Archive for the ‘Reservas Petrolíferas’ Category

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Espionagem contra a Petrobrás permitiu aos EUA obter dados sigilosos sobre o Pré-Sal

14 de setembro de 2013

IstoÉ Dinheiro, Nº edição: 831, 13 de setembro de 2013

Petrobras vigiada

Espionagem cibernética americana atinge a maior empresa brasileira e aumenta a pressão por mais investimentos na defesa nacional 

Por Luís Artur NOGUEIRA e Rosenildo Gomes FERREIRA

 

Na noite da sexta-feira 6, a presidenta Dilma Rousseff desembarcou na Base Aérea de Brasília após uma cansativa viagem à Rússia, onde participava da reunião do G-20. Horas antes, ainda em território russo, havia concedido uma entrevista coletiva para explicar o encontro que tivera com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no qual cobrou explicações sobre a espionagem americana ao governo brasileiro. O fim de semana, no entanto, não seria de descanso. Na manhã do sábado 7, Dilma acompanhou o desfile cívico-militar em comemoração à Independência do Brasil, e, à noite, tomaria conhecimento das primeiras chamadas do programa Fantástico, da Rede Globo, com nova denúncia de espionagem.

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Sob o olhar da águia: sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, foi alvo
da espionagem denunciada por Edward Snowden
Dessa vez, o alvo dos americanos que atuam na Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) era a Petrobras, a maior empresa brasileira. A pouco mais de um mês da realização do bilionário leilão do Campo de Libra, uma das joias do pré-sal, entra em cena uma espionagem industrial em torno de segredos estratégicos que podem valer muito, muito dinheiro. Ainda no fim de semana ficou definido que a resposta do governo seria concentrada na Presidência da República. Nenhum ministério deveria comentar o assunto e a Petrobras falaria apenas como empresa. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, viu o programa de sua casa, no Lago Sul, zona nobre da Capital Federal, e falou com a presidenta da estatal, Graça Foster, por telefone, apenas na manhã da segunda-feira.
A sensação geral era de que a denúncia, embora grave, não trazia nenhum dado concreto da Petrobras. A presidenta Dilma já havia demonstrado irritação com a bisbilhotagem anterior, que incluiu a violação dos seus e-mails. A versão do governo americano de que pratica espionagem para proteger o seu país e os aliados de ataques terroristas já parecia inverossímil. Agora, com foco na petroleira, o argumento desmoronou.“Sem dúvida, a Petrobras não representa ameaça à segurança de qualquer país”, afirmou Dilma, em nota oficial divulgada na tarde da segunda-feira 9. “Se confirmados os fatos veiculados pela imprensa, fica evidenciado que o motivo das tentativas de violação e de espionagem não é a segurança ou o combate ao terrorismo, mas interesses econômicos e estratégicos.”
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Espionada, a presidenta Dilma Rousseff irritou-se ainda mais: “A Petrobras
não ameaça a segurança de qualquer país”
Como as novas denúncias não explicam claramente a quais dados secretos da Petrobras o governo americano teve acesso, iniciou-se uma série de especulações sobre o conteúdo que poderia ter vazado e quais seriam as suas consequências. A DINHEIRO ouviu executivos de dentro e de fora da Petrobras, incluindo os que trabalharam na empresa recentemente, para mapear o potencial econômico, político e militar dessas informações. “A espionagem é um ato abominável”, diz José Sérgio Gabrielli, que presidiu a Petrobras no período de 2005 a 2012. É, ainda, um cacoete da maior economia do mundo, na avaliação do ex-ministro Delfim Netto. “Os americanos têm a pretensão de que a lei de seu país pode preterir todas as outras”, diz.
Independentemente da megalomania que os leva a crer serem donos do mundo, o reconhecido know-how que a estatal possui em exploração de petróleo em águas profundas é, sem dúvida, um ativo valiosíssimo e, por isso,os concorrentes correm o risco de espiar. Um eventual acesso a essa tecnologia, desenvolvida ao longo de anos de estudos e investimentos, poderia ser replicado em outras regiões do planeta, como o Golfo do México e a costa equatorial da África. “A Petrobras é vanguarda em águas profundas”, afirma Gabrielli. É também do interesse das fornecedoras de equipamentos, incluindo as americanas, saber quais são as prioridades da Petrobras.
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O dono do mundo?: o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ainda deve explicações convincentes ao Brasil sobre o programa de espionagem
“Com isso, as empresas podem planejar sua produção, baseada em dados estratégicos da principal compradora de equipamentos do setor”, diz Alexandre Szklo, professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ. Em seus supercomputadores, a estatal armazena imagens em alta definição do subsolo marítimo, informações sobre a geometria de reservatórios e dados sobre porosidade e impermeabilidade de diversas áreas, o que pode reduzir em milhões de reais o custo de uma eventual exploração. Outro dado que pode interessar ao Departamento de Defesa americano é o conhecimento acumulado pela Petrobras ao longo de quatro décadas de pesquisa na região do Atlântico Sul, entre o Brasil e a África.
“Essa região tem valor estratégico, geopolítico e militares”, diz David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Oficialmente, a NSA afirma, em nota, que “não rouba segredos de empresas estrangeiras que possam beneficiar empresas americanas”. Para justificar a coleta de informações econômicas, a agência de segurança diz que os dados servem para “prevenir crises financeiras que possam afetar os mercados internacionais”. Trata-se de um argumento estapafúrdio para um país que tem o Banco Central mais respeitado do planeta. No mundo do petróleo, a arte de espionar é uma atividade centenária.
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“Desde a década de 1920, o conhecimento geopolítico do petróleo se tornou alvo de disputa entre os países ocidentais”, diz Szklo. Na história da Petrobras, a partir da década de 1950, há alguns registros e casos mal contados de espionagens.Um deles ocorreu no dia 31 de janeiro de 2008, quando quatro laptops, dois discos rígidos e dois pentes de memória foram furtados de um contêiner transportado pela americana Halliburton, que prestava serviços à Petrobras, no caminho de Santos a Macaé. Nos equipamentos, havia dados sigilosos sobre a Bacia de Santos. A Polícia Federal, no entanto, garante que foi um crime comum e que não houve espionagem industrial.
Na ocasião, a Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) denunciou uma série de furtos e invasões de residências de engenheiros e técnicos da estatal, para roubar notebooks. Esses casos nunca foram devidamente esclarecidos. Desde a descoberta do pré-sal, em 2007, o País vem reforçando seus mecanismos de defesa. É uma atitude prudente diante do potencial energético que a exploração de óleo em águas profundas proporciona. Para vigiar a faixa de domínio marítimo do País, que se estende a 200 milhas a partir da costa, o Ministério da Defesa conta com um orçamento de R$ 20 bilhões. Esses recursos estão sendo gastos na aquisição de submarinos, inclusive um com propulsão nuclear, além de helicópteros.
Afinal, o que está em jogo é uma reserva petrolífera que, se fosse negociada pela cotação média de US$ 100, poderia render US$ 10 trilhões. Nessa conta não estão incluídos ganhos com a mineração de metais nobres, como ouro, manganês e cobalto, no fundo do mar. O assunto começa a despertar a atenção de grandes empresas e entrou no radar da Organização das Nações Unidas (ONU), que estuda a criação de um marco regulatório para disciplinar a atividade. Nesse contexto, quem domina a tecnologia do pré-sal poderia, ao menos em tese, sair na frente. A espionagem americana, no entanto, é parte de outro tipo de ação. Os esforços estão concentrados na declaração de uma guerra cibernética, invadindo o espaço virtual da estatal brasileira.
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Para se proteger, a Petrobras conta com um aparato tecnológico. Segundo a presidenta da estatal, Graça Foster, cerca de R$ 4 bilhões são investidos, por ano, em tecnologia. Parte desses recursos é utilizada no sistema de proteção de dados, que é “bastante adequado”, pelas suas palavras. O cérebro tecnológico da Petrobras está dividido entre o imponente prédio da avenida Chile, no centro do Rio de Janeiro, e a Ilha do Fundão, onde fica o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), no qual a estatal aplica boa parte dos investimentos em P&D. O local conta com laboratório de simulação de operação em plataformas e a Coordenadoria de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe-UFRJ).
Tal fortaleza tecnológica, porém, não torna o sistema da Petrobras inviolável. A partir das informações disponíveis até o momento, o engenheiro de computação Daniel Lemos, presidente da Real Protect, do Rio de Janeiro, traçou dois possíveis caminhos percorridos pelas NSA: a quebra de criptografia ou a filtragem de tráfego (leia quadro “Espião cibernético”). Nos dois casos, a agência americana conta com a ajuda de empresas de softwares ou de operadoras de telefonia. A parceria da NSA com companhias de internet não é novidade. A agência vem coletando informações nos datacenters de gigantes da tecnologia, como Google, Microsoft e Facebook. Com isso, as mensagens de usuários do Gmail e do Hotmail, por exemplo, podem ser facilmente monitoradas pelo governo americano.
Não se sabe ainda se essas empresas fornecem os dados com base em decisões judiciais ou se há algum outro tipo de acordo que pode, inclusive, envolver questões financeiras. Diante das denúncias, a presidenta Dilma pediu urgência ao Congresso Nacional na tramitação do projeto que trata do Marco Civil da Internet. O governo quer criar uma central de servidores em território nacional para armazenar os dados, eliminando assim a dependência de provedores sediados no Exterior. Outra saída para diminuir a vulnerabilidade do governo e das empresas é utilizar criptografia desenvolvida no País, afirma Lemos. “O Exército brasileiro, por exemplo, já tem seus próprios algoritmos de criptografia”, explica o especialista.
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LEILÃO DE LIBRA
A denúncia de espionagem da Petrobras fomentou um intenso debate sobre a necessidade de o governo adiar o leilão do Campo de Libra, do pré-sal da Bacia de Campos. Previsto para 21 de outubro, o leilão será o maior da história e vai gerar um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões aos cofres públicos – dinheiro fundamental para o cumprimento da meta de superávit primário neste ano. Pelo inédito sistema de partilha, vencerá quem entregar ao governo a maior parcela do lucro, a partir do mínimo de 41,65%. Se comprovado, o vazamento de dados pode dar vantagens a alguns concorrentes que saberiam quais são as áreas mais lucrativas. E pior: pode gerar questionamentos na Justiça por parte dos derrotados.
No Congresso Nacional, parlamentares da oposição defenderam o cancelamento do leilão ou a proibição da participação de empresas americanas. Zylbersztajn avalia que isso é desnecessário. “Não faz sentido algum sair culpando as empresas estrangeiras”, afirma. Para o consultor Adriano Pires, sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o foco da espionagem não está ligado ao Campo de Libra. “Os dados são públicos e já foram apresentados pela ANP”, afirma Pires. Na avaliação de Gabrielli, o maior ativo que a Petrobras possui nesse leilão – e que poderia ser alvo da bisbilhotagem alheia – é a sua capacidade de interpretar esses dados.
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Graça Foster diz que a Petrobras investe R$ 4 bilhões em tecnologia e no sistema de proteção de dados do pré-sal
“Isso pode ser um elemento importante na produtividade futura da exploração e no desenvolvimento da produção de Libra”, diz o ex-presidente da estatal. Na quarta-feira 11, durante visita às obras da P-74 no Estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro, Graça Foster descartou qualquer adiamento. Definitivamente, não há a menor possibilidade de mudança da data do leilão por conta dessa informação, que não é material, não está identificada”, afirmou a presidenta da estatal, que se colocou à disposição do Senado para falar sobre o assunto na quarta-feira 18. A espionagem da NSA jogou mais lenha na fogueira da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, cujo ápice poderá ser o cancelamento da visita com honras de chefe de Estado que a presidenta Dilma fará em outubro a Washington D.C. 
Na semana retrasada, diante das primeiras denúncias, a presidenta suspendeu a ida da equipe brasileira responsável por preparar a sua visita. Após as promessas de esclarecimentos feitas por Obama, durante o encontro do G-20, na Rússia, havia a expectativa de que o ruído entre os dois governos fosse superado. Mas o caso envolvendo a Petrobras azedou o clima. Na quarta-feira 11, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, teve um encontro com a conselheira de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Susan Rice, na Casa Branca, sede do governo americano.
Susan acusou a imprensa de “distorcer” as atividades da NSA, mas reconheceu que há “questões legítimas” levantadas pelo governo brasileiro. Ela se comprometeu a buscar soluções para encerrar o impasse entre os dois países. Por ora, a presidenta Dilma só confirmou sua viagem à Assembleia-Geral da ONU, no dia 24 deste mês, em Nova York. Em seu discurso, na abertura do evento, Dilma falará sobre o tema espionagem. Há quem interprete que será um discurso em vão. “A bisbilhotagem faz parte do mundo do petróleo”, diz um executivo do setor. A diferença, desta vez, é que a prática ficou comprovada a partir das revelações do ex-consultor de inteligência americano Edward Snowden.
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Colaborou: Denize Bacoccina
Fonte: Istoé Dinheiro: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/129031_PETROBRAS+VIGIADA
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Frota da Marinha russa é enviada para o litoral da Síria

8 de setembro de 2013

Voz da Rússia, 07/09/2013

Guerra da Síria

Síria: o que poderá a Marinha russa fazer?

 Ilia Kramnik

A Marinha russa está reunindo no mar Mediterrâneo a maior força naval desde a queda da URSS. O que poderá fazer a força operacional russa em caso de agravamento da situação?

Cruzador lançador de Misseis de Guiados Moskva em Sebastopol - foto Andrew Karpov

O agravamento da crise síria e a perspectiva bastante real de início de uma guerra exigem da Rússia uma reação antecipada aos acontecimentos, e a presença de navios de guerra significa, neste caso, mais do que simplesmente “mostrar a bandeira”.

Quais serão os instrumentos que podem aumentar a eficácia da presença naval russa nas áreas-chave do oceano global? Neste momento, no Mediterrâneo está concentrada uma força composta por mais de 10 navios e de um número indeterminado de submarinos. É a primeira vez em duas décadas, desde o desmantelamento da 5ª Esquadra Operacional (Mediterrânica) da Marinha de Guerra da URSS, em dezembro de 1992, que no Mediterrâneo se encontra tal quantidade de navios arvorando o pavilhão russo.

Antes de mais, chama a atenção a presença de uma grande quantidade de navios de desembarque pesados (LSH). No mar Mediterrâneo se encontram agora 7 LSH sob bandeira russa, incluindo dois da Frota do Pacífico, dois da Frota do Báltico e três da Frota do Mar Negro. Alguns deles já estão no mar há bastante tempo. Assim, o navio Alexander Shabalin zarpou de Baltiysk ainda em dezembro de 2012.

Учения по высадке морского десанта в Калининградской области

Учения морской пехоты Тихоокеанского флота в Приморском крае

Existem várias razões para a presença de LSH. Uma das principais é a de estes países assegurarem um canal de auxílio por parte da Rússia ao governo legítimo da Síria na sua luta contra o terrorismo. Segundo informaram recentemente as agências noticiosas russas, citando fontes do Ministério da Defesa, esses navios foram usados para o transporte de armamento de forma a evitar a repetição do incidente ocorrido com o cargueiro Alaed, cuja viagem para a Síria transportando helicópteros foi impedida no verão de 2012.

Учения морского десанта в Калининградской области

A segunda missão dos LSH nessa região é a realização, em caso de necessidade, da evacuação de cidadãos russos da Síria, tanto os que lá se encontram em serviço, como os que têm residência permanente na Síria.

Cruzador lançador de Misseis Guiados Moskva, da Marinha Russa, na base naval de Sevastopol - foto Andrew Karpov

Vigilância e não só?

As missões da Marinha não se limitam, no entanto, a uma possível operação de evacuação, como o demonstra a presença no Mediterrâneo de navios de combate da Marinha de Guerra russa. Nos próximos dias, deverá chegar ao Mediterrâneo Oriental o cruzador porta-mísseis Moskva, que até agora esteve realizando no Atlântico e no Pacífico visitas a Cuba e à Nicarágua. Esse navio deverá se tornar no núcleo dessa força graças ao seu poderoso sistema de radares e à sua defesa antiaérea de longo alcance. O grupo de navios, reforçado com o Moskva, poderá também realizar uma série de missões em caso de início de uma guerra.

Cruzador lançador de mísseis da classe Moskva Marinha da Rússia - foto RIA Novosti

Em primeiro lugar, as capacidades do cruzador, reforçadas pelo equipamento dos navios de reconhecimento, permitem ter um panorama completo e fiável dos acontecimentos, cobrindo com uma imagem de radar todo o Mediterrâneo Oriental. A segunda missão será colocada à força naval pela direção do país e das suas Forças Armadas. Como resultado, as informações sobre os mísseis de cruzeiro norte-americanos detectados, em caso de os EUA começarem a bombardear a Síria, poderão ser transmitidas não só para Moscou, mas também para Damasco, facilitando a detecção e intercepção dos mísseis pela defesa antiaérea síria.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto  Vladimir Prokopenko

Apesar de todas as capacidades dos navios russos, a força como um todo tem um potencial bastante limitado, isso diz respeito especialmente às componentes aérea e anfíbia. Os LSH russos, que estão sendo usados neste caso como transporte, não são uma alternativa aos navios de assalto multiusos (LHA), capazes de assegurar uma presença a longo prazo no teatro de operações de uma força de fuzileiros navais com o respectivo apoio aéreo.

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy . Foto RIA Novosti, Igor Zarembo

Uma presença nesta altura no Mediterrâneo de um ou dois LHA da classe Mistral, integrados na força, poderia reforçar qualitativamente o agrupamento, mas o primeiro navio da série, o Vladivostok, ainda está sendo construído em Saint-Nazaire. Um apoio ainda mais eficaz poderia ser prestado à frota por um porta-aviões, mas o único navio dessa classe existente na Marinha de Guerra Russa só irá iniciar a sua viagem para o mar Mediterrâneo em dezembro de 2013.

http://portuguese.ruvr.ru/2013_09_07/Siria-o-que-poder-fazer-a-marinha-russa-0409/

Fragata Yaroslav Mudry da Classe Neustrashimy

Navios da Marinha russa - foto Voz da Rússia

Leia mais sobre a crise na Síria e a disputa entre as grandes potências no Oriente Médio: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_06/Destacamento-de-navios-da-Marinha-russa-navega-em-direcao-costa-da-Siria-9844/

Acesso via ISAPE Blog : http://isape.wordpress.com/2013/09/07/frota-russa-se-posiciona-no-litoral-da-siria/

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Parlamento do Reino Unido vota contra ataque à Síria

1 de setembro de 2013

Agência Estado, 29 de agosto de 2013

Parlamento britânico vota contra intervenção militar na Síria

David Cameron defendia a ação contra o regime de Assad mas disse que vai respeitar a decisão do parlamento

Fernando Nakagawa

Agência Estado

LONDRES – Os Estados Unidos perderam na noite desta quinta-feira um importante aliado para o plano de intervenção miliar na Síria. Após o Parlamento da Grã-Bretanha rejeitar a ação internacional contra o regime de Bashar Assad, o primeiro-ministro inglês David Cameron sinalizou que deve retirar o apoio à ação planejada por Washington em resposta ao suposto uso de armas químicas. “É claro para mim que o Parlamento britânico reflete a visão do povo britânico que não quer ver militares britânicos em ação”, disse Cameron.

UK House of Commons voted against military action in Syria - Foto - Reuters

Após longo e acalorado debate em uma votação com a presença do primeiro-ministro, o apoio aos EUA foi rechaçado por 285 parlamentares contra 272 que apoiaram a intervenção. Diante do placar desfavorável, Cameron reafirmou a suspeita de que Assad tenha usado armas químicas, mas disse que respeitará a decisão do Parlamento e que o governo vai agir “em conformidade” com o resultado da votação.

Parlamento do Reino Unido - UK Parliament

Na prática, a decisão dos parlamentares vai excluir o envolvimento britânico nas ações lideradas pelos Estados Unidos contra Assad. A derrota aconteceu um dia após o Reino Unido ter submetido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas uma resolução que condenava a ação do governo sírio e pedia autorização para “medidas necessárias” para proteger civis.

Após a suspeita de que armas químicas mataram mais de 1.000 pessoas nos últimos dias nos arredores de Damasco, Londres foi um aliado de primeira hora à intenção de Washington de intervir militarmente contra o regime sírio. Outro aliado é a França.

A Stop the War Coalition protest at Downing St against any attack on Syria, 28 August 2013. www.stopwar.org.uk

Após a derrota, o secretário inglês de Defesa, Philip Hammond, disse que o governo Cameron estava “desapontado” com a votação e demonstrou certo constrangimento diante do prometido apoio aos EUA. Apesar disso, afirmou que o país não estará envolvido em eventuais ações militares contra o governo da Síria. “Espero que os Estados Unidos e outros países sigam olhando para respostas ao ataque químico. Eles podem ficar desapontados com o não envolvimento da Grã-Bretanha. Eu espero que a ausência da participação britânica não interrompa qualquer ação”, disse Hammond.

A derrota desta quinta-feira tem um expressivo valor simbólico: Cameron é o primeiro líder britânico em décadas que não conseguiu apoio da maioria dos parlamentares para enviar tropas em uma ação militar conjunta com os EUA. Na história recente, a oposição sempre apoiou as grandes investidas militares da Grã-Bretanha, como na Guerra das Malvinas contra a Argentina em 1982 e na Guerra do Iraque em 2003.

Acuado pela crise econômica e o avanço dos partidos de oposição – seja a esquerda Trabalhista ou partidos pequenos à direita, o primeiro-ministro Conservador pode ser considerado o grande derrotado desta quinta-feira. Enquanto o placar da votação era lido na Câmara dos Comuns, um dos parlamentares presentes à sessão gritou “renúncia” a poucos metros de David Cameron.

Fonte:  www.estadao.com.br/noticias/internacional,parlamento-britanico-vota-contra-intervencao-militar-na-siria,1069284,0.htm

 Acesso via:  ISAPE Blog

Manifestações pacifistas contra o ataque à Síria ocorreram na Inglaterra

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Novo recorde nas exportações de gás natural da Bolívia para o Brasil e Argentina

29 de abril de 2013

Los Tiempos, 29/04/2013

Reportan récord de venta de gas a Argentina y Brasil

Ed. Impresa EXPORTACIONES | En marzo, la brasileña Petrobras importó un promedio diario de 31,65 millones de metros cúbicos de gas boliviano y la argentina Enarsa, 15,77 millones

Por Redacción Central

 

El gasoducto Juana Azurduy lleva el energético hacia Argentina. - La Prensa Agencia

El gasoducto Juana Azurduy lleva el energético hacia Argentina. – La Prensa Agencia

 

 

Las ventas de gas natural a Brasil y Argentina sumaron 1.499 millones de dólares entre enero y marzo de este año, un 29,5 por ciento más que los 1.157,5 millones logrados en el mismo periodo de 2012, informó ayer Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

En el primer trimestre de 2013, el valor de las exportaciones de gas a Brasil fue de 963,8 millones de dólares y el de las ventas a Argentina llegó a 535,4 millones, según datos del Instituto Nacional de Estadística (INE) citados por YPFB en un comunicado.

Las ventas de otros combustibles bolivianos entre enero y marzo llegaron a 59 millones de dólares, por lo que el valor total de las exportaciones de la actividad económica de extracción de hidrocarburos fue de 1.558 millones, añadió la estatal petrolera.

Esa cifra supera en 29,6 por ciento el valor de las exportaciones de hidrocarburos del primer trimestre de 2012, cuando la cifra fue de 1.202 millones de bolivianos.

La estatal petrolera destacó que las ventas de hidrocarburos representan el 53 por ciento del total de las exportaciones bolivianas, seguida por las de la industria manufacturera (24,3 por ciento), minería (17 por ciento) y agricultura (4 por ciento).

A principios de este mes, YPFB reportó un aumento en un 21 por ciento en marzo de sus exportaciones de gas natural hacia Brasil y Argentina respecto del mismo mes de 2012.

En marzo, la brasileña Petrobras importó un promedio diario de 31,65 millones de metros cúbicos de gas boliviano y la argentina Enarsa, 15,77 millones.

Según la compañía petrolera boliviana, esos datos corroboran que la producción de hidrocarburos continúa como la actividad económica de mayor valor en las exportaciones nacionales.

La producción de gas en Bolivia está a cargo básicamente de compañías privadas extranjeras, entre ellas la española Repsol, la brasileña Petrobras, la francesa Total y la británica British Gas, pero desde 2006 la comercialización la gestiona YPFB.

Para alcanzar esas metas, la estatal YPFB recordó que lleva adelante un ambicioso programa de desarrollo, con énfasis en la exploración y desarrollo de campos (upstream), con la finalidad de incrementar progresivamente la producción nacional de gas natural e hidrocarburos líquidos asociados para solventar todos los requerimientos del mercado interno y los contratos de exportación.

Morales inaugura obras financiadas por YPFB

El presidente Evo Morales inauguró ayer el coliseo multifuncional “Emiliano Villazón”, nueve aulas y baños para el núcleo escolar “Pamtilla”, financiados por YPFB, en el municipio de La Palca, y exhortó a mantener la lucha por la liberación social, cultural y económica en Bolivia.

“Sólo es continuar con esas grandes luchas por la independencia, por la liberación social, cultural, por la liberación económica.

Ahora en Bolivia, en poco tiempo estamos demostrando, hermanas y hermanos, y por eso van llegando obras, con seguridad van a seguir llegando obras”, aseguró en un acto que se realizó en esa población a más de 120 kilómetros de la ciudad de Cochabamba.

Según informó la agencia estatal ABI, Morales dijo que la entrega de obras continuará, tomando en cuenta que los recursos provienen de la recuperación de los recursos naturales, especialmente los hidrocarburos, fondos que incrementan los ingresos de las gobernaciones y las alcaldías, además del apoyo del Programa “Bolivia cambia, Evo Cumple”, proyectado para atender pequeños requerimientos de las poblaciones.

 

Ventas de gas a Brasil y Argentina suman $us 1.499 millones

Rusia invita a Evo a una cumbre mundial de gas

 

Fonte: http://www.lostiempos.com/diario/actualidad/economia/20130429/reportan-record-de-venta-de-gas-a-argentina-y_211136_453445.html

 

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Curso Geopolítica da Energia

11 de janeiro de 2013

Curso "Geopolítica da Energia" - ISAPE
O Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia, ISAPE, promove nos dias 21 a 24 de janeiro o curso “Geopolítica da Energia”, que trata da geopolítica dos recursos energéticos que sustentam a economia global. Através de uma análise histórica, de uma apreciação do papel dos recursos na estratégia das grandes potências e de uma análise do atual perfil geográfico e tecnológico de recursos estratégicos, o curso provocará o aluno sobre a importância da problemática energética no nível internacional, abordando questões como a geopolítica do petróleo, as guerras por recursos energéticos, a transição energética e as fontes de energia mais limpas.
O curso será ministrado pelo professor dr. Lucas Kerr de Oliveira, e será realizado no Clube de Cultura de Porto Alegre, das 18:30 às 22:00, nos dias 21, 22, 23 e 24 de janeiro de 2013.
Esta atividade é direcionada a graduandos universitários, vestibulandos, pesquisadores e o público em geral. Faça sua inscrição aqui: www.isape.org.br/
ISAPE - 2013 - Cursos - Cartaz do Curso de Geopolítica da Energia
http://www.isape.org.br/index.php/pagina/home
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A disputa por petróleo entre o Sudão e o Sudão do Sul

21 de fevereiro de 2012

Strafor – 21/02/2012

Sudan-South Sudan Oil Dispute

The South Sudanese government on Jan. 22 ordered the halt of all oil production in the country reportedly due to the ongoing disagreement between South Sudan and Sudan over revenues from oil originating in the south but exported via Sudan. In response to the shutdown, Sudanese forces seized control over two oil blocks in South Sudan’s northeastern state of Upper Nile on Feb. 13, according to the government in Juba.

 

Clique para aumentar. Imagem por: STRATFOR

 

South Sudan has six producing oil blocks that total about 350,000 barrels per day, divided into two groups based on their geographic locations. Blocks 1, 2, 4 and 5A, located near the western border oil terminal city of Abyei — which still has not yet determined whether it will be part of Sudan or South Sudan — produce Nile blend oil. Blocks 3 and 7, the two now allegedly seized by Sudan, produce the more valuable Dar blend.

All of this oil is exported to the north via two pipelines that meet in Khartoum. The south has neither the military strength nor political capital to challenge Sudan’s seizure of its wells, but Khartoum is unlikely to attempt to capture the oil blocks south of Abyei. Aside from having a currently more valuable oil blend, the location of blocks 3 and 7 in Upper Nile state — which borders Sudan on three sides — is geographically easy to access for Sudanese forces. These forces would face increased opposition, including from U.N. peacekeepers, if they attempted to seize the other blocks.

Fonte: http://www.stratfor.com/image/sudan-south-sudan-oil-dispute




acesso via blog do Isape: http://isape.wordpress.com/2012/02/21/a-disputa-do-petroleo-no-sudaosudao-do-sul/ 

 

 

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Desafios para a Marinha do Brasil nos próximos anos

4 de janeiro de 2012

Monitor Mercantil –  04/01/2012

Desafios para a Marinha do Brasil nos próximos anos

Eduardo Italo Pesce

Em dezembro de 2011, a Marinha do Brasil adquiriu, por “compra de oportunidade”, a um custo de R$ 380 milhões, três navios-patrulha oceânicos (NPaOc) da classe Port of Spain, originalmente construídos para a Guarda Costeira de Trinidad-Tobago, que cancelou a encomenda quando os navios já se encontravam em provas de mar.

Os três navios provavelmente receberão os nomes de Apa, Araguari e Apodi em nossa Marinha. Deslocam cerca de 1.800 toneladas, podendo desenvolver velocidades de até 25 nós. Seu comprimento é de 90 metros, com boca de 13,5 metros e autonomia para 35 dias. A tripulação será constituída por 60 oficiais e praças.

É possível que esta compra tenha sido uma medida emergencial, para compensar a demora do governo em iniciar o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (Prosuper). Este programa visa à construção de cinco NPaOc, cinco fragatas polivalentes e um navio de apoio logístico (NApLog), além da obtenção de capacitação tecnológica para projetar modernas belonaves no país.

A implementação do Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (Paemb) vem sendo dificultada pelos baixos orçamentos e pela baixa prioridade atribuída à Defesa no país. A Marinha teria estabelecido como meta prioritária a obtenção de um mínimo de 61 navios de superfície e cinco submarinos. Tais unidades devem constar do Plano de Articulação e Equipamento da Defesa (Paed), em fase inicial de elaboração.

O Paed consolidará as prioridades das três forças singulares, segundo metas de curto (2012-15), médio (2016-23) e longo prazos (2024-31). Sempre que possível, os meios e equipamentos serão produzidos no Brasil, com transferência obrigatória da tecnologia estrangeira para empresas nacionais. Em princípio, as “compras de oportunidade” deveriam ser evitadas.

Os planos de longo prazo da Marinha incluem a duplicação do principal componente operativo do Poder Naval brasileiro, por meio da criação de uma segunda esquadra e um segundo núcleo anfíbio, sediados no litoral Norte/Nordeste do país. Ainda que tal perspectiva não se concretize, é urgente a necessidade de renovação e ampliação dos meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais, bem como de aumento do efetivo de pessoal da Marinha do Brasil. Read the rest of this entry ?

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