde ao princípio de igualdade soberana entre os Estados. O TNP é um tratado desigual.

Existe, então, a possibilidade de o Brasil denunciar o tratado?

De maneira nenhuma.

O sr. disse que quem não cumpre o TNP não tem “autoridade moral” para exigir dos outros. O presidente Lula usou uma expressão semelhante para se referir ao caso iraniano, disse que as potências “não tem superioridade moral para cobrar o Irã”.

Eu concordo com o presidente. E lhe acrescento: antes da segunda guerra do Iraque (em 2003), foi propalado em todos os países que Bagdá tinha armas de destruição em massa e, por isso, seria uma ameaça internacional. Diziam que armas iraquianas destruiriam capitais europeias em segundos. O sr. Colin Powell (então secretário de Estado dos EUA) discursou com fotos no Conselho de Segurança da ONU. O Iraque foi invadido e não foi descoberta nenhuma arma de destruição em massa. Isso dá moral a alguém?

Mas o caso do Irã é muito distinto do iraquiano. Hoje sabe-se, por exemplo, que iranianos esconderam uma usina nuclear por anos na cidade de Qom. O sr. realmente acredita que Teerã negocia de boa-fé?

Não participamos diretamente das negociações. O Brasil acredita no diálogo e defende que o uso da força é improdutivo. Não podemos partir do princípio de que há países responsáveis e outros irresponsáveis. Mas não quero falar de política externa, quem se encarrega disso é o Ministério das Relações Exteriores.

Em 2001, o então chanceler Celso Lafer o destituiu do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais do Itamaraty depois que o sr. veio a público criticar a Alca. Como o sr. vê, hoje, esse episódio?

Cumpri o que achei que devia fazer. Julguei que se tratava de um momento de perigo à soberania brasileira. Por isso dei minha opinião.

Ao olhar para trás, o sr. acredita que essa posição foi correta?

Corretíssima. A adoção de um acordo como Alca – com tarifas a zero, impossibilidade de controle de fluxo de capitais, total abertura – teria levado, por exemplo, à privatização de todo sistema financeiro. Privatizariam o BNDES, Banco do Brasil, Petrobrás; instrumentos que foram de grande importância na crise financeira. Há muitos anos, um sociólogo brasileiro disse: “o Brasil não é mais um país subdesenvolvido, é um país injusto.” (A frase iniciava o plano de governo de FHC). Esse pensamento denota que podemos ter políticas econômicas de países desenvolvidos. Isso tem uma implicação horrível do ponto de vista de conhecimento da realidade.

A política externa está excessivamente partidarizada? Como o sr. vê, por exemplo, o fato de o chanceler Celso Amorim ter se filiado ao PT?

Outros chanceleres foram de partidos. Ou não? Nesse Ministério das Relações Exteriores, nenhum funcionário que exerceu cargos importantes em outros governos foi prejudicado. Basta ver onde estão servindo. Não houve perseguição.

Há ex-funcionários que fazem forte oposição, como o embaixador Rubens Barbosa.

Mas esses são aposentados. E têm todo direito de fazer oposição. Eu não tenho oposição à oposição (risos). Esse é um debate saudável e o fato de ele ter crescido reflete o próprio êxito da política externa. Não se discute tema desimportante.

O ex-chanceler mexicano Jorge Castañeda afirmou que foi o sr. quem arquitetou a volta do presidente deposto Manuel Zelaya a Honduras.

Não conheço o ex-chanceler. Nunca o vi na minha vida e não tenho a menor ideia de onde ele tirou isso. Se me lembro bem do texto, ele diz algo como “isso (a volta de Zelaya) é algo que só pode ter saído da cabeça de Pinheiro Guimarães”.

E o sr. avalia que o retorno de Zelaya foi bom para Honduras?

Não falo de política externa.

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http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100321/not_imp527213,0.php
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II Guerra Mundial : Os Planos dos EUA para Invadir o Brasil

19 de março de 2010

Blog Plano Brasil

18/03/2010

2ª Guerra Mundial – Plano Americano Para Invadir o Brasil

E.M.Pinto

http://pbrasil.wordpress.com/

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Sugestão: Gérsio Mutti

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Blog Plano Brasil
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Geopolítica do Petróleo no Atlântico Sul: Petróleo nas ilhas Malvinas amplia disputa entre Inglaterra e Argentina

18 de março de 2010

Geopolítica do Atlântico Sul: Petróleo nas Malvinas amplia disputa entre Inglaterra e Argentina

Lucas Kerr de Oliveira

Publicado no jornal online "Pare o Trem".

As Malvinas e a "Passagem de Drake" entre o Atlântico Sul e o Pacífico Sul

A atual crise nas Malvinas é apenas mais um capítulo de uma longa disputa entre Argentina e Inglaterra pela posse destas ilhas de  localização estratégica e com recursos petrolíferos ainda por serem mapeados.

A disputa remonta ao século XIX, quando a Inglaterra invadiu e anexou as ilhas. A Inglaterra, que já era a maior potência naval do mundo, considerava as ilhas importantes como base para a Royal Navy pois sua localização permitia vigiar facilmente a única passagem existente entre o Atlântico Sul e o Pacífico – a “Passagem de Drake”, entre  a América do Sul e a Antártida.

A utilidade da ilha foi comprovada durante a I Guerra Mundial, quando sua posse deu grande vantagem à Royal Navy da inglaterra, na luta contra Kaiserliche Marine, a marinha imperial da Alemanha, durante o episódio que ficou conhecido como “Batalha das Falklands“, em dezembro de 1914.

 Antártida Britânica: reivindicação territorial da Inglaterra na Antártida

Posteriormente a posse das Malvinas e outras ilhas do Atlântico Sul seriam usadas como justificativa para tentar legitimar reivindicações territoriais do Reino Unido sobre territórios na Antártida. Embora reivindicações desta natureza tenham sido suspensas (ao menos por enquanto) pelo Tratado da Antártida de 1959, continuavam interessantes para o futuro. Isto porque, para a Inglaterra, manter a posse das ilhas significava (e talvez ainda tenha este significado), a perspectiva futura de voltar a reivindicar territórios na Antártida quando a vigência do tratado se encerrar, e possivelmente, este continente puder vir a ser ocupado para fins econômicos.

 Malvinas: Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Inglaterra

Não bastassem estes aspectos estratégicos, somaram-se fortes interesses econômicos imediatos pela posse de uma grande área marítima de 200 milhas no entorno das ilhas, o chamado mar patrimonial ou Zona Econômica Exclusiva (ZEE). Nesta área a Inglaterra tem exclusividade para a exploração de recursos naturais como a pesca, o turismo ou a extração de petróleo e gás natural.

A perspectiva da exploração petrolífera se ampliou nos anos 1970, quando foram encontrados os primeiros indícios de petróleo na região. Entretanto, ainda eram reservas petrolíferas de difícil acesso, e o preço do barril do petróleo no iníciodos anos 1970 não passava dos US$ 2,00 ou 3,00. Foram necessárias duas crises do petróleo nos anos 1970  para mudar radicalmente este quadro.

A conjuntura da  Guerra das Malvinas em 1982

A Guerra das Malvinas, em 1982, ocorreu após quase uma década de crise petrolífera mundial, quando o mundo sofrera as consequências da crise petrolífera de 1973 e voltara a sentir os duros efeitos do aumento repentino do preço do petróleo, na crise de 1979-1980. Esta crise foi resultante da Revolução no Irã (1979) e da subsequente eclosão da Guerra Irã-Iraque (1980).  Os preços do barril tiveram um pico de mais de US$ 40,00 em 1981-1982, e no ano seguinte estavam na faixa dos US$ 30,00/barril.

 Tropas inglesas nas Malvinas

Isto contribuiu para que a Inglaterra decidisse travar uma guerra de grandes proporções com a Argentina, deslocando cruzadores, porta-aviões, bombardeiros estratégicos, submarinos nucleares  e milhares de soldados para o Atlântico Sul.  Margareth Tatcher teria, inclusive, ordenado o deslocamento de armas nucleares táticas para o cenário da conflagração. Como as armas nucleares inglesas eram, na prática, americanas, ficou subentendida a aprovação dos EUA, que na pior das hipóteses fizeram “vista grossa”. Quando questionada na Europa a razão de tal atitude, a Inglaterra teria argumentado que deslocava estas armas para o Atlântico Sul porque não sabia se a Argentina também não tinha armas nucleares, já que tinha um programa nuclear secreto.

Após a curta retomada das Malvinas pela Argentina, a União Européia – na época Mercado Comum Europeu -, iniciou um embargo comercial à Argentina, que incluiu tanto o bloqueio da importação de produtos argentinos como carne e trigo, como restrições para a exportação de determinados produtos, como armas, à Argentina. Em meio a uma batalha naval, a Argentina se viu impedidia de adquirir novos mísseis anti-navio, que o país não fabricava e dependia de fornecedores membros da OTAN.

Consequências da  Guerra das Malvinas e a conjuntura dos anos 1980 e 1990

As consequências imediatas da guerra todos conhecemos e são sempre lembradas pela mídia: acelerou o declínio da ditadura militar na Argentina, que colapsou em seguida.

 Soldados argentinos nas Malvinas em 1982

O Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR) passou a ser considerado “letra morta” por muitos países latino-americanos, pois os Estados Unidos deixara claro que um membro da OTAN era muito mais importante do que um membro do TIAR. Até mesmo o México, país membro do NAFTA, acabaria por denunciar o tratado anos depois.

Outras consequências foram ainda mais profundas, para o bem e para o mal, algumas das quais perduraram por muito tempo. .

O receio de que os países da região se tornassem alvo das potências nucleares também mobilizou esforços da parte da diplomacia brasileira em favor da criação da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul, visando declarar o Atlântico Sul uma zona desnuclearizada. Embora ainda não tenha resultado em avanços maiores, o tratado da ZPCAS ou ZoPaCAS, pode ser considerado a semente para uma futura organização regional que ajude a preservar um futuro de paz para a região.

O principal resultado positivo da guerra foi, se dúvida, a aproximação entre Brasil e Argentina. O Brasil, desde o início, se declarou favorável às reivindicações argentinas. Durante a guerra, o Brasil teria fornecido aviões-patrulha para ajudar a patrulhar as águas territoriais argentinas, o que na prática permitiu liberar mais aeronaves argentinas para atuarem no cenário do conflito.  O Brasil também dificultou a passagem de equipamento militar inglês rumo ás Malvinas. Como o Chile, tradicional rival da Argentina, forneceu apoio indireto e informações aos ingleses, o Brasil passou a ser visto como aliado na região.

Rumo ao Mercosul: Raúl Alfonsin, da Argentina (esq.), José Sarney, do Brasil, e Julio Maria Sanguinetti, do Uruguai (à direita)

Com o embargo europeu aos produtos argentinos, o Brasil passou a comprar grandes quantidades de  carne, trigo e outros produtos produzidos por aquele país. O processo de aproximação  resultou em novos tratados, inclusive em um acordo nuclear bilateral, para fins pacíficos; passo fundamental para acabar com as desconfianças mútuas no plano político-militar. Este tratado ocorreu no contexto em que foram assinados uma série de tratados bilaterais no período dos Presidentes Sarney e Alfonsín. Estes tratados acabariam por resultar na criação do Mercosul.

Entretanto, na sequência, o acordo de cooperação nuclear para fins pacíficos entre Brasil e Argentina foi relegado ao segundo plano. Nunca foi criada uma empresa binacional de energia atômica e os investimentos necessários para tal empreendimento nunca foram viabilizados. Sem cooperação de verdade, os dois países continuaram relativamente dependentes de tecnologias estrangeiras, de alto custo mas estratégicas para a manutenção de suas usinas nucleares ou para a construção de novas usinas.

Na prática os programas nucleares da Argentina e do Brasil foram paralisados nos anos 1990 devido ao corte de verbas para a área militar ou para áreas civis estratégicas, durante os governos neoliberais. Isto significou o fechamento ou atraso no desenvolvimento de uma série de tecnologias estratégicas de uso dual, como as áreas nuclear e aeroespacial, ou no setor de informática e computação, setores que representam grande peso na balança comercial destes países até hoje.

Como parte deste processo, nos anos 1980 a 1990, a indústria de defesa dos dois países foi desmontada, o que colaborou para encerrar todo um ciclo de desenvolvimento tecnológico autônomo que os dois países vinham tentando desenvolver ao longo do século XX.

No auge do ufanismo neoliberal dos anos 1990, muitos defenderam que o Brasil não precisaria mais ter Forças Armadas, pois o mundo pós-Guerra Fria seria pacífico e o país não teria inimigos. Bastava ser um país pacífico, não fazer mal a ninguém e ninguém faria mal ao Brasil. No maximo , diziam, o país deveria manter uma parte do exército, mas apenas para usar como força de polícia especial, de forma esporádica ou ocasional, como, por exemplo, para ocupar favelas no Rio de Janeiro. O resultado foi que muitos aceitaram este discurso liberal.: o país “desmontou” grande parte da sua capacidade defensiva, acreditando em um período de “paz e prosperidade” sob a hegemonia dos EUA. Além disso, foi desmontada  uma capacidade industrial já instalada em setores de alta tecnologia, que envolviam tecnologias de uso dual, muitas  ds quais o país levara anos para desenvolver em escala laboratorial, mas que nunca foram transformadas em produtos ou serviços que, finalmente, pudessem ajudar o povo brasileiro.

Conflitos em zonas petrolíferas e as mudanças na geopolítica do petróleo

Guerra do Golfo – 1991: Poços petrolíferos queimam em meio ao cenário de guerra

Entretanto, o mundo mudou rapidamente e o Brasil, mais uma vez, saiu perdendo. O mundo não entrou em uma era de paz kantina. O Sistema Internacional tem se mostrado progressivamente instável, na medida em que as grandes potências continuam dispostas a defender seus interesses, se necessário, por meio da força contra os mais fracos.

A instabilidade política tornou-se crescente no mundo, especialmente em regiões disputadas entre as grandes potências.

Oleoduto na Nigéria atacado por insurgentes separatistas

Essa instabilidade progressiva ficou mais clara em zonas petrolíferas, onde uma proliferaram infinidade de conflitos armados, guerras civis, separatismo, terrorismo e todo tipo de  insurgência armada, inclusive com a consolidação de “senhores da guerra” em países onde o Estado foi destroçado. Além disso, voltaram à cena internacional as guerras de ocupação proto-colonial, como no Iraque. Tornaram-se ainda mais claras as novas disputas internacionais pelo controle de reservas de recursos petrolíferos ou gasíferos, ao ponto de se estabelecer uma clara disputa estratégica pelo controle das rotas de passagem ou escoamento destes recursos através de oleodutos ou gasodutos.

Ao invés de tornarem-se excessão, as guerras e a instabilidade parecem ser a regra em regiões ricas em recursos naturais estratégicas mas sem Estados capazes de defender sua soberania política ou a cidadania de sua população.

É preciso planejamento para evitar que o Brasil seja afetado pelo conjunto de problemas que se convencionou chamar de “maldição do petróleo“, incluindo desde os problemas do câmbio sobrevalorizado, o chamado “Mal Holandês”, até os inúmeros tipos de conflitos armados em zonas petrolíferas. Para isso, é muito importante que as decisões políticas envolvendo a exploração petrolífera sejam transparentes, envolvam debates com toda a sociedade.  Afinal, as decisões que o Brasil tomar hoje sobre os rumos da exploração petrolífera, poderão impactar o país positivamente ou negativamente, por décadas. Por isso, o mais importante é que esses debates não sejam direcionadas pelos interesses das grandes corporações petrolíferas multinacionais, que, todos sabem, estão preocupadas única e exclusivamente com o seu próprio lucro.

O Brasil em tempos de pré-sal,  a Geopolítica do Atlântico Sul e as perspectivas para um futuro de escassez petrolífera

A camada “Pré-Sal”

A descoberta de gigantescas reservas de petróleo na camada pré-sal do litoral brasileiro, simplesmente pode atrair a cobiça internacional sobre as riquezas brasileiras em uma escala como nunca se viu antes. Há projeções que falam em mais de 100 bilhões de barris de petróleo no pré-sal, o que significa algo como um Kuwait ou um Iraque no nosso litoral. Por si só, isto já seria suficiente para modificar a geopolítica do Atlântico Sul.

Não é difícil imaginar o que poderá acontecer se novas descobertas deste tipo, forem feitas em formações geológicas semelhantes ao nosso pré-sal (bacias petrolíferas abaixo de camadas de rochas salinas), em outros locais do Atlântico Sul, tanto no litoral da América do Sul, como da África.

Isto é mais um elemento que nos ajuda a entender porque o Brasil simplesmente não pode esperar que o mundo se torne mais pacífico em um futuro próximo. Menos ainda acreditando que isto, como por mágica, tornaria a América do Sul e  o Atlântico Sul regiões mais pacíficas.

HMS Invincible: Porta-Aviões inglês utilizado durante a Guerra das Malvinas

Ao contrário, com o esgotamento das reservas petrolíferas mais antigas e de mais fácil acesso – o  fim do petróleo barato -, e o aumento da demanda energética dos países emergentes, a perspectiva da escassez petrolífera relativa, mas em escala global, torna-se sobria para um futuro não tão distante, como 2015, 2020 ou 2030.

Afinal, quem pode garantir que, em um cenário destes, por volta de 2025, uma potência emergente qualquer, alegando razões de Segurança Energética e de Segurança Nacional, não acabe decidindo, de uma hora para outra, que “precisa” das enormes reservas de petróleo do pré-sal brasileiro a qualquer custo? Basta projetar uma situação meramente hipotética, para imaginarmos o que significaria para o Brasil uma ameaça vinda de uma potência emergente mas com grande capacidade bélica.

Blocos de exploração petrolífera nas Malvinas

Imaginemos, por exemplo, que, um país como a Índia, que hoje já tem armas nucleares, e que, neste caso hipotético,  poderá ter em 2025 ou 2030 uma grande marinha de guerra, com vários porta-aviões e submarinos lançadores de mísseis nucleares. Apenas para ilustrar este exemplo fictício, segundo algumas projeções, em 2025 a Índia terá cerca de1,5 bilhão de habitantes, possivelmente o 5º ou 6º PIB mundial. Este país vai depender ainda mais do que já depende na atualidade, de petróleo e gás mineral importado. Possivelmente  estará importando algo em torno de 90% do petróleo que irá consumir. Sob certas circunstâncias de escassez petrolífera global, um chefe de Estado indiano, por exemplo, de um partido radical religioso ou fundamentalista hindu, ficaria muito tentado a dizer que recebeu instruções de qualquer um dos mais de 5 mil deuses do país, para exigir o petróleo brasileiro para o seu país , pois afinal de contas, está no mar, não em território brasileiro.

Com certeza, em 2025, o Brasil será rico em petróleo, mas não temos como saber se o país terá capacidade de defesa contra uma ameaça de tal natureza.

Plataformas petrolíferas do Irã no Golfo Pérsico, atacadas pelos Estados Unidos em 18 de abril de 1988

O grande problema é que não é possível prever o que acontecerá em 2020, 2025, ou 2030, quando qualquer uma das grandes potências mundiais de então, poderá ter capacidade militar para ameaçar o Brasil e  pode querer se aventurar na tentativa de tomar nossas riquezas, como as grandes reservas de água, a Amazônia ou o petróleo do pré-sal.

O problema é que se o Brasil não possuir uma capacidade defensiva minimamente compatível com a necessidade de garantir sua soberania e o bem estar do seu povo, poderá se tornar presa fácil das pressões e chantagens das grandes potências. Isto porque não é necessário nem ao menos uma invasão do território continental para causar grandes danos ao país, o simples ataque à infra-estrutura petrolífera em alto-mar já seria catastrófico, e há exemplos históricos deste tipo de acontecimento que não pode ser ignorados.

Embora esse seja um cenário poco provável, e muitas vezes parecer apenas mais um devaneio, sabemos que a Inglaterra foi à guerra  para preservar o controle de uma reserva petrolífera em alto mar, no caso as Malvinas, distante de seu território e cujo volume das reservas de petróleo não se sabe ao certo até os dias de hoje. O que isto poderá significar para os países do sulamericanos e africanos que têm reservas sabidamente gigantes de petróleo em alto mar?

A Brasil do Pré-Sal e o futuro da integração sul-americana

Contudo, com o aprofundamento da integração regional, tanto no âmbito da Mercosul como da UNASUL, é possível esperar que a cooperação  regional crie novas dificuldades para as ambições imperialistas das grandes potências.

Também é possível esperar que a cooperação Brasil-Argentina em áreas estratégicas seja retomada em larga escala. A retomada da cooperação nuclear para fins pacíficos e, quem sabe, a criação de um programa espacial conjunto, seriam iniciativas fundamentais para alavancar o desenvolvimento tecnológico desses países que hoje formam o “núcleo duro” da integração sul-americana.

É preciso avançar na cooperação tecnológica, pois grande parte das tecnologias de ponta é de uso múltiplo, e além de fortalecer o país no campo estratégico, aumenta a geração de emprego e renda. Iniciativas como a construção de um  submarino brasileiro-argentino, poderiam permitir a fabricação de equipamentos deste tipo em escala. A escala de produção de qualquer produto continua sendo necessária para baratear o processo produtivo, e neste caso, o produto é vital para a defesa do litoral de ambos os países contra ameaças extra-regionais.

Submarino brasileiro no Rio de Janeiro

O mesmo seria válido para a cooperação na fabricação de aeronaves, tripuladas ou não, ou  de mísseis  anti-navio, que seriam de valor absolutamente estratégico para os dois países n o caso de um confronto com uma potência naval superior. Além disso, o processo de desenvolvimento conjunto de produtos de ponta, ajudaria a integrar as indústrias de alta tecnologia dos dois países, fortalecendo ainda mais o processo de integração sul-americana.

Uma opção interessante seria a criação de programas de cooperação na indústria de bens de produção, por exemplo, na fabricação de turbinas, motores e geradores mais limpos e eficientes, por exemplo, movidos a biocombustíveis. Motores a Células-combustíveis e turbinas movidas a combustíveis mais limpos, de fabricação regional teriam um duplo impacto na economia e na sociedade: além dos benefícios ambientais, trazem claros resultados sociais, na medida em que geram tecnologia, emprego e renda.

Fábrica de semicondutores para painéis fotoelétricos na China

O mesmo é válido para áreas estratégicas como a fabricação dos materiais semicondutores utilizados na produção de painéis com células fotovoltáicas, ou de materiais supercondutores que podem viabilizar o aumento da geração de eletricidade e reduzir significativamente as perdas na transmissão de eletricidade.

A cooperação no ramo petrolífero também é fundamental. É preciso criar uma nova empresa petrolífera sul-americana, que permita a esses países se beneficiarem da economia de escala da produção para para o mercado sulamericano, ao mesmo tempo em que se viabiliza uma escala de investimentos ainda maior, para grandes investimentos em infra-estrutura, que nenhum destes países conseguiria sozinho.

Indústria Naval brasileira: milhares de empregos criados para atender a demanda da Petrobrás

Isto pode ampliar também a integração da indústria naval destes países, um dos ramos da indústria pesada que mais gera novos empregos na atualidade. A integração destas indústrias, assim como as cadeias produtivas ligadas ao fornecimento de bens e serviços ao setores petrolífero e energético,  resultaria na geração de mais empregos na região, com uma vantagem sobre outros setores, geralmente são empregos mais qualificados e que pagam melhor os seus funcionários.

Uma nova empresa petrolífera sul-americana poderia garantir que os equipamentos, dutos, navios e plataformas tivessem peças fabricadas necessariamente nos países da América do Sul. Também permitiria consolidar a liderança destes países na exploração e extração de petróleo em águas ultra-profundas, com foco no Atlântico Sul. Esta capacidade industrial-tecnológica daria grande vantagem competitiva ao conjunto desses países, mas também facilitaria a manutenção da soberania sobre as áreas petrolíferas localizadas em alto mar. Hoje a única empresa sul-americana competitiva neste ramo é a Petrobrás, que já está  procurando áreas do tipo pré-sal no litoral africano. Contar com uma mega-empresa sul-americana, apoiada em várias empresas dos países da região, seria uma forma de fortalecer a integração regional em um patamar qualitativamente bem superior.

http://www.getech.com/interpretation/South_Atlantic_Margins_Brochure_A4.pdf
Bacias Sedimentares no Atlântico Sul – fonte: Getech – Geodynamics and Petroleum Geology of the South Atlantic Margins

Por enquanto é difícil saber se a camada de rochas do tipo pré-sal, possivelemente existentes na Bacia Sedimentar das Malvinas,  tem grande potencial petrolífero.  Mas mesmo que não tenha muito petróleo nas rochas pré-sal, as reservas já encontradas na camada pós-sal parecem ser grandes o suficiente, ao menos para despertar os interesses e a cobiça de um país como a Inglaterra. Esta potência decadente, que já esgotou quase todo o seu próprio petróleo , extraído das outrora grandes reservas do Mar do Norte, deixaou de ser um país exportador de petróleo para tornar-se novamente um importador. O curioso é que a Inglaterra exportou grande parte do seu petróleo nos anos 1990, quando o preço  variava em torno de US$ 15,00/barril, e tornou-se novamente um país importador na atual década, em que o petróleo tem se mantido acima dos US$ 40,00, atualmente na faixa dos US$ 75,00.

Integração energética sul-americana: infra-estrutura de oleodutos e o papel da PetrobrásIntegração energética sul-americana: infra-estrutura de oleodutos e o papel da Petrobrás

A Argentina sozinha não tem força política ou econômica para mudar o status de colônia britânica a que estão submetidas as Malvinas. Embora  o Comitê de Descolonização da ONU atualmente classifique o território como ocupado, ou sem governo próprio, dificilmente a Inglaterra irá descolonizá-lo apenas por pressão de declarações do governo argentino.

Mas esta seria uma excelente oportunidade para que a UNASUL mostrasse unidade em torno de um tema que já é concenso em toda a América Latina: que as Malvinas pertencem à Argentina e não à Inglaterra. Além das declarações já emitidas pelo Cúpula dos chefes de Estado da América Latina e do Caribe nesta direç]ão, seria fundamental ma declaração conjunta do Conselho de Segurança da UNASUL. Acompanhado de medidas práticas, como restrições coletivas às empresas petrolíferas que extraírem petróleo nas Malvinas ocupadas, este tipo de atuação multilateral pode alterar o peso político da América do Sul nesta questão.

É importante que os países da região criem mecanismos para situações mais extremas, que exigam respostas mais duras do que declarações, como sanções comerciais. Se a Argentina impõe  unilateralmente sanções comerciais às empresas petrolíferas inglesas que estão extraindo petróleo das Malvinas, o resultado pode ser pequeno, ou se voltar contra a os argentinos. Mas se todos os países membros do Mercosul ou Unasul impõem sanções comerciais deste tipo, pode ser suficiente para inviabilizar o projeto inglês de explorar o petróleo desta região sem a participação argentina.

É pouco provável que a atual crise em torno das Malvinas resulte em uma nova guerra. Mas isto não significa que o Brasil pode descuidar do seu futuro.

De uma forma ou de outra, o futuro do Brasil estará profundamente ligado ao futuro da América do Sul, assim como o futuro da Petrobrás está ligado ao desenvolvimento do pré-sal. O Brasil tem uma oportunidade ímpar em sua história: a disponibilidade de um recurso estratégico que o país tem plena capacidade tecnológica e econômica para desenvolver, com tempo e recursos humanos suficientes para planejar utilizá-lo da melhor forma possível.

O petróleo tem que ser nosso!Campanha  “O Pré-Sal tem que ser Nosso!”

Pela primeira vez o país pode planejar o uso do pré-sal de forma estratégica, para que sua exploração resulte em benefícios para todo o povo brasileiro, mas também para as futuras gerações, ao mesmo tempo em que pode  fortalecer os laços com os países vizinhos, consolidando de tal forma a integração sulamericana que esta não possa mais regredir quando vierem novas crises.

As primeiras  linhas desta história o país está escrevendo hoje, nas discussões que resultarão na Nova Lei do Petróleo, que integrará um novo marco regulatório para o petróleo no Brasil.

Este é o passo inicial para garantir a soberania sobre os recursos petrolíferos do país. Soberania esta, que é premissa fundamental para que possamos utilizar estas riquezas em prol do nosso povo, para a geração de emprego e distribuição de renda, para investir em educação, saúde, tecnologia e infra-estrutura de energias mais limpas e transportes mais eficientes. Ou seja, é a oportunidade para criar um novo tipo de desenvolvimento, socialmente e ambientalmente mais sustentável, que ajude a melhorar a qualidade de vida do povo brasileiro e dos povos irmãos da América do Sul.

Lucas Kerr de Oliveira

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Publicado no jornal online "Pare o Trem" (6ª edição): http://pareotrem.com/6-edicao/politica-internacional-2/
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Marinha realiza Operação Marlim Azul/ADEREX-I/10, na região do pré-sal

15 de março de 2010

Blog Poder Naval

15/03/2010

Operação Marlim Azul/ADEREX-I/10, entre Santos e Vitória

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http://www.naval.com.br/blog/2010/03/15/operacao-marlim-azuladerex-i10-entre-santos-e-vitoria/

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Corveta Jaceguay V-31 da classe Inhaúma

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A Esquadra Brasileira realizará a Operação Marlim Azul/ADEREX-I/10, entre os dias 15 de março e 2 de abril, na área marítima compreendida entre Santos-SP e Vitória-ES, com visita aos portos de Santos e Vitória.

Nessa área marítima estão localizadas significativas reservas de petróleo e gás, além de importantes portos, que constituem o maior complexo portuário da América Latina.

A Força Naval será comandada pelo Contra-Almirante Ilques Barbosa Junior, Comandante da 2a Divisão da Esquadra (ComDiv-2).

Os seguintes meios participarão da operação: Fragatas “Niterói” (F40), “Defensora” (F41), “Constituição” (F42) e “Bosísio” (F48), Corvetas “Jaceguai” (V31) e “Frontin” (V33), Navio-Tanque “Almirante Gastão Motta” (G23), Submarinos da Classe “Tupi”, Navio-Patrulha da Classe “Grajaú”, Rebocador de Alto-Mar “Almirante Guilhobel” (R25), Aviso de Apoio Costeiro “Almirante Hess”, aeronaves AF-1 “Skyhawk”, helicópteros AH-11A “Super Lynx”, UH-12 “Esquilo” e SH-3A/B “Sea King”; além de lanchas do Grupamento de Mergulhadores de Combate, e das Capitanias dos Portos do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo.

Corveta Frontin e Navio Tanque Gastão Motta
Corveta Frontin e Navio Tanque Gastão Motta

A Força Aérea Brasileira tem previsão de participar da operação empregando aeronaves P-95, F-5 e A-1.

Durante a operação, serão realizados exercícios e fainas marinheiras relacionados com o incremento e a manutenção do grau de aprestamento de parcela dos meios da Esquadra, que aperfeiçoam o preparo e o emprego do Poder Naval.

Serão realizados os seguintes exercícios durante a Comissão:

* Navegação em águas restritas sob ameaça assimétrica;
* Navegação em canal varrido;
* Apoio de Fogo Naval;
* Tiro de Superfície sobre Alvo Rebocado;
* Tiro em proveito das aeronaves da MB e da FAB sobre alvo rebocado;
* Tiro de superfície (canhão de 40 mm) sobre alvo rebocado;
* Tiro Anti-Aéreo contra balão;
* Tiro Anti-Aéreo (canhão de 40 mm) noturno sobre granada iluminativa;
* Exercício de lançamento de armas Anti-Submarino (A/S);
* Trânsito sob ameaça de superfície;
* Trânsito sob ameaça aérea;
* Transferência de óleo no mar (diurna e noturna);
* Transferência de carga leve (diurna e noturna);
* Manobras Táticas (diurna e noturna);
* Exercícios de comunicações radioelétricas e visuais;
* Exercícios de sabotagem; e
* Exercícios em proveito da Força Aeronaval:
* Qualificação e Requalificação para Pouso a Bordo;
* “Helicopter In-Flight Refueling”;
* Vôo librado utilizando guincho; e
* Faina de recebimento vertical de carga.

Durante a estadia nos portos de Santos-SP e Vitória-ES, serão realizadas Ações Cívico-Sociais (ACISO), com a doação de roupas e de sangue.

Nessas cidades, todos os navios da operação estarão abertos para visitação pública, com a exposição de aeronaves e de equipamentos utilizados nas operações aéreas, em combate a incêndio e no controle de avarias. Os visitantes terão oportunidade também, de participar do Cerimonial à Bandeira Nacional, realizado ao pôr-do-sol.

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