Espaço para discussão da Geopolítica dos Recursos Energéticos, Energia e Poder, Energia, Segurança Energética, Energia nas Relações Internacionais, Geopolítica do Petróleo, Geopolítica dos Oleodutos, Geopolítica dos Gasodutos, Guerras por petróleo, Conflitos em Zonas Petrolíferas e novas Tecnologias de geração e distribuição de Energia
Chávez afirma que aporte da PDVSA em refinaria depende do BNDES
Débora Zampier
Brasília – O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje (6) que a Petróleos de Venezuela (PDVSA) já tem o dinheiro necessário para o aporte na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A refinaria foi concebida como um projeto binacional entre os países em 2007, mas até agora, só a Petrobras fez os investimentos. Se a Venezuela não fizer um aporte até agosto, será excluída do projeto.
Perguntado se a empresa pretende dar um calote, Chávez ironizou: “Quando a PDVSA vai colocar o dinheiro? Eu te diria que quase carrego o dinheiro aqui na mão. Nós temos na mão, só falta um requisito: que o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] aceite as garantias que a Venezuela está oferecendo. Não depende de nós”, afirmou o presidente venezuelano em entrevista coletiva concedida na Embaixada da Venezuela no início da noite.
Chávez lembrou que outros bancos, como o Banco do Brasil e o banco português Espírito Santo já fizeram acordo com a PDVSA. “Temos o dinheiro. Só falta ligarem o semáforo na luz verde. Tenho quase certeza que renovando compromisso com Dilma vamos conseguir”.
Chávez afirmou ainda que conversou sobre a integração energética com a presidenta, abordando temas como a construção de gasodutos e a situação da Faixa do Orinoco, que contém um dos maiores poços de petróleo cru do mundo. Em maio do ano passado, o Brasil firmou um acordo com a Venezuela para cooperar no planejamento territorial da área. “Em sete anos a Venezuela deve estar produzindo entre cinco e seis milhões de barris diários de cru, e queremos que o Brasil esteja integrado em tudo isso”.
Chávez também disse que conversou com Dilma sobre a exportação de ureia (fertilizante) para o Brasil, especialmente para as fronteiras agrícolas do Centro-Oeste. “Seria maravilhoso para o Brasil trazer a uréia pelo Rio Amazonas”, disse Chávez, entusiasmado com a integração fronteiriça entre os dois países.
Petrobras e PDVSA se reúnem para definir pendências sobre refinaria
Renata Giraldi
Brasília – Os especialistas da Petrobras e da estatal venezuelana, Petróleos de Venezuela (PDVSA), reúnem-se nos próximos dias 9 e 10 para retomar as negociações sobre o repasse de recursos para a construção da Refinaria Abreu e Lima. A Venezuela tem até agosto para fazer os aportes de recursos para se tornar sócia do Brasil na refinaria.
O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, confirmou hoje (6) que a data de agosto está mantida. A refinaria que está sendo erguida na região metropolitana de Recife deverá custar R$ 26 bilhões. No projeto básico as estimativas indicavam custo final de US$ 4 bilhões.
Dos R$ 26 bilhões, a Petrobras investiu R$ 7 bilhões na unidade e informou que encerra o pagamento de R$ 10 bilhões, financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), até agosto.
Pelo acordo existente entre a Petrobras e a PDVSA, a refinaria vai processar 230 mil barris por dia, sendo metade produzido na Bacia de Campos e metade vindo da Venezuela. A diferença entre esses dois tipos de petróleo obrigou a Petrobras a separar o processamento do óleo, o que encareceu a planta.
Hugo Chávez visita o Brasil para assinar acordos de energia
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, visita o Brasil nesta segunda-feira (6).
No encontro com a presidente Dilma Rousseff, está prevista a assinatura de acordos nas áreas de energia, mineração e construção civil, segundo a Embaixada da Venezuela.
Será a primeira visita de trabalho de Chávez ao Brasil no governo Dilma. O venezuelano esteve na posse da presidente, em 1º de janeiro, mas não houve reunião bilateral.
A visita estava marcada anteriormente para 10 de maio. Por causa de uma lesão no joelho, Chávez desmarcou de última hora o encontro.
Na ocasião, a embaixada da Venezuela explicou que o governante teve um agravamento da lesão e foi aconselhado por uma junta médica a permanecer em repouso. A piora ocorreu durante o esforço físico de Chávez na entrega de unidades habitacionais no dia em que embarcaria para o Brasil.
De acordo com a assessoria da embaixada venezuelana, um assunto que terá destaque durante o encontro de Dilma e Chávez, é a cooperação dos dois países no setor energético e intergração fronteiriça. Brasil e Venezuela querem diversificar a matriz de energia e ampliar parcerias na prospecção e comercialização de petróleo. Chávez e Dilma também devem tratar de segurança na fronteira, e da participação da Venezuela na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
O governo brasileiro poderá cobrar o pagamento pela estatal venezuelana PDVSA da parte que cabe a ela no empreendimento. A PDVSA é sócia da Petrobras na construção da refinaria, mas até o momento não cumpriu os pagamentos devidos. A Abreu e Lima custará cerca de R$ 16 bilhões. No entanto, nenhum acordo envolvendo o empreendimento será assinado, segundo o Itamaraty e a embaixada venezuelana.
Durante a reunião com Chávez, Dilma deverá ainda anunciar a primeira visita dela à Venezuela como presidente. Segundo o Itamaraty, ela deve embarcar para Caracas em julho para participar da Cúpula da América Latina e do Caribe. Lá, os dois presidentes devem anunciar outros acordos, principalmente na área de habitação popular.
Ainda de acordo com o Itamaraty, Chávez e Dilma deverão revisar os principais tópicos da agenda bilateral, com destaque para o comércio, a evolução de programas de cooperação nas áreas de agricultura, desenvolvimento regional, habitação popular, e universalização de serviços bancários.
Dilma destaca parceria estratégica entre Brasil e Venezuela
Yara Aquino
Brasília – Durante declaração à imprensa, hoje (6), após encontro com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, a presidenta Dilma Rousseff disse que há uma “parceria estratégica” ligando o Brasil e a Venezuela e que os dois países trabalham no sentido de fortalecer países desenvolvidos e democráticos na América do Sul.
“Nossos países estão ligados não só pela geografia e convivência harmônica e pacífica. Também nos une a determinação de fazer do espaço sul-americano uma zona de paz, democracia, crescimento econômico, social e respeito aos direitos humanos.”
Ao presidente Chávez, Dilma disse que o governo brasileiro aguarda com “grande expectativa” a conclusão do processo de adesão da Venezuela ao Mercosul. O Congresso Nacional brasileiro já aprovou a entrada da Venezuela no Mercosul, o único país que ainda não o fez foi o Paraguai.
A presidenta relatou que, na reunião com Chávez, colocou à disposição da Venezuela a experiência brasileira na área de habitação popular e também a cooperação na área de agricultura. Ela citou a integração na região de fronteira. “Nossa região fronteiriça merece uma política e iniciativas de interconexão de nossos sistemas, sejam eles elétricos, de tele, rodoviários e também de integração de cadeias produtivas.”
Dilma falou também sobre a constante intensificação da parceria entre as empresas petrolíferas brasileira e venezuelana, Petrobras e PDVSA, respectivamente.
A presidenta elogiou a atuação bem-sucedida da Venezuela e da Colômbia no retorno do presidente deposto Manuel Zelaya a Honduras e de ambos à frente da Secretaria-Geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul). “Vejo como muito promissora a cooperação entre a Venezuela e a Colômbia para equacionar temas de grande importância para a região. Ambos merecem nossas congratulações por compartilhar o mandato da Secretaria-Geral da Unasul e por atuarem exitosamente no retorno de Zelaya Honduras.”
Nove acordos foram assinados entre os dois países em áreas como petróleo, cooperação científica e tecnológica e erradicação da febre aftosa.
Tecnologia permite reúso do gás carbônico na produção de diesel
Rodrigo Leitão
Um grupo de químicos norte-americanos está desenvolvendo um sistema revolucionário de produção de energia limpa. Trata-se de uma tecnologia que permite utilizar o gás carbônico gerado em processos industriais para substituir o petróleo na produção de diesel, metanol e outros combustíveis. “É um projeto fantástico, em que realizamos, de forma controlada, uma reação química similar à fotossíntese”, conta a cientista Nancy Jackson, do Sandia Laboratories, dos EUA, empresa responsável pelo projeto. Nancy esteve no Brasil esta semana para a 34ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Química (SBQ), que terminou na quinta-feira (dia 26), em Florianópolis. O evento, que celebrou o Ano Internacional da Química, reuniu mais de 4,5 mil químicos, pesquisadores e professores, e celebrou o Ano Internacional da Química.
Em entrevista ao NN, o presidente da Associação Brasileira de P&D em Petróleo e Gás e professor do Instituto de Química da UFRJ, Cláudio Mota, que esteve na apresentação da cientista americana, explica que o processo de conversão de CO2 em monóxido de carbono (utilizado em diversos processos químicos), é feito fundamentalmente através do calor do sol. “Os cientistas estão no deserto dos Estados Unidos, onde o clima é favorável, o grau de insolação é muito grande. Ela (a pesquisadora Nancy) tem um dispositivo que parece uma roda, onde ela deixa exposto um material cerâmico à radiação solar e aquece esse material a uma temperatura próxima ou até mais de 1.000 graus”, diz Mota.
Depois de uma visita à cidade Baruta, no estado de Miranda, na Venezuela, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, confirmou que começa hoje uma série de viagens aos países vizinhos. Chávez se reúne nesta terça-feira com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília e, em seguida, vai para o Equador e Cuba. Na visita a Brasília, Chávez e Dilma pretendem reafirmar que as relações entre Brasil e Venezuela, intensificadas no Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deverão ser mantidas da mesma forma. Também estará em pauta a questão da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A Petrobras aguarda da estatal venezuelana PDVSA o repasse de cerca de R$ 400 milhões para a conclusão das obras. De acordo com o governo brasileiro, apenas a Petrobras investiu na refinaria.
Hoje, Dilma e Chávez deverão analisar de maneira detalhada quais acordos, dos já firmados por venezuelanos e brasileiros, estão pendentes. O objetivo é ampliar as parcerias nos setores comercial e de energia, principalmente porque a Venezuela passa por um momento de racionamento. Apenas no ano passado, o intercâmbio comercial entre Brasil e Venezuela envolveu US$ 4,6 bilhões.
Após os resultados das eleições, confirmando a vitória de Dilma, Chávez postou uma mensagem na rede social Twitter destacando a competência da presidente e sua confiança no novo governo. Segundo ele, Dilma era “sua candidata’’. As informações são da estatal da Venezuela, a Agência Venezuelana de Notícias (AVN). Segundo a agência, as visitas do presidente serão transmitidas ao vivo em cadeia nacional de rádio e televisão.
O ar-condicionado natural se baseia no chamado "efeito chaminé": no interior da estrutura, o ar aquecido se torna mais leve e tende a subir, aspirando o ar dos ambientes e substituindo-o pelo ar exterior. (Imagem: Ag.Fapesp)
Morar em um país como o Brasil, onde cada região possui um clima diferente, pode ser bom para uns e ruim para outros.
Um estudo realizado na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sobre chaminés solares, no entanto, pode ajudar a refrescar quem vive em áreas mais quentes.
Chaminé solar
A chaminé solar desenvolvida pelo professor Maurício Roriz e seus orientandos Fernando Sá Cavalcante e Letícia de Oliveira Neves, adota o mesmo princípio de um aquecedor solar de água e pode ser instalada para estimular a ventilação natural em residências ou escritórios.
“A chaminé funciona como um coletor solar: os raios solares atravessam um vidro e aquecem uma placa metálica preta, situada abaixo dele. Aquecida, a placa emite calor, mas em frequência diferente da que vem do sol e para a qual o vidro é opaco. Assim, o calor entra, mas não consegue sair”, explica Roriz.
Nos coletores solares convencionais a água se aquece ao circular em tubos que passam sob a placa quente. “Na chaminé solar, em vez de água passa o ar”, disse.
Esse ar-condicionado natural se baseia no chamado “efeito chaminé”: no interior da estrutura, o ar aquecido se torna mais leve e tende a subir, aspirando o ar dos ambientes e substituindo-o pelo ar exterior, mais puro e geralmente mais confortável, particularmente nos climas típicos do Brasil.
“Trata-se, portanto, de um processo de ventilação provocado por diferenças de temperatura e de pressão, sendo muito eficiente para promover o conforto térmico nas horas quentes, mesmo em áreas urbanas densamente ocupadas, onde os obstáculos impedem o aproveitamento da ação direta do vento”, comentou Roriz.
Energia solar pode ser possível sem células solares
Universidade de Michigan
Cientistas descobriram que o magnetismo da luz pode ser milhões de vezes mais forte do que o previsto pela teoria atual. [Imagem: L.Kuipers & Tremani/Science
Bateria óptica
Um dramático e surpreendente efeito magnético da luz pode gerar energia solar sem as tradicionais células solares fotovoltaicas.
Usando este efeito, os pesquisadores descobriram uma maneira de construir uma “bateria óptica”.
“Você pode olhar para as equações de movimento durante todo o dia e você não vai ver essa possibilidade. Todos aprendemos na escola que isso não acontece,” conta Stephen Rand, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
“É uma interação muito estranha. É por isso que ela passou despercebida por mais de 100 anos,” diz ele.
Magnetismo da luz
A luz tem componentes elétricos e magnéticos. Até agora, os cientistas acreditavam que os efeitos do campo magnético da luz eram tão fracos que eles poderiam ser ignorados.
O que Rand e seus colegas descobriram é que, na intensidade certa, quando a luz viaja através de um material que não conduz eletricidade, o campo de luz pode gerar efeitos magnéticos que são 100 milhões de vezes mais fortes do que o anteriormente esperado.
Nestas circunstâncias, os efeitos magnéticos da luz apresentam uma intensidade equivalente à de um forte efeito elétrico.
“Isso pode permitir a construção de um novo tipo de célula solar sem semicondutores e sem absorção para produzir a separação de cargas,” afirma Rand. “Nas células solares, a luz entra em um material, é absorvida e gera calor.”
“Aqui, esperamos ter uma carga térmica muito baixa. Em vez de a luz ser absorvida, a energia é armazenada como um momento magnético. A magnetização intensa pode ser induzida por luz intensa e, em seguida, é possível fornecer uma fonte de energia capacitiva,” explica o pesquisador.
Fukushima é a causa de um novo dilema brasileiro: aumentar ou não a oferta de energia nuclear
Felipe Prestes
O Brasil vive um dilema na questão energética, segundo o diretor-geral do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), Lucas Kerr. O país não pode manter um crescimento econômico como o do ano passado (7,5%), sem expandir consideravelmente a oferta de energia. Para isso, são necessários investimentos de cerca de R$ 1,3 trilhão em infraestrutura de energia, nos próximos dez anos, sendo que o país deverá estar atento aos impactos sociais e ambientais desta expansão. No entanto, neste momento em que o Japão sofre com os vazamentos ocorridos na usina nuclear de Fukushima, surge um novo questionamento: vale a pena expandir a oferta de energia nuclear? Read the rest of this entry ?
86% dos chilenos rejeitam Usinas Nucleares no país
SANTIAGO DO CHILE, 19 MAR (ANSA) – Uma pesquisa entre a população do Chile revelou que 86% dos entrevistados rejeitam a construção de usinas nucleares e 60% não aceitaria estas instalações sob nenhuma condição.
Energia eólica mundial aumentou 22,5% em 2010, estimulada pela China
Bruxelas, 2 fev (EFE).- A energia eólica mundial cresceu 22,5% no ano passado, aumento que equivale a 35,8 GW (gigawatts), estimulada pelo desenvolvimento na China, onde foram instaladas aproximadamente a metade das novas turbinas, informou nesta quarta-feira o Conselho Internacional de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).
Este aumento eleva o número total global a 194,4 GW, em comparação aos 158,7 GW registrados no ano anterior.
O GWEC, que reúne as empresas do setor em escala mundial, calcula que as turbinas instaladas em 2010 representam um investimento de 47,3 bilhões de euros.
A União Europeia e os Estados Unidos, até agora os principais promovedores desta tecnologia, se viram ultrapassados pela China, que em 2010 instalou energia eólica equivalente a 16,5 GW, quase a metade do total mundial.
“A China possui 42,3 GW de energia eólica e superou os EUA em termos de capacidade total instalada“, indicou em comunicado a secretária-geral da associação chinesa de energia renovável, Li Junfeng, que assegurou que o país, que já se tornou o maior produtor mundial de instalações, está no caminho de alcançar os 200 GW em 2020.
País precisa investir R$ 952 bilhões para suprir demanda de energia nos próximos dez anos
Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O investimento necessário para suprir a demanda energética do país nos próximos dez anos será de R$ 952 bilhões. O maior investimento será em exploração, produção e oferta de petróleo e gás natural e devem ser de R$ 672 bilhões no período. Para garantir o intercâmbio de energia elétrica entre as regiões do país, os investimentos em transmissão de energia deverão ser de R$ 39 bilhões.
Os dados constam do Plano Decenal de Expansão de Energia 2019, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia, que mostra o cenário da expansão da oferta de energia no país e as necessidades de investimentos para os próximos dez anos.
A oferta interna de energia elétrica no país passará de 539,9 terawatts-hora (TWh) em 2010 para aproximadamente 830 TWh em 2019, um aumento de 53,7%. O plano prevê que o consumo final energético aumente de 228 milhões de toneladas equivalentes de petróleo em 2010 para 365,7 milhões em 2019, o que corresponde a uma taxa anual média de crescimento de 5,4%. A tonelada equivalente de petróleo é uma unidade para a qual se convertem as unidades de medida das diferentes fontes de energia.
04/11/2010 Pelo menos 300 mil moradias da segunda edição do Minha Casa, Minha Vida terão energia solar
Vitor Abdala Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Entre 300 mil e 400 mil casas da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida serão equipadas com painéis solares para aquecer a água do chuveiro. Todos os novos empreendimentos do programa voltados a famílias com renda de, no máximo, três salários mínimos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste têm de vir equipados, obrigatoriamente, com sistema de captação de energia solar. A informação é da secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães.
“O objetivo do aquecimento solar é, além da preservação da energia, também contribuir para a sustentabilidade econômica, barateando o custo da energia, aliado a um processo de educação dessas famílias, que devem fazer um uso racional da água e da energia”, ressaltou a secretária.
Na primeira fase do programa de financiamento para construção de casas populares, que se encerra neste ano, o uso de painéis solares não foi obrigatório e apenas um número reduzido de empreendimentos aderiu à energia solar.
A segunda fase do Minha Casa, Minha Vida entrará em vigor a partir do ano que vem. Serão 2 milhões de residências, das quais 1,2 milhão será para famílias com renda de, no máximo, três salários mínimos.
Com o mesmo objetivo de garantir uma eficiência de recursos, o Ministério das Cidades também pretende estimular o reaproveitamento de água nessas habitações. No entanto, a secretária explica que, a princípio, o sistema de reuso da água não será obrigatório.
Os projetos de eficiência energética e sustentabilidade do governo brasileiro para casas populares foram apresentados na manhã de hoje (4) a representantes do governo norte-americano e a especialistas em planejamento urbano e habitação, em um seminário no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro.
O seminário reúne hoje e amanhã especialistas da América Latina para discutir sustentabilidade de moradias em áreas carentes. Durante o evento, o governo norte-americano também vai lançar, em parceria com uma organização não governamental, o Prêmio Habitação Sustentável e Inclusiva, que dará até US$ 10 mil (cerca de R$ 17 mil) para pessoas que criem projetos de habitação sustentável.
O planejamento energético em uma era de transitoriedade
Renato Queiroz
O mundo contemporâneo vive sob um contexto de profundas e contínuas mudanças. Praticamente todas as atividades humanas estão submetidas à transitoriedade, entendendo esse termo como um “lugar” pelo qual se passa, mas não se permanece. As tecnologias inovadoras certamente têm grande influência nessa necessidade permanente de mutação.
As organizações que não se renovam continuamente, seja introduzindo novas tecnologias em seus produtos, seja implantando novos processos de gestão, tendem a perder mercado ou a criarem estruturas decisórias “pesadas” que não respondem aos novos estímulos que vêm do mundo exterior. A criatividade é uma característica desejável nesse ambiente inovador, pois a repetição das mesmas situações e/ou rotinas levam os profissionais a ficarem contaminados, estagnados em atitudes passivas.
Consumidores pagarão R$500 milhões pela segurança energética em 2010
No ano passado, custo do encargo foi de R$130 milhões
Da redação, com informações da Agência Brasil
O custo de acionamento das usinas termelétricas que têm como objetivo manter a segurança do suprimento de energia elétrica no País somará R$500 milhões em 2010, segundo informou nesta quinta-feira (14/010) o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema,(ONS), Hermes Chipp. No ano passado, esse montante, que é recolhido por meio do Encargo de Serviço de Sistema (ESS), totalizou R$130 milhões.
A elevação do encargo deve-se às condições dos reservatórios das hidrelétricas, que neste ano estão mais baixos que no ano anterior, principalmente devido ao efeito meteorológico conhecido como “La Niña”, que atrasou o regime de chuvas no Norte e Nordeste do Brasil.
Modelo de hidrelétricas sem reservatório exige a construção do dobro de eclusas comparado ao modelo antigo, com alagamento
Renato Andrade, Leonardo Goy
BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo
A solução encontrada por técnicos em engenharia do setor elétrico para construir hidrelétricas na Amazônia, sem a necessidade de grandes alagamentos e pânico entre ambientalistas vai dificultar a implantação de hidrovias na região. Read the rest of this entry ?
Cientista brasileiro descobre como coletar energia do ar
Redação do Site Inovação Tecnológica
Eletricidade do ar
Alimentar casas e fábricas com eletricidade coletada diretamente do ar pode ser possível: cientistas brasileiros resolveram um enigma científico que durava séculos sobre como a umidade na atmosfera torna-se eletricamente carregada, abrindo caminho para seu aproveitamento.
Imagine dispositivos capazes de capturar a eletricidade do ar e usá-la para abastecer residências ou recarregar veículos elétricos, por exemplo.
Da mesma forma que painéis solares transformam a luz do Sol em energia, esses painéis futurísticos poderão coletar a eletricidade do ar – a mesma eletricidade que forma os relâmpagos – e direcioná-la de forma controlada para alimentar qualquer equipamento elétrico, nas casas e nas indústrias.
Se isso parece revolucionário demais, mais entusiasmante ainda é saber que a descoberta que poderá tornar esses sonhos uma realidade foi feita por um cientista brasileiro.
Anthony Cordesman Busts the Myth of Energy Independence
Robert Bryce
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About two and a half years ago, I published my third book, Gusher of Lies: The Dangerous Delusions of “Energy Independence,” which provided multiple arguments as to why the US cannot, and should not even attempt to, be independent of the world’s single biggest and most important marketplace: the global energy market. And yet, since that time, numerous politicians from both the right and the left have declared their support for that cockeyed notion.
China Plans 5 Trillion Yuan New Energy Investment, Securities Journal Says
Winnie Zhu
China will invest 5 trillion yuan ($738 billion) into renewable energy projects over the next decade under a development plan of the industry, China Securities Journal said, citing the State Information Center.
The 10-year plan will be released soon, the Journal said, without giving a time frame.
Descoberto novo processo de conversão da energia solar
A emissão termiônica de fótons junta em um único componente o mecanismo quântico das células solares com o mecanismo termal, que usa a luz do Sol concentrada para produzir eletricidade indiretamente. Imagem: Schwede et al/Nature Materials
Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriram como usar simultaneamente a luz e o calor do Sol para gerar eletricidade.
A técnica tem o potencial para produzir energia solar com o dobro da eficiência dos métodos existentes, tornando-a barata o suficiente para competir com as termelétricas que queimam derivados de petróleo.
Emissão termiônica
Batizado de “emissão termiônica de fótons otimizada”, ou PETE (Photon Enhanced Thermionic Emission), o processo promete superar a eficiência tanto das atuais tecnologias de conversão fotovoltaica – os conhecidos painéis solares – quando das usinas termossolares – que usam o calor do Sol para aquecer líquidos que giram turbinas para gerar a eletricidade.
Ao contrário das células solares atualmente usadas nos painéis solares – que perdem eficiência quando a temperatura aumenta – o novo dispositivo se destaca justamente pelo bom funcionamento em altas temperaturas, o que permite seu funcionamento simultâneo no processo termossolar.
Brasil e Argentina firmam acordo para desenvolvimento de energia nuclear
Os governos do Brasil e da Argentina anunciaram nesta terça-feira (3/8), após reunião bilateral realizada em San Juan, acordo para desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos. O anúncio foi feito em entrevista coletiva pelos presidentes Lula e Cristina Kirchner no auditório do Centro Cívico da província, após realização da 39a. reunião de Cúpula do Mercosul. Os dois países firmaram ainda compromisso para a realização de obras que permitirão o incremento na geração de energia elétrica.
O Brasil reconheceu ainda a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, arquipélago que hoje está sob controle da Inglaterra.
O presidente Lula voltou a comemorar o resultado da reunião do Mercosul na Argentina, lembrando que os acordos firmados são uma resposta firme às pessoas que, no passado, mostravam-se céticas quanto ao poder do bloco econômico. Lula disse que a única demanda que não foi fechada na gestão de Cristina Kirchner à frente da presidência pró-têmpore do Mercosul foi o acordo comercial com a União Européia.
¨Espero que nestes cinco meses que temos pela frente consiga fechar o acordo com o companheiro Sarkozy [Nicolas Sarkozy, presidente da França e da UE]¨, disse o presidente brasileiro.
Look who’s investing in solar hot water technology. While the rest of us are worrying that solar thermal lacks the trendy appeal of other solar tech and wondering when people will realize how much sense it makes, China is quietly stepping up and installing more solar hot water capacity than anyone in the world.
Presidente Lula vai acompanhar início de obra na hidrelétrica de Itaipu
Fonte: AFP
O presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva realizará uma visita a Assunção, no Paraguai, hoje (30), para assistir ao começo da obra de uma linha de transmissão da hidrelétrica de Itaipu Binacional, até o Paraguai. Seu colega paraguaio , o Presidente Fernando Lugo também estará presente.
China overtakes the United States to become world’s largest energy consumer
IEA calculations based on preliminary data show that China has now overtaken the United States to become the world’s largest energy user. China’s rise to the top ranking was faster than expected as it was much less affected by the global financial crisis than the United States.
Solazyme Delivers 100% Algal-Derived Renewable Jet Fuel to U.S. Navy
Biotechnology Company Showcases Solajet™HRJ-5 Jet Fuel at the World-famous Farnborough International Air Show in UK
South San Francisco, Calif. – July 19, 2010 – Solazyme, Inc. is helping the U.S. military move closer to powering its planes, ships, tanks and trucks on renewable fuel and has delivered of 1,500 gallons of 100% algae-based jet fuel for the U.S. Navy’s testing and certification program. The U.S. Navy has previously announced the objective to operate at least 50% of its fleet on clean, renewable fuel by 2020, and the delivery fulfills a contract awarded to Solazyme by the U.S. Department of Defense (DoD) in September 2009.
A Petrobrás desenvolveu uma grande capacidade de prevenção, contenção e reparação de danos envolvendo acidentes com vazamento de petróleo. Em grande medida esta capacidade foi desenvolvida em conjunto com as Universidades públicas brasileiras, onde centenas de pesquisadores participaram do desenvolvimento de novas tecnologias de prevenção de acidentes ou de limpeza de óleo derramado em vazamentos.
Sabemos que nem sempre foi assim. A maior parte desta capacidade técnica foi desenvolvida na atual década, após uma série de graves acidentes que ocorreram na década de 1990, quando prevalecia o discurso neoliberal e o desmantelamento da empresa, que chegou a ter 2/3 de funcionários terceirizados, suas principais subsidiárias foram privatizadas e foram feitos novos leilões de ações da própria Petrobras S.A. Naquela época a Petrobras passou a funcionar segundo a lógica do mercado, abandonando o planejamento de longo prazo em troca do lucro rápido a qualquer custo. Entre 1995 e 2002 ocorreram mais acidentes do que todos os que haviam ocorrido em toda a história da indústria petrolífera no Brasil, sendo que alguns chegaram a ser denunciados pelos sindicatos de petroleiros e pela Associação dos Engenheiros da Petrobrás como sendo possíveis atos de sabotagem. A P-36 afundou e o governo FHC aproveitou o discurso da imprensa em defesa das privatizações para realizar dois leilões de ações da Petrobras SA, vendendo parte da empresa a estrengeiros. Restaram apenas 1/3 do total das ações da empresa sob controle estatal, reduzindo significativamente a capacidade do Estado brasileiro de controlar os rumos da exploração petrolífera no país. Não é a toa que pode-se classificar os anos 1990 como a “década do retrocesso”, pois o Brasil se endividou como nunca, vendeu suas melhores empresas, perdeu capacidade produtiva, dezenas de indústrias foram à falência ou foram compradas por estrangeiros, o PIB parou de crescer e as desigualdades sociais aumentaram. A crise que a Petrobrás enfrentou nos anos 1990 é apenas parte do quadro geral daquele período sombrio na história brasileira.
Apesar disso, a Petrobrás se reergueu, voltou a lucrar e se tornou uma das grandes empresas de petróleo e energia do mundo na atual década. A histórica capacidade de desenvolvimento tecnológico foi restabelecida. O aprendizado com os erros do passado, associado à volta do planejamento estratégico, de longo prazo, alçaram a Petrobrás a o posto de maior empresa do Brasil e uma das maiores do mundo, reconhecida internacionalmente pela liderança tecnológica na perfuração em águas ultraprofundas.
A notícia a seguir, do “UOL Notícias”, retrata mais uma das tecnologias recentemente desenvolvidas por pesquisadores de uma Universidade pública brasileira, a UFRJ, que tem inúmeros projetos de parceria com a Petrobrás. Todos sabemos que tecnologia não se desenvolve da noite para o dia, e que, em grande medida este é um esforço cumulativo, contínuo, que não pode ser interrompido a todo momento. A inconstância nos investimentos tecnológicos tem sido parte da história do país, e caso ocorra novamente em um futuro próximo, sofremos o risco de ficarmos novamente paralisados frente a qualquer desafio maior, como ocorreu na década do retrocesso dos anos 1990.
Revisão do valor da energia de Itaipu é importante para estabilidade do tratado, diz embaixador
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Antônio Simões, afirmou hoje (30) que a revisão do valor pago pelo Brasil pela energia de Itaipu não usada pelo Paraguai é importante para a estabilidade do tratado. A afirmação foi feita durante audiência pública das comissões de Minas e Energia e de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.
Após quase uma década de ocupação militar, esta semana os Estados Unidos anunciaram a “descoberta” de grandes depósitos de minerais estratégicos no Afeganistão. Dentre as “descobertas” anunciadas estão vastas reservas de cobre e lítio, minerais estratégicos para as indústrias de materiais elétricos, indústrias de equipamentos eletroeletrônicos e de comunicação.
O lítio, em especial, é um mineral absolutamente fundamental para o desenvolvimento atual de baterias elétricas, como a utilizadas nos celulares, aparelhos de MP3, notebooks e, mais recentemente, nos carros elétricos.
As maiores reservas atualmente conhecidas de Lítio localizam-se no altiplano boliviano. Além da Bolívia, Chile e Peru possuem algumas das maiores reservas de cobre do mundo, outro mineral fundamental para a indústria de materiais elétricos. Como vem sendo muito bem defendido por Fernando Sebben, a região central da América do Sul, incluindo Bolívia e Peru, teria um grande potencial de desenvolvimento associado à indústria da “Era da Informação”, caso estes recursos minerais fossem industrializados na região ao invés de exportados em estado bruto.
Refinaria produz energia com reaproveitamento de resíduos
Processo revolucionário aproveita todo potencial energético da biomassa
Por Bruno de Oliveira, de Lorena
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A empresa Senergen desenvolveu uma planta de refinaria de biomassa que promete revolucionar o mercado de geração de energia elétrica limpa. Por meio da tecnologia Probem (Programa de Biomassa, Energia e Materiais), que envolve processos de ataque termoquímico sob pressão, reatores separam das matérias orgânicas elementos-base que podem ser transformados em combustível para termelétricas a gás, óleo e carvão. O que sobra do processo, ao contrário de outras refinarias e usinas, é reprocessado e transformado em energia consumida pelos equipamentos.
Reator de Pré-Hidrólise: capacidade de 30 m³ (90 toneladas de biomassa seca por dia)
Quem desenvolveu a tecnologia foi a empresa de materiais refratários RM, localizada em Lorena, interior de São Paulo, e que é controlada pelo Grupo Peixoto de Castro e pela Senergen. Há 20 anos, a empresa começou a desenvolver o processo de transformação de biomassa e resíduos de qualquer natureza em energia elétrica, térmica e produtos químicos de ampla utilização industrial.